Hoje eu saí feliz e risonha pela rua. Porque eu fiz minha aula de daff. Toda vez que eu faço aula com o Tuerlinckx é uma benção, porque ele é assim, essa pessoa tão especial. Esse músico tão excepcional, esse professor habilidoso. E, de uma maneira ou de outra, fazemos música - e essa é uma experiência que me deixa muito bem.
Todas as aulas dele me deixam um pouco melhor do que fui - e não falo em técnicas. Fico uma pessoa melhor. De verdade.
(Falando assim, parece que tenho uma paixão secreta pelo moço. E tenho mesmo. Só que não é lá muito secreta. Ele sabe, meu marido sabe, todo mundo sabe. Eu e todas as bailarinas do Rio Grande, ué. Afinal,além de tudo, ele é gatinho pra caraleo.)
Também me sinto assim quando faço aulas com a Daiane. Com ela não tem aulinha. Com a Dai cada aula é uma experiência excepcional com seu corpo e com a música árabe. É viver arte. É magnifico. Desnecessário dizer a pessoa fora de série que ela é e o quanto tudo isso também está no meu processo de transformação.
Com a Sayonara não é diferente. Ninguém consegue fazer aulas com ela. A gente faz vivência. Vivencia-se a vida cigana. Não por acaso, mudou tudo na minha vida depois da Casa Z. (Trans)mutação pura - e quem a conhece sabe que isso não se resume ao palco e à sala de aula. Enfim.
Arte me transforma, arte me faz melhor, arte me faz sentir viva.
Seria tão bom se eu pudesse ter na universidade professores de literatura tão bons quantos meus professores de dança e música. Na verdade, tenho e tive. Mas conta-se nos dedos. São inúmeros os burocratas que trabalham com arte apenas pelo salariozinho no final do mês.
Será que é porque os acadêmicos não vivem (no caso, não escrevem) a arte que fazem? Para mim é mistério. E para você?
quarta-feira, agosto 25, 2010
domingo, agosto 08, 2010
Meu bar, meu lar - a história do Souq Pub, o melhor point árabe que essa cidade já teve

Então, eu falei desse lugar muitas vezes nesse blog. O Souq Pub era o ponto de encontro do povo que ama cultura árabe em Porto Alegre, uma casa gostosa e aconchegante na Ramiro Barcelos, onde nos reuníamos para fumar shisha, tomar cerveja, comer petiscos árabes, dançar, conversar e fazer planos mirabolantes.
Mas o lugar fechou. O Rafa foi com a Anisah para o Oriente Médio e hoje em dia a casa está para alugar.
É sempre chato quando um lugar legal fecha em Porto Alegre, que é tão carente de lugares legais para gente de gosto fora do comum. Mas com o Souq a coisa foi um pouco mais séria. Não é todo dia que o dono do bar é seu chapa - não, ele não apenas te conhece do balcão e do caixa, ele tem os mesmos interesses, os mesmos gostos, viajou para os lugares que você gostaria de conhecer e trouxe as coisas que decoram aquele espaço tão gostoso.

O Rafa é um cara muito legal e todos sentimos saudade dele. E da Anisah (Vanessa, pros da casa), que além de uma bailarina deliciosa é um amor de pessoas. Uma menina querida de Pelotas, inteligente, espirituosa, geminiana, amiga e divertida. Um doce de coco que PoA perdeu para condições melhores de trabalho.
Além de frequentar o bar, por um bom tempo eu fiz aulas de dança com a Daiane Ribeiro lá, às tardes. Depois era só descer, pedir uma shisha, tomar uma cervejinha, botar as fofocas em dia.
DAIANE RIBEIRO:Muito mais que mestra e uma das melhores raqsas que já conheci, amiga de todas as horas. Que me entende como só podem as geminianas...
Nunca antes e nunca depois eu me senti tão bem num estabelecimento comercial (ok, comercial era quase modo de dizer...), tão à vontade. Não me preocupava em me produzir, não me preocupava com a conta (se gastasse mais do que tinha no bolso, acertava com o Rafa na vez seguinte - era um pacto de confiança,ele nunca fez cara feia, eu jamais deixei de pagar), não me preocupava se as pessoas com quem eu marquei já tinham chegado ou não. Porque o Souq era um bar onde eu nunca ficava sozinha. Ainda que o nosso impagável Celso (o melhor preparador de shisha ever),o Rafa ou a Anisah não estivessem ou estivessem muito ocupados, eu podia simplesmente ficar num canto sozinha e curtir a trilha árabe (sempre excelente, graças ao bom gosto do Rafa).O Souq tinha um clima assim tão legal que uma mulher podia frequentá-lo tranquilamente sozinha, sem a possibilidade de ser importunada por algum bêbado ou coisa do tipo. Saudade grande da luz colorida naquelas paredes...

Outra coisa muito legal era a quantidade grande de eventos relacionados à musica e à dança. (Incrivelmente, tivemos shows internacionais espetaculares para quarenta pessoas... Porto Alegre é um ovo que gosta e faz tudo para permanecer isso mesmo: um ovo.)
Além disso, jamais haverá um lugar para as loucas dançarem com tanto conforto e liberdade. Instalações decentes para nos trocarmos,liberdade para fazer festas dançantes, para conferir CDs e DVDs que levávamos em reuniões de bailarinas. Uma quantidade boa (incrivelmente boa, em termos locais) de gente junta que respeitava e amava a arte.

