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domingo, fevereiro 13, 2011

Sobre lamentos y otras cositas

Então, se algum de vocês ficou curioso sobre a minha aula de dança cigana de ontem (eu ainda não me recuperei dela, como podem ver), posto aqui duas das músicas "trabalhadas" em aula. Seguem as letras pra quem não é gaúcho e não tá acostumado a pegar espanhol à unha (entender espanhol é outra coisa, teoria minha).

Primeiro essa cançãozinha quase meiga, que você até acha que vai ser uma coisa feliz quando começa. Aí vem o canto e a letra rasgando tudo até a alma e salve-se quem puder.



Recuerdo tu imagen alejandose
La tierra se hundia bajo de mis pies
Fui callendome al vacio
Sin poderme agarar a la vida

Como pude imaginarme
Que tenia algo que darte tenia algo que darte
Yo en mi madurez y tu
En tu plena juventud
Los anos no perdonan

Solo te ruego que me des
Una noche de amor
Solo pido Una Noche Mas

É, foi essa mesma que me fez chorar. Os comos e porquês não são da conta de ninguém.:P

Mas a minha preferida ainda é essa aqui:



yo bebo y bebo y bebo para olvidarte
yo duermo y duermo y duermo para no pensar
maldito mundo
vivir para pagar por el pecado de amarte
maldita tu
sueltame

te digo que vida no tengo
y es por tu culpa
las noches igual que los días
de soledad
oh dio mio
ayúdame para matar este amor
que está en mi corazón
bendito dio sálvame

solo caminando en el camino de este mundo
y no tengo más fuerza para luchar
pensaba que amarte fue el remedio del dolor
pero el dolor se hizo grande más y más
te dejo para siempre vida mia no te olvides
que soy hombre que existe para ti
y el cante de mi vida te regalo para siempre
hasta que llegue el día del morir

Tá, vocês podem argumentar que a letra a torna uma excelente trilha sonora para um suícidio, vá lá. Podem até achar um tanto brega.
E "amar" não é a palavra sobre o que eu sinto com isso. A questão é que faz parte de mim. Com um tanto de sangue cigano e uma grande possibilidade de outra de sefardi, talvez possamos culpar a genética.
Quando o ritmo da música acelera e o cajonero começa a se enlouquecer, meu coração sai pela boca, fica orbitando alguns minutos em torno do corpo pra só voltar depois...

É, sou louca e acho que não tenho cura, não. Nem quero.

Sensações, pensamentos e o que eu ando fazendo esse tempo todo

Então, pessoas, tudo bem com vocês? Sei que nem ando postando aqui na velocidade que gostariam, mas a vida tem me exigido muito. Isso quer dizer que muitas vezes não posto porque tô na correria. Outras, porque não tenho conexão como deveria. Outras, porque estou sentindo coisas, literalmente, impublicáveis. E não sei fingir o que não sinto, nem fingir não sentir o que sinto - e Deus sabe o que isso me custa, ás vezes!

Entre as muitas coisas legais que simplesmente surgem porque está na hora delas, devo informar que o Tarot voltou di cum força para minha vida - como já havia sido anunciado.
Vejam vocês como são essas coisas, se é normal: fui convidada para participar de um curso que está sendo ministrado, nada mais, nada menos, no 3o. andar do prédio onde eu moro! Achei muita areia pro caminhão da pessoa, mas não ligue ainda! O professor é incrível, a turma é mara, o custo é ridiculamente baixo e ainda adquiri um jogo lindíssimo, da amiga Lucy, por um preço hilário (que ainda assim tive que jogar pra março, ô pobreza). Apesar de ser de "segunda mão", ele jamais havia sido usado e eu simplesmente estou tendo uma história de amor com os arcanos.
Pros interessados, é um Tarot de Thot, de Aleister Crowley, que tem arcanos belíssimos como o da ilustração aí embaixo.



Tem detalhes que não dá para entrar num blog tão público, mas posso garantir que está sendo uma experiência fortíssima.

