Fora a dor e o fato da gente não poder se locomover. O bravo mesmo, é estar sozinha na jogada. Não, não me refiro ao fato de estar divorciada. Porque na real, o ex é quem mais pega junto, mesmo nesses casos. Tô falando de amigos mesmo. E de ter uma pessoa totalmente desequilibrada em casa para complicar as coisas.
Daqui, as duas únicas visitas que recebi foram das terapeutas - porque eu chamei. Não recebi nenhum telefonema, nenhuma visita, nenhum oferecimento de auxílio. A única ligação para saber como eu estava recebi do próprio ex. Coloquei algumas coisas sobre meu estado no Facebook, mas a verdade é que não faz muita diferença para quem quer que seja. Acrescentando-se que eu passei uma semana canina onde aconteceram muitas coisas horríveis, que, aparentemente, também não são do interesse de ninguém.
Aí, depois de quatro dias, você volta a andar, um pouco por vez. E todas as suas coisas estão fora do lugar, o chão faz redemoinhos de poeira como os desertos americanos, o pão foi guardado sobre a pizza dentro do forno, a geladeira foi arrastada até o meio da cozinha (e como suas costas ainda doem para arrastar de volta!) e tem uma pilha de dois metros de lixo na sua área de serviço porque nenhuma das pessoas que estiveram em sua casa por outros motivos nesse tempo todo se deu conta de que eu não podia descer com ele - ou seja, vou ter que fazer tudo isso hoje a tarde. Aliás, não apenas a geladeira - ah, cujo botão de degelo também apareceu quebrado. Todos os móveis do quarto dela foram arrastados compulsivamente, o estoque de bolachas devorado (mesmo você levantando com dor pra fazer as refeições na hora) e praticamente tudo, tudo está fora do lugar, nas gavetas erradas, nas prateleiras erradas e você leva horas pra preparar um ovo mexido. Além disso, você, dopada de remédios, é acordada várias vezes durante a madrugada - porque sim.
Era justamente desse tipo de coisa que eu tinha medo quando era casada e pensava em sair de casa. Agora descobri que angustia, mas não mata.
E descobri também que eu perco tempo, energia e preocupação demais com as pessoas na minha vida.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Ensaboa
Acabo de lavar, enxaguar, secar, quarar, passar e engomar a alma com uma amiga muito querida.
Uma amiga que tem a estranha peculiaridade de entender minha alma sem muita explicação, de ler além do que os olhos veem. Anjo tão humano. Uma das que ficou, do expurgo de 2010. E ficará para sempre, porque vem de muito antes e vai muito além.
Fico culpada, sempre com a sensação que ofereço muito menos que a enormidade que ela me concede.
Esse post é só pra te dizer, moça, que a vida fica mais leve com você por perto. Sempre.
Uma amiga que tem a estranha peculiaridade de entender minha alma sem muita explicação, de ler além do que os olhos veem. Anjo tão humano. Uma das que ficou, do expurgo de 2010. E ficará para sempre, porque vem de muito antes e vai muito além.
Fico culpada, sempre com a sensação que ofereço muito menos que a enormidade que ela me concede.
Esse post é só pra te dizer, moça, que a vida fica mais leve com você por perto. Sempre.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Amigos e um canto todo meu
Amados. Escrevo do meu quarto, do meu computador. A conexão ainda é roubada, mas esse post não podia esperar mais.
Estou totalmente enamorada da minha casa nova, onde tudo está, dentro de meus poucos recursos, arrumado como eu gosto. Meus ursos de pelúcia, cinco anos depois, estão limpos e sobre minha cama novamente - sim, tenho quase 40 e ursos de pelucia, e dai?, todos presentes tardios. Minhas roupas todas, o que me restou de acessórios de dança, meus cristais. Estão todos perto de mim e eu sei exatamente aonde. Essa casa tem janelas amplas, entra luz o dia todo. E é no nono andar - eu sempre quis morar no alto.
Sei que para a maior parte das pessoas normais, tudo isso é banal. Para mim, não. Por motivos que não cabem aqui, esperei muitos, muitos anos por isso. MUITOS.
Estou realizando sonhos. Tenho lugar para estudar, trabalhar e o que vier.
Tenho uma casa para esperar o cumprimento do meu destino.
Sábado recebi amigos muito queridos: Carlinha e seu doce Brilha, Fernanda Zahira. Todo mundo cachaceiro de dança como eu gosto. Fiz kibe assado e mjadra. Comemos, conversamos até altas. Delicia.
Dia seguinte eu e Fer fomos encontrar e matar saudades do nosso querido Rafa "Souq" e sua Vanessa, a bela desencanada (Gêmeos em Gêmeos, né? Pudera). Ficamos até tarde também e foi muito divertido.
Hoje mais um grupo de amigos, recebidos a pão integral, bolinho de milho, rocambole e muito chá cigano.
Meu coraçào de lua em casa 4 está pleno.
Estou totalmente enamorada da minha casa nova, onde tudo está, dentro de meus poucos recursos, arrumado como eu gosto. Meus ursos de pelúcia, cinco anos depois, estão limpos e sobre minha cama novamente - sim, tenho quase 40 e ursos de pelucia, e dai?, todos presentes tardios. Minhas roupas todas, o que me restou de acessórios de dança, meus cristais. Estão todos perto de mim e eu sei exatamente aonde. Essa casa tem janelas amplas, entra luz o dia todo. E é no nono andar - eu sempre quis morar no alto.
Sei que para a maior parte das pessoas normais, tudo isso é banal. Para mim, não. Por motivos que não cabem aqui, esperei muitos, muitos anos por isso. MUITOS.
Estou realizando sonhos. Tenho lugar para estudar, trabalhar e o que vier.
Tenho uma casa para esperar o cumprimento do meu destino.
Sábado recebi amigos muito queridos: Carlinha e seu doce Brilha, Fernanda Zahira. Todo mundo cachaceiro de dança como eu gosto. Fiz kibe assado e mjadra. Comemos, conversamos até altas. Delicia.
Dia seguinte eu e Fer fomos encontrar e matar saudades do nosso querido Rafa "Souq" e sua Vanessa, a bela desencanada (Gêmeos em Gêmeos, né? Pudera). Ficamos até tarde também e foi muito divertido.
Hoje mais um grupo de amigos, recebidos a pão integral, bolinho de milho, rocambole e muito chá cigano.
Meu coraçào de lua em casa 4 está pleno.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
10 Especificidades de 2010
Assim como 1992, 2010 foi em minha vida um ano muito fértil em acontecimentos, muitos sem precedentes. Claro que não posso explicitar todos os detalhes de todas as coisas, mas achei curioso anotar assim, em forma de tópico, só para não perder o registro.
Em 2010:
1) Eu descobri a cigana dentro de mim. Uma herança genética soterrada por décadas de educação formal e niponização (não que eu tenha deixado de ser japa também). Nunca a palavra liberdade teve antes tanto sentido e importância. Nunca minha ligação com o mundo que não pode ser visto pelos olhos foi tão forte. Nem tive tanta consciência das conseqüências de minhas escolhas. Nunca estive tão confortável dentro do meu corpo.
2) Aproveitando a deixa, nunca estive tão confortável no meu corpo é um item por si só. Tratei ativamente minha lombar que sempre e muito me incomodou com muita massagem, moxa, ventosa e acupuntura – e me sinto bem como nunca. Perdi um bom tanto de peso também – sim, ainda muito longe do padrão. Mas me sinto ótima de verdade – como não me sentia aos 20 com quase dez quilos a menos.
A melhora na minha postura – resultado da dança também tem muito a ver com isso.
3) Voltando ao outro mundo, conheci, no interior, pessoas especialíssimas que me ajudaram a retirar o véu sobre meu passado remoto. Digo, remotíssimo. Isso teve uma série gigante de conseqüências, todo um desenrolar de acontecimentos nesse segundo semestre. A maioria eu não posso citar aqui, mas um dos mais importantes foi ter finalmente me livrado de uma dor/pesar/rancor antigo e reconquistado o contato e a estima de uma das pessoas mais importantes da minha vida. (Sim, senhor papai de uma elfa, é do senhor mesmo que estou falando.)
4) Alonguei meu desempenho acadêmico ao máximo, sem vacilar e sem medo de errar. E obtive resultados muito bons – animada pelo bom desempenho no processo seletivo, não nego.
E não digo desempenho acadêmico no sentido de avaliação burocrático da CAPES, de proodução e publicação de texto, não. Mas de desenvolvimento da minha capacidade de reflexão, mesmo. De aproveitamento de leituras. De expressão da minha opinião sem o receio de estar errada, falando bobagem (pânico que me perseguiu na minha vida acadêmica toda até aqui), de ter uma opinião diferente, de ser estrangeira, estranha, exótica. Sou mesmo e daí?
Claro que isso me rendeu alguns narizes torcidos e comentários pelas costas – e uma nota indesejada, ainda que suficiente. Tudo o que faço me rende. Mas consegui também o reconhecimento de algumas das pessoas cujo trabalho mais admiro dentro daquela universidade. Isso valeu o ano, com toooooda a certeza.
