Dizem que geminianas aprendem as coisas rápido. Mas tem coisas que eu simplesmente não aprendo.
Sempre me deixo levar pelo encanto de amigas psicianas. Elas são tão sensíveis, quase mediúnicas. Amigas-irmãs. Elas te ouvem como se te conhecessem desde sempre, fazem coisas por você que nenhuma pessoa normal faria, te erguem da lama, te tornam especial. Dividem segredos de sangue.
Às vezes parece que você pode entrar e entrar na vida delas sem limite algum. Chega a dar um pouco de medo.
Parece muito bom para ser verdade, né?
Pois então.
Um belo dia elas desaparecem da sua vida e te deixam cheia de saudades e de uma perplexidade profunda. Oh, não, elas não fazem por mal. Não estão furiosas contigo, nem te sacanearam de propósito. Elas apenas te esqueceram no mundo de coisas que as distrai. Se ocuparam demais de outras coisas. Foram ajudar outras pessoas. Desbravar novos horizontes. Ou sei lá mais o que as psicianas fazem quando não estão perto de mim.
Ok, elas esqueceram, mas aí é só ir atrás delas e lembrá-las, não? Nem tão fácil. Uma vez que você sai do campo de atenção de uma psiciana, não é fácil voltar. Porque elas saem do meio de comunicação que vocês usavam. Deixam de responder emails e scraps. Esquecem de te passar a senha de blogs secretos que, até bem pouco tempo, você era uma das poucas a conhecer. Visitam seu país e esquecem de te contar. Perdem o número do teu telefone. Enfim, a comunicação se rompeu e você mal conseguiu perceber como e onde.
Fica um vazio gigante no peito. Talvez um dia elas voltem, como a maré que vai e vem. Ou não. Tudo é possível. Aparentemente, a única coisa permanente com elas é o encanto que exercem.
sábado, fevereiro 13, 2010
sábado, fevereiro 06, 2010
Coisas que simplesmente não funcionam
Eu amo essa cidade, todo mundo sabe. Mas aqui acontecem coisas inacreditáveis, que irritam muito meu laivo de personalidade capricorniana, determinada pelo meu Saturno.
Eu preciso que as coisas funcionem como devem funcionar, mas às vezes...
Ontem, pressionada pelo calor muito intenso na cidade (não preciso dar detalhes, vocês vêem noticiário, né?) fui ao Shopping (é mais Centro Comercial, mas deixa para lá) João Pessoa (que é pertíssimo de casa), comer alguma coisa sob ar condicionado. A recepção gelada no térreo foi muito reconfortante. O estranho era sentir que, conforme íamos subindo, a temperatura aumentava. Foi chocante chegar no terceiro andar (onde funciona a praça de alimentação!) e constatar que o ar condicionado estava simplesmente desligado! Só uma ventilaçãozinha muito furreca funcionava, as pessoas suavam nas mesas... E nós suamos muito também, enquanto decidíamos para que outro shopping iríamos para comer...
Resumindo a ópera, pegamos um ônibus (um T5, também com ar condicionado desligado...) e fomos para o Shopping Praia de Belas. Lá, pelo menos, tudo funcionava no prédio inteiro. Comemos e fomos dar uma volta. Estou querendo comprar um livro para o mestrado. Resolvi dar um pulo na Saraiva Mega Store para ver o preço.
Chegando lá, testei três leitores de código de barras, mas todos estavam desconectados. Procurei uma funcionária e pedi que ela visse o preço para mim. Ela estava do lado do terminal, mas me mandou até o setor de serviços. Cheguei lá e os dois funcionários estavam ocupados e cumprindo morosamente suas funções. Até que a mesma funcionária que me mandou para lá veio atender no balcão de serviço. Estendi meu livro para ela, mas um casal, que chegou depois de mim no balcão, simplesmente deu a volta por trás de mim e passou seus oito livros primeiro! E ela nem aí!
Até que o outro funcionário ficou livre. Pedi o preço para ele e ele saiu do balcão para ver. Voltou do fundo da loja e disse: "Aquele último leitor lá no fundo da loja (leia-se, lá na PQP) está funcionando..." e me disse o preço do livro. Resumindo: veja você mesma (procure você mesma por todas as leitoras da loja gigante) e não ocupe meu tempo...
O preço era o mesmo da livraria Cultura, onde o atendimento é reconhecidamente superior. Mas a real é que não compraria o livro lá nem que estivesse por um terço do preço. Aliás, duvido que entre na loja outra vez.
Eu preciso que as coisas funcionem como devem funcionar, mas às vezes...
Ontem, pressionada pelo calor muito intenso na cidade (não preciso dar detalhes, vocês vêem noticiário, né?) fui ao Shopping (é mais Centro Comercial, mas deixa para lá) João Pessoa (que é pertíssimo de casa), comer alguma coisa sob ar condicionado. A recepção gelada no térreo foi muito reconfortante. O estranho era sentir que, conforme íamos subindo, a temperatura aumentava. Foi chocante chegar no terceiro andar (onde funciona a praça de alimentação!) e constatar que o ar condicionado estava simplesmente desligado! Só uma ventilaçãozinha muito furreca funcionava, as pessoas suavam nas mesas... E nós suamos muito também, enquanto decidíamos para que outro shopping iríamos para comer...
Resumindo a ópera, pegamos um ônibus (um T5, também com ar condicionado desligado...) e fomos para o Shopping Praia de Belas. Lá, pelo menos, tudo funcionava no prédio inteiro. Comemos e fomos dar uma volta. Estou querendo comprar um livro para o mestrado. Resolvi dar um pulo na Saraiva Mega Store para ver o preço.
Chegando lá, testei três leitores de código de barras, mas todos estavam desconectados. Procurei uma funcionária e pedi que ela visse o preço para mim. Ela estava do lado do terminal, mas me mandou até o setor de serviços. Cheguei lá e os dois funcionários estavam ocupados e cumprindo morosamente suas funções. Até que a mesma funcionária que me mandou para lá veio atender no balcão de serviço. Estendi meu livro para ela, mas um casal, que chegou depois de mim no balcão, simplesmente deu a volta por trás de mim e passou seus oito livros primeiro! E ela nem aí!
Até que o outro funcionário ficou livre. Pedi o preço para ele e ele saiu do balcão para ver. Voltou do fundo da loja e disse: "Aquele último leitor lá no fundo da loja (leia-se, lá na PQP) está funcionando..." e me disse o preço do livro. Resumindo: veja você mesma (procure você mesma por todas as leitoras da loja gigante) e não ocupe meu tempo...
O preço era o mesmo da livraria Cultura, onde o atendimento é reconhecidamente superior. Mas a real é que não compraria o livro lá nem que estivesse por um terço do preço. Aliás, duvido que entre na loja outra vez.
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
Match Point - Woody Allen
Sim, o filme.
Eu me dei conta que já estive exatamente na mesma situação que a Nola. Incluindo o fato de eu não ter começado a coisa, da pessoa ter insistido e tal e coisa. Igualzinho.
A merda do Woody Allen é que ele pega esse tipo de situação e te deixa exposta, desnudada em todo seu ridículo. É patético ver como, na cabeça de um homem casado, podemos nos converter rapidamente de uma grande paixão em um um incômodo exasperante.
Fiquei cogitando se não escapei de um tiro nas fuças porque não engravidei (e olha que eu queria e tentei de todo jeito) ou pela segura distância que separa São Paulo do Rio de Janeiro.
