Porque ser geminiano é ter um caráter fortemente adesista.
http://twitter.com/samaraleonel
quarta-feira, abril 29, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
Haicapenga
Tô com insônia.
Toco-insônia.
*Em gauchês, levar toco é ser dispensado, levar bilhete azul, dançar.
Toco-insônia.
*Em gauchês, levar toco é ser dispensado, levar bilhete azul, dançar.
sábado, abril 25, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
Porque eu amo tanto Rorschach
Porque eu estudei cultura japonesa intensivamente durante quase dez anos da minha vida. E esse é o samurai mais incrível de que eu já tive notícia. Polaco-americano e criado em algum subúrbio sujo, mas samurai até a medula. Absolutamente fantástico.
Eu já era fã dele dos quadrinhos (que li na década de 90), mas a versão em filme é muito mais poderosa. Escolheram o ator a dedo, um dos melhores olhares de assassino de todos os tempos. Uma elegância dentro de toda brutalidade e total falta de compaixão. E, ao seu modo, sexy pra caraleo.
E quem ficar na dúvida, ele tem a morte mais samurai fora da história do Japão. Arrepiei as duas vezes que vi. Registrado.
Eu já era fã dele dos quadrinhos (que li na década de 90), mas a versão em filme é muito mais poderosa. Escolheram o ator a dedo, um dos melhores olhares de assassino de todos os tempos. Uma elegância dentro de toda brutalidade e total falta de compaixão. E, ao seu modo, sexy pra caraleo.
E quem ficar na dúvida, ele tem a morte mais samurai fora da história do Japão. Arrepiei as duas vezes que vi. Registrado.
sábado, abril 11, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Do desemprego sem receio
Pois é, meu povo. Samy finalmente pediu demissão da fundaçãozinha bonitinha mas ordinária onde trabalhava. Porque ficou claro que numa entidade estagnada, não rolaria nunca uma promoção. Porque o salário nunca pagou uma conta importante. Porque varrer o pátio gigantesco já não parece mais tão divertido. Mas, principalmente, muito principalmente...
PORQUE EU QUERO GANHAR DINHEIRO PARA FAZER O QUE EU SEI FAZER, QUE É TRABALHAR COM TEXTO.
Sei que estou na contramão do mundo. Que só se fala em crise, que a maioria dos empresários não pensa em contratar, que todo mundo está se agarrando desesperadamente no empreguinho que tem.
Mas eu sempre estive na contramão. E sei que o meu momento vai chegar, porque eu sou boa nesse negócio.
E você, leitor, que precisa ou sabe de alguém que precisa de um jornalista, um revisor, um preparador de originais, um redator – grite! Unidade da federação, se a proposta for boa, não é problema. ^_^
PORQUE EU QUERO GANHAR DINHEIRO PARA FAZER O QUE EU SEI FAZER, QUE É TRABALHAR COM TEXTO.
Sei que estou na contramão do mundo. Que só se fala em crise, que a maioria dos empresários não pensa em contratar, que todo mundo está se agarrando desesperadamente no empreguinho que tem.
Mas eu sempre estive na contramão. E sei que o meu momento vai chegar, porque eu sou boa nesse negócio.
E você, leitor, que precisa ou sabe de alguém que precisa de um jornalista, um revisor, um preparador de originais, um redator – grite! Unidade da federação, se a proposta for boa, não é problema. ^_^
segunda-feira, março 30, 2009
Da viagem e dos novos planos
Eu podia colocar fotos aqui. Mas achei que não fazia sentido, porque todos vocês as conhecem, a ilustre desconhecia era eu.
Eu podia falar do que fizemos juntas. Mas só faz sentido para nós. Então vou ficar nas impressões.
Pense numa pessoa agitada. Mais. Um pouquinho mais. Você está perto de imaginar como é Roberta Salgueiro. Corri atrás dela por seis maravihosos dias na capital do país.
E por que não fiquei no meu canto e corri atrás dela? Porque essa foguetinha é puro encantamento, uai. Bobo é quem não corre atrás.
Roberta é gostosa no jeito de falar. E no que diz. Tem um olhar de menina aprontona. E um sorriso um bocado sedutor. Eu, Alexandre (o geminiano-marido mais doce e tranquilo que já conheci), Andrea, Marta, Luciana, Aline, a gente apenas orbitava em torno dela. E era lindo.
Pra usar da eloqüência dos mineiros: foi massa.
Eu achei que ia encontrar Luana Mello na capital paulista. Mas era um bando. E eu amei Luana e eu amei o bando. Porque cada um era tão especial, à sua maneira. Uma gente tão livre e tão resolvida e tão sem frescura e tão sofisticada ao mesmo tempo. O irresistível Giu, homem bonito em todos os sentidos e que será meu modelo de geminiano pelas próximas décadas. Porque, mesmo aos quase quarenta, ainda é tempo de aprender.
Luana me ensinou tantas coisas. E derrubou tão deliciosamente todas as bobagens que eu já acreditei sobre ela um dia. Que ela fosse “pati”. Que ela fosse um poço de vaidade. Bobagens. E Luana, entenda, Luana é muito mais que não ser tudo isso. Luana é ela mesma pra caralho. E, acredite em mim, isso não é pouco.
Como descrever a sensação de rever amigos de quase vinte anos? Além da inevitável percepção dos anos passando, é como voltar para casa. A família que você escolheu. Amor puro.
Aproveito para comunicar que resolvi tomar vergonha na cara. Nada mais de notinhas inofensivas sobre dança. Montei um blog para pensar a dança, sob minha ótica de eterna amadora, mas a sério. A revelação de um nick antigo (ver em “Sobre Samara”) talvez ainda me traga alguma dor de cabeça. Mas resolvi dar a cara a tapa nesse mundinho vil. Conto com a presença do pessoal que dança (e pensa a dança) por lá. Esse blog continua, dando conta da minha vidinha cotidiana.
Eu podia falar do que fizemos juntas. Mas só faz sentido para nós. Então vou ficar nas impressões.
Pense numa pessoa agitada. Mais. Um pouquinho mais. Você está perto de imaginar como é Roberta Salgueiro. Corri atrás dela por seis maravihosos dias na capital do país.
E por que não fiquei no meu canto e corri atrás dela? Porque essa foguetinha é puro encantamento, uai. Bobo é quem não corre atrás.
Roberta é gostosa no jeito de falar. E no que diz. Tem um olhar de menina aprontona. E um sorriso um bocado sedutor. Eu, Alexandre (o geminiano-marido mais doce e tranquilo que já conheci), Andrea, Marta, Luciana, Aline, a gente apenas orbitava em torno dela. E era lindo.
Pra usar da eloqüência dos mineiros: foi massa.
Eu achei que ia encontrar Luana Mello na capital paulista. Mas era um bando. E eu amei Luana e eu amei o bando. Porque cada um era tão especial, à sua maneira. Uma gente tão livre e tão resolvida e tão sem frescura e tão sofisticada ao mesmo tempo. O irresistível Giu, homem bonito em todos os sentidos e que será meu modelo de geminiano pelas próximas décadas. Porque, mesmo aos quase quarenta, ainda é tempo de aprender.
