Eu me chamo Samara. Mas quando tua boca pronuncia meu nome é como se eu já não me chamasse mais.
"Samara", dizes e é como se a palavra pertencesse mais à tua boca que a mim. Mais: é como se saísse lenta da tua boca e me cobrisse como um mel cálido.
terça-feira, novembro 11, 2008
domingo, novembro 09, 2008
Gatinhas
Depois que o Google comprou essa bagaça, o serviço de postagem de fotos está uma merda.
Vejam fotos da Ayala aqui: http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=7247887050715980943&aid=1224009800
Obrigada!
Vejam fotos da Ayala aqui: http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=7247887050715980943&aid=1224009800
Obrigada!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Incursão de uma raqsa* ao mundo cigano
(Anotações da minha agenda, porque eu fui sozinha no show e preciso falar nem que seja comigo mesma.)
Cheguei um pouco antes, como sempre. Até agora, registro um atraso de 30 minutos. Odeio evento que não tá nem aí pro público, odeio atrasos!
Pra ajudar, esse bar é ridiculamente caro - R$ 4,00 por um refri!!! Ah, e água conta como refri! R$ 9,00 por uma porção ínfima de provolone. Odea, odea!
Daqui a pouco começa a mostra da dança, que segundo um cigano que conheci na net, nunca foi vista por um não cigano, nem ensinada a qualquer deles. Para um público de não ciganos, executada por não ciganos... Enfim. Se for boa dança, tá valendo. A DV também tem suas origens obscuras.
Afinal, para mim, isso é aperitivo. Vim ver DV.
Outra-observação: o lugar é mega escuro, mal enxergo minha maquiagem no espelho. Quero ver como vão trabalhar a iluminação na hora da dança. Isso aqui é grande, não é um ambiente intimista como o Souq.
(Update: no fim, a luz tava bem boa.)
(Engraçado "administrar" uma mesa sozinha! Estou sempre acostumada a dividir o espaço com muita gente, ou pelo menos com mais um, em mesas de bar...)
Fui até a recepção e encaminhei uma reclamação para a organizadora. Acho uma hora atraso demais, para qualquer evento. Alegaram que alguns dançarinos ficaram presos no trânsito... (Ás 8h30 (já eram 9h) da noite em Porto Alegre? Conta outra!!!)
Além disso, não justifica. Conheço quem dança e aqui tem bailarino suficiente para uma hora de show, pelo menos. Se eu tivesse uma amiga pelo menos me acompanhando, ia embora e exigia minha grana de volta!
Oba! DV!
Hmmm... Saied Balaha para gawazee? Sandra Rosa Madalena? Ai.
Alongamento de braço é realmente uma coisa fundamental, como diria Karina.
Bailarina tonta rodando e bailarina se trombando é triste. Não entendo de dança cigana, mas acho que ter muito giro não quer dizer que É SÓ giro...
Algumas apresentações parecem apenas DV básica com saias.
Karina sempre impecável. Faz coisas lindas com aquela saia - e nada DV, por sinal. É linda pacas, aliás. Mas tem um pontinho diferente do normal dela nessa dança. Não consigo identificar. (Mais tarde ela me diz que é porque estava mais solta que o normal.)
Ninguém merece uma organizadora que usa o cinzeiro (vazio, porque nunca fui fumante) da sua mesa sem pedir licença e ainda fica fumando na sua cara. Minha rinite a milão.
Odeio ver homem dançar DV. Não tem nada a ver com homofobia, só não gosto. (Alguns egípcios eu SUPORTO pra estudar. Mas não gosto.) Principalmente quando a expressão é suja e a técnica podia ser bem melhor. Mas tem algo sobre esse moço que eu preciso declarar: ele é uma raqsa, seja tentando ser cigano, ou o que. E ele "se realiza" na coisa.
Chato! Chato! Chato! (Não aguento mais música estilo Gipsy Kings...)
O povo "cigano" ganham até da DV em música farofada! Dá-lhe "Don´t Let me Be Misunderstood"...
Água na minha mesa sem pedir licença. E dançarino que "se esquece" CONVERSANDO no palco enquanto outros estão entrando... Pelo jeito, a polidez anda mesmo em baixa nesse mundim.
PÁRA TUDO!!! O que é essa mulher dançando? Que coisa mais linda! Que mulher que dança tanto com a alma! Que coisa mais gostosa!
(Update: Depois fui atrás dela para tietar e para descobrir quem era. A fofa se chama Sayonara Linhares e eu só não postei nada dela aqui porque simplesmente não existe vídeo dela disponível na Internet. Uma deusa, simples assim. Eu não entendo picas de dança cigana, mas ela dança formidavelmente, seja lá como você queira chamar aquilo!)
