Não sei, é que de repente a gente fez uma dança de saudação da primavera na aula, e teve aquela breja mais que bem vinda com a amiga recentemente encontrada e ainda mais bem vinda na sexta e um final de semana delicioso em Santa Maria, confraternizando com muitos amigos e um sol maravilhoso.
Aí hoje é segunda e eu estou trabalhando, claro. Mas tem um sol brilhandão lá fora e eu estou com vontade de sair dançando e cantando por entre as árvores da Redenção, em vez de.
Oh, vida! ^_^
segunda-feira, setembro 29, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
Mais de Akiko
Só para contar que ela já tirou aquele cone torturante da cabecinha. E que o corte cicatrizou muito bem , graças a Deus. E que os pelinhos já estão crescendinho, o que era branco já está cinza e logo ficará pretinho de novo.
E que ela já está sapeca, endiabrada, aprontando todas no apartamento. Ainda bem.
E que hoje ela me acordou às quatro da manhã ronronando no meu peito. E eu fiquei feliz de acordar. E, se isso não for amor, não sei mais o que é.
E que ela já está sapeca, endiabrada, aprontando todas no apartamento. Ainda bem.
E que hoje ela me acordou às quatro da manhã ronronando no meu peito. E eu fiquei feliz de acordar. E, se isso não for amor, não sei mais o que é.
terça-feira, setembro 16, 2008
Me digam se não ficou uma coisa linda de morrer
Douglas Felis, Karina Iman nos snujs e Zahira Razi interpretando
quinta-feira, setembro 11, 2008
Ninguém lê blogs em dias de chuva
Mas eu escrevo, claro. E como chove! Entretanto, aqui me sinto mais quentinha. É, aqui no blog. Virou minha casa de novo. O lugar onde escrevo à vontade.
Akiko já está melhor, mas ainda faltam seis longos dias para tirar aquela porra daquele cone da cabeça dela. Tudo bem, menos mal.
Meu professor de técnica vocal ficou doente essa semana e sinto quase fisicamente a falta do canto. Cara, betaendorfina vicia mesmo!
As aulas de dança estão cada vez melhores. Queria mais tempo e espaço para estudar, só isso! Mas está muito melhor do que antes, quando não fazia aulas, isso sem dúvida. As aulas de derbake estão ajudando bastante com os ritmos, sem dúvida.
Por falar nelas, que coisa fantástica! Minha cabeça se enrola ainda com a contagem dos tempo, mas eu chego lá. O fato é que estou muito apaixonada pela coisa. Fico batendo em mesas, bancos de ônibus, no próprio braço na fila do banco. Doida, completamente doida.
A confusão, entretanto, continua.
Akiko já está melhor, mas ainda faltam seis longos dias para tirar aquela porra daquele cone da cabeça dela. Tudo bem, menos mal.
Meu professor de técnica vocal ficou doente essa semana e sinto quase fisicamente a falta do canto. Cara, betaendorfina vicia mesmo!
As aulas de dança estão cada vez melhores. Queria mais tempo e espaço para estudar, só isso! Mas está muito melhor do que antes, quando não fazia aulas, isso sem dúvida. As aulas de derbake estão ajudando bastante com os ritmos, sem dúvida.
Por falar nelas, que coisa fantástica! Minha cabeça se enrola ainda com a contagem dos tempo, mas eu chego lá. O fato é que estou muito apaixonada pela coisa. Fico batendo em mesas, bancos de ônibus, no próprio braço na fila do banco. Doida, completamente doida.
A confusão, entretanto, continua.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Café e tâmaras
Lanchinho de diabética. É bom - as tâmaras substituem bem os bombons de outros tempos. Café sem açúcar, claro.
Chuvinha. Tudo parece bem.
Tudo está bem.
Tudo está bem?
Então porque essa sensação de tempestade desabando no meio do céu a qualquer minuto - com todos os guarda-chuvas excelentes que você comprou nos últimos tempos, ainda dá medo.
E acho que o medo é de mim mesma.
Chuvinha. Tudo parece bem.
Tudo está bem.
Tudo está bem?
Então porque essa sensação de tempestade desabando no meio do céu a qualquer minuto - com todos os guarda-chuvas excelentes que você comprou nos últimos tempos, ainda dá medo.
E acho que o medo é de mim mesma.
sábado, setembro 06, 2008
Castração
Hoje Akiko voltou da clínica, depois de três dias de isolamento, sedação e dor. Segundo a veterinária de lá, ela ficou furiosa com todo o procedimento. "Ela não é nada mansa." Mentira, ela é mansa, sim. Fiquei com vontade de perguntar para a moça como ela reagiria se arrancassem ela de casa, depilassem metade dela, sedassem, abrissem, tirassem dela orgãos de vital importância sem que sequer ela soubesse o porquê e ainda a mantivessem com dor e dentro duma névoa de remédios, por dois dias inteiros, longe do ambiente e das pessoas que ela ama. Será que ela ia ficar bem relaxada? Que puxa. Ah, sim, e com um cone de plástico na cabeça, tirando todo o senso de orientação e visão periférica.
