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quinta-feira, março 10, 2011

Ayubi & Dandash

Não adianta. Nasci pra ser mãe. Estava adiando minha nova maternidade felina (quando me divorciei, minhas filhas peludas, Akiko e Ayala, ficaram com o pai)por causa da falta de tela no apartamento alto, pra minha mãe se adaptar, por isso e por aquilo.

Mas o ontem o Luis Garcia, marido da Sayonara, da Casa Z, me trouxe um argumentinho cinza irrefutável... Ia ficar com ela e com a irmã, que morreu. Aí eles me contaram que tinha mais um machinho pra ser adotado. E logo um frajolinha - sou louca por frajolas. Capitulei.

Ficaram Ayubi e Dandash. ^^

Olhem pra eles. Vê se é possível resistir...




quinta-feira, julho 22, 2010

Saudades felinas



Para viagens, compras, telefonemas, jantares, casamentos, existe dinheiro e cartões de débito e crédito.

Mas acordar às sete da manhã com as duas gatinhas mais charmosas do mundo ronronando de saudade (uma no seu quadril, a outra no seu braço) NÃO TEM PREÇO!!!
Não tem amorsh mais puro e incondicional que amor de gato!

(Já já retorno com as histórias da segunda parte da vaigem, anotações de aeroporto e algumas fotos, assim como com os posts todos que devo. Calma, tô chegando. Peguei quatro horas e meia de atraso no vôo ontem por conta do mau tempo.><)

sábado, junho 12, 2010

Felinidade


Uma gata na cadeira, pelugem preta com olhar lânguido, de onde corre o fio suave de um amor espesso como mel. A gata me olha e eu me olho por dentro, a gata me ama e amando a gata eu me amo, seu outro tempo me transporta para eu desacelerar. Gato é espelho ativo e não virtual. O didentro do gato é uma enzima espiritual com intenção.

Mas além de olhar, o felino pode atuar como os bebês e tocar diretamente. Dormir nas tuas costas e ligar o "vibrar". Uma bolinha de pêlos ronronando na tua pele é mais eficiente que uma banheira de hidromassagem para dissipar tensões emocionais e acadêmicas.
Uma gata-menina te olha, te cutuca, mia fininho, te chama a atenção para um outro mundo. Pula, rola, puxa com a patinha, exige teu carinho. E te leva. Caroll se enganou: são os gatos, e não os coelhos, a chave para o País das Maravilhas. Cortázar já sabia. Murakami também.
Aí te deixa umas cicatrizes, que te levam de voltam ao mundo dos humanos e te lembram: a vida não é inofensiva, mas é muito boa.

Gatos te namoram como voluptuosas damas, te brincam como crianças e gatos podem ser magos. Eles te olham/ desvendam/ escaneiam. E se tu passares no teste, talvez eles te adotem. Um gato te ajuda, mas não quando tu queres- só no exato momento/ lugar/ modo que precisas. Eles são muito ocupados transformando energias, protegendo lugares e brincando para transmutarem tudo isso para ficarem satisfazendo teu capricho humano de atenção. Um gato não tem tempo a perder.
Parece que bailarinas gostam de gatos. Mentira. Bailarinas tomam aulas com eles. Gatos são estéticos, objetos de arte em movimento, são a essência de nossa arte. A mais exímia dançarina mal chega aos pés da leveza e da graça que um gato gordo, velho e caolho consegue ter ao beber água...
O povo comenta que todas as feiticeiras têm gatos e então se sabe que eles não entendem nada. Ninguém tem um gato. O bichano te adota ou não, ponto pacífico. E se tu fores mal intencionado, talvez tenhas a sorte de ser ignorado por eles - porque eu tenho pena de quem eles atacam.
Mas como eu dizia, feiticeiros não tem gatos. Na verdade, os gatos são os mecenas energéticos de qualquer bruxo. Energia que cura, que permite a eles atuar no mundo, que os bota em pé de novo. Não se iludam com a aparência de sono preguiçoso.

Por isso, como aprendi a feminilidade um dia, hoje sou aprendiz de felinidade. E essa é minha homenagem aos meus pequenos mestres.

quinta-feira, julho 23, 2009

Gostos simples

Há quem me ache sofisticada, mas a verdade é que sou uma pessoa de gostos simples.

Falando de salgados (doce é outro problema), não há prato na culinária mundial que me arrebate mais do que um feijão bem feito. Nada.