Pandeiro cigano - bem legal e bem diferente do daff na maneira de trabalhar. (Música cigana com violinos, bem linda!)
Calcinha de bailarina aparecendo é mico. E cuequinha branca saindo toda da calça é o que?
Update: Depois entrei em contato com a organizadora e desci-lhe o pau no atraso. Ela alegou que o show havia começado na hora (21h30), que 20h era só o horário de chegada no bar... embora não constasse nada sobre isso no cartaz! Adicionalmente, duas dançarinas convidadas me afirmaram que a organizadora garantira que o espetáculo iniciaria
às 20h30. Enfim, respeito com o público também não está em alta.
* Karine e Samya Ju, sei bem os sentidos que raqsa tem no Egito, mas estou usando no brasileiro, apenas para abreviar "bailarina de dança do ventre", ok?
Cheguei um pouco antes, como sempre. Até agora, registro um atraso de 30 minutos. Odeio evento que não tá nem aí pro público, odeio atrasos!
Pra ajudar, esse bar é ridiculamente caro - R$ 4,00 por um refri!!! Ah, e água conta como refri! R$ 9,00 por uma porção ínfima de provolone. Odea, odea!
Daqui a pouco começa a mostra da dança, que segundo um cigano que conheci na net, nunca foi vista por um não cigano, nem ensinada a qualquer deles. Para um público de não ciganos, executada por não ciganos... Enfim. Se for boa dança, tá valendo. A DV também tem suas origens obscuras.
Afinal, para mim, isso é aperitivo. Vim ver DV.
Outra-observação: o lugar é mega escuro, mal enxergo minha maquiagem no espelho. Quero ver como vão trabalhar a iluminação na hora da dança. Isso aqui é grande, não é um ambiente intimista como o Souq.
(Update: no fim, a luz tava bem boa.)
(Engraçado "administrar" uma mesa sozinha! Estou sempre acostumada a dividir o espaço com muita gente, ou pelo menos com mais um, em mesas de bar...)
Fui até a recepção e encaminhei uma reclamação para a organizadora. Acho uma hora atraso demais, para qualquer evento. Alegaram que alguns dançarinos ficaram presos no trânsito... (Ás 8h30 (já eram 9h) da noite em Porto Alegre? Conta outra!!!)
Além disso, não justifica. Conheço quem dança e aqui tem bailarino suficiente para uma hora de show, pelo menos. Se eu tivesse uma amiga pelo menos me acompanhando, ia embora e exigia minha grana de volta!
Oba! DV!
Hmmm... Saied Balaha para gawazee? Sandra Rosa Madalena? Ai.
Alongamento de braço é realmente uma coisa fundamental, como diria Karina.
Bailarina tonta rodando e bailarina se trombando é triste. Não entendo de dança cigana, mas acho que ter muito giro não quer dizer que É SÓ giro...
Algumas apresentações parecem apenas DV básica com saias.
Karina sempre impecável. Faz coisas lindas com aquela saia - e nada DV, por sinal. É linda pacas, aliás. Mas tem um pontinho diferente do normal dela nessa dança. Não consigo identificar. (Mais tarde ela me diz que é porque estava mais solta que o normal.)
Ninguém merece uma organizadora que usa o cinzeiro (vazio, porque nunca fui fumante) da sua mesa sem pedir licença e ainda fica fumando na sua cara. Minha rinite a milão.
Odeio ver homem dançar DV. Não tem nada a ver com homofobia, só não gosto. (Alguns egípcios eu SUPORTO pra estudar. Mas não gosto.) Principalmente quando a expressão é suja e a técnica podia ser bem melhor. Mas tem algo sobre esse moço que eu preciso declarar: ele é uma raqsa, seja tentando ser cigano, ou o que. E ele "se realiza" na coisa.
Chato! Chato! Chato! (Não aguento mais música estilo Gipsy Kings...)
O povo "cigano" ganham até da DV em música farofada! Dá-lhe "Don´t Let me Be Misunderstood"...
Água na minha mesa sem pedir licença. E dançarino que "se esquece" CONVERSANDO no palco enquanto outros estão entrando... Pelo jeito, a polidez anda mesmo em baixa nesse mundim.
PÁRA TUDO!!! O que é essa mulher dançando? Que coisa mais linda! Que mulher que dança tanto com a alma! Que coisa mais gostosa!
(Update: Depois fui atrás dela para tietar e para descobrir quem era. A fofa se chama Sayonara Linhares e eu só não postei nada dela aqui porque simplesmente não existe vídeo dela disponível na Internet. Uma deusa, simples assim. Eu não entendo picas de dança cigana, mas ela dança formidavelmente, seja lá como você queira chamar aquilo!)
Pandeiro cigano - bem legal e bem diferente do daff na maneira de trabalhar. (Música cigana com violinos, bem linda!)