Eu sei, não precisam me dizer. Sei os perigos que uma gata não castrada corre, sei da trabalheira, sei de tudo. Mas ainda acho o processo todo muito truculento.
E cada vez que eu vejo aquela barriguinha, antes bem peludinha de bebê, depilada e cheia de pontos, dói um bocado em mim.
Eu sei, não precisam me dizer. Sei os perigos que uma gata não castrada corre, sei da trabalheira, sei de tudo. Mas ainda acho o processo todo muito truculento.
E cada vez que eu vejo aquela barriguinha, antes bem peludinha de bebê, depilada e cheia de pontos, dói um bocado em mim.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Meus dias de São Bernardo*
Estou num período um bocado dedicado às artes. Não sei se comentei, mas além de aulas de dança e de derbake, estou tendo aulas de técnica vocal. E pessoas, é uma delícia.
O professor é um dos melhores que já existiu: Pedro S*pohr, um dos regentes do coral da PUC de cá. Além de ser profundamente competente no que faz, ele é uma pessoa doce, deliciosa, adorável e sem arestas, que valia a pena estar lá só para conviver com ele.
Descobri que sou soprano, e um bocado soprano. Com isso não quero dizer que minha voz é maravilhosa e tenho um super domínio dela (quem me dera, domínio é tudo que me falta), mas que a minha "zona de conforto" para cantar fica lá nas alturas agudas, em notas que eu nem sabia que seria capaz de emitir.
E isso é muito mágico. É difícil, não pensem que é fácil. Exige um monte de postura e uma intensa concentração em partes jamais antes exploradas do nosso corpinho para se obter um resultado mínimo. (Aliás, nisso é bem parecido com dançar.) Mas é uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na vida.
A gente sai de uma aula dessas com a alegria boboca que normalmente nos dá uma noite de amor que durou umas seis horas consecutivas.
Jamais pensei que viria a gostar de canto lírico. Pra onde nos leva a vida, né?
* Esse post tem esse nome baseado na teoria de meu professor sobre a respiração fox terrier (curta, que faz subir a laringe e tranca a garganta) e a respiração são bernardo (profunda, que abre a garganta e tudo o mais, facilitando a emissão do som). Só um dos duzentos itens em que a gente tem que se concentrar. ^_^
O professor é um dos melhores que já existiu: Pedro S*pohr, um dos regentes do coral da PUC de cá. Além de ser profundamente competente no que faz, ele é uma pessoa doce, deliciosa, adorável e sem arestas, que valia a pena estar lá só para conviver com ele.
Descobri que sou soprano, e um bocado soprano. Com isso não quero dizer que minha voz é maravilhosa e tenho um super domínio dela (quem me dera, domínio é tudo que me falta), mas que a minha "zona de conforto" para cantar fica lá nas alturas agudas, em notas que eu nem sabia que seria capaz de emitir.
E isso é muito mágico. É difícil, não pensem que é fácil. Exige um monte de postura e uma intensa concentração em partes jamais antes exploradas do nosso corpinho para se obter um resultado mínimo. (Aliás, nisso é bem parecido com dançar.) Mas é uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na vida.
A gente sai de uma aula dessas com a alegria boboca que normalmente nos dá uma noite de amor que durou umas seis horas consecutivas.
Jamais pensei que viria a gostar de canto lírico. Pra onde nos leva a vida, né?
* Esse post tem esse nome baseado na teoria de meu professor sobre a respiração fox terrier (curta, que faz subir a laringe e tranca a garganta) e a respiração são bernardo (profunda, que abre a garganta e tudo o mais, facilitando a emissão do som). Só um dos duzentos itens em que a gente tem que se concentrar. ^_^
quinta-feira, setembro 04, 2008
Curso de boas maneiras por correspondência
(Fila do Banrisul, agência Bom Fim, uma das maiores da cidade.)
Toc-toc no ombro.
- Tu não precisa pegar esta fila, vai lá na fila das gestantes.
- Meu senhor, eu não estou grávida, só sou gorda mesmo. (Sorriso. Porque sorrir é preciso.)
Toc-toc.
- Mas vai lá, se tu não disser nada, ninguém vai perceber.
- Agradeço sua extrema gentileza, mas dispenso. (Sorriso. Bem mais forçado que da primeira vez.)
Toc-toc no ombro.
- Tu não precisa pegar esta fila, vai lá na fila das gestantes.