Luana me ensinou tantas coisas. E derrubou tão deliciosamente todas as bobagens que eu já acreditei sobre ela um dia. Que ela fosse “pati”. Que ela fosse um poço de vaidade. Bobagens. E Luana, entenda, Luana é muito mais que não ser tudo isso. Luana é ela mesma pra caralho. E, acredite em mim, isso não é pouco.
Como descrever a sensação de rever amigos de quase vinte anos? Além da inevitável percepção dos anos passando, é como voltar para casa. A família que você escolheu. Amor puro.
Aproveito para comunicar que resolvi tomar vergonha na cara. Nada mais de notinhas inofensivas sobre dança. Montei um blog para pensar a dança, sob minha ótica de eterna amadora, mas a sério. A revelação de um nick antigo (ver em “Sobre Samara”) talvez ainda me traga alguma dor de cabeça. Mas resolvi dar a cara a tapa nesse mundinho vil. Conto com a presença do pessoal que dança (e pensa a dança) por lá. Esse blog continua, dando conta da minha vidinha cotidiana.
quinta-feira, março 12, 2009
Viagem
Depois de uma temporada muito massa em Brasília (ô, cidade maluca, sô), com o bicho louco, elétrico e apaixonante que é Roberta Salgueiro - seu marido fofo e seus onze fantásticos gatos, estou no meio do nada.
Pedro de Toledo, perto de Peruíbe (onde mora minha irmã). Casa tranquila, rio ao fundo, cachorros no lugar dos gatos e muito calor abafado.
Em breve sigo para São Paulo, com a certeza de que não vou conseguir ver todo mundo.
Já marquei com Luana, ao menos. Mas é muita gente.
Por outro lado, estou roxa de saudade do Esposo e das minhas gatas. Sempre fico dividida em viagens.
Pedro de Toledo, perto de Peruíbe (onde mora minha irmã). Casa tranquila, rio ao fundo, cachorros no lugar dos gatos e muito calor abafado.
Em breve sigo para São Paulo, com a certeza de que não vou conseguir ver todo mundo.
Já marquei com Luana, ao menos. Mas é muita gente.
Por outro lado, estou roxa de saudade do Esposo e das minhas gatas. Sempre fico dividida em viagens.
domingo, fevereiro 22, 2009
Enfim, férias!
Desculpem meu sumiço por aqui. Mas parir férias pode ser tão difícil quanto parir quíntuplos.
Agora sai. Um ano e cinco dias depois. Mas saí. Disposta a dar uma revolucionada na minha vida profissional, mas isso eu conto depois. Tenho vários dias para pensar nisso.
Por enquanto, estou nuns dias mortos aqui em Porto Alegre, aproveitando para fazer aquelas coisas que nunca se tem tempo de fazer, como limpar arquivos e organizar CDs e DVDs.
Mas o que eu mais queria contar é que vocês podem todos morrer de inveja.^_^ Na semana que vem estarei com meus pezinhos fincados no Planalto Central, curtindo Roberta Salgueiro.
Conheço Rô desde 2004. Foram inúmeras horas de conversas telefônicas, milhões de linhas no MSN e no GTalk, quilômetros de emails e comentários em blogs (ela sempre no Yallah, eu abrindo e fechando blogs a cada punhado de meses), mas nunca nos tocamos.
Essa vai ser uma ocasião histórica. Estou usando de todo meu auto-controle para não ficar completamente eufórica, ansiosa e insuportável. E dos meus inseparáveis remedinhos também, claro.
Depois de passar uma semana com Roberta, dou uma passada rápida pela família antes de cair nos braços dos meus amigos bêbados e malucos que ligaram em dezembro, solicitando minha presença. Quero ver se dona Luana Mello arruma um par de horas para me ver, também.
Pretendo ir escrevendo sobre tudo isso, conforme for acontecendo. Perdoem eventuais sumiços: não sei como vão estar as condições de conexão onde estarei.
No mais, continuo estudando as coisas de sempre.
Passei a fazer aula individual de derbake e está sendo bem mais puxado. Acho que agora a coisa anda.
Na dança, comecei aulas com Daiane Ribeiro. Ela esfola, mas que maravilha. Estamos começando por reforçar minha postura. Sinto que terei um ano muito fértil.
Agora sai. Um ano e cinco dias depois. Mas saí. Disposta a dar uma revolucionada na minha vida profissional, mas isso eu conto depois. Tenho vários dias para pensar nisso.
Por enquanto, estou nuns dias mortos aqui em Porto Alegre, aproveitando para fazer aquelas coisas que nunca se tem tempo de fazer, como limpar arquivos e organizar CDs e DVDs.
Mas o que eu mais queria contar é que vocês podem todos morrer de inveja.^_^ Na semana que vem estarei com meus pezinhos fincados no Planalto Central, curtindo Roberta Salgueiro.
Conheço Rô desde 2004. Foram inúmeras horas de conversas telefônicas, milhões de linhas no MSN e no GTalk, quilômetros de emails e comentários em blogs (ela sempre no Yallah, eu abrindo e fechando blogs a cada punhado de meses), mas nunca nos tocamos.
Essa vai ser uma ocasião histórica. Estou usando de todo meu auto-controle para não ficar completamente eufórica, ansiosa e insuportável. E dos meus inseparáveis remedinhos também, claro.
Depois de passar uma semana com Roberta, dou uma passada rápida pela família antes de cair nos braços dos meus amigos bêbados e malucos que ligaram em dezembro, solicitando minha presença. Quero ver se dona Luana Mello arruma um par de horas para me ver, também.
Pretendo ir escrevendo sobre tudo isso, conforme for acontecendo. Perdoem eventuais sumiços: não sei como vão estar as condições de conexão onde estarei.
No mais, continuo estudando as coisas de sempre.
Passei a fazer aula individual de derbake e está sendo bem mais puxado. Acho que agora a coisa anda.
Na dança, comecei aulas com Daiane Ribeiro. Ela esfola, mas que maravilha. Estamos começando por reforçar minha postura. Sinto que terei um ano muito fértil.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Patifarias e mizmares
Enquanto o mundinho bellydance se agita com o plágio escancarado – e vergonhoso - que Hayet el Helwa fez do texto sobre shaabi de Roberta Salgueiro, meu interior mergulha no mundinho das rababas e mizmares.
Não, eu não entendo de folclore. Não, eu não sou especialista em folclore – bem que eu queria. Mas uma coisa que eu não posso negar é que meu corpo vem sendo progressivamente "puxado" por esse tipo de música, cada vez mais intensamente e não há nada que eu possa fazer a respeito.
Acho as clássicas maravilhosas, até choro com algumas. Mas o meu corpo se move confuso entre as frases grandiloquentes e as variações súbitas de ritmo.
Folclore, não. Posso até estar fazendo outra coisa, mas meu quadril vai se mexendo sozinho, meus ombros shimmeiam, é mais forte que eu. Preciso estudar essa coisa para fazer meu quadril ir na direção certa, meus ombros entrarem da maneira correta, minhas mãos baterem palmas como se deve.