E hoje era sábado, non? E agora eu moro em Nóia, pertim da Casa Z e sábado é dia de dançar.
Dona Sayonara, que sabe que não pode apanhar porque está grávida, mostrou-se particularmente endiabrada hoje.
Deu uma aula inteira de vivência, com lamentos. Sim, você ouviu bem, eu disse LA - MEN - TOS!!! Começou com música sefardi e se enveredou pelas flamencas. Aqueles amores doídos todos. E nada de técnica, só vivência.
Tipo assim, nega: tira o coração pra fora, lava, esfrega mais, isso, agora enxágua, torce e bota no peito de novo. Comecei chorando na primeira música e segui arrepiada até a última. Não pensem que essa brincadeirinha de dança cigana + auto-conhecimento é mole, não, senhoras.
E depois, não estivesse já bastante mexido meu coraçãozinho, teve aula de flamenco! Peraí, isso merece um subtítulo.

F L A M E N C O !!!





Eu quero fazer flamenco desde... nem sei dizer. A música flamenca sempre mexeu com o mais profundo dos meus nervos, desde que me conheço por gente. A garganta que seca, o peito que se aperta, o corpo que quer seguir os ritmos sozinho mas o cérebro não sabe como. Até por gostar TANTO, adiei o quanto pude. Tinha medo daquela dor toda. Achava que era dor demais para se viver no palco. Até me conhecer o suficiente para saber que vivia aquela dor no cotidiano e que era tudo aquilo, fibra por fibra.
Por outro lado, por um longo período tive conhecidos no flamenco (alguns profissionais, consagrados e buzuzu) que tinham uma postura tão pedante e nojenta sobre a dança deles, que fiquei desestimulada por muito tempo. Claro, eles estavam sempre comparando com a "loucura sem técnica" da dança árabe. Eu tinha a impressão que por mais que estudasse, por mais que eu me embrenhasse naquilo, meu conhecimento e minha dança estariam sempre muito aquém de seus narizinhos empinados. Hoje em dia mando tudo isso à merda, me dou o direito de encarar esse negócio e a tentar dançar exatamente como uma gitana, a mi manera.

Mas aí o tempo foi passando, escola era difícil, dinheiro era difícil. E me restava ainda o medo de estourar os joelhos com a combinação de corpo pesado + sapateado.
Mas aí eu vi o Paulo Marcelino dançando numa festa da Casa Z. Ele não é nada longilíneo, está bem fora do esteriótipo de "bailarino espanhol", mas tem uma precisão e atitude ao dançar impressionantes. E seus dois joelhos parecem ir muito bem, obrigada!

Foram várias conversas, a mudança pra Novo Hamburgo e outros arranjos. Mas o dia chegou! Minha primeira aula de flamenco!
Amei cada segundo, copiosamente, não tenho o menor pudor em dizer. Não é fácil, mas é menos difícil do que eu pensava. Quer dizer, se fosse há cinco anos atrás, eu não seguiria. Mas meu corpo foi bem educado nesse tempo e dá para enfrentar outra disciplina e outro código corporal, sim.
Para vocês terem idéia da fissura da pessoa: eu já os encomendei, mas meus sapatos ainda não chegaram (a pessoa calça 39 e não tinha no estoque, nhé). Mas eu precisava de sapatos... então fiz a aula com um par emprestado da melhor companhia de aula de dança desse mundo, Carol Klipel. Só que a Carol calça 37!>< Isso mesmo, dois números a menos que eu!
Não vou dizer que não doeu, quando eu pude tirá-los no final da aula foi um prazer inenarrável. Mas isso nem atrapalhou a aula, acreditam? A música me anestesia as dores do corpo!
Fato: foi fantástico. O resto vou contando depois, pois essa é uma jornada que está bem no comecinho, manjo muito pouco. Mas foi mais um daqueles muitos milagres dos quais minha vida está sempre cheia.

terça-feira, agosto 03, 2010

Do mais santo dos remédios: o tempo

(Coisa que eu mais amo é quando essa merda dá pau e eu perco o post inteiro como há segundos. Ok, vamo lá de novo.)

Quem me conhece bem, sabe que não vivo sem os meus amigos. Sei que consigo suportar qualquer coisa com eles por perto, o resto eu não sei. Depois de velha admiti para mim mesma que meus amigos tem importância maior na minha vida que meus amores - salvo os raros casos em que os amores se tornaram amigos.
Sendo assim, adoro fazer amigos novos e reencontrar amigos. E se tem algo que me chateia, mas me chateia muito, é perder um amigo. (Até aprendi a administrar a situação com a idade, mas gostar também não é o caso.)