5) Consegui um trabalho fabuloso, do nada. De bandeja. E perfeito para mim. Com gente que eu respeito,
Isso é absolutamente inédito na minha vida, tudo comigo é parido a fórceps, difícil de todo. Realmente parece pouco para quase todo mundo, mas para mim é um fato de importância inédita.
6) Desenvolvi um estilo de me cuidar, me maquiar e de vestir. Integralmente. Com todos os sustos, galabias, excesso de acessórios e mistura de cores que podem ter assustado muita gente. (Num estilo rasgado de forte influência leonina como diria Luis Fernando, um de meus amigos astrólogos.) Aliás, descobri que cor é uma coisa que atua loucamente no meu estado de espírito e passei a participar ativamente da brincadeira.
Como não tenho nenhuma vocação para a pintura ou para o desenho, isso passou a se expressar em roupas e acessórios, maquiagem e, principalmente, esmaltes.
Foi o ano em que deixei de achar que fazer as mãos é importante para me tornar uma colecionadora de esmaltes. Foram quase cinqüenta cores adquiridas só este ano. De novo, uma bobagem para a maioria das pessoas, mas um tremendo avanço para a minha suprema rigidez nipônica assumir uma “futilidade” desse naipe.
Cometi ainda a suprema ousadia – para uma pessoa com a minha formação e influências, friso bem – de colocar um piercing no nariz. Vocês nem imaginam o que isso representou para minzinha! (Sei que tá cheio de menina de 15 com piercing até no clitóris (ui!), mas, repito, sem a minha experiência de vida.) As três tatuagens programadas ficaram para 2011 por questões meramente orçamentárias.
7) Voltei, depois de um intervalo de uns cinco anos, a cozinhar e escolher minha comida. Toda diferença do mundo. E com uma destreza que eu não sabia possuir.
8) Descobri, em ocasiões diversas, o peso da minha palavra. Em todos os sentidos possíveis.
9) Terminei definitivamente um casamento de 15 anos e voltei a morar com minha mãe, eu tomando as decisões e gerenciando tudo. Penso que dispensa comentários e, se não dispensar, eu dispenso.
10) Finalmente, esse foi o ano em que minha vida foi totalmente modificada por dois beijos.
Duas ocasiões diferentes, duas pessoas diferentes. Dois beijos apenas, nada além disso. Cada um deles atuou num aspecto diferente da minha vida e o modificou – para sempre. O mais engraçado é que os vetores dessas mudanças talvez jamais tenham plena noção do que esse ato, para eles talvez gratuito, teve de alcance. As ironias.
Acho que para um ano só, tá de bom tamanho, non?
(26/dez/2010)
Em 2010:
1) Eu descobri a cigana dentro de mim. Uma herança genética soterrada por décadas de educação formal e niponização (não que eu tenha deixado de ser japa também). Nunca a palavra liberdade teve antes tanto sentido e importância. Nunca minha ligação com o mundo que não pode ser visto pelos olhos foi tão forte. Nem tive tanta consciência das conseqüências de minhas escolhas. Nunca estive tão confortável dentro do meu corpo.
2) Aproveitando a deixa, nunca estive tão confortável no meu corpo é um item por si só. Tratei ativamente minha lombar que sempre e muito me incomodou com muita massagem, moxa, ventosa e acupuntura – e me sinto bem como nunca. Perdi um bom tanto de peso também – sim, ainda muito longe do padrão. Mas me sinto ótima de verdade – como não me sentia aos 20 com quase dez quilos a menos.
A melhora na minha postura – resultado da dança também tem muito a ver com isso.
3) Voltando ao outro mundo, conheci, no interior, pessoas especialíssimas que me ajudaram a retirar o véu sobre meu passado remoto. Digo, remotíssimo. Isso teve uma série gigante de conseqüências, todo um desenrolar de acontecimentos nesse segundo semestre. A maioria eu não posso citar aqui, mas um dos mais importantes foi ter finalmente me livrado de uma dor/pesar/rancor antigo e reconquistado o contato e a estima de uma das pessoas mais importantes da minha vida. (Sim, senhor papai de uma elfa, é do senhor mesmo que estou falando.)
4) Alonguei meu desempenho acadêmico ao máximo, sem vacilar e sem medo de errar. E obtive resultados muito bons – animada pelo bom desempenho no processo seletivo, não nego.
E não digo desempenho acadêmico no sentido de avaliação burocrático da CAPES, de proodução e publicação de texto, não. Mas de desenvolvimento da minha capacidade de reflexão, mesmo. De aproveitamento de leituras. De expressão da minha opinião sem o receio de estar errada, falando bobagem (pânico que me perseguiu na minha vida acadêmica toda até aqui), de ter uma opinião diferente, de ser estrangeira, estranha, exótica. Sou mesmo e daí?
Claro que isso me rendeu alguns narizes torcidos e comentários pelas costas – e uma nota indesejada, ainda que suficiente. Tudo o que faço me rende. Mas consegui também o reconhecimento de algumas das pessoas cujo trabalho mais admiro dentro daquela universidade. Isso valeu o ano, com toooooda a certeza.
5) Consegui um trabalho fabuloso, do nada. De bandeja. E perfeito para mim. Com gente que eu respeito,
Isso é absolutamente inédito na minha vida, tudo comigo é parido a fórceps, difícil de todo. Realmente parece pouco para quase todo mundo, mas para mim é um fato de importância inédita.
6) Desenvolvi um estilo de me cuidar, me maquiar e de vestir. Integralmente. Com todos os sustos, galabias, excesso de acessórios e mistura de cores que podem ter assustado muita gente. (Num estilo rasgado de forte influência leonina como diria Luis Fernando, um de meus amigos astrólogos.) Aliás, descobri que cor é uma coisa que atua loucamente no meu estado de espírito e passei a participar ativamente da brincadeira.
Como não tenho nenhuma vocação para a pintura ou para o desenho, isso passou a se expressar em roupas e acessórios, maquiagem e, principalmente, esmaltes.
Foi o ano em que deixei de achar que fazer as mãos é importante para me tornar uma colecionadora de esmaltes. Foram quase cinqüenta cores adquiridas só este ano. De novo, uma bobagem para a maioria das pessoas, mas um tremendo avanço para a minha suprema rigidez nipônica assumir uma “futilidade” desse naipe.
Cometi ainda a suprema ousadia – para uma pessoa com a minha formação e influências, friso bem – de colocar um piercing no nariz. Vocês nem imaginam o que isso representou para minzinha! (Sei que tá cheio de menina de 15 com piercing até no clitóris (ui!), mas, repito, sem a minha experiência de vida.) As três tatuagens programadas ficaram para 2011 por questões meramente orçamentárias.
7) Voltei, depois de um intervalo de uns cinco anos, a cozinhar e escolher minha comida. Toda diferença do mundo. E com uma destreza que eu não sabia possuir.
8) Descobri, em ocasiões diversas, o peso da minha palavra. Em todos os sentidos possíveis.
9) Terminei definitivamente um casamento de 15 anos e voltei a morar com minha mãe, eu tomando as decisões e gerenciando tudo. Penso que dispensa comentários e, se não dispensar, eu dispenso.
10) Finalmente, esse foi o ano em que minha vida foi totalmente modificada por dois beijos.
Duas ocasiões diferentes, duas pessoas diferentes. Dois beijos apenas, nada além disso. Cada um deles atuou num aspecto diferente da minha vida e o modificou – para sempre. O mais engraçado é que os vetores dessas mudanças talvez jamais tenham plena noção do que esse ato, para eles talvez gratuito, teve de alcance. As ironias.
Acho que para um ano só, tá de bom tamanho, non?
(26/dez/2010)
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Palavreado de final de ano
Sim, este bloguinho está às moscas. Sem conexão em casa, a pessoa não consegue postar com periodicidade. Sem posts periódicos, as pessoas vão deixando de acessar... Como acessando já nem comentavam mesmo, já viu!
Mas tudo bem, faz parte. Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos. E esse ano foi de omeletada!
Não se pode manter um blog decentemente com ocupações diversas (a não ser que ele seja parte do seu trabalho).
Não se pode mudar de estado civil e de casa e manter imediatamente o mesmo padrão de vida (leia-se conexão).
Não se pode investir em tornar-se você mesma sem deixar algumas pessoas pelo caminho.
Ou porque você não aguenta mais ser tratada de determinada forma. Ou porque elas escolheram ir embora. Ou porque você não pode mais ficar ao lado delas por uma questão de coerência e ética.
Esse foi um grande ano de expurgo. Muita gente saiu da minha vida em 2010.
Não, isso não me deixa triste.
Algumas, poucas, vão fazer falta, mas eu aceito a separação como parte do meu destino. Como parte das escolhas que fiz.
O mais curioso, entretanto, é o número gigantesco das que se foram e que não fazem falta nenhuma. Que, na verdade, causaram alívio com sua partida. Descobri, neste ano, que andava cercada de um monte de gente que me sugava, me incomodava e que muitas vezes eu só mantinha por perto para fazer barulho. Porque eu tinha muito barulho dentro de mim.