Mas a grande questão é: por que raios os homens (casados, que insistem em ter casos fora, para não generalizar) têm de ser tão cretinos? Por que falar em amor quando eles só querem uma trepada espetacular? Pra que mentir tanto, meu Deus?
Todo mundo sabe que hoje em dia a gente dá do mesmo jeito, porra. No meu caso, teria rolado de boa. Só que sem a expectativa de um filho e de um casamento, claro. Talvez não com a mesma entrega.
Será que é da entrega que eles precisam para a trepada ser espetacular? Fico pensando se esse tipo de gente, quando se masturba, estimula o sexo ou o umbigo...
Eu me dei conta que já estive exatamente na mesma situação que a Nola. Incluindo o fato de eu não ter começado a coisa, da pessoa ter insistido e tal e coisa. Igualzinho.
A merda do Woody Allen é que ele pega esse tipo de situação e te deixa exposta, desnudada em todo seu ridículo. É patético ver como, na cabeça de um homem casado, podemos nos converter rapidamente de uma grande paixão em um um incômodo exasperante.
Fiquei cogitando se não escapei de um tiro nas fuças porque não engravidei (e olha que eu queria e tentei de todo jeito) ou pela segura distância que separa São Paulo do Rio de Janeiro.
Mas a grande questão é: por que raios os homens (casados, que insistem em ter casos fora, para não generalizar) têm de ser tão cretinos? Por que falar em amor quando eles só querem uma trepada espetacular? Pra que mentir tanto, meu Deus?
Todo mundo sabe que hoje em dia a gente dá do mesmo jeito, porra. No meu caso, teria rolado de boa. Só que sem a expectativa de um filho e de um casamento, claro. Talvez não com a mesma entrega.
Será que é da entrega que eles precisam para a trepada ser espetacular? Fico pensando se esse tipo de gente, quando se masturba, estimula o sexo ou o umbigo...
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Aos (bem) poucos vão me mandando as perguntas...
UPDATE: Está começando a bombar! Adoro isso! Nasci para ser entrevistada...rsrs (Gritem comigo: Nar - ci - so! Nar - ci - so! Nar - ci - so!)
E eu vou respondendo... Vão lá fuçar, quem sabe vocês não se animam?
E eu vou respondendo... Vão lá fuçar, quem sabe vocês não se animam?
sábado, janeiro 23, 2010
Responsabilidade, liberdade, alegria
Olá, todo mundo!
Ando bem mais ausente desse e dos meus outros blogs do que antes, né? Na verdade, meio distante da internet, embora continue olhando email todo e blogs preferidos e bla, bla.
É que minha mãe de 72 anos se mudou para minha cidade, mais especificamente para pertinho da minha casa. Ela morava sozinha na cidade dela, sem ninguém da família por muito perto (minha irmã estava a uma hora e meia de carro) e se virava bem. Por conta disso, imaginávamos que a adaptação dela seria tranquila.
Mas ela teve crises de angústia (pânico?), alucinações, seus problemas de visão (ela tem catarata e problemas de retina em função da diabetes) se acentuaram. Com tudo isso, ela não consegue nem sair do próprio apartamento sozinha e minha presença diária está se fazendo necessária.
Eu sei o que você, leitor, está pensando. Sim, isso é um problema, mas não, não é nenhuma tragédia.
É a primeira vez que eu cuido de alguém de verdade na minha vida. Sou uma filha caçula que optou por não ter filhos. Gatos são criaturinhas que se administram praticamente sozinhas e ainda tem R. para ajudar.
Claro que, podendo optar, todo mundo escolheria uma vida com menos responsabilidades. Mas, pela primeira vez, elas não me assustam.
Tive medo, ainda quando ela resolveu se mudar, que ela fosse ocupar todos os espaços da minha vida e me tirar toda a liberdade. Mas aí eu descobri que eu cresci e que consigo impor limites e continuar vivendo minha vida no meio de tudo isso.
Ainda faço minhas aulas de dança e derbake, ainda encontro minhas amigas para papinhos. Com a chegada da querida Vivi Amaral na cidade, tenho feito isto até com mais freqüência que antes. Só estou com um pouco menos de tempo para a "vida virtual". E mesmo assim estou aqui, não estou?
Descobri, aos quase 40, que responsabilidade e liberdade não são excludentes. E que tudo isso traz muita alegria. Estar com ela bem, saber que sou responsável por esse bem estar, me faz muito feliz.
Sim, em março começo o mestrado e vou ter que contratar uma pessoa para passar algumas horas com ela nos dias em que estiver montando monografias ou fazendo aulas em Santa Maria. Mas tudo tem seu tempo e seu lugar.
Continuem escrevendo seus blogs que eu continuo aparecendo. E comentem por aqui também, que eu aprecio muito a presença de vocês. Até breve
Ando bem mais ausente desse e dos meus outros blogs do que antes, né? Na verdade, meio distante da internet, embora continue olhando email todo e blogs preferidos e bla, bla.
É que minha mãe de 72 anos se mudou para minha cidade, mais especificamente para pertinho da minha casa. Ela morava sozinha na cidade dela, sem ninguém da família por muito perto (minha irmã estava a uma hora e meia de carro) e se virava bem. Por conta disso, imaginávamos que a adaptação dela seria tranquila.
Mas ela teve crises de angústia (pânico?), alucinações, seus problemas de visão (ela tem catarata e problemas de retina em função da diabetes) se acentuaram. Com tudo isso, ela não consegue nem sair do próprio apartamento sozinha e minha presença diária está se fazendo necessária.
Eu sei o que você, leitor, está pensando. Sim, isso é um problema, mas não, não é nenhuma tragédia.
É a primeira vez que eu cuido de alguém de verdade na minha vida. Sou uma filha caçula que optou por não ter filhos. Gatos são criaturinhas que se administram praticamente sozinhas e ainda tem R. para ajudar.
Claro que, podendo optar, todo mundo escolheria uma vida com menos responsabilidades. Mas, pela primeira vez, elas não me assustam.
Tive medo, ainda quando ela resolveu se mudar, que ela fosse ocupar todos os espaços da minha vida e me tirar toda a liberdade. Mas aí eu descobri que eu cresci e que consigo impor limites e continuar vivendo minha vida no meio de tudo isso.
Ainda faço minhas aulas de dança e derbake, ainda encontro minhas amigas para papinhos. Com a chegada da querida Vivi Amaral na cidade, tenho feito isto até com mais freqüência que antes. Só estou com um pouco menos de tempo para a "vida virtual". E mesmo assim estou aqui, não estou?
Descobri, aos quase 40, que responsabilidade e liberdade não são excludentes. E que tudo isso traz muita alegria. Estar com ela bem, saber que sou responsável por esse bem estar, me faz muito feliz.
Sim, em março começo o mestrado e vou ter que contratar uma pessoa para passar algumas horas com ela nos dias em que estiver montando monografias ou fazendo aulas em Santa Maria. Mas tudo tem seu tempo e seu lugar.
Continuem escrevendo seus blogs que eu continuo aparecendo. E comentem por aqui também, que eu aprecio muito a presença de vocês. Até breve
segunda-feira, janeiro 18, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
Já que eu não consigo postar com a freqüência que deveria
Vocês podem me mandar perguntas anônimas picantes ou não que eu vou respondendo.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Curiosidade mórbida
Eu tenho uma pergunta na ponta da língua para o povo que se incomodou tanto comigo no ano que passou. Esse povo que me perguntou se minha vida teria sido boa algum dia, que me achou louca e inconsequente por largar um emprego "estável" onde eu era tratada como escravinha, que se revoltou contra meu umbiguismo insuportável, que achou que eu gastei tempo demais comigo mesma e se chocou com minha demora em resolver questões emocionais.