- Meu senhor, eu não estou grávida, só sou gorda mesmo. (Sorriso. Porque sorrir é preciso.)
Toc-toc.
- Mas vai lá, se tu não disser nada, ninguém vai perceber.
- Agradeço sua extrema gentileza, mas dispenso. (Sorriso. Bem mais forçado que da primeira vez.)
terça-feira, setembro 02, 2008
O velho demônio ressurge das cinzas
Demônio Dum, ou simplesmente Dum, é o nome do meu derbake. Ele já foi herdado (roubado?) com esse nome. E agora ele voltou à ativa e passeia pelas ruas de Porto Alegre.
Sim, isso mesmo que vocês estão pensando. Comecei a fazer aulas com o Tuerlinckx. E é uma das melhores coisas que fiz por mim nos últimos tempos. Difícil bagarai. Mas muito bom.
Claro que até outro dia eu não tinha parceira para dividir o custo das aulas (não que ele seja careiro, eu que ganho mal mesmo:P), muito menos local. Mas aí apareceu um anjo chamado Karine que abriu seu fofo apartamento no Gasômetro e sua generosidade - e aí, plim, mágica! A única pena é que vai me comer uma hora e meia de dança por semana - mas tem certas oportunidades que não dá para perder. Se for para ser, vou arrumar solução para isso também.
Prevejo dias muito ativos para o Dum. E para nós. Beleza. ^_^
(PS. O anjo é tão anjo que me trouxe do Egito um lenço de moedas escarlate lindo e o vestido baladi perfeito - até roxo é! E me deu! De graçamente. Pode?)
Sim, isso mesmo que vocês estão pensando. Comecei a fazer aulas com o Tuerlinckx. E é uma das melhores coisas que fiz por mim nos últimos tempos. Difícil bagarai. Mas muito bom.
Claro que até outro dia eu não tinha parceira para dividir o custo das aulas (não que ele seja careiro, eu que ganho mal mesmo:P), muito menos local. Mas aí apareceu um anjo chamado Karine que abriu seu fofo apartamento no Gasômetro e sua generosidade - e aí, plim, mágica! A única pena é que vai me comer uma hora e meia de dança por semana - mas tem certas oportunidades que não dá para perder. Se for para ser, vou arrumar solução para isso também.
Prevejo dias muito ativos para o Dum. E para nós. Beleza. ^_^
(PS. O anjo é tão anjo que me trouxe do Egito um lenço de moedas escarlate lindo e o vestido baladi perfeito - até roxo é! E me deu! De graçamente. Pode?)
terça-feira, agosto 26, 2008
Uma noite mágica
Show de Douglas Felis em Porto Alegre. Noite de 23 de agosto, Souq Bar.
Pessoas, eu vi. E não vou me esquecer jamais. Jamais.
Douglas é um músico árabe de vanguarda, nascido na Venezuela, mas criado no Egito. Entende muito de seu ofício e traz a ele ares de renovação. Exultei quando soube do show.
Logo lembrei de minha amiga Lory. Estava estabelecida a ponte área Porto Alegre-Salvador!
Douglas começa o show com canto e bendir. Ouvir árabe bem cantado nessa terra é para poucos. Já comecei a me sentir privilegiada. Pombas, só tinha umas quarenta pessoas no show! Como assim! Só em Porto Alegre mesmo. Mas tava lindo, vambora.
Mas podia ficar mais bonito. Aí entra Karina Iman (deusa, deusa, deusa!!!!), imagine, para tocar snujs. E Douglas tocando kawala, que eu achei que era naz mas a Karina me corrigiu depois, Ana Fi Intizarak. Fernanda esmerilhando. Lindo, lindo, lindo! Babei 500 litros.
Então um solo de Karina. Douglas tocando dois bendires (se é que é assim o plural desse negócio). Algo bem raiz, folclórico e pé no chão, uma delícia. Karina dançando majestosa, muito dona de sua dança. Delírio, delírio.
Fernanda de novo. E Douglas fazendo um solo de daff de cair o queixo - muito moço que se diz derbakista por aí não faz com o derbake metade do que ele faz com o daff. DO CA - RA - LHO !!!
Ele tirou muito som dali e ela soube interpretar. Tipo, perfeito.
Mas sempre, sempre pode melhorar. Enta Omri em solo de naz. Karina Iman. Minha adjetivação não chega lá. Lindo. Gosto tanto quando meu senso crítico é chapado na parede por algo tão superiormente bom assim.
Depois, solo de tabla com as duas moças se alternando. Ah, vocês sabem o quanto isso é bom quando quem toca sabe tocar e quando quem dança sabe dançar.