Pois que hoje foi um dia deveras supimpa, porque eu fiz uma coisa que realmente me dá muito prazer: recuperei um amigo.
Perdi a amizade do moço em questão porque esta se desenvolveu em conjunto a uma paixão mal-resolvida dos diabos. Como temos em comum a impulsividade e a passionalidade, deu uma merda bonita de se ver. Explodimos em gritos, lágrimas e ranger de dentes. Mexicano.
Enfim, o tempo passou e a paixão com ela. Mas a saudade do amigo com quem tenho grande afinidade e com quem me divirto muito permaneceu. Foi bom descobrir que, de alguma maneira, a recíproca era verdadeira. (Eu jurava que o moço ainda rosnava à menor menção do meu nome, quando na verdade éramos dois a nos espiar furtivamente na Internet.) Enfim, foi um troço bem bacana.

Essa transição de paixão pra amizade é uma coisa que traz inúmeras vantagens. Tipo como ser tia, que só pega os melhores flashes da maternidade.
Marido (namorado/amante/whatever) eu só posso ter um por vez (e estou muito satisfeita com o meu, obrigada), amigos eu posso ter todos ao mesmo tempo agora!
Amizade não tem ciúme, não tem jogo, só levanta sua auto-estima. E a parte que eu mais gosto: havendo caráter dos dois lados, a tendência é que dure para sempre! (Que o digam meus amigos do Pleistoceno!)
Tá, não vou negar que uma amizade que tem um histórico romântico gera um tipo de afeto especial. Como costuma dizer meu primeiro grande amor (e um dos meus melhores amigos para todo sempre, arigatô Kami-sama!): "sempre teremos Paris". Mas é o tipo de diferencial que se dissipa com o tempo e não traz nenhum ônus nem risco. Acho que até pelo contrário: economiza muitas explicações.

Aproveito a oportunidade para ser piegas: meus grandes amigos espalhados por esse mundo, de todas as épocas, sejam os que nasceram meus irmãos ou os que se tornaram - amo MUITO LOUCAMENTE todos vocês! Cada um de vocês, a seu modo, é essencial na minha vida.
Ao moço em questão, caso ele leia este post: OKAERI NASAI! (Bem vindinho de volta, em japonês.^__^)

sábado, maio 01, 2010

"O Ganso Selvagem", de Ogai Mori





No distante ano 2000, eu era uma graduanda fascinada por literatura e tradução e louca para começar algum trabalho de verdade. A professora Meiko Shimon, que nunca foi de ignorar uma pulsão por trabalho, me solicitou que fizesse uma primeira versão em português da tradução inglesa (The Wild Geese) de uma obra japonesa do período Meiji, cujo autor não tinha nenhum título em português, além de um conto publicado por ela mesma numa coletânea que só era trabalhada dentro da universidade.

Fui até a biblioteca, encontrei o livro, copiei um exemplar para poder rabiscar à vontade (só sei traduzir assim) e fui para casa achando que teria bastante trabalho por alguns meses.

Mas com a professora Meiko nada é simples, raso, nem rasteiro. Em inúmeras reuniões que duraram cerca de seis anos, comparamos minha tradução linha por linha ao original. Descobrimos a supressão de parágrafos inteiros na versão inglesa e a distorção completa de uma imagem. Pesquisamos na biblioteca nos primeiros anos e no Google, mais tarde, para encontrar os termos perfeitos para termos da arquitetura, do vestuário, da fauna e da flora japonesas. Foi um trabalho intenso, o melhor da minha formação e uma experiência de vida inesquecível, como bem sabem todos que já passaram pelas mãos dessa mulher formidável.

Alguns anos depois conseguimos uma editora que demonstrasse interesse em publicar a obra. Apesar de consagrado no Japão, Ogai não é best seller nem autor mais traduzido. O romance tem um estilo tradicional, minucioso e delicado.

Ambientado na Tóquio do final do século XIX, conta a história de Otama, uma jovem linda, culta e de espírito delicado que, na sua ingenuidade acaba se tornando concubina de um agiota para tirar a si mesma e ao pai. velho e cansado, da miséria. O agiota Suezo não é um homem feio, nem violento. Mas o concubinato com um homem detestado por todos e a quem ela não se uniu por amor, lhe propicia uma vida demasiado vazia de significado - o que vai ficando cada vez mais transparente conforme ela amadurece suas percepções e personalidade no ócio e isolamento de uma mulher que não pode ter amizades íntimas, nem vida social regular, nem o consolo do trabalho duro (ao qual ela se adaptara durante a primeira juventude). O encontro com o jovem e belo estudante Okada une o raciocínio delicado de Otama a uma torrente de emoções e paixões - que resultará numa revolução silenciosa, mas muito concreta.





