Mostrando postagens com marcador idiotas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador idiotas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 03, 2011

Sobre as coisas que eu poderia dizer



Existem muitas coisas a serem ditas. Muitas coisas a serem postadas. E muita gente para quem eu gostaria de falar.
Mas a internet não é um lugar de exposição de idéias. A internet é uma praça de guerra onde gente desocupada se diverte em julgar a vida alheia.
Por isso tanto silêncio e trechos alheios por aqui.

Talvez ainda tenhamos dias de palavras mais livres. Ou não.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Will they ever believe me?

Porque sim, a ingenuidade dos anos 80 já acabou. Mas algumas poesias musicadas continuam sendo absolutamente perfeitas.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A vida alheia

Então, né? A minha me dá um trabalho tão grande. Entre o trabalho acadêmico, as atividades de auto-aperfeiçoamento, a busca de crescimento espiritual. Nessa atividade intensa, fui aprendendo a selecionar muito bem meus amigos e é tudo gente da mesma estirpe. Gente que trabalha, que batalha, que não tem tempo a perder.
Mas a verdade é que vivo tão imersa nesse mundo que esqueço que ele não representa o todo do universo em que estou. Um universo coalhado de gente de personalidade oca e muito, mas muito tempo livre mesmo.
Gente que se diverte fazendo chacota de coisas que não consegue sentir. Que se entretém comentando detalhes da vida alheia que gente decente e com pudor não se atreveria a devassar. Que se prevalece de informações que um dia lhe foram creditadas em confiança para interferir (negativamente) na vida de pessoas que preferiram separar suas vidas da mediocridade. Gente de mentalidade infantil que acha que fomentar intrigas, sem se preocupar com as consequências, é um dos jogos divertidos que a vida oferece.

Eu tenho muitos, inúmeros defeitos. E conheço todos eles. :) Sou uma pessoa inteira. Sou uma pessoa profunda. Eu tenho muito mais que três dimensões. Por isso eu ando de cabeça erguida e não tenho vergonha de nada do que faço ou sinto. O máximo que eu faço é tentar preservar pessoas do impacto de algumas coisas que penso. Termina nisso.
Vergonha eu teria de ser uma pessoa rasa. Vergonha eu teria de ter a profundidade de uma colherinha de café - e a mesma amplitude de visão. Vergonha eu teria de não reconhecer o que é verdadeiro e não me identificar. Vergonha eu teria se me faltasse compaixão.

Mas eu sou uma pessoa que tem o privilégio de reconhecer a diferença entre o que realmente brilha nessa vida e o que é lixo.

Portanto, crianças, eu passarinho. Sempre.

quinta-feira, setembro 23, 2010

La mala reputación

Uma letra fabulosa, que diz muito sobre o que muita gente pensa sobre mim. E sobre meus melhores amigos.
Cortesia do meu grande amigo e parceiro de vida outsider, Adriano. Uma das pessoas mais lúcidas e doces que já conheci na vida.

En mi pueblo sin pretensión
Tengo mala reputación,
Haga lo que haga es igual
Todo lo consideran mal

Yo no pienso pues hacer ningún daño
Queriendo vivir fuera del rebaño;

No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe.
Todos todos me miran mal
Salvo los ciegos es natural.

Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me supo levantar.

En el mundo pues no hay mayor pecado
Que el de no seguir al abanderado.

Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos me muestran con el dedo
Salvo los mancos, quiero y no puedo.

Si en la calle corre un ladrón
Y a la zaga va un ricachón
Zancadilla doy al señor
Y aplastado el perseguidor
Eso sí que sí que será una lata
Siempre tengo yo que meter la pata.

Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos tras de mí a correr
Salvo los cojos, es de creer.

No hace falta saber latín
Yo ya se cual será mi fin,
En el pueblo se empieza a oir,
Muerte, muerte al villano vil,
Yo no pienso pues armar ningún lío
Con que no va a Roma el camino mío,

No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos vendrán a verme ahorcar,
Salvo los ciegos, es natural.