Pra finalizar, Fabiano Tuerlinckx (que se um dia eu conseguir organizar minha vida vai ser meu professor) no derbake e Douglas cantando, botando todo mundo para dançar. Essa parte vocês podem ver aqui. (Aparece a testa da que vos escreve na gravação, quem reconhecer ganha um brinde... rsrs)
Enfim, eu sou muito chata e MUITO crítica. É muito raro eu assistir uma apresentação de dança e/ou música árabes e não reclamar de nada. Essa foi uma das pouquíssimas vezes. E eu agradeço muito a Deus por isso
quinta-feira, agosto 14, 2008
Doce demais
Eu já esperava por isso. Na verdade, eu sabia que as chances de acontecer seriam muito altas. Mas não deixa de ser um baque grande a confirmação.
Fui à uma farmácia na hora do almoço e fiz um teste de taxa de glicose. O normal para aquele horário (uma hora após o almoço) 160. Estava em 372. Sim, estou diabética. Ou deveria ser sou diabética? Que seja.
Isso não precisa ser necessariamente ruim. Quando me descobri bipolar e optei pelo tratamento (porque eu sempre opto por enfrentar, por seguir reto, por passar por cima), minha vida melhorou horrores.
Talvez com a diabetes seja igual. Talvez me ajude a tomar uma atitude positiva em relação ao meu sobrepeso.
Ei, você! Deseje-me sorte...
Fui à uma farmácia na hora do almoço e fiz um teste de taxa de glicose. O normal para aquele horário (uma hora após o almoço) 160. Estava em 372. Sim, estou diabética. Ou deveria ser sou diabética? Que seja.
Isso não precisa ser necessariamente ruim. Quando me descobri bipolar e optei pelo tratamento (porque eu sempre opto por enfrentar, por seguir reto, por passar por cima), minha vida melhorou horrores.
Talvez com a diabetes seja igual. Talvez me ajude a tomar uma atitude positiva em relação ao meu sobrepeso.
Ei, você! Deseje-me sorte...
quarta-feira, agosto 13, 2008
Você é da mesma estrela que eu
Porque nem só de música árabe vive meu HD. (Só que o vocalista é filho de egípcios... ><)
Dum dum takata dum takata taka dum dum takata...
Pequeno momento mágico na minha aula de dança.
No finalzinho, minha profi fez uma rodinha para as meninas dançarem, ela no derbake (na verdade é um djambê de Bali, mas ela toca como se fosse e fica ótimo). Aí ela perguntou se alguém podia acompanhar nos snujs.
As meninas gemeram, gemeram, mas ninguém se manifestou. Então a caruda aqui se saiu com um: "Faz muito tempo que eu não faço isso, mas acho que ainda consigo."
E, bem, parece que eu consegui mesmo.
Fiquei muito emocionada. Primeiro, porque eu adoro snujs e é sempre muito legal tocar ao vivo, para pessoas ouvirem e se movimentarem - infinitamente mais legal do que ficar só reverberando nas paredes do seu quarto. E depois, porque há alguns anos eu não tocava acompanhando alguém no derbake. A energia é muito diferente. Lembrei de momentos muito fortes para mim e fiquei com os olhos úmidos.
Delicioso. Adorei. Quero mais. =P
No finalzinho, minha profi fez uma rodinha para as meninas dançarem, ela no derbake (na verdade é um djambê de Bali, mas ela toca como se fosse e fica ótimo). Aí ela perguntou se alguém podia acompanhar nos snujs.
As meninas gemeram, gemeram, mas ninguém se manifestou. Então a caruda aqui se saiu com um: "Faz muito tempo que eu não faço isso, mas acho que ainda consigo."
E, bem, parece que eu consegui mesmo.
Fiquei muito emocionada. Primeiro, porque eu adoro snujs e é sempre muito legal tocar ao vivo, para pessoas ouvirem e se movimentarem - infinitamente mais legal do que ficar só reverberando nas paredes do seu quarto. E depois, porque há alguns anos eu não tocava acompanhando alguém no derbake. A energia é muito diferente. Lembrei de momentos muito fortes para mim e fiquei com os olhos úmidos.
Delicioso. Adorei. Quero mais. =P
terça-feira, agosto 12, 2008
Pó branco
Ocorreu uma pequena revolução na minha vida esta semana. Eu parei de comer açúcar branco. E isso, na minha alimentação, é algo bem significativo.
Sou completamente compulsiva por doces, em especial os de consistência cremosa, como pudins e mousses.
Isso não seria um problema. Ok, eu sou obesa, mas ainda assim não seria um problema se. Minha mãe não fosse diabética. Meu pai não tivesse sido diabético. Meus avós não tivessem sido diabéticos.
Aí, há mais ou menos um mês, eu passei a beber quantidades pantagruélicas de água – minha colega de escritório brincava que eu parecia sempre de ressaca – e a, conseqüentemente, passar muitas temporadas no banheiro. Quem tem a doença na família reconhece logo os sintomas.