Calcinha de bailarina aparecendo é mico. E cuequinha branca saindo toda da calça é o que?
Update: Depois entrei em contato com a organizadora e desci-lhe o pau no atraso. Ela alegou que o show havia começado na hora (21h30), que 20h era só o horário de chegada no bar... embora não constasse nada sobre isso no cartaz! Adicionalmente, duas dançarinas convidadas me afirmaram que a organizadora garantira que o espetáculo iniciaria
às 20h30. Enfim, respeito com o público também não está em alta.
* Karine e Samya Ju, sei bem os sentidos que raqsa tem no Egito, mas estou usando no brasileiro, apenas para abreviar "bailarina de dança do ventre", ok?
segunda-feira, outubro 06, 2008
Ayala
Eu estava passeando tranquilamente com Bellit pela Osvaldo Aranha. Aí ela disse: "Olha que bonitinho!" Não havia visto - mas era mesmo bonitinho. Um gatinho. Filhote, tigrado, um olhinho dodói. Não resisti e toquei com a mão no vidro: "Mas que coisa mais fofa!" E o bichinho se esfregou no vidro no ponto onde minha mão estava, pedindo carinho. Meu coração se partiu vendo aquela coisinha carinhosa isolada por um vidro. Entrei na loja para perguntar se era macho ou fêmea. Eles não sabiam, só o veterinário, mas eles estavam doando.
Dia seguinte de manhã liguei para descobrir que era uma menininha e declarar meu interesse.
E foi assim que Akiko ganhou uma irmãzinha.
Tensão
A chegada de Ayala não foi, como era de se esperar, só felicidade. Akiko ficou apavorada com a "invasão de território" e sem saber o que esperar daquele serzinho silencioso que tomava boa parte da atenção de seus "papais". Ficou com ciúme quando nos viu acariciando a pequena. Fez fusquinha até não poder mais. Mas passou. Agora as duas convivem pelo apartamento, disputam os cantinhos da nossa cama de noite. Ainda têm um bocado de medo uma da outra, mas do seu jeito, brincam.
Agora eu saio de casa feliz porque Akiko não me esperará mais sozinha. E Ayala também não fica mais sozinha numa gaiola, num fundo de pet shop.
Em breve, fotos das minhas meninas. Aguardem
Dia seguinte de manhã liguei para descobrir que era uma menininha e declarar meu interesse.
E foi assim que Akiko ganhou uma irmãzinha.
Tensão
A chegada de Ayala não foi, como era de se esperar, só felicidade. Akiko ficou apavorada com a "invasão de território" e sem saber o que esperar daquele serzinho silencioso que tomava boa parte da atenção de seus "papais". Ficou com ciúme quando nos viu acariciando a pequena. Fez fusquinha até não poder mais. Mas passou. Agora as duas convivem pelo apartamento, disputam os cantinhos da nossa cama de noite. Ainda têm um bocado de medo uma da outra, mas do seu jeito, brincam.
Agora eu saio de casa feliz porque Akiko não me esperará mais sozinha. E Ayala também não fica mais sozinha numa gaiola, num fundo de pet shop.
Em breve, fotos das minhas meninas. Aguardem
quarta-feira, outubro 01, 2008
Rashimi - terror no derbake
Nem só de dum-dum-takata-dum-takata-taka-dumdum vivem as mulheres que aprendem derbake, senhoras e senhores. Esse tempo tava bom, apesar da dureza de acertar o ka com a mão esquerda, de fazer soar sempre, de soltar o pulso e os dedos sem deixá-los moles. Isso era difícil, mas a gente tava quase pegando a manha, parecia que tudo ia sair em breve.
O som que saía do instrumento ainda estava um pouco longe daquele que encontravamos em nossos CD favoritos, mas ah!, eles devem tocar com mais de um derbake, é isso.
Então, nesse momento quase lindo, Tuerlinckx nos apresenta o rashimi.
Rashimi, caro leitor leigo, é enfiar duas notas onde antes só cabia uma. É dividir por oito um tempo musical que você vinha dividindo impunemente por quatro. É fazer a sua mão se mover duas vezes mais rápido do que ela já vinha a custo se movendo.
Resumindo: Ô coisa mais difícil bagarai!!!
P.S.: Mas tudo continua sendo uma delícia assim mesmo! :)
O som que saía do instrumento ainda estava um pouco longe daquele que encontravamos em nossos CD favoritos, mas ah!, eles devem tocar com mais de um derbake, é isso.
Então, nesse momento quase lindo, Tuerlinckx nos apresenta o rashimi.
Rashimi, caro leitor leigo, é enfiar duas notas onde antes só cabia uma. É dividir por oito um tempo musical que você vinha dividindo impunemente por quatro. É fazer a sua mão se mover duas vezes mais rápido do que ela já vinha a custo se movendo.