Dedicado a todos os hipócritas, autoilusionistas, sabotadores, burocratas e todo o tipo de gente limitada que adora foder com nossas vidas.

quarta-feira, maio 26, 2010

Maldita seja a Claro por todo o sempre!

Houve um tempo muito distante em que meu celular Claro pegava em todos os lugares, inclusive na praia e na serra, onde os dos amigos de outras operadoras morriam... Mas hoje em dia!
Marido diz que parcialmente é culpa do meu modelo "novo" (MotoKRZR K1), mas honestamente duvido que seja só isso.
Fato 1: Eu perco sinal o tempo todo, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé. E sim, dentro do meu apartamento também.
Fato 2: Eu não sei porque merda do plano ou que outra porra, não importa quantos milhões de créditos eu tenha no celular, ele jamais me permite realizar ligações interurbanas (coisa que eu fazia tranquilamente há um ano atrás, como o mesmíssimo plano), alegando que "não há créditos suficientes para completar essa ligação". Coisa que há quatro anos atrás eu conseguia fazer com R$ 2,00, no pré-pago! (Lembrem-se que eu praticamente vivo em duas cidades diferentes!)
Fato 3: Ele não completa mais da metade das ligações feitas de outra cidade quando estou em roaming! O detalhe é que eu estudo em Santa Maria e passo metade da semana em roaming, só podendo me comunicar por torpedo. E eles nem tem a decência de me comunicar que pessoa X tentou ligar.

E hoje foi o cúmulo do absurdo. Ontem mandei um torpedo para meu amantíssimo professor de derbake para confirmar a aula de hoje. Daí que não houve resposta. Imaginei que, ou ele não tinha recebido, ou não tinha podido responder, ou não poderia dar aula. Então, uma hora e meia antes do que seria o início da aula, mandei outro torpedo dizendo que eu havia concluído que nosso encontro tinha ficado para a próxima semana e desejando bom finde.
Aí ele respondeu que tinha, sim, mandado um torpedo confirmando! Caralho de operadora que nem pra entregar torpedo serve! Aí fiquei preocupada, porque o moço mora lá onde Judas perdeu as cuecas e achei sacanagem ele ir mais cedo para o Centro para não me encontrar. Então peguei o telefone para ligar para ele e dizer que ia sim, mas ia atrasar um pouco, se tudo bem. Liguei, a ligação cortou. Tinha caído o sinal. Esperei voltar quase cinco minutos, nada.
Então tive a brilhante idéia de ir até o corredor do prédio - às vezes funciona, botar no corredor ou da janela, mas não queria ficar falando dependurada do quarto andar - daí que fui. E acabei fondo. A gata tentou escapar pela fresta da porta, que eu bati num impulso. Aí danou-se! Presa do lado de fora do apartamento, de havaianas, um vestido indiano todo rasgado/manchado/fodido que eu uso para dormir e tingir cabelo e uma parca com um descosturado de cinquenta centímetros embaixo do braço esquerdo. Ok, eu não devia andar tão relaxada dentro de casa. Ok, eu parecia uma homeless. Que fazer?
Peguei o celular para encher o saco de marido, que estava no caminho entre um trabalho e outro. QUEDÊ SINAL???
Desci para a área comum, com alguma esperança. Esperei quase dez minutos e nada!!! Desliguei, tirei o chip, esfreguei como me ensinaram na época que eu era a encarregada disso no escritório. Nada. Tive a brilhante idéia de ligar a cobrar pro marido do orelhão da portaria (olhando pra baixo, rezando para não encontrar nenhum conhecido) e fui informada pela moça da OI que o telefone dele não estava programado para receber esse tipo de chamada - que eu faço o tempo todo. (Antes que eu esqueça, moços da OI, vão todos tomar no eu também!!!)
Aí, milagrosamente, o sinal voltou. Liguei para marido que pegou um taxi e veio me resgatar. Liguei para o profe, que por sorte ainda não tinha saído de casa. Enfim, tudo mais ou menos ok.