Então eu resolvi tomar vergonha na cara. E uma amiga zen – na verdade, ela é budista tibetana – me mostrou como a coisa podia ser simples: era só decidir e fazer. Simples. E realmente foi muito simples.
Aumentei o consumo de frutas, claro. E deixo o Esposo colocar um dedinho de açúcar mascavo no meu café com leite. Mas era isso. Não fiquei fissurada, não tive nenhuma crise de abstinência, nem nada parecido.
Dizem que eu vou emagrecer horrores, tomara. Não era o objetivo, mas seria uma contra-indicação bem simpática. A verdade é que me sinto mais leve. Já não preciso mais de tanta água. E está ficando mais fácil para levantar de manhã – eu sou daquelas que levanta se arrastando.
Enfim, recomendo para todo mundo. É muito mais fácil do que parece. Bastar optar por você mesma.
Sou completamente compulsiva por doces, em especial os de consistência cremosa, como pudins e mousses.
Isso não seria um problema. Ok, eu sou obesa, mas ainda assim não seria um problema se. Minha mãe não fosse diabética. Meu pai não tivesse sido diabético. Meus avós não tivessem sido diabéticos.
Aí, há mais ou menos um mês, eu passei a beber quantidades pantagruélicas de água – minha colega de escritório brincava que eu parecia sempre de ressaca – e a, conseqüentemente, passar muitas temporadas no banheiro. Quem tem a doença na família reconhece logo os sintomas.
Então eu resolvi tomar vergonha na cara. E uma amiga zen – na verdade, ela é budista tibetana – me mostrou como a coisa podia ser simples: era só decidir e fazer. Simples. E realmente foi muito simples.
Aumentei o consumo de frutas, claro. E deixo o Esposo colocar um dedinho de açúcar mascavo no meu café com leite. Mas era isso. Não fiquei fissurada, não tive nenhuma crise de abstinência, nem nada parecido.
Dizem que eu vou emagrecer horrores, tomara. Não era o objetivo, mas seria uma contra-indicação bem simpática. A verdade é que me sinto mais leve. Já não preciso mais de tanta água. E está ficando mais fácil para levantar de manhã – eu sou daquelas que levanta se arrastando.
Enfim, recomendo para todo mundo. É muito mais fácil do que parece. Bastar optar por você mesma.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Na prática, a teoria é outra
Minha sempre me disse isso, a vida inteira. Pior que ela tem razão.
Os livros de auto-ajuda, as terapeutas e mais não sei quem dizem o tempo todo que sua vida é resultado das suas escolhas, que você é exatamente o que você preferiu ser.
Não é que esteja errado... mas, pombas, e quando a gente quer escolher duas coisas? A gente quer a escolha que fez e também a escolha que não fez? Parece tão difícil assim compreender isso?
Desconhecer o limite exato do que é estar livre, do que é idealizar o mundo, de até onde posso ir, de até onde quero ir...
Eu não estou mal, eu não estou triste. Mas eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Eu não sei se há coisa certa a fazer. Eu queria que tomassem conta de mim e me dessem uma direção.
E não me venham com: "as respostas estão em você mesma" ou "você é a única que pode fazer isso por você". Eu sei de tudo isso. Todas as respostas estão escritas dentro de mim. Mas eu sou analfabeta de mim mesma.
Os livros de auto-ajuda, as terapeutas e mais não sei quem dizem o tempo todo que sua vida é resultado das suas escolhas, que você é exatamente o que você preferiu ser.
Não é que esteja errado... mas, pombas, e quando a gente quer escolher duas coisas? A gente quer a escolha que fez e também a escolha que não fez? Parece tão difícil assim compreender isso?
Desconhecer o limite exato do que é estar livre, do que é idealizar o mundo, de até onde posso ir, de até onde quero ir...
Eu não estou mal, eu não estou triste. Mas eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Eu não sei se há coisa certa a fazer. Eu queria que tomassem conta de mim e me dessem uma direção.
E não me venham com: "as respostas estão em você mesma" ou "você é a única que pode fazer isso por você". Eu sei de tudo isso. Todas as respostas estão escritas dentro de mim. Mas eu sou analfabeta de mim mesma.
domingo, julho 20, 2008
Feitiço é bumerangue perseguindo a feiticeira
As coisas estão difíceis. Confusas. Porque existem seres humanos e seres humanos conseguem tornar difícil, penoso e sofrido o que poderia ser duas frases. O que poderia ser uma pequena mudança de atitude. O que poderia ser dois dedos de consideração. Enfim, humanos. Tenho perdido progressivamente a capacidade de me relacionar com eles.