Para piorar meu vício, amiga Lory me mandou um monte de CDs com música ghawazee (adouro!), fallahi, baladi e alguns saids. Tô perdida.
Espero que da mesma forma que veio a música, venham os ensinamentos também. Porque, para mim, a primeira palavra para folclore é respeito.
Não, eu não entendo de folclore. Não, eu não sou especialista em folclore – bem que eu queria. Mas uma coisa que eu não posso negar é que meu corpo vem sendo progressivamente "puxado" por esse tipo de música, cada vez mais intensamente e não há nada que eu possa fazer a respeito.
Acho as clássicas maravilhosas, até choro com algumas. Mas o meu corpo se move confuso entre as frases grandiloquentes e as variações súbitas de ritmo.
Folclore, não. Posso até estar fazendo outra coisa, mas meu quadril vai se mexendo sozinho, meus ombros shimmeiam, é mais forte que eu. Preciso estudar essa coisa para fazer meu quadril ir na direção certa, meus ombros entrarem da maneira correta, minhas mãos baterem palmas como se deve.
Para piorar meu vício, amiga Lory me mandou um monte de CDs com música ghawazee (adouro!), fallahi, baladi e alguns saids. Tô perdida.
Espero que da mesma forma que veio a música, venham os ensinamentos também. Porque, para mim, a primeira palavra para folclore é respeito.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Grande história de um pequeno baladi
Era algum dia do final de dezembro, quando Daiane me ligou e me convidou para ajudá-la a organizar um show em homenagem a Karina Iman (que pra quem não sabe, estará trabalhando fora do país nos próximos meses deste ano). Eu aceitei na hora, claro.
"E você vai dançar um baladi, lógico!" Lógico, pensei eu. Um baladi. Estrutura clássica. Fácil.
Pelo menos eu acho, pensei eu cinco dias depois.
Festas, aquela coisa. Começamos a nos encontrar em início de janeiro. E se iniciou o martírio. Daiane me deu um CD CHEIO de baladis para escolher um. Tinha com acordeon, com nay, com sax, com rababa. De onze minutos, de sete, de cinco. Fiquei com um baladi bem clássico com acordeon, de reconfortantes três minutos. E saí estudando.
Estudava, estudava e nada. O taksim de um minuto e pouco me parecia infinito e rápido demais. Tinha um monte de batidinhas, rushzinhos e frasezinhas fora do esquema que eu não conseguia decorar. O final eu NUNCA acertava. Comecei a pegar raiva do coitado.
Meu quadril me traía. Tinha jeito dos movimentos saírem limpos não. Eu ainda queria arrumar meus pés e minhas mãos, segundo petição de um moço amigo meu que muito me vale nessas horas, mas meu cérebro não dava conta de tudo.
Aí me veio a primeira grande lição dessa história: não adianta não ter tempo, não adianta não ter lugar. EU PRECISO ESTUDAR MAIS HORAS POR SEMANA. DEFINITIVAMENTE. Espero que leve isso daqui pra diante.
Estudei, estudei, estudei. Até as minhas bundas doerem (pode parecer uma incorreção, mas só uma bailarina do ventre sabe exatamente quantas bundas temos!) e os tendões da minha mão ficarem inchados. Mas a coisa estava tensa.
Ensaio final, com a Daiane e a Zahira. No meio do caminho, descubro que a Dai esqueceu de levar o CD dela, com a música. Eu tinha a música no MP4 e um adaptador, fui lá assim mesmo. Era na Cia de Arte e quando desci do elevador no 8o. andar, não vi o degrauzinho e cataploft! Seria apenas risível se eu não tivesse machucado o ligamento do tornozelo esquerdo na queda. E feio.
Fui andando e a dor foi diminuindo. Achei que era só um susto. Cheguei lá e ninguém tinha cabo pra ligar no som. Saí sem ensaiar, sem nem conseguir mostrar o pouco que eu tinha conseguido montar.
Indo com as meninas pro ponto de ônibus, cheguei à conclusão de que eu não estava pronta e que aquele era um sinal dos céus para eu desistir. A Dai me fez prometer que daria uma chance a ela. E eu dei. Mas certa de que ela desistiria assim que visse minha coreo. E fui pra casa.
Chegando em casa, a grande idéia: o problema era a música. Mudei para uma com derbake e rababa, de cinco minutos. Era um pouco repetitiva, mas me sentia muito à vontade nela. Nem estudei muito. Achei que com aquela música tudo daria certo.
O tornozelo? Passei o sábado e parte do domingo de tornozeleira, mas, graças às Musas, ele está praticamente perfeito.
Domingo, a Dai me raptou e me levou para a sala onde ela dá aula, em Esteio. Por A mais B ela me provou que aquela música não era a adequada para o show, por não ter estrutura tradicional. E que ia ser mais fácil corrigir a primeira do que reestudar toda a segunda (tinhamos apenas quatro dias para a apresentação. )
E foi o que fizemos.
Das 19h30 às 22h30. Sem grandes pausas. E aí eu aprendi duas coisas. Que além de uma grande professora, a Dai é uma tremenda amiga. E que, definitivamente, inspiração não substitui trabalho duro. (Mas ainda apresento aquela com rababa, ah, se não!)
Resultado final (para encurtar a história, que ainda conta com algumas pequenas peripécias): o baladi foi apresentado, sem erros coreográficos, no tempo certo. Com muito emoção e braços horrendos - eu tenho a maldita tendência de esquecer deles quando me emociono...>< E com umas expressões inadequadas e ridículas, vez em quando. (O resultado está uploadando no YouTube, enquanto escrevo esse post.) Bora corrigir pra próxima. Com um pouco mais de tempo dessa vez, espero.
Mas tenho também que dizer que as meninas estavam todas lindas. (Também estarão no YouTube, vocês vão poder ver.) E foi muito legal fazer esse trabalho em equipe. E oferecer para a Karina, que nos ofereceu tanto. Fiquei orgulhosa, apesar dos braços bisonhos.
"E você vai dançar um baladi, lógico!" Lógico, pensei eu. Um baladi. Estrutura clássica. Fácil.
Pelo menos eu acho, pensei eu cinco dias depois.
Festas, aquela coisa. Começamos a nos encontrar em início de janeiro. E se iniciou o martírio. Daiane me deu um CD CHEIO de baladis para escolher um. Tinha com acordeon, com nay, com sax, com rababa. De onze minutos, de sete, de cinco. Fiquei com um baladi bem clássico com acordeon, de reconfortantes três minutos. E saí estudando.
Estudava, estudava e nada. O taksim de um minuto e pouco me parecia infinito e rápido demais. Tinha um monte de batidinhas, rushzinhos e frasezinhas fora do esquema que eu não conseguia decorar. O final eu NUNCA acertava. Comecei a pegar raiva do coitado.
Meu quadril me traía. Tinha jeito dos movimentos saírem limpos não. Eu ainda queria arrumar meus pés e minhas mãos, segundo petição de um moço amigo meu que muito me vale nessas horas, mas meu cérebro não dava conta de tudo.
