sábado, janeiro 30, 2010
Match Point - Woody Allen
Eu me dei conta que já estive exatamente na mesma situação que a Nola. Incluindo o fato de eu não ter começado a coisa, da pessoa ter insistido e tal e coisa. Igualzinho.
A merda do Woody Allen é que ele pega esse tipo de situação e te deixa exposta, desnudada em todo seu ridículo. É patético ver como, na cabeça de um homem casado, podemos nos converter rapidamente de uma grande paixão em um um incômodo exasperante.
Fiquei cogitando se não escapei de um tiro nas fuças porque não engravidei (e olha que eu queria e tentei de todo jeito) ou pela segura distância que separa São Paulo do Rio de Janeiro.
Mas a grande questão é: por que raios os homens (casados, que insistem em ter casos fora, para não generalizar) têm de ser tão cretinos? Por que falar em amor quando eles só querem uma trepada espetacular? Pra que mentir tanto, meu Deus?
Todo mundo sabe que hoje em dia a gente dá do mesmo jeito, porra. No meu caso, teria rolado de boa. Só que sem a expectativa de um filho e de um casamento, claro. Talvez não com a mesma entrega.
Será que é da entrega que eles precisam para a trepada ser espetacular? Fico pensando se esse tipo de gente, quando se masturba, estimula o sexo ou o umbigo...
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Aos (bem) poucos vão me mandando as perguntas...
E eu vou respondendo... Vão lá fuçar, quem sabe vocês não se animam?
sábado, janeiro 23, 2010
Responsabilidade, liberdade, alegria
Ando bem mais ausente desse e dos meus outros blogs do que antes, né? Na verdade, meio distante da internet, embora continue olhando email todo e blogs preferidos e bla, bla.
É que minha mãe de 72 anos se mudou para minha cidade, mais especificamente para pertinho da minha casa. Ela morava sozinha na cidade dela, sem ninguém da família por muito perto (minha irmã estava a uma hora e meia de carro) e se virava bem. Por conta disso, imaginávamos que a adaptação dela seria tranquila.
Mas ela teve crises de angústia (pânico?), alucinações, seus problemas de visão (ela tem catarata e problemas de retina em função da diabetes) se acentuaram. Com tudo isso, ela não consegue nem sair do próprio apartamento sozinha e minha presença diária está se fazendo necessária.
Eu sei o que você, leitor, está pensando. Sim, isso é um problema, mas não, não é nenhuma tragédia.
É a primeira vez que eu cuido de alguém de verdade na minha vida. Sou uma filha caçula que optou por não ter filhos. Gatos são criaturinhas que se administram praticamente sozinhas e ainda tem R. para ajudar.
Claro que, podendo optar, todo mundo escolheria uma vida com menos responsabilidades. Mas, pela primeira vez, elas não me assustam.
Tive medo, ainda quando ela resolveu se mudar, que ela fosse ocupar todos os espaços da minha vida e me tirar toda a liberdade. Mas aí eu descobri que eu cresci e que consigo impor limites e continuar vivendo minha vida no meio de tudo isso.
Ainda faço minhas aulas de dança e derbake, ainda encontro minhas amigas para papinhos. Com a chegada da querida Vivi Amaral na cidade, tenho feito isto até com mais freqüência que antes. Só estou com um pouco menos de tempo para a "vida virtual". E mesmo assim estou aqui, não estou?
Descobri, aos quase 40, que responsabilidade e liberdade não são excludentes. E que tudo isso traz muita alegria. Estar com ela bem, saber que sou responsável por esse bem estar, me faz muito feliz.
Sim, em março começo o mestrado e vou ter que contratar uma pessoa para passar algumas horas com ela nos dias em que estiver montando monografias ou fazendo aulas em Santa Maria. Mas tudo tem seu tempo e seu lugar.