Mas agora eu silenciei. E eu só estou aceitando interlocutores. Os bons.
Algumas das pessoas que se foram voltarão em curto ou médio prazo, ou ao menos assim eu imagino. Algumas passarão por um longo processo, terão que reavaliar muitas escolhas, antes de poderem voltar a se reaproximar. E outras não voltarão nunca mais. De maneira alguma.
Penso que, se ainda tem interesse sobre mim o suficiente para lerem este blog, algumas devem estar chocadas por eu ter dito em algum momento que gostava muito delas. Ou que as amava. Bom, isso não deixa de ser verdade. De algumas eu ainda gosto muito - mas gosto mais de mim do que do modo como agem comigo (e, por vezes, com os demais).
E as pessoas que eu amo. Bom, quando eu amo, eu amo para sempre, isso é sério. Nunca disse essa frase de modo inconseqüente para quem quer que fosse. Meu Saturno é muito sério para me permitir esse tipo de leviandade - taí uma palavra que eu detesto com todas as forças, leviandade. O que aconteceu, então?
Tenho um grande amigo que costumava dizer da ex-mulher: "Eu a amo, mas não gosto dela." É exatamente isso. Eu passei a não gostar de você por algo que você escolheu fazer. Mas ainda te amo. Do fundo do coração. E provavelmente oro por sua felicidade mais do que você possa imaginar.
Eu não sou uma pessoa fácil de se conviver. Tenho opiniões muito firmes, uma ética própria muito rigorosa, sou muito ciente de mim mesma. E não pretendo mudar.
Se você chegou até o fim de 2010 dentro do meu círculo de relacionamentos, pode ter toda a certeza, você é muito especial para mim. Sobraram muito poucas pessoas.
E quanto menor o círculo se tornou, tanto mais especial se tornou cada indivíduo que ficou.
Se você ainda está do meu lado, é porque provavelmente você realmente me respeita e me admira como sou. Porque você me deixa não estar de bom humor 24 X 7. Porque, se você já se chateou comigo, me disse e resolvemos a questão. Se você ainda está do meu lado, é muito provável que você nunca tenha tentado me mudar. Ou sugerir que isso fosse preciso. (Falo do que eu sou, não de uma ou outra atitude que eu tenha tomado, que eu erro, sim, como todo mundo e muitas vezes são meus amigos que me corrigem o rumo, mas sempre dentro da minha natureza.)
Você, que ainda está comigo, talvez nem tenha tempo para ler esse blog. Talvez nem tenha tempo para se dar conta do quanto significa para mim. Mas está agindo positivamente na minha vida, dia após dia.
Em função disso, claro, algumas pessoas passaram a ter maior importância que outras. Mas isso ainda não é assunto para esse blog.
Mas tudo bem, faz parte. Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos. E esse ano foi de omeletada!
Não se pode manter um blog decentemente com ocupações diversas (a não ser que ele seja parte do seu trabalho).
Não se pode mudar de estado civil e de casa e manter imediatamente o mesmo padrão de vida (leia-se conexão).
Não se pode investir em tornar-se você mesma sem deixar algumas pessoas pelo caminho.
Ou porque você não aguenta mais ser tratada de determinada forma. Ou porque elas escolheram ir embora. Ou porque você não pode mais ficar ao lado delas por uma questão de coerência e ética.
Esse foi um grande ano de expurgo. Muita gente saiu da minha vida em 2010.
Não, isso não me deixa triste.
Algumas, poucas, vão fazer falta, mas eu aceito a separação como parte do meu destino. Como parte das escolhas que fiz.
O mais curioso, entretanto, é o número gigantesco das que se foram e que não fazem falta nenhuma. Que, na verdade, causaram alívio com sua partida. Descobri, neste ano, que andava cercada de um monte de gente que me sugava, me incomodava e que muitas vezes eu só mantinha por perto para fazer barulho. Porque eu tinha muito barulho dentro de mim.
Mas agora eu silenciei. E eu só estou aceitando interlocutores. Os bons.
Algumas das pessoas que se foram voltarão em curto ou médio prazo, ou ao menos assim eu imagino. Algumas passarão por um longo processo, terão que reavaliar muitas escolhas, antes de poderem voltar a se reaproximar. E outras não voltarão nunca mais. De maneira alguma.
Penso que, se ainda tem interesse sobre mim o suficiente para lerem este blog, algumas devem estar chocadas por eu ter dito em algum momento que gostava muito delas. Ou que as amava. Bom, isso não deixa de ser verdade. De algumas eu ainda gosto muito - mas gosto mais de mim do que do modo como agem comigo (e, por vezes, com os demais).
E as pessoas que eu amo. Bom, quando eu amo, eu amo para sempre, isso é sério. Nunca disse essa frase de modo inconseqüente para quem quer que fosse. Meu Saturno é muito sério para me permitir esse tipo de leviandade - taí uma palavra que eu detesto com todas as forças, leviandade. O que aconteceu, então?
Tenho um grande amigo que costumava dizer da ex-mulher: "Eu a amo, mas não gosto dela." É exatamente isso. Eu passei a não gostar de você por algo que você escolheu fazer. Mas ainda te amo. Do fundo do coração. E provavelmente oro por sua felicidade mais do que você possa imaginar.
Eu não sou uma pessoa fácil de se conviver. Tenho opiniões muito firmes, uma ética própria muito rigorosa, sou muito ciente de mim mesma. E não pretendo mudar.
Se você chegou até o fim de 2010 dentro do meu círculo de relacionamentos, pode ter toda a certeza, você é muito especial para mim. Sobraram muito poucas pessoas.
E quanto menor o círculo se tornou, tanto mais especial se tornou cada indivíduo que ficou.
Se você ainda está do meu lado, é porque provavelmente você realmente me respeita e me admira como sou. Porque você me deixa não estar de bom humor 24 X 7. Porque, se você já se chateou comigo, me disse e resolvemos a questão. Se você ainda está do meu lado, é muito provável que você nunca tenha tentado me mudar. Ou sugerir que isso fosse preciso. (Falo do que eu sou, não de uma ou outra atitude que eu tenha tomado, que eu erro, sim, como todo mundo e muitas vezes são meus amigos que me corrigem o rumo, mas sempre dentro da minha natureza.)
Você, que ainda está comigo, talvez nem tenha tempo para ler esse blog. Talvez nem tenha tempo para se dar conta do quanto significa para mim. Mas está agindo positivamente na minha vida, dia após dia.
Em função disso, claro, algumas pessoas passaram a ter maior importância que outras. Mas isso ainda não é assunto para esse blog.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Fim de Ciclo
Hoje terminei minha última aula do Mestrado. Agora é preparar a qualificação, depois a dissertação. Uma pausa na vida de gitana viajando toda semana. Ufa!
Consegui passar na disciplina de Estética da Recepção (não com a nota que eu queria, mas enfim), entreguei toda a papelada da CAPES, acho que fica tudo tranquilo para a bolsa no ano que vem.
Acabo de me despedir de alguns de meus melhores amigos daqui e agora estou no ônibus de volta pra casa. Apesar do pouco tempo, consegui fazer algumas amizades bem profundas e especiais. Gente é surpresa boa em todo lugar.
Minha mudança pra Novo Hamburgo tá meio enrolada, mas acho que essa semana sai. Tive que mudar os planos de apartamento, vou pra um que é um pouco menor, mas mais perto da rodoviária. Acho que tudo ficará bem, também.
Domingo fui à confraternização cigana da Casa Z e tivemos todos uma surpresa. O Luis tinha preparado uma cerimônia tradicional de casamento para a Sayo, foi a primeira vez que estive num casamento onde a noiva - e dois terços dos convidados - não sabia que ia casar. Foi uma das celebrações mais belas que já presenciei na minha vida, sem dúvida.
Daqui a pouco comecam as retrospectivas de final de ano. 2010 foi um ano exepcional. E tudo indica que 2011 será ainda melhor - ano de Oxum!
Consegui passar na disciplina de Estética da Recepção (não com a nota que eu queria, mas enfim), entreguei toda a papelada da CAPES, acho que fica tudo tranquilo para a bolsa no ano que vem.
Acabo de me despedir de alguns de meus melhores amigos daqui e agora estou no ônibus de volta pra casa. Apesar do pouco tempo, consegui fazer algumas amizades bem profundas e especiais. Gente é surpresa boa em todo lugar.
Minha mudança pra Novo Hamburgo tá meio enrolada, mas acho que essa semana sai. Tive que mudar os planos de apartamento, vou pra um que é um pouco menor, mas mais perto da rodoviária. Acho que tudo ficará bem, também.
Domingo fui à confraternização cigana da Casa Z e tivemos todos uma surpresa. O Luis tinha preparado uma cerimônia tradicional de casamento para a Sayo, foi a primeira vez que estive num casamento onde a noiva - e dois terços dos convidados - não sabia que ia casar. Foi uma das celebrações mais belas que já presenciei na minha vida, sem dúvida.