Aí me veio a primeira grande lição dessa história: não adianta não ter tempo, não adianta não ter lugar. EU PRECISO ESTUDAR MAIS HORAS POR SEMANA. DEFINITIVAMENTE. Espero que leve isso daqui pra diante.
Estudei, estudei, estudei. Até as minhas bundas doerem (pode parecer uma incorreção, mas só uma bailarina do ventre sabe exatamente quantas bundas temos!) e os tendões da minha mão ficarem inchados. Mas a coisa estava tensa.
Ensaio final, com a Daiane e a Zahira. No meio do caminho, descubro que a Dai esqueceu de levar o CD dela, com a música. Eu tinha a música no MP4 e um adaptador, fui lá assim mesmo. Era na Cia de Arte e quando desci do elevador no 8o. andar, não vi o degrauzinho e cataploft! Seria apenas risível se eu não tivesse machucado o ligamento do tornozelo esquerdo na queda. E feio.
Fui andando e a dor foi diminuindo. Achei que era só um susto. Cheguei lá e ninguém tinha cabo pra ligar no som. Saí sem ensaiar, sem nem conseguir mostrar o pouco que eu tinha conseguido montar.
Indo com as meninas pro ponto de ônibus, cheguei à conclusão de que eu não estava pronta e que aquele era um sinal dos céus para eu desistir. A Dai me fez prometer que daria uma chance a ela. E eu dei. Mas certa de que ela desistiria assim que visse minha coreo. E fui pra casa.
Chegando em casa, a grande idéia: o problema era a música. Mudei para uma com derbake e rababa, de cinco minutos. Era um pouco repetitiva, mas me sentia muito à vontade nela. Nem estudei muito. Achei que com aquela música tudo daria certo.
O tornozelo? Passei o sábado e parte do domingo de tornozeleira, mas, graças às Musas, ele está praticamente perfeito.
Domingo, a Dai me raptou e me levou para a sala onde ela dá aula, em Esteio. Por A mais B ela me provou que aquela música não era a adequada para o show, por não ter estrutura tradicional. E que ia ser mais fácil corrigir a primeira do que reestudar toda a segunda (tinhamos apenas quatro dias para a apresentação. )
E foi o que fizemos.
Das 19h30 às 22h30. Sem grandes pausas. E aí eu aprendi duas coisas. Que além de uma grande professora, a Dai é uma tremenda amiga. E que, definitivamente, inspiração não substitui trabalho duro. (Mas ainda apresento aquela com rababa, ah, se não!)
Resultado final (para encurtar a história, que ainda conta com algumas pequenas peripécias): o baladi foi apresentado, sem erros coreográficos, no tempo certo. Com muito emoção e braços horrendos - eu tenho a maldita tendência de esquecer deles quando me emociono...>< E com umas expressões inadequadas e ridículas, vez em quando. (O resultado está uploadando no YouTube, enquanto escrevo esse post.) Bora corrigir pra próxima. Com um pouco mais de tempo dessa vez, espero.
Mas tenho também que dizer que as meninas estavam todas lindas. (Também estarão no YouTube, vocês vão poder ver.) E foi muito legal fazer esse trabalho em equipe. E oferecer para a Karina, que nos ofereceu tanto. Fiquei orgulhosa, apesar dos braços bisonhos.
MSN - e um sólido relacionamento de 17 anos
Eu: Mas levando em conta a última vez que nos vimos, você ainda me acha comível?
Ele: Claro que sim!
Eu: Ufa, é bom ouvir isso. Acho que você também gostaria de saber que a recíproca é verdadeira.
Ele: Você me acha uma mulher comível?
Eu: Exato. Se eu te pego de jeito, te jogo no chão e te faço mulher.
Eu: Ainda bem que o senso de humor melhora com a idade, não?
Ele: Alguma coisa tinha que melhorar...
Ele: Claro que sim!
Eu: Ufa, é bom ouvir isso. Acho que você também gostaria de saber que a recíproca é verdadeira.
Ele: Você me acha uma mulher comível?
Eu: Exato. Se eu te pego de jeito, te jogo no chão e te faço mulher.
Eu: Ainda bem que o senso de humor melhora com a idade, não?
Ele: Alguma coisa tinha que melhorar...
sábado, janeiro 24, 2009
Crespúsculo - um post livremente causado por Ket
Estava no shopping com esposo, assim, meio a esmo. Estava passando "Crepúsculo". Não li nenhum dos dois milhões de livros da série porque atualmente ando sem tempo até para ler blogs, mas lembrei do tanto que a Ket falou desse negócio. Sempre parto do pressuposto de que coisas que apaixonam pessoas inteligentes, por mais que fujam do meu estilo, não podem ser ruins. Resultado: puxei o moço pela mão e entrei no cinema.
Apesar do tema beeeem batido, é uma história muito bem contada, mesmo no cinema. Acho que a escolha do elenco foi particularmente feliz. Mas não fazer resenha, não, vou deixar isso para quem leu mil vezes o livro e decorou o filme. Eu queria falar de um negócio que me intrigou.
Acabei me apaixonando pelo belo vampirinho antes do tempo regulamentar. Aí me encucou o que faria uma mulher de 36 anos suspirar por um ser virtual de eternos 17. Não, não era a adolescente "que mora dentro de mim". Era a mulher mesmo. Aí, puxei pela memória. Já tinha me sentido assim em relação a um homem uma vez. Uma única vez. Então caiu a ficha.
Edward é protetor. Profundamente protetor. Protege Bella dela mesma. Chega a ser invasivamente protetor: usa seus poderes para entrar no quarto dela e observá-la no sono. Preocupa-se, enfim, mais com ele do que com ela mesma.
Talvez para algumas mulheres isso seja um caso de possessividade profunda, digno de advertência de alguma DDM. Mas, eu, pelo menos, confesso: é meu maior sonho de consumo emocional. O que leva uma mulher maior de idade, vacinada, estabilizada e independente querer tanto um superpai protetor do lado (ok, eu confesso, meu pai era um e eu sou uma super Electra assumida) eu não sei dizer.
Mas levando em conta o sucesso do filme, não devo ser a única.
Apesar do tema beeeem batido, é uma história muito bem contada, mesmo no cinema. Acho que a escolha do elenco foi particularmente feliz. Mas não fazer resenha, não, vou deixar isso para quem leu mil vezes o livro e decorou o filme. Eu queria falar de um negócio que me intrigou.
Acabei me apaixonando pelo belo vampirinho antes do tempo regulamentar. Aí me encucou o que faria uma mulher de 36 anos suspirar por um ser virtual de eternos 17. Não, não era a adolescente "que mora dentro de mim". Era a mulher mesmo. Aí, puxei pela memória. Já tinha me sentido assim em relação a um homem uma vez. Uma única vez. Então caiu a ficha.
Edward é protetor. Profundamente protetor. Protege Bella dela mesma. Chega a ser invasivamente protetor: usa seus poderes para entrar no quarto dela e observá-la no sono. Preocupa-se, enfim, mais com ele do que com ela mesma.