Porque, sim, eu tive problemas muito sérios em 2009. E, sim, ainda tenho problemas, nenhuma vida é perfeita. Mas eu vivo a vida de um jeito que eu amo viver. Porque mesmo no meio do furacão, eu não parei um único minuto de correr atrás dos meus sonhos. E os estou alcançando, um a um, apesar de.
Então, me conte, amigo incomodado: e você? O que tem feito da sua vidinha?
Por nada. Só pra saber.
Porque, sim, eu tive problemas muito sérios em 2009. E, sim, ainda tenho problemas, nenhuma vida é perfeita. Mas eu vivo a vida de um jeito que eu amo viver. Porque mesmo no meio do furacão, eu não parei um único minuto de correr atrás dos meus sonhos. E os estou alcançando, um a um, apesar de.
Então, me conte, amigo incomodado: e você? O que tem feito da sua vidinha?
Por nada. Só pra saber.
terça-feira, dezembro 29, 2009
A história real de M. - Para que não nos esqueçamos do 2010 maravilhoso que vamos fazer
Sempre quis escrever sobre ela. Mas tinha medo de expor a moça. E, mais ainda, tive medo da dor que isso me trazia. Mas acho que agora chegou a hora.
Conheci M. aos doze anos, entre os jovens de um grupo religioso que eu ajudava a liderar. Ela era uma típica adolescente problema: carente, falastrona, indisciplinada, com uma curiosidade sexual que era pura encrenca. No começo, liderar atividades quando ela estava presente me gelava. Mas não demorou muito para eu me apaixonar por ela.
Logo eu descobri que aquela falastronice era totalmente sincera e que aquela agitação toda era uma carência sem tamanho. M. aprontava muito, mas não mentia. Falava demais, mas não fingia o que não sentia. Em pouco tempo, eu a adorei com a mesma simplicidade que ela me adorou. E ficamos juntas por muito tempo. Foi a primeira vez que tive a noção do que seria amor de mãe.
Ela morava numa casa com outros quatro irmãos adotivos, cada um com uma origem. Chegou nessa casa com um pouco mais de 2 anos, desnutrida. Todos temos uma visão muito idealizada da adoção, mas a verdade é as coisas naquela casa não eram exatamente um mar de rosas. A oficial de justiça que apreciava o poder de tirar a custódia de mães sem as mínimas condições de criar seus filhos, gostava de bebês, mas não exatamente de crianças. Até uns quatro aninhos, era só encantamento. Depois disso, os mais velhos começavam a tomar conta dos mais novos. Além disso, a diferença entre o tratamento dado ao filho legítimo e aos adotivos era muito gritante.
Adicionalmente, por ser uma pessoa muito carismática e de prestígio social, ela acabou atraindo uma grande hostilidade para M., pois vivia choramingando pelos inúmeros problemas que ela lhe trazia. Adultos chegavam a dizer para a menina que a detestavam, que ela não valia nada, que não prestava. Outro dos motivos que provocava esse tipo de reação era a sensualidade natural da menina, que atraía não apenas os meninos da sua idade, mas perturbava homens mais velhos, como descobrimos depois.
Conforme M. foi crescendo, mais a situação foi piorando. Ela era levada de psicólogo em psicólogo, mas quando começava a expor ao profissional a situação doméstica, a mãe adotiva procurava outro terapeuta. M. tinha uma curiosidade muito grande por sexo e por drogas, como toda adolescente. Principalmente as que não são criadas com limites. Isso foi gerando mais tensão. Ela faltava na aula para "aprontar" com os amigos, o que era do conhecimento do quase todo mundo, menos da "mãe" que fingia não ver. Até que ela começou a pegar pequenas quantias em casa.
A situação foi num crescendo e. aos dezessete anos e sem nenhuma formação profissional, sem parentes e sem ter para onde ir, M. foi expulsa de casa, com alguns reais e uma mala de roupas. Num primeiro momento, ela foi encaminhada por um amigo da família para a casa de uma jovem mãe, onde cuidava do filhinho de cinco anos.
O acordo inicial era de que ela teria casa, comida e um pequeno salário para os gastos pessoais. Mas o salário nunca veio. Isso foi gerando atritos. A gota d´água foi quando ela teve um atrito com um cobrador de ônibus e foi levada ao conselho tutelar com o menino. A autoridade advetiu a jovem mãe que a situação de M. era ilegal e ela foi expulsa novamente.
Eu não conseguiria descrever a dor que senti quando ela ligou para a minha casa para me contar que estava morando num hotelzinho fuleiro na zona de meretrício de Porto Alegre, já que não tinha outro lugar para ir. E claro, vendendo seu corpo. Na época eu estava desempregada, meu marido cheio de dívidas e morávamos (ainda moramos) num apertamentinho de 22m2. Eu queria resgatá-la, mas não podia. Eu sentia muita culpa. E ainda não me livrei dela de todo.
As pessoas que a hostilizavam na infância fizeram questão de dizer para ela que sabiam que "ela só servia para isso." Um deles, que a conhecia desde criancinha, a obrigou a fazer programa para ela - ainda que ela estivesse com nojo - e ainda não pagou o valor total do serviço.
Enfim. No começo, eu ia visitá-la, por mais que a situação toda me doesse. Mas ela mudava muito de endereço e de telefone e eu acabei perdendo seu rastro.
Mais tarde fiquei sabendo que ficou alguns anos nessa vida e foi afundando cada vez mais na cocaína - estimulada sempre pelos clientes. O uso acabou levando M. a um estado de paranóia. Quando ela tentou se jogar da janela do sexto andar de um hotel, foi internada num hospital psiquiátrico.
Fui encontrá-la algum tempo depois internada numa clínica evangélica, limpa. Tinha sido diagnosticada sua bipolaridade, ela estava uns vinte e cinco quilos mais gorda, inchada e chapada de lítio e Haldol. Mas o mais duro para ela era não poder usar esmalte, batom, pintar os cabelos. Ser ela mesma.
Claro que ela não aguentou muito. Personalidade nunca faltou ali.
Acabou aprontando um auê e sendo expulsa da clínica. Ficou pulando de galho em galho, entre casas de amigos e contraparentes. Terminou na casa de uma família tão pobre que dormia numa esteira no chão, ouvindo os ratos e sem chuveiro elétrico. Ganhava cinco reais por faxina e usava tudo para comprar comida para ela e para a família.
Até que ela conheceu O. Como eu mesma um dia, ele se encantou pela meninice, pelo bom humor, pela fala rápida e engraçada. Vou resumir a história: estão casados e ela está grávida de oito meses. Moram numa casinha muito fofa na grande Porto Alegre, se amam e se cuidam muito. Ele se informou comigo sobre os problemas psicológicos que ela tem e cuida para que ela se trate.
Fui visitá-la no último domingo. Ela está muito, muito feliz. Ele também. E nós ficamos muito felizes por eles.
Por isso estou contando essa história. Porque ela me ensinou que qualquer situação na vida é superável. Para melhor.
Feliz 2010 para todos vocês!