Agora, dez anos depois, depois da revisão da revisão da revisão, a editora Tessitura está lançando nossa tradução numa caprichada edição bilingüe. Ter o exemplar nas mãos, com meu nome impresso na capa, é uma sensação que ainda não assimilei por completo. Procurem nas livrarias, bibliotecas, com amigos. Leiam. Apreciem. E esses dez anos terão valido plenamente a pena.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Nove resoluções para 2010

Segue minha listinha. Espero me encontrar feliz com ela no final do ano que vem!

1- Ir a todas as Cerimônias Mensais em Porto Alegre (ou Santa Maria, se for o caso) e ao menos duas vezes ao ano na Sede de Grau Intermediário de Curitiba.

Como já disse o ano passado, isso tem a ver com a minha religião, a Sukyo Mahikari. Acho que religião é coisa que não se discute, muito menos na Internet. Se alguém ficar muito desesperadamente curioso, pode me procurar por e-mail. (Mas é isso que você entendeu, não aceito provocações nem argumentações, não sobre ESTE ASSUNTO.) Só posso dizer que tem a ver com demonstrar gratidão por tudo que nos é concedido nesse vida.

2- Controlar o diabetes.

Acho que dispensa comentários, né? Estou com um aparelho de medição de glicemia em casa, o que já é um começo.

3- Manter as leituras e os fichamentos em dia. (Projeto Mestranda Exemplar)

Outro auto-explicativo, né. Procrastinar leituras foi meu primeiro e fatal pecado no meu último mestrado, que não pretendo repetir.

4- Publicar pelo menos dois artigos e fazer ao menos uma comunicação até o final do ano. (Projeto Mestranda Exemplar II)

É isso, aí. Já que tio Lula vai me pagar para estudar, vamos produzir!

5- Aprender a girar.

É, me dei conta que esse é meu principal tendão de Aquiles na dança. Estou programando aulas extras e treinamentos para isso. Pretendo me programar para vencer um obstáculo por ano. E esse vai ser o ano da enceradeira! (hehehehe)

6- Dedicar um tempo regular ao estudo da percussão árabe - aprofundando no estudo do daff.

Estou cada vez mais apaixonada por esse negócio. Preciso corresponder, porque sei que daí só vem coisa boa!

7- Fazer aula de dança cigana com a Sayonara Linhares.

Depois que eu encasqueto com uma professora... A mulher é tudo. Tenho que. Vou dar um jeito de me organizar. Sonho de consumo total.

8- Adquirir um daff profissional.

As platinelas de latãozinho choc-choc do meu daff de bailarina são pra lá de brochantes. Virou sonho de consumo já, fazer o que. Vou ter que comprar no exterior (pedir pra alguém que for, dããã - via Internet rola muito imposto e nananã) porque aqui só tem de pele animal e eu quero de pele acrílica. Aceito dicas e oferecimentos.

9- Eliminar 7 kg

Os que faltam. E passar do estágio gorda-gestante para a fase gorda-gostosa. Yeah!

É isso aí. Boa sorte para mim.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Nebtidi Mnain El Hikaya - ou "Pagando King Kong com um pandeiro árabe na mão"

Então tinha a apresentação da banda do meu professor, mestre Tuerlinckx. Claro que desde que eu soube era óbvio que eu ia: além de ser meu amigo, adoro qualquer coisa que ele toque e as bailarinas-amigas do coração (Karine Al Shams, Zahira Razi, Anisah Parvaneh e Gina Vitola) iam dançar. Diversão garantida!



Tudo lindo, mas aí no final da aulinha de derbake de toda terça-feira, Tuerlinckx me olhou com aquele olharzinho manhoso de libriano aprontão e me perguntou: "tu vais na quinta-feira?". Ao que prontamente respondi: "Calaro!" E o moço me lasca: "leve seu daff (o pandeiro árabe do título) !" Eu perguntei se ele tinha certeza. Ele tinha. Então tá. "Mas o que vocês vão tocar? O que EU vou tocar? Rola ensaio?" Não rolava. E ele não soube me dizer o que eu ia tocar. Disse pra eu relaxar que era só uma brincadeira, para eu ir acompanhando conforme a coisa acontecesse. Como eu insisti, ele me deu uma lista de cinco ritmos que iam entrar (para os do meio: said, malfuf, maksoum, ayubi e whada wo noz), para que eu tivesse qualquer coisa para estudar em casa.