E não é assim, me sirvo bem. Como feijão com feijão. Descongelo feijão às quatro da manhã se varo a madrugada trabalhando. Como feijão frio (contanto que não venha arroz na combinação).

Agora, se você quer me ver delirar e comer que nem criança é por uma camadinha de farinha de mandioca torrada por cima. AI, MEU DEUS!!! Nossa família não é de origem nordestina, mas devo ter pego o costume numa das minhas andanças paulistanas.

Sei que nutricionalmente é chuva no molhado. Sei que caloricamente é uma bomba desnecessária.

Mas na minha modesta opinião tem nada melhor nesse mundinho de meu Deus.^^



Falando em coisa boa nesse mundo: quando Ayala, minha gata rajada, deita no meu braço pra dormir, o tempo para. Ela tem o ressonar mais gostoso e fofinho do mundo e eu fico uma infinidade de minutos esperando ela acordar pra me mexer.

É incrível o quanto esses bichinhos conseguem despertar ternura. A gente acaba amando, amando, amando eles desesperadamente. Quando quase mudei de endereço, a parte do coração que era delas era a única absolutamente inadministrável.

Dá medinho. Eles vivem menos que os humanos. Mesmo os humanos avançados em anos como eu. Ai.

quarta-feira, junho 17, 2009

Quem não tem gatinha não sabe o que é

... não poder deixar nenhum brinco, presilha, ou nada que brilhe fora de gavetas
... ter suas coisas derrubadas da prateleira antes de conseguir soltar um grito
...não poder esquecer teclado na posição normal (virado para cima)
... encontrar sua blusa preferida, o livro emprestado, a cama, rescendendo a xixi de gato (ecaaa!!!)

MAS TAMBÉM NÃO SABE:

... a delícia de patinhas sobre suas pernas à noite
... o brilho de dois pares de olhinhos quando você entra no apartamento vazio
... ver duas bolinhas de pelos se transformarem numa só que rola em alta velocidade
... o alívio de uma gata no ventre em dia de cólica menstrual
... a glória de uma gatinha ronronando no peito em dias muito tristes
... amar muito tudo isso, com todas as desvantagens. Amar incondicionalmente um ser de outra espécie. Amar amar amar amar amar.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Mais gatinhas

Agora, em movimento!
(Desculpem não colocar o vídeo aqui direto, mas a maioria dos computadores que eu uso não suportam o sistema de carregamento do Google...)

domingo, novembro 09, 2008

Gatinhas

Depois que o Google comprou essa bagaça, o serviço de postagem de fotos está uma merda.

Vejam fotos da Ayala aqui: http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=7247887050715980943&aid=1224009800

Obrigada!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Ayala

Eu estava passeando tranquilamente com Bellit pela Osvaldo Aranha. Aí ela disse: "Olha que bonitinho!" Não havia visto - mas era mesmo bonitinho. Um gatinho. Filhote, tigrado, um olhinho dodói. Não resisti e toquei com a mão no vidro: "Mas que coisa mais fofa!" E o bichinho se esfregou no vidro no ponto onde minha mão estava, pedindo carinho. Meu coração se partiu vendo aquela coisinha carinhosa isolada por um vidro. Entrei na loja para perguntar se era macho ou fêmea. Eles não sabiam, só o veterinário, mas eles estavam doando.
Dia seguinte de manhã liguei para descobrir que era uma menininha e declarar meu interesse.
E foi assim que Akiko ganhou uma irmãzinha.

Tensão

A chegada de Ayala não foi, como era de se esperar, só felicidade. Akiko ficou apavorada com a "invasão de território" e sem saber o que esperar daquele serzinho silencioso que tomava boa parte da atenção de seus "papais". Ficou com ciúme quando nos viu acariciando a pequena. Fez fusquinha até não poder mais. Mas passou. Agora as duas convivem pelo apartamento, disputam os cantinhos da nossa cama de noite. Ainda têm um bocado de medo uma da outra, mas do seu jeito, brincam.
Agora eu saio de casa feliz porque Akiko não me esperará mais sozinha. E Ayala também não fica mais sozinha numa gaiola, num fundo de pet shop.