Conheci M. aos doze anos, entre os jovens de um grupo religioso que eu ajudava a liderar. Ela era uma típica adolescente problema: carente, falastrona, indisciplinada, com uma curiosidade sexual que era pura encrenca. No começo, liderar atividades quando ela estava presente me gelava. Mas não demorou muito para eu me apaixonar por ela.
Logo eu descobri que aquela falastronice era totalmente sincera e que aquela agitação toda era uma carência sem tamanho. M. aprontava muito, mas não mentia. Falava demais, mas não fingia o que não sentia. Em pouco tempo, eu a adorei com a mesma simplicidade que ela me adorou. E ficamos juntas por muito tempo. Foi a primeira vez que tive a noção do que seria amor de mãe.
Ela morava numa casa com outros quatro irmãos adotivos, cada um com uma origem. Chegou nessa casa com um pouco mais de 2 anos, desnutrida. Todos temos uma visão muito idealizada da adoção, mas a verdade é as coisas naquela casa não eram exatamente um mar de rosas. A oficial de justiça que apreciava o poder de tirar a custódia de mães sem as mínimas condições de criar seus filhos, gostava de bebês, mas não exatamente de crianças. Até uns quatro aninhos, era só encantamento. Depois disso, os mais velhos começavam a tomar conta dos mais novos. Além disso, a diferença entre o tratamento dado ao filho legítimo e aos adotivos era muito gritante.
Adicionalmente, por ser uma pessoa muito carismática e de prestígio social, ela acabou atraindo uma grande hostilidade para M., pois vivia choramingando pelos inúmeros problemas que ela lhe trazia. Adultos chegavam a dizer para a menina que a detestavam, que ela não valia nada, que não prestava. Outro dos motivos que provocava esse tipo de reação era a sensualidade natural da menina, que atraía não apenas os meninos da sua idade, mas perturbava homens mais velhos, como descobrimos depois.
Conforme M. foi crescendo, mais a situação foi piorando. Ela era levada de psicólogo em psicólogo, mas quando começava a expor ao profissional a situação doméstica, a mãe adotiva procurava outro terapeuta. M. tinha uma curiosidade muito grande por sexo e por drogas, como toda adolescente. Principalmente as que não são criadas com limites. Isso foi gerando mais tensão. Ela faltava na aula para "aprontar" com os amigos, o que era do conhecimento do quase todo mundo, menos da "mãe" que fingia não ver. Até que ela começou a pegar pequenas quantias em casa.
A situação foi num crescendo e. aos dezessete anos e sem nenhuma formação profissional, sem parentes e sem ter para onde ir, M. foi expulsa de casa, com alguns reais e uma mala de roupas. Num primeiro momento, ela foi encaminhada por um amigo da família para a casa de uma jovem mãe, onde cuidava do filhinho de cinco anos.
O acordo inicial era de que ela teria casa, comida e um pequeno salário para os gastos pessoais. Mas o salário nunca veio. Isso foi gerando atritos. A gota d´água foi quando ela teve um atrito com um cobrador de ônibus e foi levada ao conselho tutelar com o menino. A autoridade advetiu a jovem mãe que a situação de M. era ilegal e ela foi expulsa novamente.
Eu não conseguiria descrever a dor que senti quando ela ligou para a minha casa para me contar que estava morando num hotelzinho fuleiro na zona de meretrício de Porto Alegre, já que não tinha outro lugar para ir. E claro, vendendo seu corpo. Na época eu estava desempregada, meu marido cheio de dívidas e morávamos (ainda moramos) num apertamentinho de 22m2. Eu queria resgatá-la, mas não podia. Eu sentia muita culpa. E ainda não me livrei dela de todo.
As pessoas que a hostilizavam na infância fizeram questão de dizer para ela que sabiam que "ela só servia para isso." Um deles, que a conhecia desde criancinha, a obrigou a fazer programa para ela - ainda que ela estivesse com nojo - e ainda não pagou o valor total do serviço.
Enfim. No começo, eu ia visitá-la, por mais que a situação toda me doesse. Mas ela mudava muito de endereço e de telefone e eu acabei perdendo seu rastro.
Mais tarde fiquei sabendo que ficou alguns anos nessa vida e foi afundando cada vez mais na cocaína - estimulada sempre pelos clientes. O uso acabou levando M. a um estado de paranóia. Quando ela tentou se jogar da janela do sexto andar de um hotel, foi internada num hospital psiquiátrico.
Fui encontrá-la algum tempo depois internada numa clínica evangélica, limpa. Tinha sido diagnosticada sua bipolaridade, ela estava uns vinte e cinco quilos mais gorda, inchada e chapada de lítio e Haldol. Mas o mais duro para ela era não poder usar esmalte, batom, pintar os cabelos. Ser ela mesma.
Claro que ela não aguentou muito. Personalidade nunca faltou ali.
Acabou aprontando um auê e sendo expulsa da clínica. Ficou pulando de galho em galho, entre casas de amigos e contraparentes. Terminou na casa de uma família tão pobre que dormia numa esteira no chão, ouvindo os ratos e sem chuveiro elétrico. Ganhava cinco reais por faxina e usava tudo para comprar comida para ela e para a família.
Até que ela conheceu O. Como eu mesma um dia, ele se encantou pela meninice, pelo bom humor, pela fala rápida e engraçada. Vou resumir a história: estão casados e ela está grávida de oito meses. Moram numa casinha muito fofa na grande Porto Alegre, se amam e se cuidam muito. Ele se informou comigo sobre os problemas psicológicos que ela tem e cuida para que ela se trate.
Fui visitá-la no último domingo. Ela está muito, muito feliz. Ele também. E nós ficamos muito felizes por eles.
Por isso estou contando essa história. Porque ela me ensinou que qualquer situação na vida é superável. Para melhor.
Feliz 2010 para todos vocês!
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domingo, dezembro 20, 2009
Máximas do mestre Tumberlinckx para o estudo de música
Se você deixa de estudar um dia, você percebe.
Se você deixa de estudar dois dias, seu professor percebe.
Se você deixa de estudar três dias, TODO MUNDO percebe.
Acho que mifu.
Se você deixa de estudar dois dias, seu professor percebe.
Se você deixa de estudar três dias, TODO MUNDO percebe.
Acho que mifu.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Nove resoluções para 2010
Segue minha listinha. Espero me encontrar feliz com ela no final do ano que vem!
1- Ir a todas as Cerimônias Mensais em Porto Alegre (ou Santa Maria, se for o caso) e ao menos duas vezes ao ano na Sede de Grau Intermediário de Curitiba.
Como já disse o ano passado, isso tem a ver com a minha religião, a Sukyo Mahikari. Acho que religião é coisa que não se discute, muito menos na Internet. Se alguém ficar muito desesperadamente curioso, pode me procurar por e-mail. (Mas é isso que você entendeu, não aceito provocações nem argumentações, não sobre ESTE ASSUNTO.) Só posso dizer que tem a ver com demonstrar gratidão por tudo que nos é concedido nesse vida.
2- Controlar o diabetes.
Acho que dispensa comentários, né? Estou com um aparelho de medição de glicemia em casa, o que já é um começo.
3- Manter as leituras e os fichamentos em dia. (Projeto Mestranda Exemplar)
Outro auto-explicativo, né. Procrastinar leituras foi meu primeiro e fatal pecado no meu último mestrado, que não pretendo repetir.