Daqui a pouco comecam as retrospectivas de final de ano. 2010 foi um ano exepcional. E tudo indica que 2011 será ainda melhor - ano de Oxum!
sábado, novembro 13, 2010
Se alguém consegue pegar um punhadinho de dias fora da cidade...
... e transformá-los num conjunto de acontecimentos espetaculares montanha-russecos - tenha certeza que esse alguém sou eu!
Aguardem o resumo dos fatos da semana...rsrsrs
Aguardem o resumo dos fatos da semana...rsrsrs
terça-feira, novembro 09, 2010
segunda-feira, setembro 27, 2010
Da sublime arte de calar a boca
Então, a pessoa é Gêmeos em Gêmeos, non? Fala pelos cotovelos. Não apenas nunca tive dificuldades para me expressar: a expressão é meu ganha-pão, minha terapia, meu recurso de defesa. Sou eu.
Com a chegada deste pouquinho de maturidade que adquiri, a última possível trava se foi. A vergonha. Perdi todo receio do que sou e do que penso, perdi o medo de errar. Todo mundo erra o tempo todo e ninguém fala com real propriedade sobre nada em lugar nenhum.
Tudo isso é verdade. Mas mostrar quem se é o tempo todo pode ser uma fonte inesgotável de dor de cabeça. Ser também, mas isso é algo que não posso e não quero evitar. Tem gente no mundo que me vira a cara simplesmente por eu ser quem eu sou, tentar fazer direitinho o que faço para viver, me vestir como me visto e fazer as opções que faço. É a vida.
Mas acho que somar tudo isso com minha opinião sincera sobre tudo não facilita em nada as coisas.

Alguns dias atrás acabei me metendo numa discussão sobre dança na internet que terminou num insulto pessoal. Quer dizer, nem sei se dá para chamar de insulto. Fui chamada de bipolar* - o que sou mesmo, e muito bem tratada, obrigada. Mas não tinha nada a ver com minha postura na ocasião, foi gratuito, por não se ter melhor defesa. Cada um joga no nível que pode,certo? Não me ofendo, assim como o outro moço, o PC Siqueira, não se ofende quando dizem que ele é vesgo - ele sabe que é, ué. Só entedia, como tudo o que é óbvio e vulgar.
A verdade é que a postura da moça em questão já me incomodava há muito tempo, por várias razões. Ela já trombou comigo na net com outro nick e foi de uma grosseria e arrogância impecáveis - quando ficou claro para mim que os elogios que ela fazia a mim e às minhas opiniões, tão diferentes das dela, eram fruto dos meus bons relacionamentos na rede, nada mais. Beleza. Mas nunca tinha batido de frente. Desde tempos dantanhos, quando eu usava pseudônimo para fazer sátira na rede (sem saber, cretininha que sou, que não existe espaço para humor nesse país, aqui tudo é pessoal e "pra te derrubar") que não faço mais isso. Saí das comunidades, fóruns e tralalá em função disso.
Mas aí ela atropelou minhas amigas - que estavam opinando com categoria, conhecimento de causa e boa escrita. Em astrologês, sou Lua em Libra na casa 4. Em bom português, sou mãe das minhas amigas. E vocês sabem o que acontece quando mexem com os filhos de alguém, né? Feita a merda.Preciso aprender que todo mundo é grandinho e fechar minha boca. Enfim.
Aí uma amiga minha me fez uma coisa muito feia, na minha própria opinião. Agiu comigo como se tivesse dezoito anos (é, ela é da minha geração), quebrou uns três ou quatro códigos éticos de amizade num dia só. Magoou grandão. Foi me procurar, eu não respondi. Depois de muita insistência, disse para ela que estava quieta porque não queria ser grosseira. Porque sempre que discuto com ela, independente do motivo, a estúpida insensível sempre sou eu, porque não falo com mimimi. Então achei melhor ficar bem quieta - mas não a ponto de fingir que nada aconteceu e me arriscar a passar por outra daqui uns dias. A resposta: "ahn? que foi?" Pô, se a pessoa não faz nem idéia, adianta tentar explicar? Existe alguma chance de termos valores semelhantes? Não,né.
Aí eu podia somar chamada de atenção por falar demais, gente que fica pendurada no meu MSN metade do ano me fazendo de psicóloga e de repente se enjoa e me bloqueia, gente que "adora amiga disposta a escutar e dar bons conselhos" mas me dá toco quando porventura eu não estou feliz e cantante (coisa rara, porque como boa japa evito demonstrar fraqueza), enfim, uma lista infindáveis de situações curiosas desse mundinho de meu Deus.
É o mundinho do "tudo que você disser será usado contra você mesma". Daí que é selecionar melhor quem me cerca e manter minha boca fechada. Bem fechadinha. Num mundo onde as armas são palavras, o silêncio é o único escudo possível.
*Peço aqui desculpas às coleguinhas de patologia por não fazer uma defesa apaixonada contra o preconceito e a ignorância, quando meus próprios amigos ainda me perguntam porque eu assumo essa questão publicamente... cansei. Fique à vontade para fazê-lo nos comments, se o desejarem
Com a chegada deste pouquinho de maturidade que adquiri, a última possível trava se foi. A vergonha. Perdi todo receio do que sou e do que penso, perdi o medo de errar. Todo mundo erra o tempo todo e ninguém fala com real propriedade sobre nada em lugar nenhum.
Tudo isso é verdade. Mas mostrar quem se é o tempo todo pode ser uma fonte inesgotável de dor de cabeça. Ser também, mas isso é algo que não posso e não quero evitar. Tem gente no mundo que me vira a cara simplesmente por eu ser quem eu sou, tentar fazer direitinho o que faço para viver, me vestir como me visto e fazer as opções que faço. É a vida.
Mas acho que somar tudo isso com minha opinião sincera sobre tudo não facilita em nada as coisas.

Alguns dias atrás acabei me metendo numa discussão sobre dança na internet que terminou num insulto pessoal. Quer dizer, nem sei se dá para chamar de insulto. Fui chamada de bipolar* - o que sou mesmo, e muito bem tratada, obrigada. Mas não tinha nada a ver com minha postura na ocasião, foi gratuito, por não se ter melhor defesa. Cada um joga no nível que pode,certo? Não me ofendo, assim como o outro moço, o PC Siqueira, não se ofende quando dizem que ele é vesgo - ele sabe que é, ué. Só entedia, como tudo o que é óbvio e vulgar.
A verdade é que a postura da moça em questão já me incomodava há muito tempo, por várias razões. Ela já trombou comigo na net com outro nick e foi de uma grosseria e arrogância impecáveis - quando ficou claro para mim que os elogios que ela fazia a mim e às minhas opiniões, tão diferentes das dela, eram fruto dos meus bons relacionamentos na rede, nada mais. Beleza. Mas nunca tinha batido de frente. Desde tempos dantanhos, quando eu usava pseudônimo para fazer sátira na rede (sem saber, cretininha que sou, que não existe espaço para humor nesse país, aqui tudo é pessoal e "pra te derrubar") que não faço mais isso. Saí das comunidades, fóruns e tralalá em função disso.
Mas aí ela atropelou minhas amigas - que estavam opinando com categoria, conhecimento de causa e boa escrita. Em astrologês, sou Lua em Libra na casa 4. Em bom português, sou mãe das minhas amigas. E vocês sabem o que acontece quando mexem com os filhos de alguém, né? Feita a merda.Preciso aprender que todo mundo é grandinho e fechar minha boca. Enfim.
Aí uma amiga minha me fez uma coisa muito feia, na minha própria opinião. Agiu comigo como se tivesse dezoito anos (é, ela é da minha geração), quebrou uns três ou quatro códigos éticos de amizade num dia só. Magoou grandão. Foi me procurar, eu não respondi. Depois de muita insistência, disse para ela que estava quieta porque não queria ser grosseira. Porque sempre que discuto com ela, independente do motivo, a estúpida insensível sempre sou eu, porque não falo com mimimi. Então achei melhor ficar bem quieta - mas não a ponto de fingir que nada aconteceu e me arriscar a passar por outra daqui uns dias. A resposta: "ahn? que foi?" Pô, se a pessoa não faz nem idéia, adianta tentar explicar? Existe alguma chance de termos valores semelhantes? Não,né.
Aí eu podia somar chamada de atenção por falar demais, gente que fica pendurada no meu MSN metade do ano me fazendo de psicóloga e de repente se enjoa e me bloqueia, gente que "adora amiga disposta a escutar e dar bons conselhos" mas me dá toco quando porventura eu não estou feliz e cantante (coisa rara, porque como boa japa evito demonstrar fraqueza), enfim, uma lista infindáveis de situações curiosas desse mundinho de meu Deus.
É o mundinho do "tudo que você disser será usado contra você mesma". Daí que é selecionar melhor quem me cerca e manter minha boca fechada. Bem fechadinha. Num mundo onde as armas são palavras, o silêncio é o único escudo possível.