Talvez para algumas mulheres isso seja um caso de possessividade profunda, digno de advertência de alguma DDM. Mas, eu, pelo menos, confesso: é meu maior sonho de consumo emocional. O que leva uma mulher maior de idade, vacinada, estabilizada e independente querer tanto um superpai protetor do lado (ok, eu confesso, meu pai era um e eu sou uma super Electra assumida) eu não sei dizer.
Mas levando em conta o sucesso do filme, não devo ser a única.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Exposição
Tenho uma apresentação para participar em breve. Vou fazer um baladi básico, de 3 minutos. Apesar que o básico nem sempre é o mais fácil. Bom se é fácil ou se não é, não vem ao caso. O caso é que eu quero estar lá mas não quero.
Para mim dançar é expor. Se não expor, fica uma merda. Expõe inconscientemente, de qualquer jeito. Expõe o lado feio.
Só que tem um movimento muito forte dentro de mim querendo um casulo. Querendo reclusão, querendo colo. Por um tempo, não pra sempre. Mas o tempo é agora. Espero que isso passe logo e eu possa deixar aflorar à tona, em tempo hábil, a mocinha baladi que mora dentro de mim.
Mas o mundo me parece tão áspero certas épocas... Áspero demais para ela.
Para mim dançar é expor. Se não expor, fica uma merda. Expõe inconscientemente, de qualquer jeito. Expõe o lado feio.
Só que tem um movimento muito forte dentro de mim querendo um casulo. Querendo reclusão, querendo colo. Por um tempo, não pra sempre. Mas o tempo é agora. Espero que isso passe logo e eu possa deixar aflorar à tona, em tempo hábil, a mocinha baladi que mora dentro de mim.
Mas o mundo me parece tão áspero certas épocas... Áspero demais para ela.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Amigos muito especiais
Eu tenho muitos amigos, muito queridos e que amo muito. Mas por uma série de fatores, devo confessar que nenhuma turma é igual a dos rapazes que eu conheci fazendo Jornalismo na USP na década de 90. Não são muitas as pessoas que você leva por 17 anos, através dos altos e baixos da vida, e continua falando a mesma língua.
Ontem, umas dez da noite, eu estava em casa, arrumando a mala da minha mãe que volta depois de passar as Festas comigo, quando toca o celular. Estranhei um pouco e fui atender. Era W.
Aí eu fiquei preocupada. Por uma série de motivos que não cabe contar aqui, ele nunca me liga fora do horário comercial. Quando atendi, tomei um susto. Não era a voz dele. Em segundos pensei em acidente, sequestro, tudo de ruim. Mas em pouco tempo reconheci a voz . Era o R., meu grande amigo da mesma época, numa grande explosão de afetividade.
"Eu tô aqui com o W., estamos bebendo desde as duas da tarde, aí eu resolvi pegar o celular desse grande filho da puta e fazer ele ligar para os amigos, porque ele é um filho da puta que não liga para os amigos e só pensa em trabalho! Como você está? Você está bem?"
"Sim, estou bem. Com muitas saudades!"
"Eu também tô com saudades. Quando você vem para São Paulo?"
Aí eu passei um longo tempo explicando meu plano A, meu plano B e meu plano C para os próximos meses, de acordo com previsões que ainda não se efetivaram. Falamos mais, sobre família (na medida do possível, já que a minha estava bem ao meu ladinho e eu estava sóbria), sobre sermos os mais especiais uns para os outros, sobre amizade que não morre nunca, mais muitos eu te amos e estou com saudade.
Aí ele passou o telefone para o W. Se R. estava bêbado, W. estava na debruçado na borda do coma alcóolico. A língua mole na boca dificultava a dicção. Começou um "Sá, como é que ce tá?" Depois fiquei sabendo que o cretino acabara de ganhar mais uma filha, detalhe que ele simplesmente "esqueceu" de me contar esses meses todos! Homens! E falamos, falamos, falamos. Oitenta e cinco "estou com saudades" e "eu te amo". E um milhão, trezentos e trinta e quatro mil, quinhentos e sessenta e dois "quando você vem para São Paulo?" Eu respondia, respondia, mas ele esquecia e perguntava outra vez, numa ciranda sem fim. Bêbado é foda. ^^
Pedi para ele passar o telefone para o R., que estava um pouco menos pior, para pedir para que ele não deixasse o W. pegar o carro, sob nenhum pretexto. Foi aí que percebi que ele estava mais torto do que eu pensava. Ele ria, ria, ria, falava bobagem e terminou perguntando... adivinhem! "Quando você vem para São Paulo?"
Eu posso ser muito tola, mas receber ligações non sense como essa me deixam loucamente apaixonada pelos meus amigos e muito, muito orgulhosa de ser amiga de gente assim.
Ontem, umas dez da noite, eu estava em casa, arrumando a mala da minha mãe que volta depois de passar as Festas comigo, quando toca o celular. Estranhei um pouco e fui atender. Era W.
Aí eu fiquei preocupada. Por uma série de motivos que não cabe contar aqui, ele nunca me liga fora do horário comercial. Quando atendi, tomei um susto. Não era a voz dele. Em segundos pensei em acidente, sequestro, tudo de ruim. Mas em pouco tempo reconheci a voz . Era o R., meu grande amigo da mesma época, numa grande explosão de afetividade.
"Eu tô aqui com o W., estamos bebendo desde as duas da tarde, aí eu resolvi pegar o celular desse grande filho da puta e fazer ele ligar para os amigos, porque ele é um filho da puta que não liga para os amigos e só pensa em trabalho! Como você está? Você está bem?"
"Sim, estou bem. Com muitas saudades!"
"Eu também tô com saudades. Quando você vem para São Paulo?"
Aí eu passei um longo tempo explicando meu plano A, meu plano B e meu plano C para os próximos meses, de acordo com previsões que ainda não se efetivaram. Falamos mais, sobre família (na medida do possível, já que a minha estava bem ao meu ladinho e eu estava sóbria), sobre sermos os mais especiais uns para os outros, sobre amizade que não morre nunca, mais muitos eu te amos e estou com saudade.
Aí ele passou o telefone para o W. Se R. estava bêbado, W. estava na debruçado na borda do coma alcóolico. A língua mole na boca dificultava a dicção. Começou um "Sá, como é que ce tá?" Depois fiquei sabendo que o cretino acabara de ganhar mais uma filha, detalhe que ele simplesmente "esqueceu" de me contar esses meses todos! Homens! E falamos, falamos, falamos. Oitenta e cinco "estou com saudades" e "eu te amo". E um milhão, trezentos e trinta e quatro mil, quinhentos e sessenta e dois "quando você vem para São Paulo?" Eu respondia, respondia, mas ele esquecia e perguntava outra vez, numa ciranda sem fim. Bêbado é foda. ^^
Pedi para ele passar o telefone para o R., que estava um pouco menos pior, para pedir para que ele não deixasse o W. pegar o carro, sob nenhum pretexto. Foi aí que percebi que ele estava mais torto do que eu pensava. Ele ria, ria, ria, falava bobagem e terminou perguntando... adivinhem! "Quando você vem para São Paulo?"