Cartaz de um dos eventos, estrelado pela bela Anisah.
Foram tantas reuniozinhas para planejar shows (muitos que jamais se realizaram), trocar material, ver gente dançar/tocar, botar o papo em dia. As impagáveis festas de aniversário. Sou uma nostálgica irrecuperável, poderia escrever horas.
Meu aniver de 2009 - em azul, Zahira-Fernanda,grande dançarina e amiga baladi desse coraçãozinho baladi.
Amigo Grifo tem a teoria que o Souq era tão bom porque, mais do que estabelecimento comercial, era um lugar para reunir gente com interesses afins. E que por essas mesmas características acabou se tornando inviável financeiramente. Pode ser. Eu mal e mal consigo que me consolar com a idéia de que foi melhor desaparecer assim do que decair um dia.
No Souq, eu fortaleci a amizade com a Daiane e com a Zahira (Fer, pros de casa). Eu conheci o Tuerlinckx, primeiro como professor, depois como o amigo insubstituível que se tornou, pessoa de essencial importância na minha vida. E também o pessoal da casa (Rafa,Anisah e Celso), claro, o Gabriel (que fazia aula de derbake também,com o Rafa),o Grifo.
FABIANO TUERLINCKX:percussionista excepcional, professor e um dos amigos mais doces e generosos que o mundo me deu. Indispensável e insubstituível.
Dentro daquela casa eu ri, argumentei, falei bobagem, dancei, cantei, beijei, chorei, abracei muita gente por variados motivos. Foi um lugar que concentrou uma camada de emoções bem intensas para mim. O bar fechou, mas, enquanto eu estiver viva, sempre terá uma luzinha verde acesa em alguma fachada da minha memória.
terça-feira, agosto 03, 2010
Do mais santo dos remédios: o tempo
(Coisa que eu mais amo é quando essa merda dá pau e eu perco o post inteiro como há segundos. Ok, vamo lá de novo.)
Quem me conhece bem, sabe que não vivo sem os meus amigos. Sei que consigo suportar qualquer coisa com eles por perto, o resto eu não sei. Depois de velha admiti para mim mesma que meus amigos tem importância maior na minha vida que meus amores - salvo os raros casos em que os amores se tornaram amigos.
Sendo assim, adoro fazer amigos novos e reencontrar amigos. E se tem algo que me chateia, mas me chateia muito, é perder um amigo. (Até aprendi a administrar a situação com a idade, mas gostar também não é o caso.)
Pois que hoje foi um dia deveras supimpa, porque eu fiz uma coisa que realmente me dá muito prazer: recuperei um amigo.
Perdi a amizade do moço em questão porque esta se desenvolveu em conjunto a uma paixão mal-resolvida dos diabos. Como temos em comum a impulsividade e a passionalidade, deu uma merda bonita de se ver. Explodimos em gritos, lágrimas e ranger de dentes. Mexicano.
Enfim, o tempo passou e a paixão com ela. Mas a saudade do amigo com quem tenho grande afinidade e com quem me divirto muito permaneceu. Foi bom descobrir que, de alguma maneira, a recíproca era verdadeira. (Eu jurava que o moço ainda rosnava à menor menção do meu nome, quando na verdade éramos dois a nos espiar furtivamente na Internet.) Enfim, foi um troço bem bacana.
Essa transição de paixão pra amizade é uma coisa que traz inúmeras vantagens. Tipo como ser tia, que só pega os melhores flashes da maternidade.
Marido (namorado/amante/whatever) eu só posso ter um por vez (e estou muito satisfeita com o meu, obrigada), amigos eu posso ter todos ao mesmo tempo agora!
Amizade não tem ciúme, não tem jogo, só levanta sua auto-estima. E a parte que eu mais gosto: havendo caráter dos dois lados, a tendência é que dure para sempre! (Que o digam meus amigos do Pleistoceno!)
Tá, não vou negar que uma amizade que tem um histórico romântico gera um tipo de afeto especial. Como costuma dizer meu primeiro grande amor (e um dos meus melhores amigos para todo sempre, arigatô Kami-sama!): "sempre teremos Paris". Mas é o tipo de diferencial que se dissipa com o tempo e não traz nenhum ônus nem risco. Acho que até pelo contrário: economiza muitas explicações.
Aproveito a oportunidade para ser piegas: meus grandes amigos espalhados por esse mundo, de todas as épocas, sejam os que nasceram meus irmãos ou os que se tornaram - amo MUITO LOUCAMENTE todos vocês! Cada um de vocês, a seu modo, é essencial na minha vida.
Ao moço em questão, caso ele leia este post: OKAERI NASAI! (Bem vindinho de volta, em japonês.^__^)
Quem me conhece bem, sabe que não vivo sem os meus amigos. Sei que consigo suportar qualquer coisa com eles por perto, o resto eu não sei. Depois de velha admiti para mim mesma que meus amigos tem importância maior na minha vida que meus amores - salvo os raros casos em que os amores se tornaram amigos.
Sendo assim, adoro fazer amigos novos e reencontrar amigos. E se tem algo que me chateia, mas me chateia muito, é perder um amigo. (Até aprendi a administrar a situação com a idade, mas gostar também não é o caso.)
Pois que hoje foi um dia deveras supimpa, porque eu fiz uma coisa que realmente me dá muito prazer: recuperei um amigo.
Perdi a amizade do moço em questão porque esta se desenvolveu em conjunto a uma paixão mal-resolvida dos diabos. Como temos em comum a impulsividade e a passionalidade, deu uma merda bonita de se ver. Explodimos em gritos, lágrimas e ranger de dentes. Mexicano.
Enfim, o tempo passou e a paixão com ela. Mas a saudade do amigo com quem tenho grande afinidade e com quem me divirto muito permaneceu. Foi bom descobrir que, de alguma maneira, a recíproca era verdadeira. (Eu jurava que o moço ainda rosnava à menor menção do meu nome, quando na verdade éramos dois a nos espiar furtivamente na Internet.) Enfim, foi um troço bem bacana.
Essa transição de paixão pra amizade é uma coisa que traz inúmeras vantagens. Tipo como ser tia, que só pega os melhores flashes da maternidade.
Marido (namorado/amante/whatever) eu só posso ter um por vez (e estou muito satisfeita com o meu, obrigada), amigos eu posso ter todos ao mesmo tempo agora!
Amizade não tem ciúme, não tem jogo, só levanta sua auto-estima. E a parte que eu mais gosto: havendo caráter dos dois lados, a tendência é que dure para sempre! (Que o digam meus amigos do Pleistoceno!)
Tá, não vou negar que uma amizade que tem um histórico romântico gera um tipo de afeto especial. Como costuma dizer meu primeiro grande amor (e um dos meus melhores amigos para todo sempre, arigatô Kami-sama!): "sempre teremos Paris". Mas é o tipo de diferencial que se dissipa com o tempo e não traz nenhum ônus nem risco. Acho que até pelo contrário: economiza muitas explicações.
Aproveito a oportunidade para ser piegas: meus grandes amigos espalhados por esse mundo, de todas as épocas, sejam os que nasceram meus irmãos ou os que se tornaram - amo MUITO LOUCAMENTE todos vocês! Cada um de vocês, a seu modo, é essencial na minha vida.
Ao moço em questão, caso ele leia este post: OKAERI NASAI! (Bem vindinho de volta, em japonês.^__^)
quinta-feira, julho 29, 2010
Férias - 2a. parte e outras cositas
Ainda são muitos os posts para colocar em dia, mas, enfim, a vida.
Depois do afofamento descrito, veio mais afofamento. Na sexta,fizemos a boa e velha "reuniãozinha do povo da ECA". Como estamos todos ficando muito velhos e comprometidos, apenas quatro compareceram: eu, Rê, Sabin e o grande Mestre, que nos "anfitriou". Fiz um jantarzinho, foi gostoso. O jeito como todos os meninos babaram no Rodriguinho (o filho do Mestre e da Rita, que não pode comparecer porque estava trabalhando) deixou explícita nossa idade provecta... hehe
Tirei pouquissimas fotos nessa viagem, porque não estava com câmera e a qualidade do celular é aquela coisa. Mas alguns registros tive que fazer, como da sobrinha mais linda do mundo (mesmo sem maquiagem, nem chapinha, nem glamoursh) e do fofo do cunhado dela.(Sim, eu tenho uma sobrinha casada. Daqui a pouco eu pisco e sou TIA-AVÓ. Ui.)


No sabadão fui pro Rio, para o casamento da Clara e do Fábio - que hoje são nossos amigos, mas tudo começou com uma amizade entre Clara e Maridón sobre uns assuntos alemães que tento traduzir até hoje.^_^
Peguei um lindo congestionamento de 4h na Dutra, por causa de uma carreta virada (vida de cigano é fogo, viu!) e fui direto afofar a amiga angolana Humberta.
Não tirei fotos do casamento, nem as publicaria, porque acho que é coisa de cada um, mas deixo com vocês algumas fotos espetaculares da igreja no Méier, segundo marido, a única basílica mourisca da América Latina.




Depois voltei para Sampa, afofei mais o Rê, afofei mais a Flávia, peguei umas coisinhas na 25 de Março (o que é o auto-controle da pessoa para não levar TUDO o que estava a um terço do preço porto alegrense><), tive o tradicional jantar com Meiko...
TIRASHIZUSHI DO SUSHI GUEN
Encontrei mais uma pessoa bem especial cuja foto não vou postar aqui porque não brinco com gente séria.^^ Mas pense num cara que tá chegando nos quarenta e ficando cada dia mais japonês... rsrs
Então voltei pra terrinha sob chuva torrencial e o vôo que ia chegar às 21h35 chegou`1h da manhã... Coisas dessa terra de clima inclemente. Chegando aqui, aproveitei o tempo livre para afofos nas pessoas queridas daqui, incluindo o povo de Santa Maria.
Dessa vez não deu para ir até Brasília, destino final do meu primeiro avião. (Juro que pensei em me esconder no banheiro...) O que não quer dizer que não tenha pensado muito em Rô Salgueiro...

Aqui uma fotinho do encontro do grupo Masala, do qual sou uma extensão tieteira.

Termino o post com umas imagenzinhas ótimas que achei quando limpava o celular para escrever esse texto.:)
JO E SEU FERNANDO
AMO MUITO!!!
MAMÃE VERSÂO SIMONE DE BEAUVOIR
EU E MEIKO EM GRAMADO, HÁ MUITO TEMPO
(Sorry pela disposição tosca das imagens, mas estas coisas ficam a cada dia mais complicadas de editar no Blogger...)
Depois do afofamento descrito, veio mais afofamento. Na sexta,fizemos a boa e velha "reuniãozinha do povo da ECA". Como estamos todos ficando muito velhos e comprometidos, apenas quatro compareceram: eu, Rê, Sabin e o grande Mestre, que nos "anfitriou". Fiz um jantarzinho, foi gostoso. O jeito como todos os meninos babaram no Rodriguinho (o filho do Mestre e da Rita, que não pode comparecer porque estava trabalhando) deixou explícita nossa idade provecta... hehe
Tirei pouquissimas fotos nessa viagem, porque não estava com câmera e a qualidade do celular é aquela coisa. Mas alguns registros tive que fazer, como da sobrinha mais linda do mundo (mesmo sem maquiagem, nem chapinha, nem glamoursh) e do fofo do cunhado dela.(Sim, eu tenho uma sobrinha casada. Daqui a pouco eu pisco e sou TIA-AVÓ. Ui.)


No sabadão fui pro Rio, para o casamento da Clara e do Fábio - que hoje são nossos amigos, mas tudo começou com uma amizade entre Clara e Maridón sobre uns assuntos alemães que tento traduzir até hoje.^_^
Peguei um lindo congestionamento de 4h na Dutra, por causa de uma carreta virada (vida de cigano é fogo, viu!) e fui direto afofar a amiga angolana Humberta.
Não tirei fotos do casamento, nem as publicaria, porque acho que é coisa de cada um, mas deixo com vocês algumas fotos espetaculares da igreja no Méier, segundo marido, a única basílica mourisca da América Latina.




