
Ela era macia e branca. Muito mais que qualquer mulher comum. Ela era maleável. Tão, tão boa de tocar. E era normalmente entregue a qualquer coisa. Dançava de olhos fechados, estremecia com os cheiros quando cozinhava, chorava e ria com os filmes como uma criança. Mas na hora do sexo, na hora dessa arte secreta em quartos fechados, ela se superava. Porque ela ia e vinha como se fosse feita de água. O amante movia a massa macia de sua carne com renovada surpresa – ela não resistia a nada, ela ia, ela abaixava, ela dobrava. Ela era toda movimento no pulso do desejo do seu homem. E seu gozo... seu gozo era um borbulhar. Como se um milhão de borboletas lhe subissem todas ao mesmo tempo de entre as pernas por dentro do peito e lhe saíssem pelo topo da cabeça fazendo formigar sua alma. Seu amante? Todos eles sempre souberam que podiam encontrar mulheres outras, mais habilidosas e mais belas. Mas nunca uma que se fizesse tão parte da sua carne como ela.