Resumindo: Ô coisa mais difícil bagarai!!!
P.S.: Mas tudo continua sendo uma delícia assim mesmo! :)
segunda-feira, setembro 29, 2008
Febre de primavera
Não sei, é que de repente a gente fez uma dança de saudação da primavera na aula, e teve aquela breja mais que bem vinda com a amiga recentemente encontrada e ainda mais bem vinda na sexta e um final de semana delicioso em Santa Maria, confraternizando com muitos amigos e um sol maravilhoso.
Aí hoje é segunda e eu estou trabalhando, claro. Mas tem um sol brilhandão lá fora e eu estou com vontade de sair dançando e cantando por entre as árvores da Redenção, em vez de.
Oh, vida! ^_^
Aí hoje é segunda e eu estou trabalhando, claro. Mas tem um sol brilhandão lá fora e eu estou com vontade de sair dançando e cantando por entre as árvores da Redenção, em vez de.
Oh, vida! ^_^
segunda-feira, setembro 22, 2008
Mais de Akiko
Só para contar que ela já tirou aquele cone torturante da cabecinha. E que o corte cicatrizou muito bem , graças a Deus. E que os pelinhos já estão crescendinho, o que era branco já está cinza e logo ficará pretinho de novo.
E que ela já está sapeca, endiabrada, aprontando todas no apartamento. Ainda bem.
E que hoje ela me acordou às quatro da manhã ronronando no meu peito. E eu fiquei feliz de acordar. E, se isso não for amor, não sei mais o que é.
E que ela já está sapeca, endiabrada, aprontando todas no apartamento. Ainda bem.
E que hoje ela me acordou às quatro da manhã ronronando no meu peito. E eu fiquei feliz de acordar. E, se isso não for amor, não sei mais o que é.
terça-feira, setembro 16, 2008
Me digam se não ficou uma coisa linda de morrer
Douglas Felis, Karina Iman nos snujs e Zahira Razi interpretando
quinta-feira, setembro 11, 2008
Ninguém lê blogs em dias de chuva
Mas eu escrevo, claro. E como chove! Entretanto, aqui me sinto mais quentinha. É, aqui no blog. Virou minha casa de novo. O lugar onde escrevo à vontade.
Akiko já está melhor, mas ainda faltam seis longos dias para tirar aquela porra daquele cone da cabeça dela. Tudo bem, menos mal.
Meu professor de técnica vocal ficou doente essa semana e sinto quase fisicamente a falta do canto. Cara, betaendorfina vicia mesmo!
As aulas de dança estão cada vez melhores. Queria mais tempo e espaço para estudar, só isso! Mas está muito melhor do que antes, quando não fazia aulas, isso sem dúvida. As aulas de derbake estão ajudando bastante com os ritmos, sem dúvida.
Por falar nelas, que coisa fantástica! Minha cabeça se enrola ainda com a contagem dos tempo, mas eu chego lá. O fato é que estou muito apaixonada pela coisa. Fico batendo em mesas, bancos de ônibus, no próprio braço na fila do banco. Doida, completamente doida.
A confusão, entretanto, continua.
Akiko já está melhor, mas ainda faltam seis longos dias para tirar aquela porra daquele cone da cabeça dela. Tudo bem, menos mal.
Meu professor de técnica vocal ficou doente essa semana e sinto quase fisicamente a falta do canto. Cara, betaendorfina vicia mesmo!
As aulas de dança estão cada vez melhores. Queria mais tempo e espaço para estudar, só isso! Mas está muito melhor do que antes, quando não fazia aulas, isso sem dúvida. As aulas de derbake estão ajudando bastante com os ritmos, sem dúvida.
Por falar nelas, que coisa fantástica! Minha cabeça se enrola ainda com a contagem dos tempo, mas eu chego lá. O fato é que estou muito apaixonada pela coisa. Fico batendo em mesas, bancos de ônibus, no próprio braço na fila do banco. Doida, completamente doida.
A confusão, entretanto, continua.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Café e tâmaras
Lanchinho de diabética. É bom - as tâmaras substituem bem os bombons de outros tempos. Café sem açúcar, claro.
Chuvinha. Tudo parece bem.
Tudo está bem.
Tudo está bem?
Então porque essa sensação de tempestade desabando no meio do céu a qualquer minuto - com todos os guarda-chuvas excelentes que você comprou nos últimos tempos, ainda dá medo.
E acho que o medo é de mim mesma.
Chuvinha. Tudo parece bem.
Tudo está bem.
Tudo está bem?
Então porque essa sensação de tempestade desabando no meio do céu a qualquer minuto - com todos os guarda-chuvas excelentes que você comprou nos últimos tempos, ainda dá medo.