Depois voltei para Sampa, afofei mais o Rê, afofei mais a Flávia, peguei umas coisinhas na 25 de Março (o que é o auto-controle da pessoa para não levar TUDO o que estava a um terço do preço porto alegrense><), tive o tradicional jantar com Meiko...
TIRASHIZUSHI DO SUSHI GUENEncontrei mais uma pessoa bem especial cuja foto não vou postar aqui porque não brinco com gente séria.^^ Mas pense num cara que tá chegando nos quarenta e ficando cada dia mais japonês... rsrs
Então voltei pra terrinha sob chuva torrencial e o vôo que ia chegar às 21h35 chegou`1h da manhã... Coisas dessa terra de clima inclemente. Chegando aqui, aproveitei o tempo livre para afofos nas pessoas queridas daqui, incluindo o povo de Santa Maria.
Dessa vez não deu para ir até Brasília, destino final do meu primeiro avião. (Juro que pensei em me esconder no banheiro...) O que não quer dizer que não tenha pensado muito em Rô Salgueiro...

Aqui uma fotinho do encontro do grupo Masala, do qual sou uma extensão tieteira.

Termino o post com umas imagenzinhas ótimas que achei quando limpava o celular para escrever esse texto.:)
JO E SEU FERNANDO
MAMÃE VERSÂO SIMONE DE BEAUVOIR(Sorry pela disposição tosca das imagens, mas estas coisas ficam a cada dia mais complicadas de editar no Blogger...)
sábado, julho 24, 2010
Você fica constrangida quando te deixam sozinha conversando com uma pessoa que você não conhece?
Em geral, não. Minha tendência natural é falar com os cotovelos e quebrar o gelo sem dificuldades.
Só vou ficar constrangida se a pessoa for daquelas que responde com monossílabos e não demonstra o menor interesse pela sua conversa. Mesmo sabendo que provavelmente ela está mais constrangida que eu, isso me desconcerta.
quinta-feira, julho 22, 2010
Saudades felinas

Para viagens, compras, telefonemas, jantares, casamentos, existe dinheiro e cartões de débito e crédito.
Mas acordar às sete da manhã com as duas gatinhas mais charmosas do mundo ronronando de saudade (uma no seu quadril, a outra no seu braço) NÃO TEM PREÇO!!!
Não tem amorsh mais puro e incondicional que amor de gato!
(Já já retorno com as histórias da segunda parte da vaigem, anotações de aeroporto e algumas fotos, assim como com os posts todos que devo. Calma, tô chegando. Peguei quatro horas e meia de atraso no vôo ontem por conta do mau tempo.><)
sexta-feira, julho 16, 2010
Friozinho, aconchego e as coisas na vida que realmente importam
Então, povo, finalmente a pessoa conseguiu sair de férias. Claro que naquele esquema: o último ensaio acadêmico para ser escrito na noite de domingo, embarque segunda às 14h50.
Consegui parar para escrever as 23h (quem me conhece sabe que rendo mais à noite), trabalhei até as 5h30 da manhã, quando tive que fazer uma pausa por problemas técnicos e tirei um cochilo. (Valeu CEEE!><) Reiniciei às 7h, terminei às 11h, revisei e mandei para a divina Cláudia entregar para mim. Ufa! Aí fui tomar um banho, terminar de arrumar as últimas coisas e aeroporto.
Uma chuva, uma chuva, uma chuva em Porto Alegre. Eu de botas, legging, saião, malhas de lâ como de costume. Enfim. Cheguei em São Paulo com 27o. e cozinhei! Que feliz! Bão, cheguei e já fui direto pras grota, digo, pra Cesário Lange que é onde a irmã mora atualmente e ficamos lá nos afofando. O telefone sem sinal.Bão.
Na quarta de manhã vim pra Sampa (porque cidade de 15 mil habitantes é essa beleza: ônibus pra Sampa às 7h e às 17h30. Só. Tive que acordar 6h sem a menor necessidade.:'()e passei a tarde afofando a Meiko. Almoçamos na Liberdade, comprei umas coisinhas, passamos na Fundação Japão (onde eu não ia há séculos, mas aquele lugar não muda, parou no tempo, até o cheiro do carpete é igualzinho) e tomamos um café na Cultura (o pior atendimento em cafés ever). Depois encontrei agente Scully, digo, a Flávia, amiga de muitos anos e melhor dentista do mundo para devolver ao mundo o que o lítio comeu - a integridade da minha arcada inferior. Depois fui pra casa dela afofar, afofar, afofar. Fiquei até ontem à noite, quando vim pra casa do Rê, o irmão que minha mãe não quis me dar, mas o mundo me deu assim mesmo e afofamos madrugada à dentro.
Hoje à noite devem aparecer mais dos meus amigos do Pleistoceno, digo, dos tempos de ECA-USP, para serem devidamente afofados. Adouro.
Sábado e domingo afofo pessoas no Rio e segunda a afofação paulista continua.
Tá friozinho aqui em Sampa (cerca de 13o., nada comparado com os 3o. que marido tá enfrentando em Porto Alegre, mas aqui é inverno...), mas não tem nada mais aconchegante do que ir seguindo por várias pessoas e encontrar pessoas que te amam de verdade, estão "tri a fim" de ver, te receber, saber da sua vida. A fofura dos abraços, os cabelos recém-curtinhos da minha irmã, os braços firmes da sobrinha, o tempo suspenso da Meiko, o sorriso cansado-feliz da Flávia, massagear as costas do meu irmão. Nada disso tem preço no mundo. Nessas horas, ainda que eu não amasse loucamente o que faço, valeria todo e qualquer sacrifício para poder viajar.
Amizade é um tipo de amor também. E estou para dizer para vocês, que é meu tipo de amor preferido. Que não cansa, não tem medo, nem fim, nem ameaça possível. Claro, mas só quando é de verdade.
Falando nisso, tem gente nessa terra que eu gostaria muito de ver/ter visto, mas que, apesar de eu ter avisado antes e tentar contato insistentemente, simplesmente sumiram sem deixar aviso. Isso me chateia muito. Manda um email e diz: "embolou o meio de campo, não vou conseguir te ver dessa vez, desculpe!" Eu compreendo. Mas fazer eu ficar procurando feito louca sem dar retorno, como diria amada sogra, "non se faz".
Enfim, tá bão. Volto para contar outras coisas.
E ratifico: não teria como estar melhor.
Consegui parar para escrever as 23h (quem me conhece sabe que rendo mais à noite), trabalhei até as 5h30 da manhã, quando tive que fazer uma pausa por problemas técnicos e tirei um cochilo. (Valeu CEEE!><) Reiniciei às 7h, terminei às 11h, revisei e mandei para a divina Cláudia entregar para mim. Ufa! Aí fui tomar um banho, terminar de arrumar as últimas coisas e aeroporto.