*Peço aqui desculpas às coleguinhas de patologia por não fazer uma defesa apaixonada contra o preconceito e a ignorância, quando meus próprios amigos ainda me perguntam porque eu assumo essa questão publicamente... cansei. Fique à vontade para fazê-lo nos comments, se o desejarem
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quinta-feira, setembro 23, 2010
La mala reputación
Uma letra fabulosa, que diz muito sobre o que muita gente pensa sobre mim. E sobre meus melhores amigos.
Cortesia do meu grande amigo e parceiro de vida outsider, Adriano. Uma das pessoas mais lúcidas e doces que já conheci na vida.
En mi pueblo sin pretensión
Tengo mala reputación,
Haga lo que haga es igual
Todo lo consideran mal
Yo no pienso pues hacer ningún daño
Queriendo vivir fuera del rebaño;
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe.
Todos todos me miran mal
Salvo los ciegos es natural.
Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me supo levantar.
En el mundo pues no hay mayor pecado
Que el de no seguir al abanderado.
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos me muestran con el dedo
Salvo los mancos, quiero y no puedo.
Si en la calle corre un ladrón
Y a la zaga va un ricachón
Zancadilla doy al señor
Y aplastado el perseguidor
Eso sí que sí que será una lata
Siempre tengo yo que meter la pata.
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos tras de mí a correr
Salvo los cojos, es de creer.
No hace falta saber latín
Yo ya se cual será mi fin,
En el pueblo se empieza a oir,
Muerte, muerte al villano vil,
Yo no pienso pues armar ningún lío
Con que no va a Roma el camino mío,
No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos vendrán a verme ahorcar,
Salvo los ciegos, es natural.
Dedicado a todos os hipócritas, autoilusionistas, sabotadores, burocratas e todo o tipo de gente limitada que adora foder com nossas vidas.
Cortesia do meu grande amigo e parceiro de vida outsider, Adriano. Uma das pessoas mais lúcidas e doces que já conheci na vida.
En mi pueblo sin pretensión
Tengo mala reputación,
Haga lo que haga es igual
Todo lo consideran mal
Yo no pienso pues hacer ningún daño
Queriendo vivir fuera del rebaño;
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No, a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe.
Todos todos me miran mal
Salvo los ciegos es natural.
Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me supo levantar.
En el mundo pues no hay mayor pecado
Que el de no seguir al abanderado.
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos me muestran con el dedo
Salvo los mancos, quiero y no puedo.
Si en la calle corre un ladrón
Y a la zaga va un ricachón
Zancadilla doy al señor
Y aplastado el perseguidor
Eso sí que sí que será una lata
Siempre tengo yo que meter la pata.
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Y a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos tras de mí a correr
Salvo los cojos, es de creer.
No hace falta saber latín
Yo ya se cual será mi fin,
En el pueblo se empieza a oir,
Muerte, muerte al villano vil,
Yo no pienso pues armar ningún lío
Con que no va a Roma el camino mío,
No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
No a la gente no gusta que
Uno tenga su propia fe
Todos vendrán a verme ahorcar,
Salvo los ciegos, es natural.
Dedicado a todos os hipócritas, autoilusionistas, sabotadores, burocratas e todo o tipo de gente limitada que adora foder com nossas vidas.
domingo, agosto 08, 2010
Meu bar, meu lar - a história do Souq Pub, o melhor point árabe que essa cidade já teve

Então, eu falei desse lugar muitas vezes nesse blog. O Souq Pub era o ponto de encontro do povo que ama cultura árabe em Porto Alegre, uma casa gostosa e aconchegante na Ramiro Barcelos, onde nos reuníamos para fumar shisha, tomar cerveja, comer petiscos árabes, dançar, conversar e fazer planos mirabolantes.
Mas o lugar fechou. O Rafa foi com a Anisah para o Oriente Médio e hoje em dia a casa está para alugar.
É sempre chato quando um lugar legal fecha em Porto Alegre, que é tão carente de lugares legais para gente de gosto fora do comum. Mas com o Souq a coisa foi um pouco mais séria. Não é todo dia que o dono do bar é seu chapa - não, ele não apenas te conhece do balcão e do caixa, ele tem os mesmos interesses, os mesmos gostos, viajou para os lugares que você gostaria de conhecer e trouxe as coisas que decoram aquele espaço tão gostoso.

O Rafa é um cara muito legal e todos sentimos saudade dele. E da Anisah (Vanessa, pros da casa), que além de uma bailarina deliciosa é um amor de pessoas. Uma menina querida de Pelotas, inteligente, espirituosa, geminiana, amiga e divertida. Um doce de coco que PoA perdeu para condições melhores de trabalho.
Além de frequentar o bar, por um bom tempo eu fiz aulas de dança com a Daiane Ribeiro lá, às tardes. Depois era só descer, pedir uma shisha, tomar uma cervejinha, botar as fofocas em dia.
DAIANE RIBEIRO:Muito mais que mestra e uma das melhores raqsas que já conheci, amiga de todas as horas. Que me entende como só podem as geminianas...
Nunca antes e nunca depois eu me senti tão bem num estabelecimento comercial (ok, comercial era quase modo de dizer...), tão à vontade. Não me preocupava em me produzir, não me preocupava com a conta (se gastasse mais do que tinha no bolso, acertava com o Rafa na vez seguinte - era um pacto de confiança,ele nunca fez cara feia, eu jamais deixei de pagar), não me preocupava se as pessoas com quem eu marquei já tinham chegado ou não. Porque o Souq era um bar onde eu nunca ficava sozinha. Ainda que o nosso impagável Celso (o melhor preparador de shisha ever),o Rafa ou a Anisah não estivessem ou estivessem muito ocupados, eu podia simplesmente ficar num canto sozinha e curtir a trilha árabe (sempre excelente, graças ao bom gosto do Rafa).O Souq tinha um clima assim tão legal que uma mulher podia frequentá-lo tranquilamente sozinha, sem a possibilidade de ser importunada por algum bêbado ou coisa do tipo. Saudade grande da luz colorida naquelas paredes...

Outra coisa muito legal era a quantidade grande de eventos relacionados à musica e à dança. (Incrivelmente, tivemos shows internacionais espetaculares para quarenta pessoas... Porto Alegre é um ovo que gosta e faz tudo para permanecer isso mesmo: um ovo.)
Além disso, jamais haverá um lugar para as loucas dançarem com tanto conforto e liberdade. Instalações decentes para nos trocarmos,liberdade para fazer festas dançantes, para conferir CDs e DVDs que levávamos em reuniões de bailarinas. Uma quantidade boa (incrivelmente boa, em termos locais) de gente junta que respeitava e amava a arte.

Cartaz de um dos eventos, estrelado pela bela Anisah.
Foram tantas reuniozinhas para planejar shows (muitos que jamais se realizaram), trocar material, ver gente dançar/tocar, botar o papo em dia. As impagáveis festas de aniversário. Sou uma nostálgica irrecuperável, poderia escrever horas.
Meu aniver de 2009 - em azul, Zahira-Fernanda,grande dançarina e amiga baladi desse coraçãozinho baladi.
Amigo Grifo tem a teoria que o Souq era tão bom porque, mais do que estabelecimento comercial, era um lugar para reunir gente com interesses afins. E que por essas mesmas características acabou se tornando inviável financeiramente. Pode ser. Eu mal e mal consigo que me consolar com a idéia de que foi melhor desaparecer assim do que decair um dia.
No Souq, eu fortaleci a amizade com a Daiane e com a Zahira (Fer, pros de casa). Eu conheci o Tuerlinckx, primeiro como professor, depois como o amigo insubstituível que se tornou, pessoa de essencial importância na minha vida. E também o pessoal da casa (Rafa,Anisah e Celso), claro, o Gabriel (que fazia aula de derbake também,com o Rafa),o Grifo.
FABIANO TUERLINCKX:percussionista excepcional, professor e um dos amigos mais doces e generosos que o mundo me deu. Indispensável e insubstituível.
Dentro daquela casa eu ri, argumentei, falei bobagem, dancei, cantei, beijei, chorei, abracei muita gente por variados motivos. Foi um lugar que concentrou uma camada de emoções bem intensas para mim. O bar fechou, mas, enquanto eu estiver viva, sempre terá uma luzinha verde acesa em alguma fachada da minha memória.
terça-feira, agosto 03, 2010
Do mais santo dos remédios: o tempo
(Coisa que eu mais amo é quando essa merda dá pau e eu perco o post inteiro como há segundos. Ok, vamo lá de novo.)
Quem me conhece bem, sabe que não vivo sem os meus amigos. Sei que consigo suportar qualquer coisa com eles por perto, o resto eu não sei. Depois de velha admiti para mim mesma que meus amigos tem importância maior na minha vida que meus amores - salvo os raros casos em que os amores se tornaram amigos.
Sendo assim, adoro fazer amigos novos e reencontrar amigos. E se tem algo que me chateia, mas me chateia muito, é perder um amigo. (Até aprendi a administrar a situação com a idade, mas gostar também não é o caso.)
Pois que hoje foi um dia deveras supimpa, porque eu fiz uma coisa que realmente me dá muito prazer: recuperei um amigo.