E acho que o medo é de mim mesma.
sábado, setembro 06, 2008
Castração
Hoje Akiko voltou da clínica, depois de três dias de isolamento, sedação e dor. Segundo a veterinária de lá, ela ficou furiosa com todo o procedimento. "Ela não é nada mansa." Mentira, ela é mansa, sim. Fiquei com vontade de perguntar para a moça como ela reagiria se arrancassem ela de casa, depilassem metade dela, sedassem, abrissem, tirassem dela orgãos de vital importância sem que sequer ela soubesse o porquê e ainda a mantivessem com dor e dentro duma névoa de remédios, por dois dias inteiros, longe do ambiente e das pessoas que ela ama. Será que ela ia ficar bem relaxada? Que puxa. Ah, sim, e com um cone de plástico na cabeça, tirando todo o senso de orientação e visão periférica.
Eu sei, não precisam me dizer. Sei os perigos que uma gata não castrada corre, sei da trabalheira, sei de tudo. Mas ainda acho o processo todo muito truculento.
E cada vez que eu vejo aquela barriguinha, antes bem peludinha de bebê, depilada e cheia de pontos, dói um bocado em mim.
Eu sei, não precisam me dizer. Sei os perigos que uma gata não castrada corre, sei da trabalheira, sei de tudo. Mas ainda acho o processo todo muito truculento.
E cada vez que eu vejo aquela barriguinha, antes bem peludinha de bebê, depilada e cheia de pontos, dói um bocado em mim.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Meus dias de São Bernardo*
Estou num período um bocado dedicado às artes. Não sei se comentei, mas além de aulas de dança e de derbake, estou tendo aulas de técnica vocal. E pessoas, é uma delícia.
O professor é um dos melhores que já existiu: Pedro S*pohr, um dos regentes do coral da PUC de cá. Além de ser profundamente competente no que faz, ele é uma pessoa doce, deliciosa, adorável e sem arestas, que valia a pena estar lá só para conviver com ele.
Descobri que sou soprano, e um bocado soprano. Com isso não quero dizer que minha voz é maravilhosa e tenho um super domínio dela (quem me dera, domínio é tudo que me falta), mas que a minha "zona de conforto" para cantar fica lá nas alturas agudas, em notas que eu nem sabia que seria capaz de emitir.
E isso é muito mágico. É difícil, não pensem que é fácil. Exige um monte de postura e uma intensa concentração em partes jamais antes exploradas do nosso corpinho para se obter um resultado mínimo. (Aliás, nisso é bem parecido com dançar.) Mas é uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na vida.
A gente sai de uma aula dessas com a alegria boboca que normalmente nos dá uma noite de amor que durou umas seis horas consecutivas.
Jamais pensei que viria a gostar de canto lírico. Pra onde nos leva a vida, né?
* Esse post tem esse nome baseado na teoria de meu professor sobre a respiração fox terrier (curta, que faz subir a laringe e tranca a garganta) e a respiração são bernardo (profunda, que abre a garganta e tudo o mais, facilitando a emissão do som). Só um dos duzentos itens em que a gente tem que se concentrar. ^_^
O professor é um dos melhores que já existiu: Pedro S*pohr, um dos regentes do coral da PUC de cá. Além de ser profundamente competente no que faz, ele é uma pessoa doce, deliciosa, adorável e sem arestas, que valia a pena estar lá só para conviver com ele.
Descobri que sou soprano, e um bocado soprano. Com isso não quero dizer que minha voz é maravilhosa e tenho um super domínio dela (quem me dera, domínio é tudo que me falta), mas que a minha "zona de conforto" para cantar fica lá nas alturas agudas, em notas que eu nem sabia que seria capaz de emitir.
E isso é muito mágico. É difícil, não pensem que é fácil. Exige um monte de postura e uma intensa concentração em partes jamais antes exploradas do nosso corpinho para se obter um resultado mínimo. (Aliás, nisso é bem parecido com dançar.) Mas é uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na vida.
A gente sai de uma aula dessas com a alegria boboca que normalmente nos dá uma noite de amor que durou umas seis horas consecutivas.
Jamais pensei que viria a gostar de canto lírico. Pra onde nos leva a vida, né?
* Esse post tem esse nome baseado na teoria de meu professor sobre a respiração fox terrier (curta, que faz subir a laringe e tranca a garganta) e a respiração são bernardo (profunda, que abre a garganta e tudo o mais, facilitando a emissão do som). Só um dos duzentos itens em que a gente tem que se concentrar. ^_^
quinta-feira, setembro 04, 2008
Curso de boas maneiras por correspondência
(Fila do Banrisul, agência Bom Fim, uma das maiores da cidade.)
Toc-toc no ombro.