Parece que a minha estabilidade subiu no telhado. Provavelmente se não fossem as amarras materiais que me prendem sempre, amanhã estaria curtindo outro fuso horário ou, pelo menos, outras temperaturas. Infelizmente, fugas são para os bem nascidos. E eu nasci com Saturno na cúspide.
Akiko está indisciplina e indolente. A maior parte do tempo não me dá a mínima. "Você tinha a ilusão que ela fosse nossa? Nós é que somos dela", diz Esposo. Não me convence. Talvez também esteja perdendo a habilidade de lidar com gatos.
Um mês sem dançar. Sem grana. Kuso.
Você tem fantasmas? Eu tenho um. E o pior é que eu procuro ser assombrada. Mas é a velha frase de Renato Russo martelando nos meus ouvidos: "aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim?"
Tenho ouvido Lenine também, como indica o título dessa postagem. E outras coisas que gosto cantadas na minha língua.
Bom, nem só de música árabe vive a raqsa, né? (Minha amiga Samya Ju detesta essa denominação, mas ela é tããããão sintética que vou continuar usando.)
Parece que a minha estabilidade subiu no telhado. Provavelmente se não fossem as amarras materiais que me prendem sempre, amanhã estaria curtindo outro fuso horário ou, pelo menos, outras temperaturas. Infelizmente, fugas são para os bem nascidos. E eu nasci com Saturno na cúspide.
Akiko está indisciplina e indolente. A maior parte do tempo não me dá a mínima. "Você tinha a ilusão que ela fosse nossa? Nós é que somos dela", diz Esposo. Não me convence. Talvez também esteja perdendo a habilidade de lidar com gatos.
Um mês sem dançar. Sem grana. Kuso.
Você tem fantasmas? Eu tenho um. E o pior é que eu procuro ser assombrada. Mas é a velha frase de Renato Russo martelando nos meus ouvidos: "aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim?"
Tenho ouvido Lenine também, como indica o título dessa postagem. E outras coisas que gosto cantadas na minha língua.
Bom, nem só de música árabe vive a raqsa, né? (Minha amiga Samya Ju detesta essa denominação, mas ela é tããããão sintética que vou continuar usando.)
quinta-feira, junho 26, 2008
Mais do mesmo
Nossa, desculpem, acabei ficando tanto tempo sem escrever por aqui! Juro que não é descaso. Mas a vida anda mesmo corrida. Tem tantos assuntos sobre os quais quero escrever, mas quando finalmente há tempo o cansaço acaba me vencendo. Deixa eu ir em bloquinhos, para ver se consigo organizar as idéias.
Esposo está na Alemanha, semana e meia já. Volta na próxima quarta. Falta, muita falta demais.
Mas a primeira coisa que eu percebi, nessa partida dele é que meu relógio são os outros. Primeiro final de semana que fiquei sem ele perdi totalmente a noção de horário. Dormi quando devia estar fazendo coisas, fiz coisas quando devia estar dormindo. Só o trabalho me pôs de volta na linha. Meda.
Fiz aniversário. Ganhei tulipas, gérberas, flores, muitas flores. Ganhei cosméticos antiidade, coisas pra deixar o cabelo lindo e o cosmético dos sonhos (Lancôme). Reuni com amigos e tomei vinhozinho. Foi bão. Mas 36 dá aquele friozinho leve na barriga de ser o primeiro passo decisivo para o grande 40. Apenas números. Nada não.
Passei num teste de coral. Foi da instituição religiosa que eu freqüento, mas nosso regente é profissional, quero dizer, rege corais de verdade como profissão.
Ele foi ótimo e me deixou muito calma. E num determinado momento, conseguiu de mim um agudo que eu nunca imaginei que pudesse fazer! E afinadinho! Foi mágico. Descobri, como já desconfiava, que sou soprano. Agora começam os ensaios. Estou ansiosa.
Eu me segurei, segurei, mas já estou metendo meu bedelhinho no mundo bellydançante da internet. Por enquanto isso tem gerado respostas simpáticas, não sei até quando. Enfim. De todas as partes do corpo que eu tenho dificuldade em controlar na dança, a pior, com certeza, é a minha língua.
Por falar em dança, minha professora disse que meu quadril está soltando, "evoluindo". Claaaaaaaaaaro que eu fiquei feliz. É bom que o esforço de meses esteja surtindo efeito. Embora eu desconfie que muito desse elogio é para me consolar da minha total falta de habilidade em tudo que exija giro ou deslocamento...
Mas, enfim, se fiquei feliz, estou bem longe de ficar deslumbrada. Primeiro, porque sei que estou "a caminho" de soltar o quadril, é metade de um processo. Segundo é que hoje, ao contrário de antigamente, eu sei que um quadril solto e uma boa leitura musical não são tudo.