Continuem escrevendo seus blogs que eu continuo aparecendo. E comentem por aqui também, que eu aprecio muito a presença de vocês. Até breve
segunda-feira, janeiro 18, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
Já que eu não consigo postar com a freqüência que deveria
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Curiosidade mórbida
Porque, sim, eu tive problemas muito sérios em 2009. E, sim, ainda tenho problemas, nenhuma vida é perfeita. Mas eu vivo a vida de um jeito que eu amo viver. Porque mesmo no meio do furacão, eu não parei um único minuto de correr atrás dos meus sonhos. E os estou alcançando, um a um, apesar de.
Então, me conte, amigo incomodado: e você? O que tem feito da sua vidinha?
Por nada. Só pra saber.
terça-feira, dezembro 29, 2009
A história real de M. - Para que não nos esqueçamos do 2010 maravilhoso que vamos fazer
Conheci M. aos doze anos, entre os jovens de um grupo religioso que eu ajudava a liderar. Ela era uma típica adolescente problema: carente, falastrona, indisciplinada, com uma curiosidade sexual que era pura encrenca. No começo, liderar atividades quando ela estava presente me gelava. Mas não demorou muito para eu me apaixonar por ela.
Logo eu descobri que aquela falastronice era totalmente sincera e que aquela agitação toda era uma carência sem tamanho. M. aprontava muito, mas não mentia. Falava demais, mas não fingia o que não sentia. Em pouco tempo, eu a adorei com a mesma simplicidade que ela me adorou. E ficamos juntas por muito tempo. Foi a primeira vez que tive a noção do que seria amor de mãe.
Ela morava numa casa com outros quatro irmãos adotivos, cada um com uma origem. Chegou nessa casa com um pouco mais de 2 anos, desnutrida. Todos temos uma visão muito idealizada da adoção, mas a verdade é as coisas naquela casa não eram exatamente um mar de rosas. A oficial de justiça que apreciava o poder de tirar a custódia de mães sem as mínimas condições de criar seus filhos, gostava de bebês, mas não exatamente de crianças. Até uns quatro aninhos, era só encantamento. Depois disso, os mais velhos começavam a tomar conta dos mais novos. Além disso, a diferença entre o tratamento dado ao filho legítimo e aos adotivos era muito gritante.
Adicionalmente, por ser uma pessoa muito carismática e de prestígio social, ela acabou atraindo uma grande hostilidade para M., pois vivia choramingando pelos inúmeros problemas que ela lhe trazia. Adultos chegavam a dizer para a menina que a detestavam, que ela não valia nada, que não prestava. Outro dos motivos que provocava esse tipo de reação era a sensualidade natural da menina, que atraía não apenas os meninos da sua idade, mas perturbava homens mais velhos, como descobrimos depois.
Conforme M. foi crescendo, mais a situação foi piorando. Ela era levada de psicólogo em psicólogo, mas quando começava a expor ao profissional a situação doméstica, a mãe adotiva procurava outro terapeuta. M. tinha uma curiosidade muito grande por sexo e por drogas, como toda adolescente. Principalmente as que não são criadas com limites. Isso foi gerando mais tensão. Ela faltava na aula para "aprontar" com os amigos, o que era do conhecimento do quase todo mundo, menos da "mãe" que fingia não ver. Até que ela começou a pegar pequenas quantias em casa.
A situação foi num crescendo e. aos dezessete anos e sem nenhuma formação profissional, sem parentes e sem ter para onde ir, M. foi expulsa de casa, com alguns reais e uma mala de roupas. Num primeiro momento, ela foi encaminhada por um amigo da família para a casa de uma jovem mãe, onde cuidava do filhinho de cinco anos.
O acordo inicial era de que ela teria casa, comida e um pequeno salário para os gastos pessoais. Mas o salário nunca veio. Isso foi gerando atritos. A gota d´água foi quando ela teve um atrito com um cobrador de ônibus e foi levada ao conselho tutelar com o menino. A autoridade advetiu a jovem mãe que a situação de M. era ilegal e ela foi expulsa novamente.