- Tu não precisa pegar esta fila, vai lá na fila das gestantes.
- Meu senhor, eu não estou grávida, só sou gorda mesmo. (Sorriso. Porque sorrir é preciso.)
Toc-toc.
- Mas vai lá, se tu não disser nada, ninguém vai perceber.
- Agradeço sua extrema gentileza, mas dispenso. (Sorriso. Bem mais forçado que da primeira vez.)
Toc-toc no ombro.
- Tu não precisa pegar esta fila, vai lá na fila das gestantes.
- Meu senhor, eu não estou grávida, só sou gorda mesmo. (Sorriso. Porque sorrir é preciso.)
Toc-toc.
- Mas vai lá, se tu não disser nada, ninguém vai perceber.
- Agradeço sua extrema gentileza, mas dispenso. (Sorriso. Bem mais forçado que da primeira vez.)
terça-feira, setembro 02, 2008
O velho demônio ressurge das cinzas
Demônio Dum, ou simplesmente Dum, é o nome do meu derbake. Ele já foi herdado (roubado?) com esse nome. E agora ele voltou à ativa e passeia pelas ruas de Porto Alegre.
Sim, isso mesmo que vocês estão pensando. Comecei a fazer aulas com o Tuerlinckx. E é uma das melhores coisas que fiz por mim nos últimos tempos. Difícil bagarai. Mas muito bom.
Claro que até outro dia eu não tinha parceira para dividir o custo das aulas (não que ele seja careiro, eu que ganho mal mesmo:P), muito menos local. Mas aí apareceu um anjo chamado Karine que abriu seu fofo apartamento no Gasômetro e sua generosidade - e aí, plim, mágica! A única pena é que vai me comer uma hora e meia de dança por semana - mas tem certas oportunidades que não dá para perder. Se for para ser, vou arrumar solução para isso também.
Prevejo dias muito ativos para o Dum. E para nós. Beleza. ^_^
(PS. O anjo é tão anjo que me trouxe do Egito um lenço de moedas escarlate lindo e o vestido baladi perfeito - até roxo é! E me deu! De graçamente. Pode?)
Sim, isso mesmo que vocês estão pensando. Comecei a fazer aulas com o Tuerlinckx. E é uma das melhores coisas que fiz por mim nos últimos tempos. Difícil bagarai. Mas muito bom.
Claro que até outro dia eu não tinha parceira para dividir o custo das aulas (não que ele seja careiro, eu que ganho mal mesmo:P), muito menos local. Mas aí apareceu um anjo chamado Karine que abriu seu fofo apartamento no Gasômetro e sua generosidade - e aí, plim, mágica! A única pena é que vai me comer uma hora e meia de dança por semana - mas tem certas oportunidades que não dá para perder. Se for para ser, vou arrumar solução para isso também.
Prevejo dias muito ativos para o Dum. E para nós. Beleza. ^_^
(PS. O anjo é tão anjo que me trouxe do Egito um lenço de moedas escarlate lindo e o vestido baladi perfeito - até roxo é! E me deu! De graçamente. Pode?)
terça-feira, agosto 26, 2008
Uma noite mágica
Show de Douglas Felis em Porto Alegre. Noite de 23 de agosto, Souq Bar.
Pessoas, eu vi. E não vou me esquecer jamais. Jamais.
Douglas é um músico árabe de vanguarda, nascido na Venezuela, mas criado no Egito. Entende muito de seu ofício e traz a ele ares de renovação. Exultei quando soube do show.
Logo lembrei de minha amiga Lory. Estava estabelecida a ponte área Porto Alegre-Salvador!
Douglas começa o show com canto e bendir. Ouvir árabe bem cantado nessa terra é para poucos. Já comecei a me sentir privilegiada. Pombas, só tinha umas quarenta pessoas no show! Como assim! Só em Porto Alegre mesmo. Mas tava lindo, vambora.
Mas podia ficar mais bonito. Aí entra Karina Iman (deusa, deusa, deusa!!!!), imagine, para tocar snujs. E Douglas tocando kawala, que eu achei que era naz mas a Karina me corrigiu depois, Ana Fi Intizarak. Fernanda esmerilhando. Lindo, lindo, lindo! Babei 500 litros.
Então um solo de Karina. Douglas tocando dois bendires (se é que é assim o plural desse negócio). Algo bem raiz, folclórico e pé no chão, uma delícia. Karina dançando majestosa, muito dona de sua dança. Delírio, delírio.
Fernanda de novo. E Douglas fazendo um solo de daff de cair o queixo - muito moço que se diz derbakista por aí não faz com o derbake metade do que ele faz com o daff. DO CA - RA - LHO !!!
Ele tirou muito som dali e ela soube interpretar. Tipo, perfeito.