4- Publicar pelo menos dois artigos e fazer ao menos uma comunicação até o final do ano. (Projeto Mestranda Exemplar II)
É isso, aí. Já que tio Lula vai me pagar para estudar, vamos produzir!
5- Aprender a girar.
É, me dei conta que esse é meu principal tendão de Aquiles na dança. Estou programando aulas extras e treinamentos para isso. Pretendo me programar para vencer um obstáculo por ano. E esse vai ser o ano da enceradeira! (hehehehe)
6- Dedicar um tempo regular ao estudo da percussão árabe - aprofundando no estudo do daff.
Estou cada vez mais apaixonada por esse negócio. Preciso corresponder, porque sei que daí só vem coisa boa!
7- Fazer aula de dança cigana com a Sayonara Linhares.
Depois que eu encasqueto com uma professora... A mulher é tudo. Tenho que. Vou dar um jeito de me organizar. Sonho de consumo total.
8- Adquirir um daff profissional.
As platinelas de latãozinho choc-choc do meu daff de bailarina são pra lá de brochantes. Virou sonho de consumo já, fazer o que. Vou ter que comprar no exterior (pedir pra alguém que for, dããã - via Internet rola muito imposto e nananã) porque aqui só tem de pele animal e eu quero de pele acrílica. Aceito dicas e oferecimentos.
9- Eliminar 7 kg
Os que faltam. E passar do estágio gorda-gestante para a fase gorda-gostosa. Yeah!
É isso aí. Boa sorte para mim.
1- Ir a todas as Cerimônias Mensais em Porto Alegre (ou Santa Maria, se for o caso) e ao menos duas vezes ao ano na Sede de Grau Intermediário de Curitiba.
Como já disse o ano passado, isso tem a ver com a minha religião, a Sukyo Mahikari. Acho que religião é coisa que não se discute, muito menos na Internet. Se alguém ficar muito desesperadamente curioso, pode me procurar por e-mail. (Mas é isso que você entendeu, não aceito provocações nem argumentações, não sobre ESTE ASSUNTO.) Só posso dizer que tem a ver com demonstrar gratidão por tudo que nos é concedido nesse vida.
2- Controlar o diabetes.
Acho que dispensa comentários, né? Estou com um aparelho de medição de glicemia em casa, o que já é um começo.
3- Manter as leituras e os fichamentos em dia. (Projeto Mestranda Exemplar)
Outro auto-explicativo, né. Procrastinar leituras foi meu primeiro e fatal pecado no meu último mestrado, que não pretendo repetir.
4- Publicar pelo menos dois artigos e fazer ao menos uma comunicação até o final do ano. (Projeto Mestranda Exemplar II)
É isso, aí. Já que tio Lula vai me pagar para estudar, vamos produzir!
5- Aprender a girar.
É, me dei conta que esse é meu principal tendão de Aquiles na dança. Estou programando aulas extras e treinamentos para isso. Pretendo me programar para vencer um obstáculo por ano. E esse vai ser o ano da enceradeira! (hehehehe)
6- Dedicar um tempo regular ao estudo da percussão árabe - aprofundando no estudo do daff.
Estou cada vez mais apaixonada por esse negócio. Preciso corresponder, porque sei que daí só vem coisa boa!
7- Fazer aula de dança cigana com a Sayonara Linhares.
Depois que eu encasqueto com uma professora... A mulher é tudo. Tenho que. Vou dar um jeito de me organizar. Sonho de consumo total.
8- Adquirir um daff profissional.
As platinelas de latãozinho choc-choc do meu daff de bailarina são pra lá de brochantes. Virou sonho de consumo já, fazer o que. Vou ter que comprar no exterior (pedir pra alguém que for, dããã - via Internet rola muito imposto e nananã) porque aqui só tem de pele animal e eu quero de pele acrílica. Aceito dicas e oferecimentos.
9- Eliminar 7 kg
Os que faltam. E passar do estágio gorda-gestante para a fase gorda-gostosa. Yeah!
É isso aí. Boa sorte para mim.
Primeiro lugar no Mestrado em Estudos Literários da UFSM! Su no Kami-sama, makoto-ni arigato gozaimashita!!!
É isso, meu povo! Acabou a contagem regressiva!
Passei e tenho bolsa! Meu futuro para o próximo ano está definido!
As apresentações foram ótimas, minha mãe chegou bem, a mudança dela está quase nos finalmentes. Tudo deu incrivelmente certo!
Em breve post com as resoluções para 2010!
Obrigada a todo mundo que torceu, que emprestou livro, que leu meu projeto, que deu dicas. Beijos a todos e eu volto assim que meus neurônios pararem de explodir fogos de artifício!
Passei e tenho bolsa! Meu futuro para o próximo ano está definido!
As apresentações foram ótimas, minha mãe chegou bem, a mudança dela está quase nos finalmentes. Tudo deu incrivelmente certo!
Em breve post com as resoluções para 2010!
Obrigada a todo mundo que torceu, que emprestou livro, que leu meu projeto, que deu dicas. Beijos a todos e eu volto assim que meus neurônios pararem de explodir fogos de artifício!
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sexta-feira, dezembro 11, 2009
Nebtidi Mnain El Hikaya - ou "Pagando King Kong com um pandeiro árabe na mão"
Então tinha a apresentação da banda do meu professor, mestre Tuerlinckx. Claro que desde que eu soube era óbvio que eu ia: além de ser meu amigo, adoro qualquer coisa que ele toque e as bailarinas-amigas do coração (Karine Al Shams, Zahira Razi, Anisah Parvaneh e Gina Vitola) iam dançar. Diversão garantida!
Tudo lindo, mas aí no final da aulinha de derbake de toda terça-feira, Tuerlinckx me olhou com aquele olharzinho manhoso de libriano aprontão e me perguntou: "tu vais na quinta-feira?". Ao que prontamente respondi: "Calaro!" E o moço me lasca: "leve seu daff (o pandeiro árabe do título) !" Eu perguntei se ele tinha certeza. Ele tinha. Então tá. "Mas o que vocês vão tocar? O que EU vou tocar? Rola ensaio?" Não rolava. E ele não soube me dizer o que eu ia tocar. Disse pra eu relaxar que era só uma brincadeira, para eu ir acompanhando conforme a coisa acontecesse. Como eu insisti, ele me deu uma lista de cinco ritmos que iam entrar (para os do meio: said, malfuf, maksoum, ayubi e whada wo noz), para que eu tivesse qualquer coisa para estudar em casa.
Enfim, não botei muita fé. Afinal, ele é um professor em quem confio cegamente e um músico responsável. Outras pessoas também estariam tocando e ele não ia meter a si mesmo numa fria.
Fui pro evento faceirinha, levei o tal do daff, mas para tirar um sarro da cara dele depois. Cheguei na Cia. de Arte, encontrei as meninas, cumprimentei o moço brevemente e fiquei de bate-papo. Ele nem me perguntou nada. Comecei a sentir o aliviozinho dos covardes.
O show começou. Passou a primeira música, a segunda, a terceira, nada. Tinha até esquecido do bichinho.
Aí na quarta música (que eu NÃO SABIA qual seria), seu Tumberlinckx me pergunta (no microfone!): "Samara, você trouxe o daff?" Eu respondi numa vozinha mínima: "Trouxe..." "Então vem!" Eu fui. O nervoso era tanto que eu quase não conseguia tirar o instrumento do saco em que o levei. Fui.