Eu não conseguiria descrever a dor que senti quando ela ligou para a minha casa para me contar que estava morando num hotelzinho fuleiro na zona de meretrício de Porto Alegre, já que não tinha outro lugar para ir. E claro, vendendo seu corpo. Na época eu estava desempregada, meu marido cheio de dívidas e morávamos (ainda moramos) num apertamentinho de 22m2. Eu queria resgatá-la, mas não podia. Eu sentia muita culpa. E ainda não me livrei dela de todo.
As pessoas que a hostilizavam na infância fizeram questão de dizer para ela que sabiam que "ela só servia para isso." Um deles, que a conhecia desde criancinha, a obrigou a fazer programa para ela - ainda que ela estivesse com nojo - e ainda não pagou o valor total do serviço.
Enfim. No começo, eu ia visitá-la, por mais que a situação toda me doesse. Mas ela mudava muito de endereço e de telefone e eu acabei perdendo seu rastro.
Mais tarde fiquei sabendo que ficou alguns anos nessa vida e foi afundando cada vez mais na cocaína - estimulada sempre pelos clientes. O uso acabou levando M. a um estado de paranóia. Quando ela tentou se jogar da janela do sexto andar de um hotel, foi internada num hospital psiquiátrico.
Fui encontrá-la algum tempo depois internada numa clínica evangélica, limpa. Tinha sido diagnosticada sua bipolaridade, ela estava uns vinte e cinco quilos mais gorda, inchada e chapada de lítio e Haldol. Mas o mais duro para ela era não poder usar esmalte, batom, pintar os cabelos. Ser ela mesma.
Claro que ela não aguentou muito. Personalidade nunca faltou ali.
Acabou aprontando um auê e sendo expulsa da clínica. Ficou pulando de galho em galho, entre casas de amigos e contraparentes. Terminou na casa de uma família tão pobre que dormia numa esteira no chão, ouvindo os ratos e sem chuveiro elétrico. Ganhava cinco reais por faxina e usava tudo para comprar comida para ela e para a família.
Até que ela conheceu O. Como eu mesma um dia, ele se encantou pela meninice, pelo bom humor, pela fala rápida e engraçada. Vou resumir a história: estão casados e ela está grávida de oito meses. Moram numa casinha muito fofa na grande Porto Alegre, se amam e se cuidam muito. Ele se informou comigo sobre os problemas psicológicos que ela tem e cuida para que ela se trate.
Fui visitá-la no último domingo. Ela está muito, muito feliz. Ele também. E nós ficamos muito felizes por eles.
Por isso estou contando essa história. Porque ela me ensinou que qualquer situação na vida é superável. Para melhor.
Feliz 2010 para todos vocês!
domingo, dezembro 20, 2009
Máximas do mestre Tumberlinckx para o estudo de música
Se você deixa de estudar dois dias, seu professor percebe.
Se você deixa de estudar três dias, TODO MUNDO percebe.
Acho que mifu.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Nove resoluções para 2010
1- Ir a todas as Cerimônias Mensais em Porto Alegre (ou Santa Maria, se for o caso) e ao menos duas vezes ao ano na Sede de Grau Intermediário de Curitiba.
Como já disse o ano passado, isso tem a ver com a minha religião, a Sukyo Mahikari. Acho que religião é coisa que não se discute, muito menos na Internet. Se alguém ficar muito desesperadamente curioso, pode me procurar por e-mail. (Mas é isso que você entendeu, não aceito provocações nem argumentações, não sobre ESTE ASSUNTO.) Só posso dizer que tem a ver com demonstrar gratidão por tudo que nos é concedido nesse vida.
2- Controlar o diabetes.
Acho que dispensa comentários, né? Estou com um aparelho de medição de glicemia em casa, o que já é um começo.
3- Manter as leituras e os fichamentos em dia. (Projeto Mestranda Exemplar)
Outro auto-explicativo, né. Procrastinar leituras foi meu primeiro e fatal pecado no meu último mestrado, que não pretendo repetir.