Voltando de Santa Maria vou passar na loja da Claro e esbofetear pessoas até resolverem meu problema. Se não resolverem eu troco de operadora e vou esbofetear outros funcionários. Porque na real, não existe mesmo muita alternativa para usuários de telefonia móvel no Brasil. Merde!!!

domingo, maio 23, 2010

Enquanto isso, no auditório do prédio de Letras...

A palestra era lida e sobre um assunto nada fundamental para nenhuma de nós. Quinze páginas lidas len-ta-men-te. O horário tardio. Jogo do Inter por começar. O tédio grassa.
Aí eu me saí com uma das soluções antitédio do tempo da USP: texto "surrealista". Escreve uma primeira frase esdrúxula, passa pro próximo do grupo e vai completando. Claro que os assuntos pessoais acabaram tomando conta e o negócio foi ficando cada vez menos surreal e cada vez mais voltado para os incômodos sobre a vida acadêmica e com a palestra.
Deu nisso aí. Um clássico da literatura de canto de caderno. Mas antes de você ler isso tudo, se é que você não é de nosso grupo e ainda se dispõe, é importante que você saiba:

1) Tínhamos todas acabado de ler uma versão em e-book de "O Rei de Havana" de Pedro Juan Gutierrez, onde há muita linguagem chula. Por um problema de digitalização, toda vez que aparecia a palavra "cu", vinha grafado "eu". Logo pegou a moda de mandar tomar no "eu" entre os alunos.
2) A palestra, sobre um ciclo de livros angolanos de Pepetela, abordava entre outras uma obra chamada "A Chana", que parece que é uma região de lá, enfim. Na minha terra, a palavra significa outra cousa.
3) O prof. X é o organizador desse ciclo interminável de palestras a que vamos obrigadas pelas normas da CAPES. Nem elas (as palestras), nem o professor, primam pela busca de assuntos relevantes para nossas pesquisas, nem pelo desenvolvimento agradável e jamais pelo senso de humor.
4) Estávamos em seis. Não revelo os nomes nem sob tortura. Não sei editar essa merda em cor, portanto vou usar negrito e itálico para diferenciar autorias, mas, claro, não significa que todas os trechos em negrito, por exemplo, sejam da mesma pessoa.

Então vai:

O padre se chocou com a porca imagem. A cruz caiu do céu vermelho. Eu estou sentada no banco traseiro do carro comendo amendoim. Vou tomar um porre de utopias. Ponto final escuro e branco. Uma árvore muito balançada fortalece as raízes. Sigo viagem até Tupanciretã, com medo do que posso encontrar. Mas finalmente vou conseguir comprar minha vaquinha verde! Estou com medo que a "Chana" tome forma humana e me engula. Tomou chá preto e se suicidou com bolachinhas rosa pink. Foi ler uma Havana povoada loca da Marcia. Tem que ser ninja! Já vou tarde porque acordei ontem e hoje estou dormindo! E se dormir vou sonhar com Reynaldo e sua poderosa pica de 22 cm. Que prometeu vir pro Brasil e virar "el rey de Santa". Que livro é esse que não li e que voz é essa que faz eco na minha cabeça oca. Uma narrativa bêbada. Só se eu colocar o copo de vinho na frente da TV para ver Édipo Rei. E dormir e esquecer do mundo, ô vontade! Subjetividade é eu assumir o relativo e o subjetivo e resolver dar o meu "eu" para o mundo. Dar o "eu" para o mundo é importante, pois feliz é quem dá com alegria. Jesus disse: "-Quem dá, RECEBE!" Cansada, cansada, meu "eu" usado assim sem dó nem piedade. Eu não quero falar de um "eu" que anda em desuso. Se o uso fosse mais usado o desuso valorizaria a casa de cãmbio. Não estou pensando nesse elo perdido porque a dor maior é não poder chorar quando não se quer ouvir bobagens. O fato é que a palestra sobre os umbundos e quimbundos deixa os pós-graduandos furibundos. E vou-me embora para Tupanciretã... Mas a saudade maior é da fronteira... E Rivera e seus perfumes me esperam. Vamos suprir as carências num impulso consumista, pois o inferno são os outros, e não há saída, muito menos para uma libriana sensível. Ou para uma geminiana confusa, que mantém seu cérebro transitando por todos os paraísos artificiais e infernos reais possíveis - qualquer deslocamento que permita alguma salvação da morte pelo tédio. Mas o maior tédio sde uma mestranda são as quintas-feiraas... loooongas quintas-feiras! Porque nesta vida tudo passa, até a uva passa, mas as tarefas de produtividade da CAPES não passam. Se estamos falando de simbólico simplesmente não saímos da superfície e superfície macia só a minha cama agora. Agora nem cama nem jogo do Inter; é esse o motivo da expressão de desalento do X.: o jogo está para iniciar e os compromissos acadêmicos o prendem numa sala morna e translúcida. Eu conhecia CHANA como apelido do órgão sexual feminino. Só podia ser coisa de uma doutora que foi aluna do Costa Lima e que tem a boca invertida. Se eu fosse um "Kamundongo" eu não entraria nesse buraco embora tivesse um nariz enorme. Porque o Kamundongo sabe que a boca está no campo simbólico da Chana invertida. MAS NÃO ESQUEÇAM... A Chana é árida e Agostinho Neto é o Rei de Angola... Mas o maior problema na academia é a falta de Panga. Agora a Chana está aberta e inóspita então! E ela é real, não se esqueçam, pois o guerrilheiro se encontrou com ela, e viu estrelas no céu. Mas aqui não há um Rei real, apenas representação.. Os "Eus" são apenas abstração nessa Pós. E como aqui tudo é abstrato, vou-me embora para Pasárgada. Lá tenho o homem que eu quero, na cama que escolherei, uma cama concreta com um ser concreto. Liberar o "eu" de seu desuso absurdo. Também estou louca para sair de dentro da Chana e ir para minha casa, desarticulada e desalojada. Vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Como um mbambi dentro da Chana! Ninguém conhece Marx mas o sólido que se desmancha é sempre citado, parece que ele só disse isso. E depois dessa: "Tchau, I have to go now, I have to go now!" Falar em jogos de futebol, Tupanciretâ (obs: cidade natal do prof. X.) se representa de camisa vermelha! E o Professor pensa: "- O Inter está entrando em campo." "Digo, na Chana!" Ele tenta se concentrar, mas tá foda. Nesse momento cantamos: "não posso ficar nem mais um minuto com você..." E vou exilar-me em Luanda, depois me perguntem como foi. Vai ficar com o Malongo! Vai que o Malongo é bem dotado e se torna "O Rei de Angola"? E joga futebol só que não joga no Inter que vai jogar daqui a pouco. E o X. não vai ver! Isso é pelas torturas de 5a. de manhã! (obs: as aulas) CASTIGO! E o mais impressionante é o efeito Lacto-Purga que essa abstinência futebolística terá sobre ele! Tentando entender porque meu pensamento não processa e mesmo assim estou aqui ouvindo tudo que cai na profundidade e no vago do meu cérebro. Porque todos os valores são relativos à exceção da bolsa CAPES e da pressão do orientador. A academia é o lar dos absurdos. E o pior que nem bolsa tenho, só um orientador mala que inventa BOBAGENS MENSAIS! Palestra mensal é pior que menstruação e "epílago". Bom, acabou.