Eu posso ser muito tola, mas receber ligações non sense como essa me deixam loucamente apaixonada pelos meus amigos e muito, muito orgulhosa de ser amiga de gente assim.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Da passagem do tempo
Eu queria ter escrito longamente sobre coisas geniais que aconteceram ainda esse ano. Mas o tempo passa e nos apressa e nos obriga a escrever sobre o que vem.
Então eu vou passar batido pelo show do Lenine em que a Bellit me levou. Só vou dizer que amo, amo, amo esse cara, ele é um dos interpretes mais fabulosos que eu já vi. Maravilha.
Não vou contar da felicidade de fazer um workshop de snujs que realmente faz sentido com o Tuerlinckx, porque já puxo o saco dele o suficiente nesse blog.
Nem vou conseguir descrever a alegria de ter finalmente, invadido um pouquinho mais o mundo cigano e feito um work de Introdução à Música Húngara e Dança com Fitas com a Sayonara Linhares. Foi muito energético e deu para levantar a pontinha do véu desse mundo novo. Haja panturrilha! E a Sayo é, mesmo, aquela pessoa mais doce, simpática e deliciosa do mundo como a dança dela já dizia.
Mas isso tudo foi 2008. Agora vou imitar Roberta Salgueiro e compartilhar com vocês minhas resoluções de ano novo. Se tudo o que ela faz é bom, porque isso não haveria de ser?
1. Ir a todas as cerimônias deste ano. (Resolução de cunho religioso que fica muito longo de explicar.)
2. Apresentar ao menos duas pessoas. (Idem)
3. Voltar a ser jornalista.
4. MORAR MELHOR
5. Perder 15 kg.
6. Cuidar do diabetes.
7. Dançar pelo menos 15 minutos, três vezes por semana, fora as aulas.
8. Preparar uma apresentação decente para meu aniver, em junho.
9. Estudar derbake 15 minutos por dia.
10. Entrar no Coral da PUC.
É isso. Boa sorte para mim. E um novo Ano maravilhoso para todos vocês. ^^
Então eu vou passar batido pelo show do Lenine em que a Bellit me levou. Só vou dizer que amo, amo, amo esse cara, ele é um dos interpretes mais fabulosos que eu já vi. Maravilha.
Não vou contar da felicidade de fazer um workshop de snujs que realmente faz sentido com o Tuerlinckx, porque já puxo o saco dele o suficiente nesse blog.
Nem vou conseguir descrever a alegria de ter finalmente, invadido um pouquinho mais o mundo cigano e feito um work de Introdução à Música Húngara e Dança com Fitas com a Sayonara Linhares. Foi muito energético e deu para levantar a pontinha do véu desse mundo novo. Haja panturrilha! E a Sayo é, mesmo, aquela pessoa mais doce, simpática e deliciosa do mundo como a dança dela já dizia.
Mas isso tudo foi 2008. Agora vou imitar Roberta Salgueiro e compartilhar com vocês minhas resoluções de ano novo. Se tudo o que ela faz é bom, porque isso não haveria de ser?
1. Ir a todas as cerimônias deste ano. (Resolução de cunho religioso que fica muito longo de explicar.)
2. Apresentar ao menos duas pessoas. (Idem)
3. Voltar a ser jornalista.
4. MORAR MELHOR
5. Perder 15 kg.
6. Cuidar do diabetes.
7. Dançar pelo menos 15 minutos, três vezes por semana, fora as aulas.
8. Preparar uma apresentação decente para meu aniver, em junho.
9. Estudar derbake 15 minutos por dia.
10. Entrar no Coral da PUC.
É isso. Boa sorte para mim. E um novo Ano maravilhoso para todos vocês. ^^
quinta-feira, dezembro 11, 2008
A noite dos aprendizes de derbakista loucos (ou seria dos aprendizes do derbakista louco?)
Ontem, no Souq, foi a grande reunião de desajuizados de Porto Alegre. Ou seja, daqueles que entre tantas formas de lazer possíveis, resolveram aprender a tocar um instrumento tão difícil como o derbake.
Estavam lá o par de arcanjos Gabriel e Rafael, Eduardo e seu estilo muito peculiar, César e o derbake & case dos sonhos de todo mundo (com nota fiscal e tudo), eu e Karine (com o inseparável maridão) – as aprendizes incorrigíveis e, como não podia deixar de ser, o mentor intelectual do crime, o homem que nos guia nessa senda tortuosa de duns, taks, saks e rashimis: Fabiano Tuerlinckx.
Foi absolutamente divertido. Fuçamos os instrumentos uns dos outros, cometemos umas tocadinhas, descobrimos que algumas pessoas tocam a tabla em diferentes suportes no corpo e que outras, além de fazerem de seu derbake uma arma.... deixa para lá. Foi ótimo por demais. "Nosso" bar é um lugar ideal para essas reuniões de família. O único ponto negativo é que faltou muita gente.
Dizem as boas, as más e as médias línguas que desse encontro resultará uma apresentação no primeiro mês do novo ano. Na verdade, foi um compromisso firmado. Mas muita gente finge que são só boatos.
Estavam lá o par de arcanjos Gabriel e Rafael, Eduardo e seu estilo muito peculiar, César e o derbake & case dos sonhos de todo mundo (com nota fiscal e tudo), eu e Karine (com o inseparável maridão) – as aprendizes incorrigíveis e, como não podia deixar de ser, o mentor intelectual do crime, o homem que nos guia nessa senda tortuosa de duns, taks, saks e rashimis: Fabiano Tuerlinckx.
Foi absolutamente divertido. Fuçamos os instrumentos uns dos outros, cometemos umas tocadinhas, descobrimos que algumas pessoas tocam a tabla em diferentes suportes no corpo e que outras, além de fazerem de seu derbake uma arma.... deixa para lá. Foi ótimo por demais. "Nosso" bar é um lugar ideal para essas reuniões de família. O único ponto negativo é que faltou muita gente.
Dizem as boas, as más e as médias línguas que desse encontro resultará uma apresentação no primeiro mês do novo ano. Na verdade, foi um compromisso firmado. Mas muita gente finge que são só boatos.
sábado, novembro 29, 2008
Zahira Razi e Douglas Felis no Souq – Apresentação relâmpago para poucos privilegiados
Afinal, a grande apresentação é só amanhã.
E tudo começa com duas performances de Zahira com música gravada: Taht il Shibbak e Tamra Henna parte 2. Uma dança de movimentos delicados, minuciosos e muito limpos. Uma delícia de se ver. E o principal, criativa, sem nenhum ranço das interpretações consagradas: nada de Dina ou Naima Akef aqui. Nem mesmo da mestra Karina. Só Zahira, no auge de sua expressão. Linda.
Depois chegou Douglas, para mostrar a que veio. Não dá pra falar em meio termo: o cara toca bagarai. Começou com um solo de derbake.
E, vou te contar: não basta ser boa dançarina. É preciso ter fôlego, muito folêgo para dançar para Douglas. Porque ele toca bem. E rápido. E por muito tempo. Por sorte, Zahira, além de boa dançarina, está em muito boa forma. Foi lindo, claro. Mas... ufa!