4- Publicar pelo menos dois artigos e fazer ao menos uma comunicação até o final do ano. (Projeto Mestranda Exemplar II)
É isso, aí. Já que tio Lula vai me pagar para estudar, vamos produzir!
5- Aprender a girar.
É, me dei conta que esse é meu principal tendão de Aquiles na dança. Estou programando aulas extras e treinamentos para isso. Pretendo me programar para vencer um obstáculo por ano. E esse vai ser o ano da enceradeira! (hehehehe)
6- Dedicar um tempo regular ao estudo da percussão árabe - aprofundando no estudo do daff.
Estou cada vez mais apaixonada por esse negócio. Preciso corresponder, porque sei que daí só vem coisa boa!
7- Fazer aula de dança cigana com a Sayonara Linhares.
Depois que eu encasqueto com uma professora... A mulher é tudo. Tenho que. Vou dar um jeito de me organizar. Sonho de consumo total.
8- Adquirir um daff profissional.
As platinelas de latãozinho choc-choc do meu daff de bailarina são pra lá de brochantes. Virou sonho de consumo já, fazer o que. Vou ter que comprar no exterior (pedir pra alguém que for, dããã - via Internet rola muito imposto e nananã) porque aqui só tem de pele animal e eu quero de pele acrílica. Aceito dicas e oferecimentos.
9- Eliminar 7 kg
Os que faltam. E passar do estágio gorda-gestante para a fase gorda-gostosa. Yeah!
É isso aí. Boa sorte para mim.
Primeiro lugar no Mestrado em Estudos Literários da UFSM! Su no Kami-sama, makoto-ni arigato gozaimashita!!!
Passei e tenho bolsa! Meu futuro para o próximo ano está definido!
As apresentações foram ótimas, minha mãe chegou bem, a mudança dela está quase nos finalmentes. Tudo deu incrivelmente certo!
Em breve post com as resoluções para 2010!
Obrigada a todo mundo que torceu, que emprestou livro, que leu meu projeto, que deu dicas. Beijos a todos e eu volto assim que meus neurônios pararem de explodir fogos de artifício!
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Nebtidi Mnain El Hikaya - ou "Pagando King Kong com um pandeiro árabe na mão"
Tudo lindo, mas aí no final da aulinha de derbake de toda terça-feira, Tuerlinckx me olhou com aquele olharzinho manhoso de libriano aprontão e me perguntou: "tu vais na quinta-feira?". Ao que prontamente respondi: "Calaro!" E o moço me lasca: "leve seu daff (o pandeiro árabe do título) !" Eu perguntei se ele tinha certeza. Ele tinha. Então tá. "Mas o que vocês vão tocar? O que EU vou tocar? Rola ensaio?" Não rolava. E ele não soube me dizer o que eu ia tocar. Disse pra eu relaxar que era só uma brincadeira, para eu ir acompanhando conforme a coisa acontecesse. Como eu insisti, ele me deu uma lista de cinco ritmos que iam entrar (para os do meio: said, malfuf, maksoum, ayubi e whada wo noz), para que eu tivesse qualquer coisa para estudar em casa.
Enfim, não botei muita fé. Afinal, ele é um professor em quem confio cegamente e um músico responsável. Outras pessoas também estariam tocando e ele não ia meter a si mesmo numa fria.
Fui pro evento faceirinha, levei o tal do daff, mas para tirar um sarro da cara dele depois. Cheguei na Cia. de Arte, encontrei as meninas, cumprimentei o moço brevemente e fiquei de bate-papo. Ele nem me perguntou nada. Comecei a sentir o aliviozinho dos covardes.
O show começou. Passou a primeira música, a segunda, a terceira, nada. Tinha até esquecido do bichinho.
Aí na quarta música (que eu NÃO SABIA qual seria), seu Tumberlinckx me pergunta (no microfone!): "Samara, você trouxe o daff?" Eu respondi numa vozinha mínima: "Trouxe..." "Então vem!" Eu fui. O nervoso era tanto que eu quase não conseguia tirar o instrumento do saco em que o levei. Fui.