Perdi a amizade do moço em questão porque esta se desenvolveu em conjunto a uma paixão mal-resolvida dos diabos. Como temos em comum a impulsividade e a passionalidade, deu uma merda bonita de se ver. Explodimos em gritos, lágrimas e ranger de dentes. Mexicano.
Enfim, o tempo passou e a paixão com ela. Mas a saudade do amigo com quem tenho grande afinidade e com quem me divirto muito permaneceu. Foi bom descobrir que, de alguma maneira, a recíproca era verdadeira. (Eu jurava que o moço ainda rosnava à menor menção do meu nome, quando na verdade éramos dois a nos espiar furtivamente na Internet.) Enfim, foi um troço bem bacana.
Essa transição de paixão pra amizade é uma coisa que traz inúmeras vantagens. Tipo como ser tia, que só pega os melhores flashes da maternidade.
Marido (namorado/amante/whatever) eu só posso ter um por vez (e estou muito satisfeita com o meu, obrigada), amigos eu posso ter todos ao mesmo tempo agora!
Amizade não tem ciúme, não tem jogo, só levanta sua auto-estima. E a parte que eu mais gosto: havendo caráter dos dois lados, a tendência é que dure para sempre! (Que o digam meus amigos do Pleistoceno!)
Tá, não vou negar que uma amizade que tem um histórico romântico gera um tipo de afeto especial. Como costuma dizer meu primeiro grande amor (e um dos meus melhores amigos para todo sempre, arigatô Kami-sama!): "sempre teremos Paris". Mas é o tipo de diferencial que se dissipa com o tempo e não traz nenhum ônus nem risco. Acho que até pelo contrário: economiza muitas explicações.
Aproveito a oportunidade para ser piegas: meus grandes amigos espalhados por esse mundo, de todas as épocas, sejam os que nasceram meus irmãos ou os que se tornaram - amo MUITO LOUCAMENTE todos vocês! Cada um de vocês, a seu modo, é essencial na minha vida.
Ao moço em questão, caso ele leia este post: OKAERI NASAI! (Bem vindinho de volta, em japonês.^__^)
Quem me conhece bem, sabe que não vivo sem os meus amigos. Sei que consigo suportar qualquer coisa com eles por perto, o resto eu não sei. Depois de velha admiti para mim mesma que meus amigos tem importância maior na minha vida que meus amores - salvo os raros casos em que os amores se tornaram amigos.
Sendo assim, adoro fazer amigos novos e reencontrar amigos. E se tem algo que me chateia, mas me chateia muito, é perder um amigo. (Até aprendi a administrar a situação com a idade, mas gostar também não é o caso.)
Pois que hoje foi um dia deveras supimpa, porque eu fiz uma coisa que realmente me dá muito prazer: recuperei um amigo.
Perdi a amizade do moço em questão porque esta se desenvolveu em conjunto a uma paixão mal-resolvida dos diabos. Como temos em comum a impulsividade e a passionalidade, deu uma merda bonita de se ver. Explodimos em gritos, lágrimas e ranger de dentes. Mexicano.
Enfim, o tempo passou e a paixão com ela. Mas a saudade do amigo com quem tenho grande afinidade e com quem me divirto muito permaneceu. Foi bom descobrir que, de alguma maneira, a recíproca era verdadeira. (Eu jurava que o moço ainda rosnava à menor menção do meu nome, quando na verdade éramos dois a nos espiar furtivamente na Internet.) Enfim, foi um troço bem bacana.
Essa transição de paixão pra amizade é uma coisa que traz inúmeras vantagens. Tipo como ser tia, que só pega os melhores flashes da maternidade.
Marido (namorado/amante/whatever) eu só posso ter um por vez (e estou muito satisfeita com o meu, obrigada), amigos eu posso ter todos ao mesmo tempo agora!
Amizade não tem ciúme, não tem jogo, só levanta sua auto-estima. E a parte que eu mais gosto: havendo caráter dos dois lados, a tendência é que dure para sempre! (Que o digam meus amigos do Pleistoceno!)
Tá, não vou negar que uma amizade que tem um histórico romântico gera um tipo de afeto especial. Como costuma dizer meu primeiro grande amor (e um dos meus melhores amigos para todo sempre, arigatô Kami-sama!): "sempre teremos Paris". Mas é o tipo de diferencial que se dissipa com o tempo e não traz nenhum ônus nem risco. Acho que até pelo contrário: economiza muitas explicações.
Aproveito a oportunidade para ser piegas: meus grandes amigos espalhados por esse mundo, de todas as épocas, sejam os que nasceram meus irmãos ou os que se tornaram - amo MUITO LOUCAMENTE todos vocês! Cada um de vocês, a seu modo, é essencial na minha vida.
Ao moço em questão, caso ele leia este post: OKAERI NASAI! (Bem vindinho de volta, em japonês.^__^)
quinta-feira, julho 29, 2010
Férias - 2a. parte e outras cositas
Ainda são muitos os posts para colocar em dia, mas, enfim, a vida.
Depois do afofamento descrito, veio mais afofamento. Na sexta,fizemos a boa e velha "reuniãozinha do povo da ECA". Como estamos todos ficando muito velhos e comprometidos, apenas quatro compareceram: eu, Rê, Sabin e o grande Mestre, que nos "anfitriou". Fiz um jantarzinho, foi gostoso. O jeito como todos os meninos babaram no Rodriguinho (o filho do Mestre e da Rita, que não pode comparecer porque estava trabalhando) deixou explícita nossa idade provecta... hehe
Tirei pouquissimas fotos nessa viagem, porque não estava com câmera e a qualidade do celular é aquela coisa. Mas alguns registros tive que fazer, como da sobrinha mais linda do mundo (mesmo sem maquiagem, nem chapinha, nem glamoursh) e do fofo do cunhado dela.(Sim, eu tenho uma sobrinha casada. Daqui a pouco eu pisco e sou TIA-AVÓ. Ui.)


No sabadão fui pro Rio, para o casamento da Clara e do Fábio - que hoje são nossos amigos, mas tudo começou com uma amizade entre Clara e Maridón sobre uns assuntos alemães que tento traduzir até hoje.^_^
Peguei um lindo congestionamento de 4h na Dutra, por causa de uma carreta virada (vida de cigano é fogo, viu!) e fui direto afofar a amiga angolana Humberta.
Não tirei fotos do casamento, nem as publicaria, porque acho que é coisa de cada um, mas deixo com vocês algumas fotos espetaculares da igreja no Méier, segundo marido, a única basílica mourisca da América Latina.




Depois voltei para Sampa, afofei mais o Rê, afofei mais a Flávia, peguei umas coisinhas na 25 de Março (o que é o auto-controle da pessoa para não levar TUDO o que estava a um terço do preço porto alegrense><), tive o tradicional jantar com Meiko...
TIRASHIZUSHI DO SUSHI GUEN
Encontrei mais uma pessoa bem especial cuja foto não vou postar aqui porque não brinco com gente séria.^^ Mas pense num cara que tá chegando nos quarenta e ficando cada dia mais japonês... rsrs
Então voltei pra terrinha sob chuva torrencial e o vôo que ia chegar às 21h35 chegou`1h da manhã... Coisas dessa terra de clima inclemente. Chegando aqui, aproveitei o tempo livre para afofos nas pessoas queridas daqui, incluindo o povo de Santa Maria.
Dessa vez não deu para ir até Brasília, destino final do meu primeiro avião. (Juro que pensei em me esconder no banheiro...) O que não quer dizer que não tenha pensado muito em Rô Salgueiro...

Aqui uma fotinho do encontro do grupo Masala, do qual sou uma extensão tieteira.

Termino o post com umas imagenzinhas ótimas que achei quando limpava o celular para escrever esse texto.:)
JO E SEU FERNANDO
AMO MUITO!!!
MAMÃE VERSÂO SIMONE DE BEAUVOIR
EU E MEIKO EM GRAMADO, HÁ MUITO TEMPO
(Sorry pela disposição tosca das imagens, mas estas coisas ficam a cada dia mais complicadas de editar no Blogger...)
Depois do afofamento descrito, veio mais afofamento. Na sexta,fizemos a boa e velha "reuniãozinha do povo da ECA". Como estamos todos ficando muito velhos e comprometidos, apenas quatro compareceram: eu, Rê, Sabin e o grande Mestre, que nos "anfitriou". Fiz um jantarzinho, foi gostoso. O jeito como todos os meninos babaram no Rodriguinho (o filho do Mestre e da Rita, que não pode comparecer porque estava trabalhando) deixou explícita nossa idade provecta... hehe
Tirei pouquissimas fotos nessa viagem, porque não estava com câmera e a qualidade do celular é aquela coisa. Mas alguns registros tive que fazer, como da sobrinha mais linda do mundo (mesmo sem maquiagem, nem chapinha, nem glamoursh) e do fofo do cunhado dela.(Sim, eu tenho uma sobrinha casada. Daqui a pouco eu pisco e sou TIA-AVÓ. Ui.)