Mas sempre, sempre pode melhorar. Enta Omri em solo de naz. Karina Iman. Minha adjetivação não chega lá. Lindo. Gosto tanto quando meu senso crítico é chapado na parede por algo tão superiormente bom assim.
Depois, solo de tabla com as duas moças se alternando. Ah, vocês sabem o quanto isso é bom quando quem toca sabe tocar e quando quem dança sabe dançar.
Pra finalizar, Fabiano Tuerlinckx (que se um dia eu conseguir organizar minha vida vai ser meu professor) no derbake e Douglas cantando, botando todo mundo para dançar. Essa parte vocês podem ver aqui. (Aparece a testa da que vos escreve na gravação, quem reconhecer ganha um brinde... rsrs)
Enfim, eu sou muito chata e MUITO crítica. É muito raro eu assistir uma apresentação de dança e/ou música árabes e não reclamar de nada. Essa foi uma das pouquíssimas vezes. E eu agradeço muito a Deus por isso
quinta-feira, agosto 14, 2008
Doce demais
Eu já esperava por isso. Na verdade, eu sabia que as chances de acontecer seriam muito altas. Mas não deixa de ser um baque grande a confirmação.
Fui à uma farmácia na hora do almoço e fiz um teste de taxa de glicose. O normal para aquele horário (uma hora após o almoço) 160. Estava em 372. Sim, estou diabética. Ou deveria ser sou diabética? Que seja.
Isso não precisa ser necessariamente ruim. Quando me descobri bipolar e optei pelo tratamento (porque eu sempre opto por enfrentar, por seguir reto, por passar por cima), minha vida melhorou horrores.
Talvez com a diabetes seja igual. Talvez me ajude a tomar uma atitude positiva em relação ao meu sobrepeso.
Ei, você! Deseje-me sorte...
Fui à uma farmácia na hora do almoço e fiz um teste de taxa de glicose. O normal para aquele horário (uma hora após o almoço) 160. Estava em 372. Sim, estou diabética. Ou deveria ser sou diabética? Que seja.
Isso não precisa ser necessariamente ruim. Quando me descobri bipolar e optei pelo tratamento (porque eu sempre opto por enfrentar, por seguir reto, por passar por cima), minha vida melhorou horrores.
Talvez com a diabetes seja igual. Talvez me ajude a tomar uma atitude positiva em relação ao meu sobrepeso.
Ei, você! Deseje-me sorte...
quarta-feira, agosto 13, 2008
Você é da mesma estrela que eu
Porque nem só de música árabe vive meu HD. (Só que o vocalista é filho de egípcios... ><)
Dum dum takata dum takata taka dum dum takata...
Pequeno momento mágico na minha aula de dança.
No finalzinho, minha profi fez uma rodinha para as meninas dançarem, ela no derbake (na verdade é um djambê de Bali, mas ela toca como se fosse e fica ótimo). Aí ela perguntou se alguém podia acompanhar nos snujs.
As meninas gemeram, gemeram, mas ninguém se manifestou. Então a caruda aqui se saiu com um: "Faz muito tempo que eu não faço isso, mas acho que ainda consigo."
E, bem, parece que eu consegui mesmo.
Fiquei muito emocionada. Primeiro, porque eu adoro snujs e é sempre muito legal tocar ao vivo, para pessoas ouvirem e se movimentarem - infinitamente mais legal do que ficar só reverberando nas paredes do seu quarto. E depois, porque há alguns anos eu não tocava acompanhando alguém no derbake. A energia é muito diferente. Lembrei de momentos muito fortes para mim e fiquei com os olhos úmidos.
Delicioso. Adorei. Quero mais. =P
No finalzinho, minha profi fez uma rodinha para as meninas dançarem, ela no derbake (na verdade é um djambê de Bali, mas ela toca como se fosse e fica ótimo). Aí ela perguntou se alguém podia acompanhar nos snujs.
As meninas gemeram, gemeram, mas ninguém se manifestou. Então a caruda aqui se saiu com um: "Faz muito tempo que eu não faço isso, mas acho que ainda consigo."
E, bem, parece que eu consegui mesmo.
Fiquei muito emocionada. Primeiro, porque eu adoro snujs e é sempre muito legal tocar ao vivo, para pessoas ouvirem e se movimentarem - infinitamente mais legal do que ficar só reverberando nas paredes do seu quarto. E depois, porque há alguns anos eu não tocava acompanhando alguém no derbake. A energia é muito diferente. Lembrei de momentos muito fortes para mim e fiquei com os olhos úmidos.
Delicioso. Adorei. Quero mais. =P
terça-feira, agosto 12, 2008
Pó branco
Ocorreu uma pequena revolução na minha vida esta semana. Eu parei de comer açúcar branco. E isso, na minha alimentação, é algo bem significativo.