Enfim, não botei muita fé. Afinal, ele é um professor em quem confio cegamente e um músico responsável. Outras pessoas também estariam tocando e ele não ia meter a si mesmo numa fria.



Fui pro evento faceirinha, levei o tal do daff, mas para tirar um sarro da cara dele depois. Cheguei na Cia. de Arte, encontrei as meninas, cumprimentei o moço brevemente e fiquei de bate-papo. Ele nem me perguntou nada. Comecei a sentir o aliviozinho dos covardes.
O show começou. Passou a primeira música, a segunda, a terceira, nada. Tinha até esquecido do bichinho.

Aí na quarta música (que eu NÃO SABIA qual seria), seu Tumberlinckx me pergunta (no microfone!): "Samara, você trouxe o daff?" Eu respondi numa vozinha mínima: "Trouxe..." "Então vem!" Eu fui. O nervoso era tanto que eu quase não conseguia tirar o instrumento do saco em que o levei. Fui.

Ele brincou com a platéia que ele estava me botando na fogueira, que eu nem sabia qual era a próxima música. Fico pensando em quantos imaginaram que era verdade mesmo. Bão, começou. Era a música aí do título do blog. Tá, eu não vou dizer que nunca tinha ouvido a música. Mas é um CLASSICÃO, com todas as maiúsculas. Que, por acaso, não tá no topo da minha lista de preferidos, eu nunca tinha estudado, não tinha idéia dos ritmos. Todavia, vamo lá!
E logo no começo do negócio não tinha um darig? Sim, você olhou bem a lista lá em cima e esse ritmo não está nela. Para piorar, em um ano de derbake, eu nunca tive esse negócio em aula, não sabia nem o fraseado básico! Fico imaginando a cara de "que porra é essa?" que eu devo ter olhado para ele nesse momento mágico.><

Contando assim, parece que foi um trauma. Mas verdade é que, é que... eu gostei para caralho!!! Foi uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na minha vidinha inteira! Tocar (ainda que fazendo algumas merdas inevitáveis) ao lado de músicos de verdade, com uma bailarina dançando ao som do seu instrumentos é uma das experiências mais incríveis que eu me permiti (sim, porque se eu ficasse - como foi meu hábito por anos - só me preocupando com os meus erros, com a falta de ensaio e com os que os outros estariam pensando não teria curtido nada) nessa vida. Música é um negócio que me move lá de dentro das minhas entranhas amigas.


Estou muito, muito grata ao mestre. E ele que se vire agora, porque uma vez experimentada a cachaça eu quero é muito mais!!!
(Desculpem aos amigos não-arabescos, eu tentei mostrar a música aqui, mas o Blogger entra num pau infindável toda vez que eu tento postar música ou vídeo. Se eu tiver acesso à gravação, posto o vídeo no YouTube e deixo o link aqui.) UPDATE: A Lory botou um link para a música nos comentários, se alguém ficou curioso!!! Valeu, Lory!

sábado, junho 27, 2009

"Eu te dizia: eu me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada"

Pessoas, me apaixonei essa noite. Por um homem incrível, de voz de veludo, cara de ursinho e gestualidade cativante. Ele só tem dois problemas: mora no Egito e é o homem mais bem casado do mundo. Tipo: até eu pegava a mulher dele.

O moço se chama Yasser Al Swery e cantou para mim durante quase duas horas essa noite. Agradeci as dicas do meu professor de canto (saudades, Herr Spohr) para aproveitar cada nota. Tenho problemas com músicos. Não consigo ouvir alguém performar tão bem assim e não me apaixonar. E ele dançando dabke com ela. Ai, meu Deus. (Nuran, saudades também!)

Ela? Ela é nada menos que linda, russa, ruiva e bellydancer Nour - uma das maiores bailarinas e das mais bonitas mulheres do mundo. Ai.

Agora vou dormir, suspirando. Apaixonada pelos homens errados (sim, vários de uma vez) como sempre.