Ele brincou com a platéia que ele estava me botando na fogueira, que eu nem sabia qual era a próxima música. Fico pensando em quantos imaginaram que era verdade mesmo. Bão, começou. Era a música aí do título do blog. Tá, eu não vou dizer que nunca tinha ouvido a música. Mas é um CLASSICÃO, com todas as maiúsculas. Que, por acaso, não tá no topo da minha lista de preferidos, eu nunca tinha estudado, não tinha idéia dos ritmos. Todavia, vamo lá!
E logo no começo do negócio não tinha um darig? Sim, você olhou bem a lista lá em cima e esse ritmo não está nela. Para piorar, em um ano de derbake, eu nunca tive esse negócio em aula, não sabia nem o fraseado básico! Fico imaginando a cara de "que porra é essa?" que eu devo ter olhado para ele nesse momento mágico.><
Tudo lindo, mas aí no final da aulinha de derbake de toda terça-feira, Tuerlinckx me olhou com aquele olharzinho manhoso de libriano aprontão e me perguntou: "tu vais na quinta-feira?". Ao que prontamente respondi: "Calaro!" E o moço me lasca: "leve seu daff (o pandeiro árabe do título) !" Eu perguntei se ele tinha certeza. Ele tinha. Então tá. "Mas o que vocês vão tocar? O que EU vou tocar? Rola ensaio?" Não rolava. E ele não soube me dizer o que eu ia tocar. Disse pra eu relaxar que era só uma brincadeira, para eu ir acompanhando conforme a coisa acontecesse. Como eu insisti, ele me deu uma lista de cinco ritmos que iam entrar (para os do meio: said, malfuf, maksoum, ayubi e whada wo noz), para que eu tivesse qualquer coisa para estudar em casa.
Enfim, não botei muita fé. Afinal, ele é um professor em quem confio cegamente e um músico responsável. Outras pessoas também estariam tocando e ele não ia meter a si mesmo numa fria.
Fui pro evento faceirinha, levei o tal do daff, mas para tirar um sarro da cara dele depois. Cheguei na Cia. de Arte, encontrei as meninas, cumprimentei o moço brevemente e fiquei de bate-papo. Ele nem me perguntou nada. Comecei a sentir o aliviozinho dos covardes.
O show começou. Passou a primeira música, a segunda, a terceira, nada. Tinha até esquecido do bichinho.
Aí na quarta música (que eu NÃO SABIA qual seria), seu Tumberlinckx me pergunta (no microfone!): "Samara, você trouxe o daff?" Eu respondi numa vozinha mínima: "Trouxe..." "Então vem!" Eu fui. O nervoso era tanto que eu quase não conseguia tirar o instrumento do saco em que o levei. Fui.
Ele brincou com a platéia que ele estava me botando na fogueira, que eu nem sabia qual era a próxima música. Fico pensando em quantos imaginaram que era verdade mesmo. Bão, começou. Era a música aí do título do blog. Tá, eu não vou dizer que nunca tinha ouvido a música. Mas é um CLASSICÃO, com todas as maiúsculas. Que, por acaso, não tá no topo da minha lista de preferidos, eu nunca tinha estudado, não tinha idéia dos ritmos. Todavia, vamo lá!
E logo no começo do negócio não tinha um darig? Sim, você olhou bem a lista lá em cima e esse ritmo não está nela. Para piorar, em um ano de derbake, eu nunca tive esse negócio em aula, não sabia nem o fraseado básico! Fico imaginando a cara de "que porra é essa?" que eu devo ter olhado para ele nesse momento mágico.><
Contando assim, parece que foi um trauma. Mas verdade é que, é que... eu gostei para caralho!!! Foi uma das coisas mais prazerosas que eu já fiz na minha vidinha inteira! Tocar (ainda que fazendo algumas merdas inevitáveis) ao lado de músicos de verdade, com uma bailarina dançando ao som do seu instrumentos é uma das experiências mais incríveis que eu me permiti (sim, porque se eu ficasse - como foi meu hábito por anos - só me preocupando com os meus erros, com a falta de ensaio e com os que os outros estariam pensando não teria curtido nada) nessa vida. Música é um negócio que me move lá de dentro das minhas entranhas amigas.
Estou muito, muito grata ao mestre. E ele que se vire agora, porque uma vez experimentada a cachaça eu quero é muito mais!!!
(Desculpem aos amigos não-arabescos, eu tentei mostrar a música aqui, mas o Blogger entra num pau infindável toda vez que eu tento postar música ou vídeo. Se eu tiver acesso à gravação, posto o vídeo no YouTube e deixo o link aqui.) UPDATE: A Lory botou um link para a música nos comentários, se alguém ficou curioso!!! Valeu, Lory!
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Tortura acadêmica
Estou esperando o resultado da josta do Mestrado para postar aqui, chorar as pitangas ou comemorar com ustedes. Quedê de sair o resultado?
Tenho entrado no portal da UFSM mais que nas minhas (quatro) contas de email. Affe, que demora!
Fora esse suspense insuportável, tenho apresentação hoje e amanhã. Depois conto o que foi. Juro que quero escrever mais, mas com tudo isso e com minha mãe chegando no domingo é expectativa demais para eu administrar. AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!
Esse blog voltará em poucos dias à sua programação normal.
Tenho entrado no portal da UFSM mais que nas minhas (quatro) contas de email. Affe, que demora!
Fora esse suspense insuportável, tenho apresentação hoje e amanhã. Depois conto o que foi. Juro que quero escrever mais, mas com tudo isso e com minha mãe chegando no domingo é expectativa demais para eu administrar. AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!
Esse blog voltará em poucos dias à sua programação normal.
sábado, novembro 28, 2009
Do ano que se passou
Pois é, galera. 2009 está batendo as botas. Pros japoneses, o ano já acabou, novembro é pra avaliar o ano que passou e dezembro já pra planejar o ano que vem. Como coloquei minhas resoluções de final de ano aqui, vou abrir a avaliação delas para vocês.
Em abril, fui atingida por um míssel nuclear emocional e isso trancou a realização de muitos planos,até porque fiquei um mês e meio de molho, numa depressão foda. Nem tudo é ruim: serviu pra garimpar os colegas dos amigos de verdade e quantificar a importância das relações românticas na minha vida. E chegar à conclusão que nunca, em tempo algum, posso deixar as coisas chegarem a esse ponto de novo.
O centro da minha vida é Aquele que me criou (desculpem amigos incrédulos e ateus, eu sou religiosa, mesmo não impondo isso aos outros), depois Dele, eu mesma. Porque se eu não estou bem, não consigo fazer nada por ninguém. E ninguém mais. por mais importância que tenha na minha vida, merece ser orbitado por mim. Ponto final.
Segue o balanço (estou muito para listinhas, perceberam?)
1. Ir a todas as cerimônias deste ano. (Resolução de cunho religioso que fica muito longo de explicar.)
Não consegui. O emocional me deixa prostrada e mexe direto com o espiritual - daí que. Pelo menos cheguei ao final do ano muito mais forte do que comecei.
2. Apresentar ao menos duas pessoas. (Idem)
Então, mesma coisa.
3. Voltar a ser jornalista.
Estava me empenhando, mas aí descobri duas coisas importantes:
(1) Meu curriculo envelhecido 12 anos não é muito atraente para o mercado.
(2) Jornalismo é uma função fácil para mim. Mas o que eu AMO, mesmo, nessa vida, é literatura. Só a arte me toca, só a arte me dá significado. Eu tinha me afastado da literatura por ter criado nojo da corrupção que grassa no meio acadêmico. Mas já estou forte o suficiente para procurar alternativas e me dispor a driblar tudo isso. Tipo: Literatura, vol - tei!