Uma chuva, uma chuva, uma chuva em Porto Alegre. Eu de botas, legging, saião, malhas de lâ como de costume. Enfim. Cheguei em São Paulo com 27o. e cozinhei! Que feliz! Bão, cheguei e já fui direto pras grota, digo, pra Cesário Lange que é onde a irmã mora atualmente e ficamos lá nos afofando. O telefone sem sinal.Bão.
Na quarta de manhã vim pra Sampa (porque cidade de 15 mil habitantes é essa beleza: ônibus pra Sampa às 7h e às 17h30. Só. Tive que acordar 6h sem a menor necessidade.:'()e passei a tarde afofando a Meiko. Almoçamos na Liberdade, comprei umas coisinhas, passamos na Fundação Japão (onde eu não ia há séculos, mas aquele lugar não muda, parou no tempo, até o cheiro do carpete é igualzinho) e tomamos um café na Cultura (o pior atendimento em cafés ever). Depois encontrei agente Scully, digo, a Flávia, amiga de muitos anos e melhor dentista do mundo para devolver ao mundo o que o lítio comeu - a integridade da minha arcada inferior. Depois fui pra casa dela afofar, afofar, afofar. Fiquei até ontem à noite, quando vim pra casa do Rê, o irmão que minha mãe não quis me dar, mas o mundo me deu assim mesmo e afofamos madrugada à dentro.
Hoje à noite devem aparecer mais dos meus amigos do Pleistoceno, digo, dos tempos de ECA-USP, para serem devidamente afofados. Adouro.
Sábado e domingo afofo pessoas no Rio e segunda a afofação paulista continua.
Tá friozinho aqui em Sampa (cerca de 13o., nada comparado com os 3o. que marido tá enfrentando em Porto Alegre, mas aqui é inverno...), mas não tem nada mais aconchegante do que ir seguindo por várias pessoas e encontrar pessoas que te amam de verdade, estão "tri a fim" de ver, te receber, saber da sua vida. A fofura dos abraços, os cabelos recém-curtinhos da minha irmã, os braços firmes da sobrinha, o tempo suspenso da Meiko, o sorriso cansado-feliz da Flávia, massagear as costas do meu irmão. Nada disso tem preço no mundo. Nessas horas, ainda que eu não amasse loucamente o que faço, valeria todo e qualquer sacrifício para poder viajar.
Amizade é um tipo de amor também. E estou para dizer para vocês, que é meu tipo de amor preferido. Que não cansa, não tem medo, nem fim, nem ameaça possível. Claro, mas só quando é de verdade.
Falando nisso, tem gente nessa terra que eu gostaria muito de ver/ter visto, mas que, apesar de eu ter avisado antes e tentar contato insistentemente, simplesmente sumiram sem deixar aviso. Isso me chateia muito. Manda um email e diz: "embolou o meio de campo, não vou conseguir te ver dessa vez, desculpe!" Eu compreendo. Mas fazer eu ficar procurando feito louca sem dar retorno, como diria amada sogra, "non se faz".
Enfim, tá bão. Volto para contar outras coisas.
E ratifico: não teria como estar melhor.
sábado, julho 10, 2010
O inferno são os outros
(Como diria a divina Cláudia, famosa frase de um homem que todo mundo cita, mas ninguém leu. Eu inclusive.)
Só porque nessa madrugada fiquei pensando que nesses tempos tão líquidos de medo, acomodação e egoísmo, a amizade humana caminha na beira do precipício do impossível. O dedo apontado é gatilho mais fácil que o diálogo.
Aí me bateu uma dúvida.
Nesse contexto, o que é mais comum:
- Acusar, julgar e executar no outro tudo que o instabiliza no seu ponto de conforto.
OU
- Cobrar comportamentos (em geral, incondicionais)do outro que você nunca foi capaz de ter/oferecer?
Qual sua opinião? Qual será o segredo de tostines?
Só porque nessa madrugada fiquei pensando que nesses tempos tão líquidos de medo, acomodação e egoísmo, a amizade humana caminha na beira do precipício do impossível. O dedo apontado é gatilho mais fácil que o diálogo.
Aí me bateu uma dúvida.
Nesse contexto, o que é mais comum:
- Acusar, julgar e executar no outro tudo que o instabiliza no seu ponto de conforto.
OU
- Cobrar comportamentos (em geral, incondicionais)do outro que você nunca foi capaz de ter/oferecer?
Qual sua opinião? Qual será o segredo de tostines?
sexta-feira, julho 09, 2010
Menos de um artigo... - hinos de louvor rumo às férias
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Pare um pouquinho, twitte um pouquinho...
Menos de um artigo
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Pare um pouquinho, blogue um pouquinho...
Menos de um artigo...
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quarta-feira, julho 07, 2010
Cinco bailarinas brasileiras fonte de inspiração?
Pelo tipo de pergunta, imagino que seja apenas da DV, né?
Entonces (ordem aleatória):
Daiane RIbeiro
Karina Iman
Viviane Amaral
Samya Ju
Luana Mello
Na dança cigana, no Brasil pelo menos, minhas referências continuam sendo Sayonara Linhares e Caroline Klipel.
segunda-feira, julho 05, 2010
Correria
Eu para sumir não pago imposto, né? Pois então.
É que estou me preparando para partir para a Paulicéia. (Que língua do P dos infernos!!!) Para tanto, preciso terminar os infindáveis artiguinhos que mantém minha bolsa CAPES na conta. Portanto, corro. Portanto, não escrevo.
Tenho um post para escrever sobre o fim do meu bar preferido que já tá ficando histórico.
Um post sobre marido. Um post sobre mim. Tudo na cachola.
Sem tempo.
Mas eu volto. E vê se não deixam meu formspring tão às moscas, né? Ele é curtinho, dá tempo de eu responder.
Beijocas gerais!
É que estou me preparando para partir para a Paulicéia. (Que língua do P dos infernos!!!) Para tanto, preciso terminar os infindáveis artiguinhos que mantém minha bolsa CAPES na conta. Portanto, corro. Portanto, não escrevo.
Tenho um post para escrever sobre o fim do meu bar preferido que já tá ficando histórico.
Um post sobre marido. Um post sobre mim. Tudo na cachola.
Sem tempo.
Mas eu volto. E vê se não deixam meu formspring tão às moscas, né? Ele é curtinho, dá tempo de eu responder.
Beijocas gerais!
terça-feira, junho 29, 2010
Sobre a festa de aniversário mais bacana da história
Tá aqui.
Porque eu não queria escrever dois posts sobre o mesmo assunto.
Porque eu não consigo inserir vídeos nessa bagaça do meu computador.
E porque minhas amigas são as melhores.
Porque eu não queria escrever dois posts sobre o mesmo assunto.
Porque eu não consigo inserir vídeos nessa bagaça do meu computador.
E porque minhas amigas são as melhores.
sábado, junho 12, 2010
Felinidade