No sabadão fui pro Rio, para o casamento da Clara e do Fábio - que hoje são nossos amigos, mas tudo começou com uma amizade entre Clara e Maridón sobre uns assuntos alemães que tento traduzir até hoje.^_^
Peguei um lindo congestionamento de 4h na Dutra, por causa de uma carreta virada (vida de cigano é fogo, viu!) e fui direto afofar a amiga angolana Humberta.
Não tirei fotos do casamento, nem as publicaria, porque acho que é coisa de cada um, mas deixo com vocês algumas fotos espetaculares da igreja no Méier, segundo marido, a única basílica mourisca da América Latina.




Depois voltei para Sampa, afofei mais o Rê, afofei mais a Flávia, peguei umas coisinhas na 25 de Março (o que é o auto-controle da pessoa para não levar TUDO o que estava a um terço do preço porto alegrense><), tive o tradicional jantar com Meiko...
TIRASHIZUSHI DO SUSHI GUENEncontrei mais uma pessoa bem especial cuja foto não vou postar aqui porque não brinco com gente séria.^^ Mas pense num cara que tá chegando nos quarenta e ficando cada dia mais japonês... rsrs
Então voltei pra terrinha sob chuva torrencial e o vôo que ia chegar às 21h35 chegou`1h da manhã... Coisas dessa terra de clima inclemente. Chegando aqui, aproveitei o tempo livre para afofos nas pessoas queridas daqui, incluindo o povo de Santa Maria.
Dessa vez não deu para ir até Brasília, destino final do meu primeiro avião. (Juro que pensei em me esconder no banheiro...) O que não quer dizer que não tenha pensado muito em Rô Salgueiro...

Aqui uma fotinho do encontro do grupo Masala, do qual sou uma extensão tieteira.

Termino o post com umas imagenzinhas ótimas que achei quando limpava o celular para escrever esse texto.:)
JO E SEU FERNANDO
MAMÃE VERSÂO SIMONE DE BEAUVOIR(Sorry pela disposição tosca das imagens, mas estas coisas ficam a cada dia mais complicadas de editar no Blogger...)
sexta-feira, julho 16, 2010
Friozinho, aconchego e as coisas na vida que realmente importam
Então, povo, finalmente a pessoa conseguiu sair de férias. Claro que naquele esquema: o último ensaio acadêmico para ser escrito na noite de domingo, embarque segunda às 14h50.
Consegui parar para escrever as 23h (quem me conhece sabe que rendo mais à noite), trabalhei até as 5h30 da manhã, quando tive que fazer uma pausa por problemas técnicos e tirei um cochilo. (Valeu CEEE!><) Reiniciei às 7h, terminei às 11h, revisei e mandei para a divina Cláudia entregar para mim. Ufa! Aí fui tomar um banho, terminar de arrumar as últimas coisas e aeroporto.
Uma chuva, uma chuva, uma chuva em Porto Alegre. Eu de botas, legging, saião, malhas de lâ como de costume. Enfim. Cheguei em São Paulo com 27o. e cozinhei! Que feliz! Bão, cheguei e já fui direto pras grota, digo, pra Cesário Lange que é onde a irmã mora atualmente e ficamos lá nos afofando. O telefone sem sinal.Bão.
Na quarta de manhã vim pra Sampa (porque cidade de 15 mil habitantes é essa beleza: ônibus pra Sampa às 7h e às 17h30. Só. Tive que acordar 6h sem a menor necessidade.:'()e passei a tarde afofando a Meiko. Almoçamos na Liberdade, comprei umas coisinhas, passamos na Fundação Japão (onde eu não ia há séculos, mas aquele lugar não muda, parou no tempo, até o cheiro do carpete é igualzinho) e tomamos um café na Cultura (o pior atendimento em cafés ever). Depois encontrei agente Scully, digo, a Flávia, amiga de muitos anos e melhor dentista do mundo para devolver ao mundo o que o lítio comeu - a integridade da minha arcada inferior. Depois fui pra casa dela afofar, afofar, afofar. Fiquei até ontem à noite, quando vim pra casa do Rê, o irmão que minha mãe não quis me dar, mas o mundo me deu assim mesmo e afofamos madrugada à dentro.
Hoje à noite devem aparecer mais dos meus amigos do Pleistoceno, digo, dos tempos de ECA-USP, para serem devidamente afofados. Adouro.
Sábado e domingo afofo pessoas no Rio e segunda a afofação paulista continua.
Tá friozinho aqui em Sampa (cerca de 13o., nada comparado com os 3o. que marido tá enfrentando em Porto Alegre, mas aqui é inverno...), mas não tem nada mais aconchegante do que ir seguindo por várias pessoas e encontrar pessoas que te amam de verdade, estão "tri a fim" de ver, te receber, saber da sua vida. A fofura dos abraços, os cabelos recém-curtinhos da minha irmã, os braços firmes da sobrinha, o tempo suspenso da Meiko, o sorriso cansado-feliz da Flávia, massagear as costas do meu irmão. Nada disso tem preço no mundo. Nessas horas, ainda que eu não amasse loucamente o que faço, valeria todo e qualquer sacrifício para poder viajar.
Amizade é um tipo de amor também. E estou para dizer para vocês, que é meu tipo de amor preferido. Que não cansa, não tem medo, nem fim, nem ameaça possível. Claro, mas só quando é de verdade.
Falando nisso, tem gente nessa terra que eu gostaria muito de ver/ter visto, mas que, apesar de eu ter avisado antes e tentar contato insistentemente, simplesmente sumiram sem deixar aviso. Isso me chateia muito. Manda um email e diz: "embolou o meio de campo, não vou conseguir te ver dessa vez, desculpe!" Eu compreendo. Mas fazer eu ficar procurando feito louca sem dar retorno, como diria amada sogra, "non se faz".
Enfim, tá bão. Volto para contar outras coisas.
E ratifico: não teria como estar melhor.
Consegui parar para escrever as 23h (quem me conhece sabe que rendo mais à noite), trabalhei até as 5h30 da manhã, quando tive que fazer uma pausa por problemas técnicos e tirei um cochilo. (Valeu CEEE!><) Reiniciei às 7h, terminei às 11h, revisei e mandei para a divina Cláudia entregar para mim. Ufa! Aí fui tomar um banho, terminar de arrumar as últimas coisas e aeroporto.
Uma chuva, uma chuva, uma chuva em Porto Alegre. Eu de botas, legging, saião, malhas de lâ como de costume. Enfim. Cheguei em São Paulo com 27o. e cozinhei! Que feliz! Bão, cheguei e já fui direto pras grota, digo, pra Cesário Lange que é onde a irmã mora atualmente e ficamos lá nos afofando. O telefone sem sinal.Bão.
Na quarta de manhã vim pra Sampa (porque cidade de 15 mil habitantes é essa beleza: ônibus pra Sampa às 7h e às 17h30. Só. Tive que acordar 6h sem a menor necessidade.:'()e passei a tarde afofando a Meiko. Almoçamos na Liberdade, comprei umas coisinhas, passamos na Fundação Japão (onde eu não ia há séculos, mas aquele lugar não muda, parou no tempo, até o cheiro do carpete é igualzinho) e tomamos um café na Cultura (o pior atendimento em cafés ever). Depois encontrei agente Scully, digo, a Flávia, amiga de muitos anos e melhor dentista do mundo para devolver ao mundo o que o lítio comeu - a integridade da minha arcada inferior. Depois fui pra casa dela afofar, afofar, afofar. Fiquei até ontem à noite, quando vim pra casa do Rê, o irmão que minha mãe não quis me dar, mas o mundo me deu assim mesmo e afofamos madrugada à dentro.
Hoje à noite devem aparecer mais dos meus amigos do Pleistoceno, digo, dos tempos de ECA-USP, para serem devidamente afofados. Adouro.
Sábado e domingo afofo pessoas no Rio e segunda a afofação paulista continua.
Tá friozinho aqui em Sampa (cerca de 13o., nada comparado com os 3o. que marido tá enfrentando em Porto Alegre, mas aqui é inverno...), mas não tem nada mais aconchegante do que ir seguindo por várias pessoas e encontrar pessoas que te amam de verdade, estão "tri a fim" de ver, te receber, saber da sua vida. A fofura dos abraços, os cabelos recém-curtinhos da minha irmã, os braços firmes da sobrinha, o tempo suspenso da Meiko, o sorriso cansado-feliz da Flávia, massagear as costas do meu irmão. Nada disso tem preço no mundo. Nessas horas, ainda que eu não amasse loucamente o que faço, valeria todo e qualquer sacrifício para poder viajar.
Amizade é um tipo de amor também. E estou para dizer para vocês, que é meu tipo de amor preferido. Que não cansa, não tem medo, nem fim, nem ameaça possível. Claro, mas só quando é de verdade.