Em breve, fotos das minhas meninas. Aguardem

segunda-feira, setembro 22, 2008

Mais de Akiko

Só para contar que ela já tirou aquele cone torturante da cabecinha. E que o corte cicatrizou muito bem , graças a Deus. E que os pelinhos já estão crescendinho, o que era branco já está cinza e logo ficará pretinho de novo.
E que ela já está sapeca, endiabrada, aprontando todas no apartamento. Ainda bem.
E que hoje ela me acordou às quatro da manhã ronronando no meu peito. E eu fiquei feliz de acordar. E, se isso não for amor, não sei mais o que é.

sábado, setembro 06, 2008

Castração

Hoje Akiko voltou da clínica, depois de três dias de isolamento, sedação e dor. Segundo a veterinária de lá, ela ficou furiosa com todo o procedimento. "Ela não é nada mansa." Mentira, ela é mansa, sim. Fiquei com vontade de perguntar para a moça como ela reagiria se arrancassem ela de casa, depilassem metade dela, sedassem, abrissem, tirassem dela orgãos de vital importância sem que sequer ela soubesse o porquê e ainda a mantivessem com dor e dentro duma névoa de remédios, por dois dias inteiros, longe do ambiente e das pessoas que ela ama. Será que ela ia ficar bem relaxada? Que puxa. Ah, sim, e com um cone de plástico na cabeça, tirando todo o senso de orientação e visão periférica.
Eu sei, não precisam me dizer. Sei os perigos que uma gata não castrada corre, sei da trabalheira, sei de tudo. Mas ainda acho o processo todo muito truculento.
E cada vez que eu vejo aquela barriguinha, antes bem peludinha de bebê, depilada e cheia de pontos, dói um bocado em mim.

quinta-feira, maio 22, 2008

Imagens de Akiko OU como é difícil fotografar uma gatinha

Eu anunciei a postagem dessas fotos, mas acabei me enrolando. Acontece que Akiko é temperamental e não gosta de fotografia, então fica muito difícil tirar fotos boas dela. Ela inventa de se mexer bem na hora do clic. Ou fecha os olhos... Pra tirar, tem que pegar ela de surpresa. Então fiquem com o melhor do que conseguimos e conforme ela for crescendo eu ponho mais.
E logo ela vai ganhar uma irmãzinha, para não ficar sozinha enquanto trabalhamos. Espero que a irmã dela tenha mais vocação para modelo...hehe



Bobeie com o flash e descubra que sua gata na verdade veio da Lua.



Todo mundo nessa casa gosta de dormir. Akiko não é diferente.




Todo mundo nessa casa é guloso... ela nem tá mais magrinha assim!




O mundo por uma janela. (Bem fechada, pra ela ficar segura.)




Bem pequenininha e se mexendo sempre, porque foco é um privilégio que não conhecemos...




Oooooooooon! Mesmo fora de foco, não é a mais fofa?

terça-feira, abril 29, 2008

A chegada de Akiko

A aterrissagem de uma pequena princesa em minha casa está mudando gentilmente minha vida. Ou, se preferirem uma linguagem mais chã, adotei uma gatinha e estou adorando.
Adotei mesmo, que acho absurdo comprar bicho. Ela tinha sido abandonada e estava bem judiadinha quando um veterinário gente boa a acolheu. Aí a mãe da minha amiga adotou, mas o gato que ela já tem, um bichinho de raça beeeeeeeem mimado rejeitou total a filhote. Então ela foi para a casa da minha grande amiga P. Mas P. não está num momento bichinho - embora ela adore muito, muito. (Eu entendo, porque estava assim até agora pouco.) Eu estou, total. Aí, ganhei Akiko, depois da P. cuidar dela com todo carinho por uma semana e engordar ela um bocadinho.
De lambuja, ganhei todo o enxoval-gatinho que a mãe da P. fez questão de dar: sacos de areia sanitária, muitos sacos de ração, brinquedos, mantinha de dormir, potinhos de alimentação, sementes para graminha digestiva, vacinas e castração quando ela fizer seis meses..
Ela é uma mestiça de pêlo preto ruço – mas muito macio - , com traços que entregam algum sangue siamês nas veias. Tem olhos verdes enormes que são quase toda a carinha e ronrona mais alto que muito motor de geladeira velha. Com ela shimmie não tem mistério.
O Esposo era o mais receoso quanto à idéia de adotar um animalzinho, porque nosso ovo, digo, apertamento, é deveras minúsculo. Mas já está completamente enfeitiçado. Ela é cheia dos charmes e, segundo ele, usou de todo seu poder de sedução para mantê-lo em casa, quando percebeu que ele estava se vestindo para sair.
E ainda mais: a gata tem o mesmo pendor letrístico dos donos: entre tantos lugares da casa, ela foi escolher a estante de livros para dormir...
Aguardem para breve fotos, muitas fotos...