Uma gata na cadeira, pelugem preta com olhar lânguido, de onde corre o fio suave de um amor espesso como mel. A gata me olha e eu me olho por dentro, a gata me ama e amando a gata eu me amo, seu outro tempo me transporta para eu desacelerar. Gato é espelho ativo e não virtual. O didentro do gato é uma enzima espiritual com intenção.

Mas além de olhar, o felino pode atuar como os bebês e tocar diretamente. Dormir nas tuas costas e ligar o "vibrar". Uma bolinha de pêlos ronronando na tua pele é mais eficiente que uma banheira de hidromassagem para dissipar tensões emocionais e acadêmicas.
Uma gata-menina te olha, te cutuca, mia fininho, te chama a atenção para um outro mundo. Pula, rola, puxa com a patinha, exige teu carinho. E te leva. Caroll se enganou: são os gatos, e não os coelhos, a chave para o País das Maravilhas. Cortázar já sabia. Murakami também.
Aí te deixa umas cicatrizes, que te levam de voltam ao mundo dos humanos e te lembram: a vida não é inofensiva, mas é muito boa.

Gatos te namoram como voluptuosas damas, te brincam como crianças e gatos podem ser magos. Eles te olham/ desvendam/ escaneiam. E se tu passares no teste, talvez eles te adotem. Um gato te ajuda, mas não quando tu queres- só no exato momento/ lugar/ modo que precisas. Eles são muito ocupados transformando energias, protegendo lugares e brincando para transmutarem tudo isso para ficarem satisfazendo teu capricho humano de atenção. Um gato não tem tempo a perder.
Parece que bailarinas gostam de gatos. Mentira. Bailarinas tomam aulas com eles. Gatos são estéticos, objetos de arte em movimento, são a essência de nossa arte. A mais exímia dançarina mal chega aos pés da leveza e da graça que um gato gordo, velho e caolho consegue ter ao beber água...
O povo comenta que todas as feiticeiras têm gatos e então se sabe que eles não entendem nada. Ninguém tem um gato. O bichano te adota ou não, ponto pacífico. E se tu fores mal intencionado, talvez tenhas a sorte de ser ignorado por eles - porque eu tenho pena de quem eles atacam.
Mas como eu dizia, feiticeiros não tem gatos. Na verdade, os gatos são os mecenas energéticos de qualquer bruxo. Energia que cura, que permite a eles atuar no mundo, que os bota em pé de novo. Não se iludam com a aparência de sono preguiçoso.
Por isso, como aprendi a feminilidade um dia, hoje sou aprendiz de felinidade. E essa é minha homenagem aos meus pequenos mestres.
segunda-feira, junho 07, 2010
Rápidas observações sobre astrologia e migo mesma
Entonces, comecei a pegar os mapas de uns amigos para fazer. Não tô numa de tirar uns trocos não, tenho consciência da minha condição de astróloga de meia-pataca. Faço só para eles pegarem o gosto e depois procurarem um astrólogo de verdade. Porque é uma delícia e relaxa. E porque é um meio muito legal de se conhecer.
O mais divertido é que marido entra na brincadeira, ele sabe mais do que eu (sobre o que raios nesse mundo ele não sabe mais do que eu?) e tem as bibliografias, fica me ajudando. Agora cismamos de fazer os mapas da família dele, a mãe mais os seis irmãos. Vai dar uma trabalheira insana, mas vai ser divertido. Fiz o da minha mãe ontem e fiquei de espinha gelada. Enfim.
Falando em auto-conhecimento, tô levando esse negócio a sério barbaridade, exatamente como minha primeira astróloga (saudosa Wanda, feliz esteja na dimensão que estiver!) disse que eu deveria fazer se quisesse que minha vida seguisse o rumo certo de alguma maneira. Sol na casa 1, quase todos os planetas nos dois primeiros quadrantes (do inconsciente). Essas coisas. Está sendo muito legal, pena que é impossível se aprofundar nesses lances num blog público.
Para terminar, hoje foi aniversário da amada Daiane Ribeiro e eu fui. Fui e dancei. Nenhuma das alunas quis dançar, mas eu ganhei uma cara de pau a toda prova e fui lá e dancei num restaurante cheio de gente que não era convidada e dane-se. Não, não tinha ensaiado, nem preparado. Nem mesmo estudado - não estudo música árabe há tempos. A música era do CD da Daiane, uma ghawazee com rababa que eu conhecia vagamente. Figurino - galabia e botas, roupa que eu uso pra sair normalmente. Cobertinha da cabeça aos pés. ^^ Minha única preparação foi passar o batom de novo e amarrar um lenço no quadril. Só.
Quer saber? Foi ótimo.
Se eu dancei bem? Não faço idéia, não vi o vídeo. Mas eu senti prazer dançando. Eu não estava envergonhada. Eu não me auto-critiquei. Eu não tive a sensação de estar fazendo o mesmo movimento por séculos. Eu não me acelerei. Eu simplesmente dancei porque sou livre para isso. E me sinto cada vez mais confortável dentro da minha pele. E devo repetir muitas vezes.
Feedback? Bom a profe não disse nem uma palavra, então não deve ter sido nenhum prodígio técnico. As amigas elogiaram, o que é relativamente normal. A dona libanesa do restaurante também elogiou, perguntou se eu era professora e tals. Claro que pode ser papo para conquistar simpatia de cliente, né? Eles são cultural e secularmente muito bons nisso. Ela disse que eu dançava como uma egípicia. E eu fiquei me perguntando se, vindo de uma libanesa, isso era realmente um elogio...rsrs
Quando e se vier o vídeo, eu posto no wordpress. Seja qual for o resultado, para mim foi um avanço.
E boa noite porque amanhã eu tenho um milhão de coisas pra fazer!
O mais divertido é que marido entra na brincadeira, ele sabe mais do que eu (sobre o que raios nesse mundo ele não sabe mais do que eu?) e tem as bibliografias, fica me ajudando. Agora cismamos de fazer os mapas da família dele, a mãe mais os seis irmãos. Vai dar uma trabalheira insana, mas vai ser divertido. Fiz o da minha mãe ontem e fiquei de espinha gelada. Enfim.
Falando em auto-conhecimento, tô levando esse negócio a sério barbaridade, exatamente como minha primeira astróloga (saudosa Wanda, feliz esteja na dimensão que estiver!) disse que eu deveria fazer se quisesse que minha vida seguisse o rumo certo de alguma maneira. Sol na casa 1, quase todos os planetas nos dois primeiros quadrantes (do inconsciente). Essas coisas. Está sendo muito legal, pena que é impossível se aprofundar nesses lances num blog público.
Para terminar, hoje foi aniversário da amada Daiane Ribeiro e eu fui. Fui e dancei. Nenhuma das alunas quis dançar, mas eu ganhei uma cara de pau a toda prova e fui lá e dancei num restaurante cheio de gente que não era convidada e dane-se. Não, não tinha ensaiado, nem preparado. Nem mesmo estudado - não estudo música árabe há tempos. A música era do CD da Daiane, uma ghawazee com rababa que eu conhecia vagamente. Figurino - galabia e botas, roupa que eu uso pra sair normalmente. Cobertinha da cabeça aos pés. ^^ Minha única preparação foi passar o batom de novo e amarrar um lenço no quadril. Só.
Quer saber? Foi ótimo.
Se eu dancei bem? Não faço idéia, não vi o vídeo. Mas eu senti prazer dançando. Eu não estava envergonhada. Eu não me auto-critiquei. Eu não tive a sensação de estar fazendo o mesmo movimento por séculos. Eu não me acelerei. Eu simplesmente dancei porque sou livre para isso. E me sinto cada vez mais confortável dentro da minha pele. E devo repetir muitas vezes.
Feedback? Bom a profe não disse nem uma palavra, então não deve ter sido nenhum prodígio técnico. As amigas elogiaram, o que é relativamente normal. A dona libanesa do restaurante também elogiou, perguntou se eu era professora e tals. Claro que pode ser papo para conquistar simpatia de cliente, né? Eles são cultural e secularmente muito bons nisso. Ela disse que eu dançava como uma egípicia. E eu fiquei me perguntando se, vindo de uma libanesa, isso era realmente um elogio...rsrs
Quando e se vier o vídeo, eu posto no wordpress. Seja qual for o resultado, para mim foi um avanço.
E boa noite porque amanhã eu tenho um milhão de coisas pra fazer!
sexta-feira, junho 04, 2010
Todos cantam sua terra
Era o título de um dos "Poemas no Ônibus" no veículo me trouxe de volta da livraria Cultura, hoje à tarde.
Imediatamente me veio à cabeça: "Menos os ciganos, que preferem cantar sua liberdade!"
Como é fácil a gente se afeiçoar a uma cultura não imperialista e sem laços, né?
Imediatamente me veio à cabeça: "Menos os ciganos, que preferem cantar sua liberdade!"
Como é fácil a gente se afeiçoar a uma cultura não imperialista e sem laços, né?
quinta-feira, junho 03, 2010
Um mundo rigoroso
Sim, esta postagem parecerá babaca para muitos de vocês, hermética para outros tantos.
Nem por isso posso deixar de escrevê-la.
Estamos num mundo de energia. Não, isso não é mistíco. Isso é física pura. Pergunte para quem realmente entende. Não para o seu filho da oitava série que venceu a maratona de física, mas para um mestre ou doutor no negócio, de preferência que estude partículas subatômicas. E os espaços entre elas, que constitui cerca de 99,9% do que a gente chama de universo. Falo sério, pode botar no Google se quiser.