quarta-feira, maio 12, 2010

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído

Cena pitoresca que protagonizei no centro de Porto Alegre hoje.
Estava voltando da terapeuta com a minha mãe e ia embarcando no São Manoel. Fui dar licença para um cidadão, porque minha mãe sobe beeeem devagarzinho. Ele "gentilmente" largou um "Pode passar primeiro com a avozinha."
Tá, lá fui eu. Tive a sensação de sentir um movimento brusco do meu lado mas estava ocupada demais içando minha mãe ônibus acima quando outro senhor, que estava já dentro do ônibus, me informou: "Ele pegou seu celular de dentro da bolsa, vai atrás dele." E lá ia mesmo o cara se afastando, sorrateiro. Murmurei um "deixa pra lá" da mais pura preguiça. O cidadão insistiu: "Vai lá que você ainda pega!"
Olhei pro cara e, realmente, ele não estava correndo, até porque estava chegando perto dos 60. E me lembrei que aquele celular nem era meu, era da minha mãe, que eu tinha esquecido o meu em casa.
Mandei mamãe esperar e lá fui eu. Não sabia muito bem o que ia fazer, mas fui. Foi fácil alcançá-lo (creio que ele jamais sonhou que eu fosse atrás) e quando alcancei dei a sorte de pegar ele no pulo, oferecendo o celular para outro cara.
Na falta de idéia melhor, brandi meu recém-adquirido guarda-chuva amarelo Oxum bem alto e gritei com a melhor cara de má que sei fazer: "Devolve!" Neguinho ficou branco. "E.. eu... tava no chão..."
"Não perguntei."
Catei o celular e me fui em direção ao ônibus, que ainda deu tempo de pegar. Os passageiros estavam tão espantados quanto o ladrãozinho de galinha. E quando eu sentei, depois de todo o exercício de passar a roleta com mamãe, não pude deixar de dar risada da minha absoluta falta de juízo.

Tem dia em que geminiano devia ser proibido de sair na rua.

segunda-feira, maio 03, 2010

Auto-importância: um momento de humor

Uma das poucas coisas que eu aprendi na minha perra vida é que nada expõe mais um ser humano ao ridículo que o sentimento de auto-importância. A ilusão de ser especial, único, indispensável em algum processo ou para alguém. Todo mundo é uma bosta, incluindo eu e você.
Como diz meu amantíssimo professor de derbake: "Na verdade, o ser humano é muito burro. Todo mundo é muito burro. Tem uns caras assim como Cristo, Einstein, um tantinho acima da média. Mas o resto é tudo muito burro." Sábias palavras.

Mas aí você circula em meios especializados na Internet e todo mundo enche sua bola. Entra num curso de pós-graduação e as pessoas vem elogiar seu conteúdo e importância. E aí que você esquece as coisas que aprendeu e faz a grande cagada: acredita!!!

O tempo, entretanto, é bom professor.
E então fica claro que você está importunando com sua demência pessoas que jurava estar apoiando ou integrando.
E se toma de pertencimento em grupos que não te pertencem. Que nunca te pertencerão, porque existe um abismo de idéias e de geração.
Aí, de repente, você passa na frente do espelho e vê sua maquiagem de palhaço.

Estou rindo de mim mesma até agora... rsrsrsrsrs

segunda-feira, abril 19, 2010

SOCORRO!!!!

Porque eu só quero lhe dizer... que a coisa aqui tá preta!!!

(Deu pra entender ou quer que eu desenhe?)

sexta-feira, março 05, 2010

E eu lhe digo com quantos formulários se faz uma bolsista CAPES

Com muitos, senhoras e senhores, muitos mesmo. E com abertura de conta bancária, muitas fotocópias, quaquilhões de assinaturas, reconhecimento em cartório, horas de espera em variadas filas.
Mas eu pedi por isso, não foi? Pedi. A vida vai entrando no normal.
A pensão que eu reservei era um muquifo infecto de dar arrepios. Muita, muita poeira. Teias de aranha a granel, uma barata espatifada sorrindo para mim no chão do banheiro, E mofo, muuuuuuito mofo. Não deu para mim.
Por sorte eu tinha uma amiga na cidade, que vai me receber num esquema infinitamente mais civilizado por um valor muito mais módico. E vocês acreditam que a vaca velha que administra a pensão fez questão de ficar com o valor integral do valor que eu tinha pago a título de reserva, embora eu só tenha passado uma noite lá? Eu disse que não estava pedindo nada de volta, só devolvendo as chaves. Infelizmente, sou um bicho que tem o primeiro reflexo sempre educado, senão tinha mandado ela enfiar o dinheiro no cu, que é o que gente filha da puta deve fazer. Enfim.
Foi a diária mais cara da minha vida. E que serviço!
Mas a boa novidade, na facul, é o que "srs. Burocratas", ou seja, os secretários que me guiaram pelas veredas da documentação acadêmica, são muito mais gente boa que o esperado e foram superqueridos comigo. E, olha, meu povo que não está acostumado com universidade, isso nem de longe é a regra. Minha experiência em secretarias tem sido das mais estressantes, com muitas explicações mastigadas, princípios de bronca e caras feias, com a honrosa exceção da dona Ema, nossa secretária do jornalismo na ECA, que sempre foi "uma mãe" para nós. Ela facilitava tanto para a gente que quando peguei meus primeiros entraves burocráticos nem sabia como começar.
O Jandir e a Irene, entretanto, parecem ser da mesma estirpe da dona Ema e, se não fazem por nós, pelo menos mantém a relação o mais desestressada possível. Beleza.