4. MORAR MELHOR
Sem emprego? Nem. Mas consegui umas melhoradinhas onde já moro. Mas sim, tinha que ser melhor.
5. Perder 15 kg.
Perdi 8kg desde março. Ah, podia ser pior, né? Vamos ver se perco os outro sete ano que vem. Acho que quando estabeleci essa meta esqueci que estou chegando perto dos quarenta...
6. Cuidar do diabetes.
Acreditam que ainda não consegui me acertar com nenhum médico? Estou cuidando da alimentação (principalmente depois de outubro, quando as minhas taxas foram a 300 e tantos) e tomando minhas pílulas, mas sem controle constante. Se tudo der certo, devo estar com plano até o final desse ano. E no ano que vem, pretendo comprar uma aparelhinho de controle de glicemia.
7. Dançar pelo menos 15 minutos, três vezes por semana, fora as aulas.
Lógico que não consegui. A falta de espaço, piso e espelho no meu apartamento ajudam, mas sou desorganizada mesmo. Em compensação, nunca estudei tanto dança como esse ano e parece que estou conseguindo alguns resultados positivos agora, no final dele.
8. Preparar uma apresentação decente para meu aniver, em junho.
Preparar, até preparei. Mas a decência passou longe. Não foi com música ao vivo, porque a grana não chegou. O resto do fiasco se fez quando meu emocional despencou. Pra não dizer que não foi nada, foi uma bela lição de como não me apresentar.
9. Estudar derbake 15 minutos por dia.
Mesma coisa que com a dança. Mas, ainda assim, estudei bem mais que no ano passado. E comecei a ter aulas de daff, o que só me enche de alegria.
10. Entrar no Coral da PUC.
Engavetei TOTAL Até porque meu professor de canto começou a ficar ocupado DEMAIS (é o problema de ter aula com os melhores) e teve que abandonar o projeto voluntário do qual eu participava.. Mas um dia eu ainda volto a cantar. O que me consola é que, das atividades que eu faço, é a que menos sente os efeitos da idade. Talvez eu deixe de ser soprano, mas não tenho nada contra contraltos.
E os seus planos? Me conta o que aconteceu com eles! Deixa nos comentários ou conta no seu blog e me deixa o link! Beijos a todos.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Direto do meme da Liciane
Porque eu sou copiona.
1- Qual a cor do seu cabelo? (que vc usa) Castanho o mais avermelhado que eu conseguir.
2- Liso, crespo, ou ondulado? Liso até a metade, ondulado nas pontas.
3- A cor dos seus olhos? Castanho escuros.
4- A sua altura? 1,75
5- Peso? 90 kg
6- Já foi gorda(o)? Nunca deixei de ser, só mudaram as gradações.
7- Que cores vc mais gosta de vestir? Preto, roxo, vermelho.
8- Vc prefere roupa justa ou larga? jeans ou moleton? Folgada sem ser larga demais. Jeans. Moleton em gorda é suicídio estético.
9- Para as mulheres, salto alto ou baixo? Para as mulheres altos. Para mim e meus ligamentos, baixo.
10- Para os homens, tênis ou sapato? Depende do homem, mas em geral prefiro sapato.
11- Que gênero de filme vc prefere? Estranhos.
12- Gosta mais de musicas lentas ou agitadas? Depende de pra que.
13- Vc toca algum instrumento? Derbake e daff. Mas tocar não é bem a palavra. Eu tento.
14- Vc tem irmãos? Uma. Oito anos mais velha.
15- Diga um prato saboroso que vc sabe fazer. Lasanha verde aos dois molhos.
16 -Vc gosta mais de doce ou salgado? Doce. Mas sou diabética
17- Vc gosta de dançar? Loucamente
18- Sente saudade de quê/quem? Do meu pai. Da minha mãe e da minha irmã. Da minha sobrinha. De alguns dos meus melhores amigos que moram em São Paulo, no Rio, em Brasília.
19- Chocolate branco ou preto? Preto.
20- Inverno ou verão? Nah, primavera e outono.
21- Vc prefere solidão ou multidão? Solidão a dois. Ou três. No máximo uns cinco.
22- Sorvete ou pipoca? SORVETE.
23- Refrigerante ou suco? Que sabor? Suco. Abacate com laranja.
24- Filme em casa ou no cinema? Cinema.
25- Vc chora com facilidade? Sim.
26- Qual foi o primeiro blogueiro que começou freqüentar seu blog? Deus... qual deles? Acho que a Roberta Salgueiro.
27- Vc conhece pessoalmente alguém da blogosfera? Quem? A Roberta Salgueiro, a Luana Mello, o Rafael, a Ket, a Janahina, a Daiane Ribeiro, a Bellit, a Inkling, a Karina Iman, o Rodrigo Gurgel e espero não ter esquecido ninguém.
28- Quais blogueiros moram na mesma cidade ou próximo a vc? A Daiane, a Liciane, a Bellit e a Ket.
29- Se vc ganhasse na mega, diga 10 coisas que vc faria/compraria!!!
1. Instrumentos musicais árabes superprofissionais.
2. Muitos vestidos fantásticos para dançar.
3. Um apartamento amplo no Bom Fim.
4. Móveis que eu escolhesse para esse apartamento.
5. Um carrinho, que ninguém é de ferro.
6. Muitas passagens Brasilia-Porto Alegre, Salvador - Porto Alegre, Porto Alegre - São Paulo para ver meus amigos e meus amigos me verem.
7. Abriria uma casa de espetáculos árabes em Porto Alegre, com toda prioridade para o conforto das bailarinas.
E quem disse que depois de tudo isso ainda sobra dinheiro?
1- Qual a cor do seu cabelo? (que vc usa) Castanho o mais avermelhado que eu conseguir.
2- Liso, crespo, ou ondulado? Liso até a metade, ondulado nas pontas.
3- A cor dos seus olhos? Castanho escuros.
4- A sua altura? 1,75
5- Peso? 90 kg
6- Já foi gorda(o)? Nunca deixei de ser, só mudaram as gradações.
7- Que cores vc mais gosta de vestir? Preto, roxo, vermelho.
8- Vc prefere roupa justa ou larga? jeans ou moleton? Folgada sem ser larga demais. Jeans. Moleton em gorda é suicídio estético.
9- Para as mulheres, salto alto ou baixo? Para as mulheres altos. Para mim e meus ligamentos, baixo.
10- Para os homens, tênis ou sapato? Depende do homem, mas em geral prefiro sapato.
11- Que gênero de filme vc prefere? Estranhos.
12- Gosta mais de musicas lentas ou agitadas? Depende de pra que.
13- Vc toca algum instrumento? Derbake e daff. Mas tocar não é bem a palavra. Eu tento.
14- Vc tem irmãos? Uma. Oito anos mais velha.
15- Diga um prato saboroso que vc sabe fazer. Lasanha verde aos dois molhos.
16 -Vc gosta mais de doce ou salgado? Doce. Mas sou diabética
17- Vc gosta de dançar? Loucamente
18- Sente saudade de quê/quem? Do meu pai. Da minha mãe e da minha irmã. Da minha sobrinha. De alguns dos meus melhores amigos que moram em São Paulo, no Rio, em Brasília.
19- Chocolate branco ou preto? Preto.