Enfim, num mundo que é feito de tanta coisa que não é matéria, desculpas e argumentações não são muito eficientes. É um mundo de ação - e reação. Não é uma situação onde ficar argumentando o que é certo ou errado - que no fundo, você sabe, sempre sabemos - ou os motivos que você teve para deixar de fazer algo por si mesmo ou para fazer algo que prejudicou alguém de alguma maneira não valem quase nada. O que vai é o que volta, por isso é interessante que você queira para você o que joga por aí. Parece moral cristã, mas é muito mais amplo do que isso.
Sua racionalidade pode até querer chamar isso de fanatismo. Mas a verdade é que isso tem pouco ou nada a ver com religião. Tem mais a ver com os anos que a gente passa na Terra, se observa bem ao redor. Muitos preferem passar seu tempo entorpecidos e não ver nada, claro.
Costumo dizer, para os íntimos, que é mais ou menos como a lei da gravidade. Não importa o nome que você dê ou se prefere não acreditar nela. Você não vai dançar de ponta-cabeça no forro do mesmo jeito.
Porque estou postando isso aqui? Porque sim, porque o blog é meu, oras.
E também porque pode ser útil para alguém.
Não que eu queira convencer alguém de alguma coisa. Se fosse isso, saía pela rua pregando. Só entra aqui quem me (re)conhece.
E olha, não adianta vir com: ih, sou todo errado, já fiz um monte de bosta, tô fudido. Realmente - e os árabes tinham um ditado excelente para isso, que agora me foge - ninguém tem poder de mudar o passado. Mas o que você vai fazer no segundo que tá vindo aí, olha, você continuou lendo e já passou, é inteiramente da sua conta.
Consciência de si mesmo nunca é perda de tempo. Porque com as consequências vamos arcar de qualquer maneira, o contrato onde está a clausula dizendo que só funciona se você acredita não existe. Eu, particularmente, não ganho nem perco nada se você acredita ou não, se testa ou não, se observa ou não.
Eu só estou velha demais para não dizer o que penso.
Excelente feriado a todos!
Nem por isso posso deixar de escrevê-la.
Estamos num mundo de energia. Não, isso não é mistíco. Isso é física pura. Pergunte para quem realmente entende. Não para o seu filho da oitava série que venceu a maratona de física, mas para um mestre ou doutor no negócio, de preferência que estude partículas subatômicas. E os espaços entre elas, que constitui cerca de 99,9% do que a gente chama de universo. Falo sério, pode botar no Google se quiser.
Enfim, num mundo que é feito de tanta coisa que não é matéria, desculpas e argumentações não são muito eficientes. É um mundo de ação - e reação. Não é uma situação onde ficar argumentando o que é certo ou errado - que no fundo, você sabe, sempre sabemos - ou os motivos que você teve para deixar de fazer algo por si mesmo ou para fazer algo que prejudicou alguém de alguma maneira não valem quase nada. O que vai é o que volta, por isso é interessante que você queira para você o que joga por aí. Parece moral cristã, mas é muito mais amplo do que isso.
Sua racionalidade pode até querer chamar isso de fanatismo. Mas a verdade é que isso tem pouco ou nada a ver com religião. Tem mais a ver com os anos que a gente passa na Terra, se observa bem ao redor. Muitos preferem passar seu tempo entorpecidos e não ver nada, claro.
Costumo dizer, para os íntimos, que é mais ou menos como a lei da gravidade. Não importa o nome que você dê ou se prefere não acreditar nela. Você não vai dançar de ponta-cabeça no forro do mesmo jeito.
Porque estou postando isso aqui? Porque sim, porque o blog é meu, oras.
E também porque pode ser útil para alguém.
Não que eu queira convencer alguém de alguma coisa. Se fosse isso, saía pela rua pregando. Só entra aqui quem me (re)conhece.
E olha, não adianta vir com: ih, sou todo errado, já fiz um monte de bosta, tô fudido. Realmente - e os árabes tinham um ditado excelente para isso, que agora me foge - ninguém tem poder de mudar o passado. Mas o que você vai fazer no segundo que tá vindo aí, olha, você continuou lendo e já passou, é inteiramente da sua conta.
Consciência de si mesmo nunca é perda de tempo. Porque com as consequências vamos arcar de qualquer maneira, o contrato onde está a clausula dizendo que só funciona se você acredita não existe. Eu, particularmente, não ganho nem perco nada se você acredita ou não, se testa ou não, se observa ou não.
Eu só estou velha demais para não dizer o que penso.
Excelente feriado a todos!
domingo, maio 30, 2010
quarta-feira, maio 26, 2010
Maldita seja a Claro por todo o sempre!
Houve um tempo muito distante em que meu celular Claro pegava em todos os lugares, inclusive na praia e na serra, onde os dos amigos de outras operadoras morriam... Mas hoje em dia!
Marido diz que parcialmente é culpa do meu modelo "novo" (MotoKRZR K1), mas honestamente duvido que seja só isso.
Fato 1: Eu perco sinal o tempo todo, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé. E sim, dentro do meu apartamento também.
Fato 2: Eu não sei porque merda do plano ou que outra porra, não importa quantos milhões de créditos eu tenha no celular, ele jamais me permite realizar ligações interurbanas (coisa que eu fazia tranquilamente há um ano atrás, como o mesmíssimo plano), alegando que "não há créditos suficientes para completar essa ligação". Coisa que há quatro anos atrás eu conseguia fazer com R$ 2,00, no pré-pago! (Lembrem-se que eu praticamente vivo em duas cidades diferentes!)
Fato 3: Ele não completa mais da metade das ligações feitas de outra cidade quando estou em roaming! O detalhe é que eu estudo em Santa Maria e passo metade da semana em roaming, só podendo me comunicar por torpedo. E eles nem tem a decência de me comunicar que pessoa X tentou ligar.
E hoje foi o cúmulo do absurdo. Ontem mandei um torpedo para meu amantíssimo professor de derbake para confirmar a aula de hoje. Daí que não houve resposta. Imaginei que, ou ele não tinha recebido, ou não tinha podido responder, ou não poderia dar aula. Então, uma hora e meia antes do que seria o início da aula, mandei outro torpedo dizendo que eu havia concluído que nosso encontro tinha ficado para a próxima semana e desejando bom finde.
Aí ele respondeu que tinha, sim, mandado um torpedo confirmando! Caralho de operadora que nem pra entregar torpedo serve! Aí fiquei preocupada, porque o moço mora lá onde Judas perdeu as cuecas e achei sacanagem ele ir mais cedo para o Centro para não me encontrar. Então peguei o telefone para ligar para ele e dizer que ia sim, mas ia atrasar um pouco, se tudo bem. Liguei, a ligação cortou. Tinha caído o sinal. Esperei voltar quase cinco minutos, nada.
Então tive a brilhante idéia de ir até o corredor do prédio - às vezes funciona, botar no corredor ou da janela, mas não queria ficar falando dependurada do quarto andar - daí que fui. E acabei fondo. A gata tentou escapar pela fresta da porta, que eu bati num impulso. Aí danou-se! Presa do lado de fora do apartamento, de havaianas, um vestido indiano todo rasgado/manchado/fodido que eu uso para dormir e tingir cabelo e uma parca com um descosturado de cinquenta centímetros embaixo do braço esquerdo. Ok, eu não devia andar tão relaxada dentro de casa. Ok, eu parecia uma homeless. Que fazer?
Peguei o celular para encher o saco de marido, que estava no caminho entre um trabalho e outro. QUEDÊ SINAL???
Desci para a área comum, com alguma esperança. Esperei quase dez minutos e nada!!! Desliguei, tirei o chip, esfreguei como me ensinaram na época que eu era a encarregada disso no escritório. Nada. Tive a brilhante idéia de ligar a cobrar pro marido do orelhão da portaria (olhando pra baixo, rezando para não encontrar nenhum conhecido) e fui informada pela moça da OI que o telefone dele não estava programado para receber esse tipo de chamada - que eu faço o tempo todo. (Antes que eu esqueça, moços da OI, vão todos tomar no eu também!!!)
Aí, milagrosamente, o sinal voltou. Liguei para marido que pegou um taxi e veio me resgatar. Liguei para o profe, que por sorte ainda não tinha saído de casa. Enfim, tudo mais ou menos ok.
Voltando de Santa Maria vou passar na loja da Claro e esbofetear pessoas até resolverem meu problema. Se não resolverem eu troco de operadora e vou esbofetear outros funcionários. Porque na real, não existe mesmo muita alternativa para usuários de telefonia móvel no Brasil. Merde!!!
Marido diz que parcialmente é culpa do meu modelo "novo" (MotoKRZR K1), mas honestamente duvido que seja só isso.
Fato 1: Eu perco sinal o tempo todo, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé. E sim, dentro do meu apartamento também.
Fato 2: Eu não sei porque merda do plano ou que outra porra, não importa quantos milhões de créditos eu tenha no celular, ele jamais me permite realizar ligações interurbanas (coisa que eu fazia tranquilamente há um ano atrás, como o mesmíssimo plano), alegando que "não há créditos suficientes para completar essa ligação". Coisa que há quatro anos atrás eu conseguia fazer com R$ 2,00, no pré-pago! (Lembrem-se que eu praticamente vivo em duas cidades diferentes!)