sábado, fevereiro 06, 2010

Coisas que simplesmente não funcionam

Eu amo essa cidade, todo mundo sabe. Mas aqui acontecem coisas inacreditáveis, que irritam muito meu laivo de personalidade capricorniana, determinada pelo meu Saturno.
Eu preciso que as coisas funcionem como devem funcionar, mas às vezes...

Ontem, pressionada pelo calor muito intenso na cidade (não preciso dar detalhes, vocês vêem noticiário, né?) fui ao Shopping (é mais Centro Comercial, mas deixa para lá) João Pessoa (que é pertíssimo de casa), comer alguma coisa sob ar condicionado. A recepção gelada no térreo foi muito reconfortante. O estranho era sentir que, conforme íamos subindo, a temperatura aumentava. Foi chocante chegar no terceiro andar (onde funciona a praça de alimentação!) e constatar que o ar condicionado estava simplesmente desligado! Só uma ventilaçãozinha muito furreca funcionava, as pessoas suavam nas mesas... E nós suamos muito também, enquanto decidíamos para que outro shopping iríamos para comer...

Resumindo a ópera, pegamos um ônibus (um T5, também com ar condicionado desligado...) e fomos para o Shopping Praia de Belas. Lá, pelo menos, tudo funcionava no prédio inteiro. Comemos e fomos dar uma volta. Estou querendo comprar um livro para o mestrado. Resolvi dar um pulo na Saraiva Mega Store para ver o preço.
Chegando lá, testei três leitores de código de barras, mas todos estavam desconectados. Procurei uma funcionária e pedi que ela visse o preço para mim. Ela estava do lado do terminal, mas me mandou até o setor de serviços. Cheguei lá e os dois funcionários estavam ocupados e cumprindo morosamente suas funções. Até que a mesma funcionária que me mandou para lá veio atender no balcão de serviço. Estendi meu livro para ela, mas um casal, que chegou depois de mim no balcão, simplesmente deu a volta por trás de mim e passou seus oito livros primeiro! E ela nem aí!
Até que o outro funcionário ficou livre. Pedi o preço para ele e ele saiu do balcão para ver. Voltou do fundo da loja e disse: "Aquele último leitor lá no fundo da loja (leia-se, lá na PQP) está funcionando..." e me disse o preço do livro. Resumindo: veja você mesma (procure você mesma por todas as leitoras da loja gigante) e não ocupe meu tempo...
O preço era o mesmo da livraria Cultura, onde o atendimento é reconhecidamente superior. Mas a real é que não compraria o livro lá nem que estivesse por um terço do preço. Aliás, duvido que entre na loja outra vez.

sábado, janeiro 30, 2010

Match Point - Woody Allen

Sim, o filme.

Eu me dei conta que já estive exatamente na mesma situação que a Nola. Incluindo o fato de eu não ter começado a coisa, da pessoa ter insistido e tal e coisa. Igualzinho.
A merda do Woody Allen é que ele pega esse tipo de situação e te deixa exposta, desnudada em todo seu ridículo. É patético ver como, na cabeça de um homem casado, podemos nos converter rapidamente de uma grande paixão em um um incômodo exasperante.
Fiquei cogitando se não escapei de um tiro nas fuças porque não engravidei (e olha que eu queria e tentei de todo jeito) ou pela segura distância que separa São Paulo do Rio de Janeiro.