Sou completamente compulsiva por doces, em especial os de consistência cremosa, como pudins e mousses.
Isso não seria um problema. Ok, eu sou obesa, mas ainda assim não seria um problema se. Minha mãe não fosse diabética. Meu pai não tivesse sido diabético. Meus avós não tivessem sido diabéticos.
Aí, há mais ou menos um mês, eu passei a beber quantidades pantagruélicas de água – minha colega de escritório brincava que eu parecia sempre de ressaca – e a, conseqüentemente, passar muitas temporadas no banheiro. Quem tem a doença na família reconhece logo os sintomas.
Então eu resolvi tomar vergonha na cara. E uma amiga zen – na verdade, ela é budista tibetana – me mostrou como a coisa podia ser simples: era só decidir e fazer. Simples. E realmente foi muito simples.
Aumentei o consumo de frutas, claro. E deixo o Esposo colocar um dedinho de açúcar mascavo no meu café com leite. Mas era isso. Não fiquei fissurada, não tive nenhuma crise de abstinência, nem nada parecido.
Dizem que eu vou emagrecer horrores, tomara. Não era o objetivo, mas seria uma contra-indicação bem simpática. A verdade é que me sinto mais leve. Já não preciso mais de tanta água. E está ficando mais fácil para levantar de manhã – eu sou daquelas que levanta se arrastando.
Enfim, recomendo para todo mundo. É muito mais fácil do que parece. Bastar optar por você mesma.
Sou completamente compulsiva por doces, em especial os de consistência cremosa, como pudins e mousses.
Isso não seria um problema. Ok, eu sou obesa, mas ainda assim não seria um problema se. Minha mãe não fosse diabética. Meu pai não tivesse sido diabético. Meus avós não tivessem sido diabéticos.
Aí, há mais ou menos um mês, eu passei a beber quantidades pantagruélicas de água – minha colega de escritório brincava que eu parecia sempre de ressaca – e a, conseqüentemente, passar muitas temporadas no banheiro. Quem tem a doença na família reconhece logo os sintomas.
Então eu resolvi tomar vergonha na cara. E uma amiga zen – na verdade, ela é budista tibetana – me mostrou como a coisa podia ser simples: era só decidir e fazer. Simples. E realmente foi muito simples.
Aumentei o consumo de frutas, claro. E deixo o Esposo colocar um dedinho de açúcar mascavo no meu café com leite. Mas era isso. Não fiquei fissurada, não tive nenhuma crise de abstinência, nem nada parecido.
Dizem que eu vou emagrecer horrores, tomara. Não era o objetivo, mas seria uma contra-indicação bem simpática. A verdade é que me sinto mais leve. Já não preciso mais de tanta água. E está ficando mais fácil para levantar de manhã – eu sou daquelas que levanta se arrastando.
Enfim, recomendo para todo mundo. É muito mais fácil do que parece. Bastar optar por você mesma.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Na prática, a teoria é outra
Minha sempre me disse isso, a vida inteira. Pior que ela tem razão.
Os livros de auto-ajuda, as terapeutas e mais não sei quem dizem o tempo todo que sua vida é resultado das suas escolhas, que você é exatamente o que você preferiu ser.
Não é que esteja errado... mas, pombas, e quando a gente quer escolher duas coisas? A gente quer a escolha que fez e também a escolha que não fez? Parece tão difícil assim compreender isso?
Desconhecer o limite exato do que é estar livre, do que é idealizar o mundo, de até onde posso ir, de até onde quero ir...
Eu não estou mal, eu não estou triste. Mas eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Eu não sei se há coisa certa a fazer. Eu queria que tomassem conta de mim e me dessem uma direção.
E não me venham com: "as respostas estão em você mesma" ou "você é a única que pode fazer isso por você". Eu sei de tudo isso. Todas as respostas estão escritas dentro de mim. Mas eu sou analfabeta de mim mesma.
Os livros de auto-ajuda, as terapeutas e mais não sei quem dizem o tempo todo que sua vida é resultado das suas escolhas, que você é exatamente o que você preferiu ser.
Não é que esteja errado... mas, pombas, e quando a gente quer escolher duas coisas? A gente quer a escolha que fez e também a escolha que não fez? Parece tão difícil assim compreender isso?
Desconhecer o limite exato do que é estar livre, do que é idealizar o mundo, de até onde posso ir, de até onde quero ir...
Eu não estou mal, eu não estou triste. Mas eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Eu não sei se há coisa certa a fazer. Eu queria que tomassem conta de mim e me dessem uma direção.
E não me venham com: "as respostas estão em você mesma" ou "você é a única que pode fazer isso por você". Eu sei de tudo isso. Todas as respostas estão escritas dentro de mim. Mas eu sou analfabeta de mim mesma.
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