Fato 3: Ele não completa mais da metade das ligações feitas de outra cidade quando estou em roaming! O detalhe é que eu estudo em Santa Maria e passo metade da semana em roaming, só podendo me comunicar por torpedo. E eles nem tem a decência de me comunicar que pessoa X tentou ligar.
E hoje foi o cúmulo do absurdo. Ontem mandei um torpedo para meu amantíssimo professor de derbake para confirmar a aula de hoje. Daí que não houve resposta. Imaginei que, ou ele não tinha recebido, ou não tinha podido responder, ou não poderia dar aula. Então, uma hora e meia antes do que seria o início da aula, mandei outro torpedo dizendo que eu havia concluído que nosso encontro tinha ficado para a próxima semana e desejando bom finde.
Aí ele respondeu que tinha, sim, mandado um torpedo confirmando! Caralho de operadora que nem pra entregar torpedo serve! Aí fiquei preocupada, porque o moço mora lá onde Judas perdeu as cuecas e achei sacanagem ele ir mais cedo para o Centro para não me encontrar. Então peguei o telefone para ligar para ele e dizer que ia sim, mas ia atrasar um pouco, se tudo bem. Liguei, a ligação cortou. Tinha caído o sinal. Esperei voltar quase cinco minutos, nada.
Então tive a brilhante idéia de ir até o corredor do prédio - às vezes funciona, botar no corredor ou da janela, mas não queria ficar falando dependurada do quarto andar - daí que fui. E acabei fondo. A gata tentou escapar pela fresta da porta, que eu bati num impulso. Aí danou-se! Presa do lado de fora do apartamento, de havaianas, um vestido indiano todo rasgado/manchado/fodido que eu uso para dormir e tingir cabelo e uma parca com um descosturado de cinquenta centímetros embaixo do braço esquerdo. Ok, eu não devia andar tão relaxada dentro de casa. Ok, eu parecia uma homeless. Que fazer?
Peguei o celular para encher o saco de marido, que estava no caminho entre um trabalho e outro. QUEDÊ SINAL???
Desci para a área comum, com alguma esperança. Esperei quase dez minutos e nada!!! Desliguei, tirei o chip, esfreguei como me ensinaram na época que eu era a encarregada disso no escritório. Nada. Tive a brilhante idéia de ligar a cobrar pro marido do orelhão da portaria (olhando pra baixo, rezando para não encontrar nenhum conhecido) e fui informada pela moça da OI que o telefone dele não estava programado para receber esse tipo de chamada - que eu faço o tempo todo. (Antes que eu esqueça, moços da OI, vão todos tomar no eu também!!!)
Aí, milagrosamente, o sinal voltou. Liguei para marido que pegou um taxi e veio me resgatar. Liguei para o profe, que por sorte ainda não tinha saído de casa. Enfim, tudo mais ou menos ok.
Voltando de Santa Maria vou passar na loja da Claro e esbofetear pessoas até resolverem meu problema. Se não resolverem eu troco de operadora e vou esbofetear outros funcionários. Porque na real, não existe mesmo muita alternativa para usuários de telefonia móvel no Brasil. Merde!!!
domingo, maio 23, 2010
Enquanto isso, no auditório do prédio de Letras...
A palestra era lida e sobre um assunto nada fundamental para nenhuma de nós. Quinze páginas lidas len-ta-men-te. O horário tardio. Jogo do Inter por começar. O tédio grassa.
Aí eu me saí com uma das soluções antitédio do tempo da USP: texto "surrealista". Escreve uma primeira frase esdrúxula, passa pro próximo do grupo e vai completando. Claro que os assuntos pessoais acabaram tomando conta e o negócio foi ficando cada vez menos surreal e cada vez mais voltado para os incômodos sobre a vida acadêmica e com a palestra.
Deu nisso aí. Um clássico da literatura de canto de caderno. Mas antes de você ler isso tudo, se é que você não é de nosso grupo e ainda se dispõe, é importante que você saiba:
1) Tínhamos todas acabado de ler uma versão em e-book de "O Rei de Havana" de Pedro Juan Gutierrez, onde há muita linguagem chula. Por um problema de digitalização, toda vez que aparecia a palavra "cu", vinha grafado "eu". Logo pegou a moda de mandar tomar no "eu" entre os alunos.
2) A palestra, sobre um ciclo de livros angolanos de Pepetela, abordava entre outras uma obra chamada "A Chana", que parece que é uma região de lá, enfim. Na minha terra, a palavra significa outra cousa.
3) O prof. X é o organizador desse ciclo interminável de palestras a que vamos obrigadas pelas normas da CAPES. Nem elas (as palestras), nem o professor, primam pela busca de assuntos relevantes para nossas pesquisas, nem pelo desenvolvimento agradável e jamais pelo senso de humor.
4) Estávamos em seis. Não revelo os nomes nem sob tortura. Não sei editar essa merda em cor, portanto vou usar negrito e itálico para diferenciar autorias, mas, claro, não significa que todas os trechos em negrito, por exemplo, sejam da mesma pessoa.
Então vai:
O padre se chocou com a porca imagem. A cruz caiu do céu vermelho. Eu estou sentada no banco traseiro do carro comendo amendoim. Vou tomar um porre de utopias. Ponto final escuro e branco. Uma árvore muito balançada fortalece as raízes. Sigo viagem até Tupanciretã, com medo do que posso encontrar. Mas finalmente vou conseguir comprar minha vaquinha verde! Estou com medo que a "Chana" tome forma humana e me engula. Tomou chá preto e se suicidou com bolachinhas rosa pink. Foi ler uma Havana povoada loca da Marcia. Tem que ser ninja! Já vou tarde porque acordei ontem e hoje estou dormindo! E se dormir vou sonhar com Reynaldo e sua poderosa pica de 22 cm. Que prometeu vir pro Brasil e virar "el rey de Santa". Que livro é esse que não li e que voz é essa que faz eco na minha cabeça oca. Uma narrativa bêbada. Só se eu colocar o copo de vinho na frente da TV para ver Édipo Rei. E dormir e esquecer do mundo, ô vontade! Subjetividade é eu assumir o relativo e o subjetivo e resolver dar o meu "eu" para o mundo. Dar o "eu" para o mundo é importante, pois feliz é quem dá com alegria. Jesus disse: "-Quem dá, RECEBE!" Cansada, cansada, meu "eu" usado assim sem dó nem piedade. Eu não quero falar de um "eu" que anda em desuso. Se o uso fosse mais usado o desuso valorizaria a casa de cãmbio. Não estou pensando nesse elo perdido porque a dor maior é não poder chorar quando não se quer ouvir bobagens. O fato é que a palestra sobre os umbundos e quimbundos deixa os pós-graduandos furibundos. E vou-me embora para Tupanciretã... Mas a saudade maior é da fronteira... E Rivera e seus perfumes me esperam. Vamos suprir as carências num impulso consumista, pois o inferno são os outros, e não há saída, muito menos para uma libriana sensível. Ou para uma geminiana confusa, que mantém seu cérebro transitando por todos os paraísos artificiais e infernos reais possíveis - qualquer deslocamento que permita alguma salvação da morte pelo tédio. Mas o maior tédio sde uma mestranda são as quintas-feiraas... loooongas quintas-feiras! Porque nesta vida tudo passa, até a uva passa, mas as tarefas de produtividade da CAPES não passam. Se estamos falando de simbólico simplesmente não saímos da superfície e superfície macia só a minha cama agora. Agora nem cama nem jogo do Inter; é esse o motivo da expressão de desalento do X.: o jogo está para iniciar e os compromissos acadêmicos o prendem numa sala morna e translúcida. Eu conhecia CHANA como apelido do órgão sexual feminino. Só podia ser coisa de uma doutora que foi aluna do Costa Lima e que tem a boca invertida. Se eu fosse um "Kamundongo" eu não entraria nesse buraco embora tivesse um nariz enorme. Porque o Kamundongo sabe que a boca está no campo simbólico da Chana invertida. MAS NÃO ESQUEÇAM... A Chana é árida e Agostinho Neto é o Rei de Angola... Mas o maior problema na academia é a falta de Panga. Agora a Chana está aberta e inóspita então! E ela é real, não se esqueçam, pois o guerrilheiro se encontrou com ela, e viu estrelas no céu. Mas aqui não há um Rei real, apenas representação.. Os "Eus" são apenas abstração nessa Pós. E como aqui tudo é abstrato, vou-me embora para Pasárgada. Lá tenho o homem que eu quero, na cama que escolherei, uma cama concreta com um ser concreto. Liberar o "eu" de seu desuso absurdo. Também estou louca para sair de dentro da Chana e ir para minha casa, desarticulada e desalojada. Vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Como um mbambi dentro da Chana! Ninguém conhece Marx mas o sólido que se desmancha é sempre citado, parece que ele só disse isso. E depois dessa: "Tchau, I have to go now, I have to go now!" Falar em jogos de futebol, Tupanciretâ (obs: cidade natal do prof. X.) se representa de camisa vermelha! E o Professor pensa: "- O Inter está entrando em campo." "Digo, na Chana!" Ele tenta se concentrar, mas tá foda. Nesse momento cantamos: "não posso ficar nem mais um minuto com você..." E vou exilar-me em Luanda, depois me perguntem como foi. Vai ficar com o Malongo! Vai que o Malongo é bem dotado e se torna "O Rei de Angola"? E joga futebol só que não joga no Inter que vai jogar daqui a pouco. E o X. não vai ver! Isso é pelas torturas de 5a. de manhã! (obs: as aulas) CASTIGO! E o mais impressionante é o efeito Lacto-Purga que essa abstinência futebolística terá sobre ele! Tentando entender porque meu pensamento não processa e mesmo assim estou aqui ouvindo tudo que cai na profundidade e no vago do meu cérebro. Porque todos os valores são relativos à exceção da bolsa CAPES e da pressão do orientador. A academia é o lar dos absurdos. E o pior que nem bolsa tenho, só um orientador mala que inventa BOBAGENS MENSAIS! Palestra mensal é pior que menstruação e "epílago". Bom, acabou.