Mas a grande questão é: por que raios os homens (casados, que insistem em ter casos fora, para não generalizar) têm de ser tão cretinos? Por que falar em amor quando eles só querem uma trepada espetacular? Pra que mentir tanto, meu Deus?
Todo mundo sabe que hoje em dia a gente dá do mesmo jeito, porra. No meu caso, teria rolado de boa. Só que sem a expectativa de um filho e de um casamento, claro. Talvez não com a mesma entrega.
Será que é da entrega que eles precisam para a trepada ser espetacular? Fico pensando se esse tipo de gente, quando se masturba, estimula o sexo ou o umbigo...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Curiosidade mórbida

Eu tenho uma pergunta na ponta da língua para o povo que se incomodou tanto comigo no ano que passou. Esse povo que me perguntou se minha vida teria sido boa algum dia, que me achou louca e inconsequente por largar um emprego "estável" onde eu era tratada como escravinha, que se revoltou contra meu umbiguismo insuportável, que achou que eu gastei tempo demais comigo mesma e se chocou com minha demora em resolver questões emocionais.

Porque, sim, eu tive problemas muito sérios em 2009. E, sim, ainda tenho problemas, nenhuma vida é perfeita. Mas eu vivo a vida de um jeito que eu amo viver. Porque mesmo no meio do furacão, eu não parei um único minuto de correr atrás dos meus sonhos. E os estou alcançando, um a um, apesar de.

Então, me conte, amigo incomodado: e você? O que tem feito da sua vidinha?

Por nada. Só pra saber.

quarta-feira, julho 01, 2009

Da vida real, ela mesma

Depois de finalmente sacar meu FGTS, atravessando várias questões burocráticas para provar que eu solteira-casada-divorciada sou a mesma pessoa.
Agora meu destino é correr atrás do seguro-desemprego. Como a coisa é feita? Claro, do modo mais inteligente: você pega às seis e meia a fila para a distribuição de senhas que começa às oito: e reza para estar entre os 150 primeiros.
Não consigo deixar de ranger os dentes e pensar que estabelecer um sistema de agendamento não iria, necessariamente, colocar o sistema em colapso. Mas não basta dar o benefício: é preciso humilhar e maltratar o desempregado. Com mil caralhas!!!

segunda-feira, junho 15, 2009

Das delícias do desemprego

Uma das delícias de se estar desempregado é poder ficar em casa se retorcendo de cólica menstrual sem ter que dar satisfações a ninguém.

Não, dor não é gostoso. Mas é muito pior quando você tem que ligar para o trabalho (todos os meses), dar satisfação para os colegas de trabalho (todos os meses) e enfrentar a taxativa descrença que jura que a cólica monstro que vc enfrenta (todos os meses) é desculpa para matar trabalho. NADA é pior do que isso. Porque chefe desconfiado já é um porre, mas colega de trabalho é vocação pra capataz demais pra minha cabeça.

PS: Anônimo, vou trocar o verde hospital, se tanto incomoda. Mas eu preciso mesmo é de um template novo. Se habilita?

quinta-feira, setembro 04, 2008

Curso de boas maneiras por correspondência

(Fila do Banrisul, agência Bom Fim, uma das maiores da cidade.)

Toc-toc no ombro.
- Tu não precisa pegar esta fila, vai lá na fila das gestantes.
- Meu senhor, eu não estou grávida, só sou gorda mesmo. (Sorriso. Porque sorrir é preciso.)
Toc-toc.
- Mas vai lá, se tu não disser nada, ninguém vai perceber.
- Agradeço sua extrema gentileza, mas dispenso. (Sorriso. Bem mais forçado que da primeira vez.)

quarta-feira, abril 09, 2008

Neste dia tão especial, cante Smiths comigo!

I've come to wish you an unhappy birthday
I've come to wish you an unhappy birthday'
Cause you're evil
And you lie
And if you should die
I may feel slightly sad
(But I won't cry)