Em seguida, voz e dois bendires (para que tocar um instrumento por vez, né?). Uma coisa mais ritmo, mais raiz, com acompanhamento de palmas. Muito bom.
No final, um solinho de daff de Douglas, o homem para o qual ainda não ensinaram que um daff é mais limitado que um derbake. Uma coisa.
Enfim, uma daquelas pérolas que eu agradeço muito a Deus por ter presenciado.^^ (E ultimamente ele tem sido um bocaaaaaado generoso.)
E tudo começa com duas performances de Zahira com música gravada: Taht il Shibbak e Tamra Henna parte 2. Uma dança de movimentos delicados, minuciosos e muito limpos. Uma delícia de se ver. E o principal, criativa, sem nenhum ranço das interpretações consagradas: nada de Dina ou Naima Akef aqui. Nem mesmo da mestra Karina. Só Zahira, no auge de sua expressão. Linda.
Depois chegou Douglas, para mostrar a que veio. Não dá pra falar em meio termo: o cara toca bagarai. Começou com um solo de derbake.
E, vou te contar: não basta ser boa dançarina. É preciso ter fôlego, muito folêgo para dançar para Douglas. Porque ele toca bem. E rápido. E por muito tempo. Por sorte, Zahira, além de boa dançarina, está em muito boa forma. Foi lindo, claro. Mas... ufa!
Em seguida, voz e dois bendires (para que tocar um instrumento por vez, né?). Uma coisa mais ritmo, mais raiz, com acompanhamento de palmas. Muito bom.
No final, um solinho de daff de Douglas, o homem para o qual ainda não ensinaram que um daff é mais limitado que um derbake. Uma coisa.
Enfim, uma daquelas pérolas que eu agradeço muito a Deus por ter presenciado.^^ (E ultimamente ele tem sido um bocaaaaaado generoso.)
quarta-feira, novembro 26, 2008
Al Nur 2008 - Bento Gonçalves (RS)
UPDATE: AS FOTOS ESTÃO AQUI!
São tantas coisas a contar. Por onde começar, meu Deus?
"Roubaram meu F100 (cante-se "efetchento", que é como a italianada daqui pronuncia), non posso mais vortá pra Bento..." Bom, nada a ver, na verdade essa é só a musiquinha infame de que eu me lembrei quando decidi que faria a viagem.
Vou resumir a história, que foi uma novela. Não consegui hospedagem gratuita, nem carona, nem nada parecido, como aconteceria se eu me dispusesse a fazer show e workshop em qualquer outro lugar do Brasil que fique de São Paulo pra cima. Tive que ir por minha conta (pequena por sinal) e risco. Mas fui assim mesmo. Encasquetei que tinha que ver o solo da Ket. Ao vivo. Porque, afinal, Bento fica a apenas 2h daqui. Fui.
Também não contarei as peripécias de viagem, alojamento e de como é difícil achar uma manicure num sábado a tarde em cidade do interior (povo de lá que me perdoe, vocês são umas fofas, mas morro de amores por interior, não), sem agendamento prévio. Enfim, vamos ao show que interessa mais.
O SHOW
Tinha um número estupendamente grande de pessoas para as minhas expectativas. Fiquei feliz. Se aquilo tudo é família de bailarina, as famílias em Bento são gigantes. Clima bem legal.
O show começa com um baladi muito correto de Michele Pletsch. Em seguida veio a coreo de saidi campeã do Bento em Dança desse ano. Uma coreografia simples, mas forte. É a primeira vez que vejo Ket dançar e o olhar dela me captura de cara. Outra coisa que é muito gostosa de ver é como elas gostam de dançar umas com as outras.
Sinto falta dessa sensação de grupo – que já tive. A única coisa ruim dela é que, quando acaba, muitas pensam em desistir. Eu sou egoísta, sempre dancei muito para mim. Não voltada para mim, mas por motivos pessoais. Nem na pior das crises da vida, consegui parar.
(Digressão, digressão. Voltemos ao show.)
Eu não vou citar coreografia por coreografia porque o show foi enorme. Sério. Foi um dos mais longos show de dança que eu já assisti na minha vida – e foram muito curtos e raros os momentos em que ele ficou enfadonho (coisas de solo, vocês sabem).
Nunca tinha visto tantas coreografias de solo de derbake juntas. Mas não se perdeu a criatividade, nem ficaram chatas. Achei legal.
Khaleege, pandeiro, véus. Tudo muito gostoso, meninas muito empenhadas.
Mas eu tenho que falar. Do solo. Da Ket. Peraí.
O SOLO DA KET
Caraca, o solo da Ket, o solo da Ket, o solo da Ket. Normalmente sou mais fãs de mulheres feitas do que de meninas no palco. Mas a Ket sabia o que estava fazendo lá. Mesmo.
Desde o começo, como sei que ela é muito ligada na parte técnica, temia um surto pirotécnico a la Saida, sem muita emoção. Mas não. Ela pode não ter terminado de amadurecer, mas já é esperta como só as mulheres sabem ser.
O resultado foi um baladi seguro, gostoso, limpo. Criativo, sem deixar de ser raqs sharqi. Bonito que só. E o mais importante para mim: emocionado.
Ket não imita dançarinas maduras no palco. Nem finge ser a menininha que já não é. Ket tem exatamente o charme da sua idade, o frescor que a gente só tem aos 19 anos – e os aproveita integralmente.
Seu solo foi um doce. Tenho medo da palavra. Mas, para mim, o solo de Ket foi perfeito. Teria me enrolado o dobro e viajado o triplo para vê-lo. Se a viagem não valesse por mais nada, teria sido plenamente recomendado pelo solo dessa moça.
Bom, o show teve mais coisas dignas de nota. Na verdade, muitas mais, mas eu vou só nas mais mais mais porque senão ninguém chega ao fim desse post.
Tinha uma dançarina, Rúbia (descobri depois), que roubava totalmente a cena. Além de linda (lembrava minha amiga Cris Gonçalves, principalmente na postura), ela tinha a expressão de diva mais perfeita que eu já vi. E não, a moça não está nos padrões de peso e altura e era uma negra dançando numa cidade de colonização italiana – realização que exige muito peito! Segura, feliz de dançar, serena – e de vez em quando ela nos presenteava com um sorrisinho maroto, coisa mais linda. E além de tudo, dança praca. É tão bom quando uma bailarina me surpreende e encanta assim. Graças a Deus, nem tudo é bizarrice do YouTube nessa vida!
E, claro, não consigo deixar de babar no solo do Tuerlinckx. Eu vejo ele tocar toda santa semana (sou aluna dele), mas não me acostumo com o tanto que a criatura toca. Pior que isso, numa performance, ele fica completamente entregue pro negócio, chega a tocar de olhos fechados. É muito bonito ver uma pessoa entregue à sua arte desse jeito, a gente fica olhando com a respiração suspensa, é quase um transe religioso. Lindo, enfim.