Hoje eu tenho uma noção muito mais nítida da bailarina que eu quero ser. E isso exige precisão, bom domínio espacial (que eu vou ter que lutar muuuuuito para ter), alongamento e graça. Porque eu não quero ser profissional, mas sei que preciso dominar esses elementos para Ter uma dança da qual me orgulhe, com a qual eu consiga me expressar.
O caminho é longo. Mas eu tenho a vida inteira.
Tinha mais para falar de dança. Sobre críticas inteligentes e gente que tenta incutir padrões alienígenas no negócio. Mas vou não, preguiça.
Vou parar de matar trabalho e ir pro meu ensaio do coral.
Beijos a todos.
Esposo está na Alemanha, semana e meia já. Volta na próxima quarta. Falta, muita falta demais.
Mas a primeira coisa que eu percebi, nessa partida dele é que meu relógio são os outros. Primeiro final de semana que fiquei sem ele perdi totalmente a noção de horário. Dormi quando devia estar fazendo coisas, fiz coisas quando devia estar dormindo. Só o trabalho me pôs de volta na linha. Meda.
Fiz aniversário. Ganhei tulipas, gérberas, flores, muitas flores. Ganhei cosméticos antiidade, coisas pra deixar o cabelo lindo e o cosmético dos sonhos (Lancôme). Reuni com amigos e tomei vinhozinho. Foi bão. Mas 36 dá aquele friozinho leve na barriga de ser o primeiro passo decisivo para o grande 40. Apenas números. Nada não.
Passei num teste de coral. Foi da instituição religiosa que eu freqüento, mas nosso regente é profissional, quero dizer, rege corais de verdade como profissão.
Ele foi ótimo e me deixou muito calma. E num determinado momento, conseguiu de mim um agudo que eu nunca imaginei que pudesse fazer! E afinadinho! Foi mágico. Descobri, como já desconfiava, que sou soprano. Agora começam os ensaios. Estou ansiosa.
Eu me segurei, segurei, mas já estou metendo meu bedelhinho no mundo bellydançante da internet. Por enquanto isso tem gerado respostas simpáticas, não sei até quando. Enfim. De todas as partes do corpo que eu tenho dificuldade em controlar na dança, a pior, com certeza, é a minha língua.
Por falar em dança, minha professora disse que meu quadril está soltando, "evoluindo". Claaaaaaaaaaro que eu fiquei feliz. É bom que o esforço de meses esteja surtindo efeito. Embora eu desconfie que muito desse elogio é para me consolar da minha total falta de habilidade em tudo que exija giro ou deslocamento...
Mas, enfim, se fiquei feliz, estou bem longe de ficar deslumbrada. Primeiro, porque sei que estou "a caminho" de soltar o quadril, é metade de um processo. Segundo é que hoje, ao contrário de antigamente, eu sei que um quadril solto e uma boa leitura musical não são tudo.
Hoje eu tenho uma noção muito mais nítida da bailarina que eu quero ser. E isso exige precisão, bom domínio espacial (que eu vou ter que lutar muuuuuito para ter), alongamento e graça. Porque eu não quero ser profissional, mas sei que preciso dominar esses elementos para Ter uma dança da qual me orgulhe, com a qual eu consiga me expressar.
O caminho é longo. Mas eu tenho a vida inteira.
Tinha mais para falar de dança. Sobre críticas inteligentes e gente que tenta incutir padrões alienígenas no negócio. Mas vou não, preguiça.
Vou parar de matar trabalho e ir pro meu ensaio do coral.
Beijos a todos.
domingo, maio 25, 2008
Espelho d'Alma
Pessoas, downloadeim de graça, com a autorização da autora, este livro.
É boa literatura. Boa e visceral.
E, além disso, me identifico loucamente. A autora certamente não gostará dessa observação, mas tem experiências que é necessário ser uma bipolar não medicada para passar.
Beijinhos.
É boa literatura. Boa e visceral.
E, além disso, me identifico loucamente. A autora certamente não gostará dessa observação, mas tem experiências que é necessário ser uma bipolar não medicada para passar.
Beijinhos.
quinta-feira, maio 22, 2008
Imagens de Akiko OU como é difícil fotografar uma gatinha
Eu anunciei a postagem dessas fotos, mas acabei me enrolando. Acontece que Akiko é temperamental e não gosta de fotografia, então fica muito difícil tirar fotos boas dela. Ela inventa de se mexer bem na hora do clic. Ou fecha os olhos... Pra tirar, tem que pegar ela de surpresa. Então fiquem com o melhor do que conseguimos e conforme ela for crescendo eu ponho mais.
E logo ela vai ganhar uma irmãzinha, para não ficar sozinha enquanto trabalhamos. Espero que a irmã dela tenha mais vocação para modelo...hehe

Bobeie com o flash e descubra que sua gata na verdade veio da Lua.