20- Inverno ou verão? Nah, primavera e outono.
21- Vc prefere solidão ou multidão? Solidão a dois. Ou três. No máximo uns cinco.
22- Sorvete ou pipoca? SORVETE.
23- Refrigerante ou suco? Que sabor? Suco. Abacate com laranja.
24- Filme em casa ou no cinema? Cinema.
25- Vc chora com facilidade? Sim.
26- Qual foi o primeiro blogueiro que começou freqüentar seu blog? Deus... qual deles? Acho que a Roberta Salgueiro.
27- Vc conhece pessoalmente alguém da blogosfera? Quem? A Roberta Salgueiro, a Luana Mello, o Rafael, a Ket, a Janahina, a Daiane Ribeiro, a Bellit, a Inkling, a Karina Iman, o Rodrigo Gurgel e espero não ter esquecido ninguém.
28- Quais blogueiros moram na mesma cidade ou próximo a vc? A Daiane, a Liciane, a Bellit e a Ket.
29- Se vc ganhasse na mega, diga 10 coisas que vc faria/compraria!!!
1. Instrumentos musicais árabes superprofissionais.
2. Muitos vestidos fantásticos para dançar.
3. Um apartamento amplo no Bom Fim.
4. Móveis que eu escolhesse para esse apartamento.
5. Um carrinho, que ninguém é de ferro.
6. Muitas passagens Brasilia-Porto Alegre, Salvador - Porto Alegre, Porto Alegre - São Paulo para ver meus amigos e meus amigos me verem.
7. Abriria uma casa de espetáculos árabes em Porto Alegre, com toda prioridade para o conforto das bailarinas.
E quem disse que depois de tudo isso ainda sobra dinheiro?
terça-feira, novembro 24, 2009
Voltando ao mundo virtual - sem culpa
Minha famigerada prova foi ontem. Fácil não é a palavra adequada, mas eu diria que foi um dos exames mais justos que eu já realizei na vida. Caiu exatamente o que eles pediram para estudar (e que eu estudei muito muito muito muito muito), incluindo o meu raciocínio sobre os conceitos. Se eu não passei, é porque estou ficando burra mesmo, não tem jeito. Vai ficar nas mãos Daquele que rege minha vida mesmo, como sempre.
A boa novidade é que fui cercada de gentileza por todos os lados - e isso não é pouco no meio acadêmico.
Ia ficar hospedada na casa da mãe de uma amiga, que já conhecia, mas com quem não tinha muita intimidade. Aí, para minha surpresa, fui recebida pelo filho da minha amiga. Um anjinho ruivo chamado Bruno que me fez todas as honras, me apresentou a casa e a cidade, me emprestou o melhor travesseiro do mundo para dormir e conversou comigo até eu descobrir o quanto ele era uma pessoa maravilhosa e ficar mais calma. No dia da prova, não contente em me mostrar como chegar, ele foi comigo até a porta do prédio e eu fui obrigada a dizer: "agora só falta você entrar e fazer a prova por mim!" Olha, não que a gente não saiba, mas é muito bom relembrar que ainda existem pessoas maravilhosas neste mundo.
Durante a prova, não foi diferente. As pessoas que encontrei (algumas mestrandas daquela universidade, fazendo seleção para o doutorado) foram superqueridas e me forneceram informações importantes. Fiquei feliz em saber que existe um curso que valoriza mais os estudos literários que a linguistica (passei a vida ouvindo que os linguistas são os cientistas da língua e nós somos o resto). Minha potencial orientadora também foi de uma gentileza rara no meio. Em suma, toda a experiência foi muito legal.
Agora, me dei férias até sair o resultado ou o final do ano, o que acontecer depois. ^_^
Minha mãe está se mudando para Porto Alegre e vou aproveitar o tempo para fazer a mudança dela, estudar MUITO música e dança e claro, escrever em blogs.
É isso. Estou aliviada por ter feito o melhor que podia. Tô feliz.
A boa novidade é que fui cercada de gentileza por todos os lados - e isso não é pouco no meio acadêmico.
Ia ficar hospedada na casa da mãe de uma amiga, que já conhecia, mas com quem não tinha muita intimidade. Aí, para minha surpresa, fui recebida pelo filho da minha amiga. Um anjinho ruivo chamado Bruno que me fez todas as honras, me apresentou a casa e a cidade, me emprestou o melhor travesseiro do mundo para dormir e conversou comigo até eu descobrir o quanto ele era uma pessoa maravilhosa e ficar mais calma. No dia da prova, não contente em me mostrar como chegar, ele foi comigo até a porta do prédio e eu fui obrigada a dizer: "agora só falta você entrar e fazer a prova por mim!" Olha, não que a gente não saiba, mas é muito bom relembrar que ainda existem pessoas maravilhosas neste mundo.
Durante a prova, não foi diferente. As pessoas que encontrei (algumas mestrandas daquela universidade, fazendo seleção para o doutorado) foram superqueridas e me forneceram informações importantes. Fiquei feliz em saber que existe um curso que valoriza mais os estudos literários que a linguistica (passei a vida ouvindo que os linguistas são os cientistas da língua e nós somos o resto). Minha potencial orientadora também foi de uma gentileza rara no meio. Em suma, toda a experiência foi muito legal.
Agora, me dei férias até sair o resultado ou o final do ano, o que acontecer depois. ^_^
Minha mãe está se mudando para Porto Alegre e vou aproveitar o tempo para fazer a mudança dela, estudar MUITO música e dança e claro, escrever em blogs.
É isso. Estou aliviada por ter feito o melhor que podia. Tô feliz.
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sábado, novembro 14, 2009
Cotidiano
A diferença entre teoria da literatura e teoria literária. Crítica literária. História literária. As características da lírica moderna. Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé. Literariedade, intenção, representação, recepção. A sociedade burguesa e o surgimento do romance. A mudança de pessoa na poesia lírica. Defoe, Richardson e Fielding. Estilo, história e valor literários.
Enfim, estou com essa loucura toda na cabeça por isso não estou escrevendo sobre mais nada. Em duas semanas é a prova, eu volto a ser gente de novo e, consequentemente, a escrever.
Beijos saudosos.
Enfim, estou com essa loucura toda na cabeça por isso não estou escrevendo sobre mais nada. Em duas semanas é a prova, eu volto a ser gente de novo e, consequentemente, a escrever.
Beijos saudosos.
sábado, novembro 07, 2009
Diálogo surreal na casa dos nerds
-Olha, o policial índio do Twin Peaks! Fazendo papel de... policial índio...
-Twin é gêmeo, né?
-É.
-Porcos gêmeos?
-Que porcos, de onde você tirou esses porcos?
-Não é Twin Pigs?
-Hahahahahaha!!! P E A K S. Picos gêmeos. É o nome do lugar.
-Ah, tipo Dois Irmãos.
-Isso. Zomenos.
-Hahahaha! Mas dava uma ótima camiseta. Com os porquinhos e embaixo escrito: Twin Pigs!
-...
-Twin é gêmeo, né?
-É.
-Porcos gêmeos?
-Que porcos, de onde você tirou esses porcos?
-Não é Twin Pigs?
-Hahahahahaha!!! P E A K S. Picos gêmeos. É o nome do lugar.
-Ah, tipo Dois Irmãos.
-Isso. Zomenos.
-Hahahaha! Mas dava uma ótima camiseta. Com os porquinhos e embaixo escrito: Twin Pigs!
-...
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