Depois teve pizza e olelê, mas essa parte vou deixar pra Ket contar.^^
Dia seguinte, workshop. A parte de ritmos não chega a ser uma novidade para mim, pois estou estudando ritmos com a Karina e é só o que vemos na aula de derbake. Mas cada profe tem sua interpretação e Michele se mostrou muito afável e segura. "Loco de especial", como diria o pessoal daqui foi a "pincelada" de snujs que o Tuerlinckx deu. Valeu por muitas aulas. É muito diferente ter aula de snuj com um músico e não com uma bailarina (que em geral tem uma noção muito mais limitada e limitante) ou com um dono de casa de chá.
Mais tarde rolou uma desmontagenzinha básica de cenário e voltei pra Porto Alegre. Valeu muito a pena.
(As fotos eu posto assim que religarem a internet lá em casa. Infelizmente, poucas ficaram boas. Primeiro porque eu tava com uma máquina meia boca. Segundo porque vou Ter que tirar o MALA do cinegrafista de TODAS as fotos, porque ele fez o favor de ficar EM PÉ (e olha que ele tinha mais de 1,80m!) no canto direito do palco o tempo todo!><)
São tantas coisas a contar. Por onde começar, meu Deus?
"Roubaram meu F100 (cante-se "efetchento", que é como a italianada daqui pronuncia), non posso mais vortá pra Bento..." Bom, nada a ver, na verdade essa é só a musiquinha infame de que eu me lembrei quando decidi que faria a viagem.
Vou resumir a história, que foi uma novela. Não consegui hospedagem gratuita, nem carona, nem nada parecido, como aconteceria se eu me dispusesse a fazer show e workshop em qualquer outro lugar do Brasil que fique de São Paulo pra cima. Tive que ir por minha conta (pequena por sinal) e risco. Mas fui assim mesmo. Encasquetei que tinha que ver o solo da Ket. Ao vivo. Porque, afinal, Bento fica a apenas 2h daqui. Fui.
Também não contarei as peripécias de viagem, alojamento e de como é difícil achar uma manicure num sábado a tarde em cidade do interior (povo de lá que me perdoe, vocês são umas fofas, mas morro de amores por interior, não), sem agendamento prévio. Enfim, vamos ao show que interessa mais.
O SHOW
Tinha um número estupendamente grande de pessoas para as minhas expectativas. Fiquei feliz. Se aquilo tudo é família de bailarina, as famílias em Bento são gigantes. Clima bem legal.
O show começa com um baladi muito correto de Michele Pletsch. Em seguida veio a coreo de saidi campeã do Bento em Dança desse ano. Uma coreografia simples, mas forte. É a primeira vez que vejo Ket dançar e o olhar dela me captura de cara. Outra coisa que é muito gostosa de ver é como elas gostam de dançar umas com as outras.
Sinto falta dessa sensação de grupo – que já tive. A única coisa ruim dela é que, quando acaba, muitas pensam em desistir. Eu sou egoísta, sempre dancei muito para mim. Não voltada para mim, mas por motivos pessoais. Nem na pior das crises da vida, consegui parar.
(Digressão, digressão. Voltemos ao show.)
Eu não vou citar coreografia por coreografia porque o show foi enorme. Sério. Foi um dos mais longos show de dança que eu já assisti na minha vida – e foram muito curtos e raros os momentos em que ele ficou enfadonho (coisas de solo, vocês sabem).
Nunca tinha visto tantas coreografias de solo de derbake juntas. Mas não se perdeu a criatividade, nem ficaram chatas. Achei legal.
Khaleege, pandeiro, véus. Tudo muito gostoso, meninas muito empenhadas.
Mas eu tenho que falar. Do solo. Da Ket. Peraí.
O SOLO DA KET
Caraca, o solo da Ket, o solo da Ket, o solo da Ket. Normalmente sou mais fãs de mulheres feitas do que de meninas no palco. Mas a Ket sabia o que estava fazendo lá. Mesmo.
Desde o começo, como sei que ela é muito ligada na parte técnica, temia um surto pirotécnico a la Saida, sem muita emoção. Mas não. Ela pode não ter terminado de amadurecer, mas já é esperta como só as mulheres sabem ser.
O resultado foi um baladi seguro, gostoso, limpo. Criativo, sem deixar de ser raqs sharqi. Bonito que só. E o mais importante para mim: emocionado.
Ket não imita dançarinas maduras no palco. Nem finge ser a menininha que já não é. Ket tem exatamente o charme da sua idade, o frescor que a gente só tem aos 19 anos – e os aproveita integralmente.
Seu solo foi um doce. Tenho medo da palavra. Mas, para mim, o solo de Ket foi perfeito. Teria me enrolado o dobro e viajado o triplo para vê-lo. Se a viagem não valesse por mais nada, teria sido plenamente recomendado pelo solo dessa moça.
Bom, o show teve mais coisas dignas de nota. Na verdade, muitas mais, mas eu vou só nas mais mais mais porque senão ninguém chega ao fim desse post.
Tinha uma dançarina, Rúbia (descobri depois), que roubava totalmente a cena. Além de linda (lembrava minha amiga Cris Gonçalves, principalmente na postura), ela tinha a expressão de diva mais perfeita que eu já vi. E não, a moça não está nos padrões de peso e altura e era uma negra dançando numa cidade de colonização italiana – realização que exige muito peito! Segura, feliz de dançar, serena – e de vez em quando ela nos presenteava com um sorrisinho maroto, coisa mais linda. E além de tudo, dança praca. É tão bom quando uma bailarina me surpreende e encanta assim. Graças a Deus, nem tudo é bizarrice do YouTube nessa vida!
E, claro, não consigo deixar de babar no solo do Tuerlinckx. Eu vejo ele tocar toda santa semana (sou aluna dele), mas não me acostumo com o tanto que a criatura toca. Pior que isso, numa performance, ele fica completamente entregue pro negócio, chega a tocar de olhos fechados. É muito bonito ver uma pessoa entregue à sua arte desse jeito, a gente fica olhando com a respiração suspensa, é quase um transe religioso. Lindo, enfim.
Depois teve pizza e olelê, mas essa parte vou deixar pra Ket contar.^^
Dia seguinte, workshop. A parte de ritmos não chega a ser uma novidade para mim, pois estou estudando ritmos com a Karina e é só o que vemos na aula de derbake. Mas cada profe tem sua interpretação e Michele se mostrou muito afável e segura. "Loco de especial", como diria o pessoal daqui foi a "pincelada" de snujs que o Tuerlinckx deu. Valeu por muitas aulas. É muito diferente ter aula de snuj com um músico e não com uma bailarina (que em geral tem uma noção muito mais limitada e limitante) ou com um dono de casa de chá.
Mais tarde rolou uma desmontagenzinha básica de cenário e voltei pra Porto Alegre. Valeu muito a pena.
(As fotos eu posto assim que religarem a internet lá em casa. Infelizmente, poucas ficaram boas. Primeiro porque eu tava com uma máquina meia boca. Segundo porque vou Ter que tirar o MALA do cinegrafista de TODAS as fotos, porque ele fez o favor de ficar EM PÉ (e olha que ele tinha mais de 1,80m!) no canto direito do palco o tempo todo!><)
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