Todo mundo nessa casa gosta de dormir. Akiko não é diferente.

Todo mundo nessa casa é guloso... ela nem tá mais magrinha assim!

O mundo por uma janela. (Bem fechada, pra ela ficar segura.)

Bem pequenininha e se mexendo sempre, porque foco é um privilégio que não conhecemos...

Oooooooooon! Mesmo fora de foco, não é a mais fofa?
E logo ela vai ganhar uma irmãzinha, para não ficar sozinha enquanto trabalhamos. Espero que a irmã dela tenha mais vocação para modelo...hehe

Bobeie com o flash e descubra que sua gata na verdade veio da Lua.

Todo mundo nessa casa gosta de dormir. Akiko não é diferente.

Todo mundo nessa casa é guloso... ela nem tá mais magrinha assim!

O mundo por uma janela. (Bem fechada, pra ela ficar segura.)

Bem pequenininha e se mexendo sempre, porque foco é um privilégio que não conhecemos...

Oooooooooon! Mesmo fora de foco, não é a mais fofa?
terça-feira, abril 29, 2008
A chegada de Akiko
A aterrissagem de uma pequena princesa em minha casa está mudando gentilmente minha vida. Ou, se preferirem uma linguagem mais chã, adotei uma gatinha e estou adorando.
Adotei mesmo, que acho absurdo comprar bicho. Ela tinha sido abandonada e estava bem judiadinha quando um veterinário gente boa a acolheu. Aí a mãe da minha amiga adotou, mas o gato que ela já tem, um bichinho de raça beeeeeeeem mimado rejeitou total a filhote. Então ela foi para a casa da minha grande amiga P. Mas P. não está num momento bichinho - embora ela adore muito, muito. (Eu entendo, porque estava assim até agora pouco.) Eu estou, total. Aí, ganhei Akiko, depois da P. cuidar dela com todo carinho por uma semana e engordar ela um bocadinho.
De lambuja, ganhei todo o enxoval-gatinho que a mãe da P. fez questão de dar: sacos de areia sanitária, muitos sacos de ração, brinquedos, mantinha de dormir, potinhos de alimentação, sementes para graminha digestiva, vacinas e castração quando ela fizer seis meses..
Ela é uma mestiça de pêlo preto ruço – mas muito macio - , com traços que entregam algum sangue siamês nas veias. Tem olhos verdes enormes que são quase toda a carinha e ronrona mais alto que muito motor de geladeira velha. Com ela shimmie não tem mistério.
O Esposo era o mais receoso quanto à idéia de adotar um animalzinho, porque nosso ovo, digo, apertamento, é deveras minúsculo. Mas já está completamente enfeitiçado. Ela é cheia dos charmes e, segundo ele, usou de todo seu poder de sedução para mantê-lo em casa, quando percebeu que ele estava se vestindo para sair.
E ainda mais: a gata tem o mesmo pendor letrístico dos donos: entre tantos lugares da casa, ela foi escolher a estante de livros para dormir...
Aguardem para breve fotos, muitas fotos...
Adotei mesmo, que acho absurdo comprar bicho. Ela tinha sido abandonada e estava bem judiadinha quando um veterinário gente boa a acolheu. Aí a mãe da minha amiga adotou, mas o gato que ela já tem, um bichinho de raça beeeeeeeem mimado rejeitou total a filhote. Então ela foi para a casa da minha grande amiga P. Mas P. não está num momento bichinho - embora ela adore muito, muito. (Eu entendo, porque estava assim até agora pouco.) Eu estou, total. Aí, ganhei Akiko, depois da P. cuidar dela com todo carinho por uma semana e engordar ela um bocadinho.
De lambuja, ganhei todo o enxoval-gatinho que a mãe da P. fez questão de dar: sacos de areia sanitária, muitos sacos de ração, brinquedos, mantinha de dormir, potinhos de alimentação, sementes para graminha digestiva, vacinas e castração quando ela fizer seis meses..
Ela é uma mestiça de pêlo preto ruço – mas muito macio - , com traços que entregam algum sangue siamês nas veias. Tem olhos verdes enormes que são quase toda a carinha e ronrona mais alto que muito motor de geladeira velha. Com ela shimmie não tem mistério.
O Esposo era o mais receoso quanto à idéia de adotar um animalzinho, porque nosso ovo, digo, apertamento, é deveras minúsculo. Mas já está completamente enfeitiçado. Ela é cheia dos charmes e, segundo ele, usou de todo seu poder de sedução para mantê-lo em casa, quando percebeu que ele estava se vestindo para sair.
E ainda mais: a gata tem o mesmo pendor letrístico dos donos: entre tantos lugares da casa, ela foi escolher a estante de livros para dormir...
Aguardem para breve fotos, muitas fotos...
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