Ele brincou com a platéia que ele estava me botando na fogueira, que eu nem sabia qual era a próxima música. Fico pensando em quantos imaginaram que era verdade mesmo. Bão, começou. Era a música aí do título do blog. Tá, eu não vou dizer que nunca tinha ouvido a música. Mas é um CLASSICÃO, com todas as maiúsculas. Que, por acaso, não tá no topo da minha lista de preferidos, eu nunca tinha estudado, não tinha idéia dos ritmos. Todavia, vamo lá!
E logo no começo do negócio não tinha um darig? Sim, você olhou bem a lista lá em cima e esse ritmo não está nela. Para piorar, em um ano de derbake, eu nunca tive esse negócio em aula, não sabia nem o fraseado básico! Fico imaginando a cara de "que porra é essa?" que eu devo ter olhado para ele nesse momento mágico.><
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Tortura acadêmica
Tenho entrado no portal da UFSM mais que nas minhas (quatro) contas de email. Affe, que demora!
Fora esse suspense insuportável, tenho apresentação hoje e amanhã. Depois conto o que foi. Juro que quero escrever mais, mas com tudo isso e com minha mãe chegando no domingo é expectativa demais para eu administrar. AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!
Esse blog voltará em poucos dias à sua programação normal.
sábado, novembro 28, 2009
Do ano que se passou
E os seus planos? Me conta o que aconteceu com eles! Deixa nos comentários ou conta no seu blog e me deixa o link! Beijos a todos.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Direto do meme da Liciane
1- Qual a cor do seu cabelo? (que vc usa) Castanho o mais avermelhado que eu conseguir.
2- Liso, crespo, ou ondulado? Liso até a metade, ondulado nas pontas.
3- A cor dos seus olhos? Castanho escuros.
4- A sua altura? 1,75
5- Peso? 90 kg
6- Já foi gorda(o)? Nunca deixei de ser, só mudaram as gradações.
7- Que cores vc mais gosta de vestir? Preto, roxo, vermelho.
8- Vc prefere roupa justa ou larga? jeans ou moleton? Folgada sem ser larga demais. Jeans. Moleton em gorda é suicídio estético.
9- Para as mulheres, salto alto ou baixo? Para as mulheres altos. Para mim e meus ligamentos, baixo.
10- Para os homens, tênis ou sapato? Depende do homem, mas em geral prefiro sapato.
11- Que gênero de filme vc prefere? Estranhos.
12- Gosta mais de musicas lentas ou agitadas? Depende de pra que.
13- Vc toca algum instrumento? Derbake e daff. Mas tocar não é bem a palavra. Eu tento.
14- Vc tem irmãos? Uma. Oito anos mais velha.
15- Diga um prato saboroso que vc sabe fazer. Lasanha verde aos dois molhos.
16 -Vc gosta mais de doce ou salgado? Doce. Mas sou diabética
17- Vc gosta de dançar? Loucamente
18- Sente saudade de quê/quem? Do meu pai. Da minha mãe e da minha irmã. Da minha sobrinha. De alguns dos meus melhores amigos que moram em São Paulo, no Rio, em Brasília.
19- Chocolate branco ou preto? Preto.
20- Inverno ou verão? Nah, primavera e outono.
21- Vc prefere solidão ou multidão? Solidão a dois. Ou três. No máximo uns cinco.
22- Sorvete ou pipoca? SORVETE.
23- Refrigerante ou suco? Que sabor? Suco. Abacate com laranja.
24- Filme em casa ou no cinema? Cinema.
25- Vc chora com facilidade? Sim.
26- Qual foi o primeiro blogueiro que começou freqüentar seu blog? Deus... qual deles? Acho que a Roberta Salgueiro.
27- Vc conhece pessoalmente alguém da blogosfera? Quem? A Roberta Salgueiro, a Luana Mello, o Rafael, a Ket, a Janahina, a Daiane Ribeiro, a Bellit, a Inkling, a Karina Iman, o Rodrigo Gurgel e espero não ter esquecido ninguém.