Aí eu me saí com uma das soluções antitédio do tempo da USP: texto "surrealista". Escreve uma primeira frase esdrúxula, passa pro próximo do grupo e vai completando. Claro que os assuntos pessoais acabaram tomando conta e o negócio foi ficando cada vez menos surreal e cada vez mais voltado para os incômodos sobre a vida acadêmica e com a palestra.
Deu nisso aí. Um clássico da literatura de canto de caderno. Mas antes de você ler isso tudo, se é que você não é de nosso grupo e ainda se dispõe, é importante que você saiba:
1) Tínhamos todas acabado de ler uma versão em e-book de "O Rei de Havana" de Pedro Juan Gutierrez, onde há muita linguagem chula. Por um problema de digitalização, toda vez que aparecia a palavra "cu", vinha grafado "eu". Logo pegou a moda de mandar tomar no "eu" entre os alunos.
2) A palestra, sobre um ciclo de livros angolanos de Pepetela, abordava entre outras uma obra chamada "A Chana", que parece que é uma região de lá, enfim. Na minha terra, a palavra significa outra cousa.
3) O prof. X é o organizador desse ciclo interminável de palestras a que vamos obrigadas pelas normas da CAPES. Nem elas (as palestras), nem o professor, primam pela busca de assuntos relevantes para nossas pesquisas, nem pelo desenvolvimento agradável e jamais pelo senso de humor.
4) Estávamos em seis. Não revelo os nomes nem sob tortura. Não sei editar essa merda em cor, portanto vou usar negrito e itálico para diferenciar autorias, mas, claro, não significa que todas os trechos em negrito, por exemplo, sejam da mesma pessoa.
Então vai:
O padre se chocou com a porca imagem. A cruz caiu do céu vermelho. Eu estou sentada no banco traseiro do carro comendo amendoim. Vou tomar um porre de utopias. Ponto final escuro e branco. Uma árvore muito balançada fortalece as raízes. Sigo viagem até Tupanciretã, com medo do que posso encontrar. Mas finalmente vou conseguir comprar minha vaquinha verde! Estou com medo que a "Chana" tome forma humana e me engula. Tomou chá preto e se suicidou com bolachinhas rosa pink. Foi ler uma Havana povoada loca da Marcia. Tem que ser ninja! Já vou tarde porque acordei ontem e hoje estou dormindo! E se dormir vou sonhar com Reynaldo e sua poderosa pica de 22 cm. Que prometeu vir pro Brasil e virar "el rey de Santa". Que livro é esse que não li e que voz é essa que faz eco na minha cabeça oca. Uma narrativa bêbada. Só se eu colocar o copo de vinho na frente da TV para ver Édipo Rei. E dormir e esquecer do mundo, ô vontade! Subjetividade é eu assumir o relativo e o subjetivo e resolver dar o meu "eu" para o mundo. Dar o "eu" para o mundo é importante, pois feliz é quem dá com alegria. Jesus disse: "-Quem dá, RECEBE!" Cansada, cansada, meu "eu" usado assim sem dó nem piedade. Eu não quero falar de um "eu" que anda em desuso. Se o uso fosse mais usado o desuso valorizaria a casa de cãmbio. Não estou pensando nesse elo perdido porque a dor maior é não poder chorar quando não se quer ouvir bobagens. O fato é que a palestra sobre os umbundos e quimbundos deixa os pós-graduandos furibundos. E vou-me embora para Tupanciretã... Mas a saudade maior é da fronteira... E Rivera e seus perfumes me esperam. Vamos suprir as carências num impulso consumista, pois o inferno são os outros, e não há saída, muito menos para uma libriana sensível. Ou para uma geminiana confusa, que mantém seu cérebro transitando por todos os paraísos artificiais e infernos reais possíveis - qualquer deslocamento que permita alguma salvação da morte pelo tédio. Mas o maior tédio sde uma mestranda são as quintas-feiraas... loooongas quintas-feiras! Porque nesta vida tudo passa, até a uva passa, mas as tarefas de produtividade da CAPES não passam. Se estamos falando de simbólico simplesmente não saímos da superfície e superfície macia só a minha cama agora. Agora nem cama nem jogo do Inter; é esse o motivo da expressão de desalento do X.: o jogo está para iniciar e os compromissos acadêmicos o prendem numa sala morna e translúcida. Eu conhecia CHANA como apelido do órgão sexual feminino. Só podia ser coisa de uma doutora que foi aluna do Costa Lima e que tem a boca invertida. Se eu fosse um "Kamundongo" eu não entraria nesse buraco embora tivesse um nariz enorme. Porque o Kamundongo sabe que a boca está no campo simbólico da Chana invertida. MAS NÃO ESQUEÇAM... A Chana é árida e Agostinho Neto é o Rei de Angola... Mas o maior problema na academia é a falta de Panga. Agora a Chana está aberta e inóspita então! E ela é real, não se esqueçam, pois o guerrilheiro se encontrou com ela, e viu estrelas no céu. Mas aqui não há um Rei real, apenas representação.. Os "Eus" são apenas abstração nessa Pós. E como aqui tudo é abstrato, vou-me embora para Pasárgada. Lá tenho o homem que eu quero, na cama que escolherei, uma cama concreta com um ser concreto. Liberar o "eu" de seu desuso absurdo. Também estou louca para sair de dentro da Chana e ir para minha casa, desarticulada e desalojada. Vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Como um mbambi dentro da Chana! Ninguém conhece Marx mas o sólido que se desmancha é sempre citado, parece que ele só disse isso. E depois dessa: "Tchau, I have to go now, I have to go now!" Falar em jogos de futebol, Tupanciretâ (obs: cidade natal do prof. X.) se representa de camisa vermelha! E o Professor pensa: "- O Inter está entrando em campo." "Digo, na Chana!" Ele tenta se concentrar, mas tá foda. Nesse momento cantamos: "não posso ficar nem mais um minuto com você..." E vou exilar-me em Luanda, depois me perguntem como foi. Vai ficar com o Malongo! Vai que o Malongo é bem dotado e se torna "O Rei de Angola"? E joga futebol só que não joga no Inter que vai jogar daqui a pouco. E o X. não vai ver! Isso é pelas torturas de 5a. de manhã! (obs: as aulas) CASTIGO! E o mais impressionante é o efeito Lacto-Purga que essa abstinência futebolística terá sobre ele! Tentando entender porque meu pensamento não processa e mesmo assim estou aqui ouvindo tudo que cai na profundidade e no vago do meu cérebro. Porque todos os valores são relativos à exceção da bolsa CAPES e da pressão do orientador. A academia é o lar dos absurdos. E o pior que nem bolsa tenho, só um orientador mala que inventa BOBAGENS MENSAIS! Palestra mensal é pior que menstruação e "epílago". Bom, acabou.
sábado, maio 22, 2010
Para uma criatura de matéria onírica
Moça do mundo dos sonhos, entenda.
Desse mundo a gente não se desilude porque os humanos não feitos da matéria da ilusão.
Seres humanos são cheios de defeitos e fedem humanidade.
Se conseguires se acostumar ao fedor talvez encontres alguma diversão nisso tudo.
Fada de olhos perdidos, não desista.
Porque mais do que tu possas precisar da matéria da terra, nós precisamos da sua para que esse mundo não nos afunde em tanta lama.
Precisamos do teu sorriso para entender o mundo fora da carne.
Da tua sensibilidade para não esquecermos de que o mundo não precisa ser só isso.
Criança moldada ninfa, se fortaleça.
Nem que para isso tenhas de roubar a essência de meus tantos calos para formar uma capa protetora.
Que te insensibilize contra a falta de sensibilidade, a falta de caráter. O excesso de desejo, a falta de coragem, o excesso de humanidade. Contra a cegueira do mundo, as doenças medonhas e os vícios funestos.
Se fortaleça e siga, porque não queremos tuas lágrimas. Porque nos alimentamos de tua alegria. Porque precisamos de ti.
E eu preciso.
Desse mundo a gente não se desilude porque os humanos não feitos da matéria da ilusão.
Seres humanos são cheios de defeitos e fedem humanidade.
Se conseguires se acostumar ao fedor talvez encontres alguma diversão nisso tudo.
Fada de olhos perdidos, não desista.
Porque mais do que tu possas precisar da matéria da terra, nós precisamos da sua para que esse mundo não nos afunde em tanta lama.
Precisamos do teu sorriso para entender o mundo fora da carne.
Da tua sensibilidade para não esquecermos de que o mundo não precisa ser só isso.
Criança moldada ninfa, se fortaleça.
Nem que para isso tenhas de roubar a essência de meus tantos calos para formar uma capa protetora.
Que te insensibilize contra a falta de sensibilidade, a falta de caráter. O excesso de desejo, a falta de coragem, o excesso de humanidade. Contra a cegueira do mundo, as doenças medonhas e os vícios funestos.
Se fortaleça e siga, porque não queremos tuas lágrimas. Porque nos alimentamos de tua alegria. Porque precisamos de ti.
E eu preciso.
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