28- Quais blogueiros moram na mesma cidade ou próximo a vc? A Daiane, a Liciane, a Bellit e a Ket.
29- Se vc ganhasse na mega, diga 10 coisas que vc faria/compraria!!!
1. Instrumentos musicais árabes superprofissionais.
2. Muitos vestidos fantásticos para dançar.
3. Um apartamento amplo no Bom Fim.
4. Móveis que eu escolhesse para esse apartamento.
5. Um carrinho, que ninguém é de ferro.
6. Muitas passagens Brasilia-Porto Alegre, Salvador - Porto Alegre, Porto Alegre - São Paulo para ver meus amigos e meus amigos me verem.
7. Abriria uma casa de espetáculos árabes em Porto Alegre, com toda prioridade para o conforto das bailarinas.
E quem disse que depois de tudo isso ainda sobra dinheiro?
terça-feira, novembro 24, 2009
Voltando ao mundo virtual - sem culpa
A boa novidade é que fui cercada de gentileza por todos os lados - e isso não é pouco no meio acadêmico.
Ia ficar hospedada na casa da mãe de uma amiga, que já conhecia, mas com quem não tinha muita intimidade. Aí, para minha surpresa, fui recebida pelo filho da minha amiga. Um anjinho ruivo chamado Bruno que me fez todas as honras, me apresentou a casa e a cidade, me emprestou o melhor travesseiro do mundo para dormir e conversou comigo até eu descobrir o quanto ele era uma pessoa maravilhosa e ficar mais calma. No dia da prova, não contente em me mostrar como chegar, ele foi comigo até a porta do prédio e eu fui obrigada a dizer: "agora só falta você entrar e fazer a prova por mim!" Olha, não que a gente não saiba, mas é muito bom relembrar que ainda existem pessoas maravilhosas neste mundo.
Durante a prova, não foi diferente. As pessoas que encontrei (algumas mestrandas daquela universidade, fazendo seleção para o doutorado) foram superqueridas e me forneceram informações importantes. Fiquei feliz em saber que existe um curso que valoriza mais os estudos literários que a linguistica (passei a vida ouvindo que os linguistas são os cientistas da língua e nós somos o resto). Minha potencial orientadora também foi de uma gentileza rara no meio. Em suma, toda a experiência foi muito legal.
Agora, me dei férias até sair o resultado ou o final do ano, o que acontecer depois. ^_^
Minha mãe está se mudando para Porto Alegre e vou aproveitar o tempo para fazer a mudança dela, estudar MUITO música e dança e claro, escrever em blogs.
É isso. Estou aliviada por ter feito o melhor que podia. Tô feliz.
sábado, novembro 14, 2009
Cotidiano
Enfim, estou com essa loucura toda na cabeça por isso não estou escrevendo sobre mais nada. Em duas semanas é a prova, eu volto a ser gente de novo e, consequentemente, a escrever.
Beijos saudosos.
sábado, novembro 07, 2009
Diálogo surreal na casa dos nerds
-Twin é gêmeo, né?
-É.
-Porcos gêmeos?
-Que porcos, de onde você tirou esses porcos?
-Não é Twin Pigs?
-Hahahahahaha!!! P E A K S. Picos gêmeos. É o nome do lugar.
-Ah, tipo Dois Irmãos.
-Isso. Zomenos.
-Hahahaha! Mas dava uma ótima camiseta. Com os porquinhos e embaixo escrito: Twin Pigs!
-...
terça-feira, novembro 03, 2009
Sumiço, mais um
Simples, pessoas: fiquei doze dias sem internet nem telefone em casa.
Vou postando as coisas que escrevi nesse meio tempo. Divirtam-se, daqui umas horas/dias volta tudo ao normal.^_^
Presente passado
Ouvindo Paralai do Pauline en la Playa numa tarde de sábado e faxina. Numa sentada para recuperar as forças, fico imaginando onde você anda. Deve estar com suas meninas, sábado de sol. Talvez terminando o livro que nunca termina, mas perto delas.
E penso em como sua alma é sensível e doce. Macia. Uma substância muito macia protegida por arestas de uma racionalidade aguda e de um sarcasmo afiado.
Arestas que eu amo, pois te tornam único. Mas nós dois sabemos que te amo mais e te amo até hoje porque um dia, temerosamente, você me deixou mergulhar nessa maciez e ser envolvida por ela. Engoli muito dessa substância doce – mas nunca enjoativa – e não me curei da embriaguez até hoje.
Era só isso. Deixa eu voltar para minha roupa suja. Mas agora com um sorrisinho maroto no rosto.Mais das transformações
Eu queria ter palavras para explicar para você, para ele, para ela, para todo mundo, a transformação que está se operando nessa pessoinha aqui. A verdade é que não tenho, meu quinto chacra é justamente o que anda mais fechadinho. Ok, mas isso não muda o fato de eu ser uma tagarela geminiana e querer falar.
Mais ou menos assim: como previsto, tudo o que eu semeei contra todo tempo ruim no inverno está frutificando agora. Meu corpo fez as pazes comigo, meus pés fizeram as pazes comigo. Nunca pisei com tanta segurança e isso é e não é só uma metáfora, embora a metáfora sirva também. Meu quadril está entrando no nível II de soltura (o nível I eu tinha recuperado no fim do ano passado, com as aulas da Karina Iman, se alguém se lembra). Estou compreendendo os passos mais facilmente, apreendendo sequências mais facilmente, me deslocando com maior segurança (é, os pezinhos centrados de novo) e minha memória para coreografias e o resto melhorou sensivelmente. Meu coração está sereno e fica mais fácil concentrar em tudo, dentro e fora da dança.
Nas aulas de derbake também tá rolando um certo progresso. Ainda não tenho um terço da habilidade desejada com a mão esquerda, mas pelo menos já começo a compreender os processos de como não fazer errado.
Sei que deve parecer meio estranho para os leitores não dançantes/tocantes eu usar a dança e a música (digressão: ai que saudade das minhas aulas de canto!) para tudo. Mas é que eu acredito de verdade - di cum força - que arte está no nível mais importante de coisas que um ser humano consegue fazer – daí que viraram um bom termômetro para o meu estado geral de ser e de me conhecer. Se a minha memória para coreografias está boa e meu quadril está fluente, fico muito mais confiante para coisas como seleções de mestrado e entrevistas de emprego, se é que me entendem.
Claro que nem tudo são rosas e minha vida está cheia de preocupações. Mas eu estou conseguindo mudar as coisas que estão ao meu alcance e isso muda radicalmente minha forma de encarar todo o resto.
As coisas estão tão diferentes comigo que estou seriamente decidida a não me envolver emocionalmente nos próximos anos. Quer dizer, as pessoas que amo vou amar sempre, é isso mesmo. Mas não quero mais me apaixonar loucamente, não quero colocar mais nenhuma outra pessoa no centro da minha vida. Quero me estabilizar, trabalhar, me trabalhar, me conhecer, me aperfeiçoar. Pela primeira vez na vida isso me dá tanto prazer quanto cuidar de alguém. E mais ou menos desde os 17, eu emendo um relacionamento no outro, uma paixão na outra, era muito raro eu passar mais de um mês sem estar pelo menos empolgada por alguém. Acho que está na hora de dar um tempo.
Eu quero me conhecer melhor. Bem melhor. Quero estar me amando muito quando for dividir meus sentimentos com alguém de novo. Não quero mais necessitar desesperadamente da presença de quem quer que seja. Nunca mais. Sou uma companhia excelente e era isso. (Tá, tem minhas patologias que ainda tornam as paixões avassaladoras mais complicadas, mas não tô numas de bancar a enciclopédia psiquiátrica hoje.)