Falando nisso, tem gente nessa terra que eu gostaria muito de ver/ter visto, mas que, apesar de eu ter avisado antes e tentar contato insistentemente, simplesmente sumiram sem deixar aviso. Isso me chateia muito. Manda um email e diz: "embolou o meio de campo, não vou conseguir te ver dessa vez, desculpe!" Eu compreendo. Mas fazer eu ficar procurando feito louca sem dar retorno, como diria amada sogra, "non se faz".
Enfim, tá bão. Volto para contar outras coisas.
E ratifico: não teria como estar melhor.
sexta-feira, julho 09, 2010
Menos de um artigo... - hinos de louvor rumo às férias
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Pare um pouquinho, twitte um pouquinho...
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Pare um pouquinho, blogue um pouquinho...
Menos de um artigo...
Menos de um artigo
Pare um pouquinho, twitte um pouquinho...
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Menos de um artigo
Pare um pouquinho, blogue um pouquinho...
Menos de um artigo...
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terça-feira, junho 29, 2010
Sobre a festa de aniversário mais bacana da história
Tá aqui.
Porque eu não queria escrever dois posts sobre o mesmo assunto.
Porque eu não consigo inserir vídeos nessa bagaça do meu computador.
E porque minhas amigas são as melhores.
Porque eu não queria escrever dois posts sobre o mesmo assunto.
Porque eu não consigo inserir vídeos nessa bagaça do meu computador.
E porque minhas amigas são as melhores.
domingo, maio 23, 2010
Enquanto isso, no auditório do prédio de Letras...
A palestra era lida e sobre um assunto nada fundamental para nenhuma de nós. Quinze páginas lidas len-ta-men-te. O horário tardio. Jogo do Inter por começar. O tédio grassa.
Aí eu me saí com uma das soluções antitédio do tempo da USP: texto "surrealista". Escreve uma primeira frase esdrúxula, passa pro próximo do grupo e vai completando. Claro que os assuntos pessoais acabaram tomando conta e o negócio foi ficando cada vez menos surreal e cada vez mais voltado para os incômodos sobre a vida acadêmica e com a palestra.
Deu nisso aí. Um clássico da literatura de canto de caderno. Mas antes de você ler isso tudo, se é que você não é de nosso grupo e ainda se dispõe, é importante que você saiba:
1) Tínhamos todas acabado de ler uma versão em e-book de "O Rei de Havana" de Pedro Juan Gutierrez, onde há muita linguagem chula. Por um problema de digitalização, toda vez que aparecia a palavra "cu", vinha grafado "eu". Logo pegou a moda de mandar tomar no "eu" entre os alunos.
2) A palestra, sobre um ciclo de livros angolanos de Pepetela, abordava entre outras uma obra chamada "A Chana", que parece que é uma região de lá, enfim. Na minha terra, a palavra significa outra cousa.
3) O prof. X é o organizador desse ciclo interminável de palestras a que vamos obrigadas pelas normas da CAPES. Nem elas (as palestras), nem o professor, primam pela busca de assuntos relevantes para nossas pesquisas, nem pelo desenvolvimento agradável e jamais pelo senso de humor.
4) Estávamos em seis. Não revelo os nomes nem sob tortura. Não sei editar essa merda em cor, portanto vou usar negrito e itálico para diferenciar autorias, mas, claro, não significa que todas os trechos em negrito, por exemplo, sejam da mesma pessoa.
Então vai:
O padre se chocou com a porca imagem. A cruz caiu do céu vermelho. Eu estou sentada no banco traseiro do carro comendo amendoim. Vou tomar um porre de utopias. Ponto final escuro e branco. Uma árvore muito balançada fortalece as raízes. Sigo viagem até Tupanciretã, com medo do que posso encontrar. Mas finalmente vou conseguir comprar minha vaquinha verde! Estou com medo que a "Chana" tome forma humana e me engula. Tomou chá preto e se suicidou com bolachinhas rosa pink. Foi ler uma Havana povoada loca da Marcia. Tem que ser ninja! Já vou tarde porque acordei ontem e hoje estou dormindo! E se dormir vou sonhar com Reynaldo e sua poderosa pica de 22 cm. Que prometeu vir pro Brasil e virar "el rey de Santa". Que livro é esse que não li e que voz é essa que faz eco na minha cabeça oca. Uma narrativa bêbada. Só se eu colocar o copo de vinho na frente da TV para ver Édipo Rei. E dormir e esquecer do mundo, ô vontade! Subjetividade é eu assumir o relativo e o subjetivo e resolver dar o meu "eu" para o mundo. Dar o "eu" para o mundo é importante, pois feliz é quem dá com alegria. Jesus disse: "-Quem dá, RECEBE!" Cansada, cansada, meu "eu" usado assim sem dó nem piedade. Eu não quero falar de um "eu" que anda em desuso. Se o uso fosse mais usado o desuso valorizaria a casa de cãmbio. Não estou pensando nesse elo perdido porque a dor maior é não poder chorar quando não se quer ouvir bobagens. O fato é que a palestra sobre os umbundos e quimbundos deixa os pós-graduandos furibundos. E vou-me embora para Tupanciretã... Mas a saudade maior é da fronteira... E Rivera e seus perfumes me esperam. Vamos suprir as carências num impulso consumista, pois o inferno são os outros, e não há saída, muito menos para uma libriana sensível. Ou para uma geminiana confusa, que mantém seu cérebro transitando por todos os paraísos artificiais e infernos reais possíveis - qualquer deslocamento que permita alguma salvação da morte pelo tédio. Mas o maior tédio sde uma mestranda são as quintas-feiraas... loooongas quintas-feiras! Porque nesta vida tudo passa, até a uva passa, mas as tarefas de produtividade da CAPES não passam. Se estamos falando de simbólico simplesmente não saímos da superfície e superfície macia só a minha cama agora. Agora nem cama nem jogo do Inter; é esse o motivo da expressão de desalento do X.: o jogo está para iniciar e os compromissos acadêmicos o prendem numa sala morna e translúcida. Eu conhecia CHANA como apelido do órgão sexual feminino. Só podia ser coisa de uma doutora que foi aluna do Costa Lima e que tem a boca invertida. Se eu fosse um "Kamundongo" eu não entraria nesse buraco embora tivesse um nariz enorme. Porque o Kamundongo sabe que a boca está no campo simbólico da Chana invertida. MAS NÃO ESQUEÇAM... A Chana é árida e Agostinho Neto é o Rei de Angola... Mas o maior problema na academia é a falta de Panga. Agora a Chana está aberta e inóspita então! E ela é real, não se esqueçam, pois o guerrilheiro se encontrou com ela, e viu estrelas no céu. Mas aqui não há um Rei real, apenas representação.. Os "Eus" são apenas abstração nessa Pós. E como aqui tudo é abstrato, vou-me embora para Pasárgada. Lá tenho o homem que eu quero, na cama que escolherei, uma cama concreta com um ser concreto. Liberar o "eu" de seu desuso absurdo. Também estou louca para sair de dentro da Chana e ir para minha casa, desarticulada e desalojada. Vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Como um mbambi dentro da Chana! Ninguém conhece Marx mas o sólido que se desmancha é sempre citado, parece que ele só disse isso. E depois dessa: "Tchau, I have to go now, I have to go now!" Falar em jogos de futebol, Tupanciretâ (obs: cidade natal do prof. X.) se representa de camisa vermelha! E o Professor pensa: "- O Inter está entrando em campo." "Digo, na Chana!" Ele tenta se concentrar, mas tá foda. Nesse momento cantamos: "não posso ficar nem mais um minuto com você..." E vou exilar-me em Luanda, depois me perguntem como foi. Vai ficar com o Malongo! Vai que o Malongo é bem dotado e se torna "O Rei de Angola"? E joga futebol só que não joga no Inter que vai jogar daqui a pouco. E o X. não vai ver! Isso é pelas torturas de 5a. de manhã! (obs: as aulas) CASTIGO! E o mais impressionante é o efeito Lacto-Purga que essa abstinência futebolística terá sobre ele! Tentando entender porque meu pensamento não processa e mesmo assim estou aqui ouvindo tudo que cai na profundidade e no vago do meu cérebro. Porque todos os valores são relativos à exceção da bolsa CAPES e da pressão do orientador. A academia é o lar dos absurdos. E o pior que nem bolsa tenho, só um orientador mala que inventa BOBAGENS MENSAIS! Palestra mensal é pior que menstruação e "epílago". Bom, acabou.
Aí eu me saí com uma das soluções antitédio do tempo da USP: texto "surrealista". Escreve uma primeira frase esdrúxula, passa pro próximo do grupo e vai completando. Claro que os assuntos pessoais acabaram tomando conta e o negócio foi ficando cada vez menos surreal e cada vez mais voltado para os incômodos sobre a vida acadêmica e com a palestra.
Deu nisso aí. Um clássico da literatura de canto de caderno. Mas antes de você ler isso tudo, se é que você não é de nosso grupo e ainda se dispõe, é importante que você saiba:
1) Tínhamos todas acabado de ler uma versão em e-book de "O Rei de Havana" de Pedro Juan Gutierrez, onde há muita linguagem chula. Por um problema de digitalização, toda vez que aparecia a palavra "cu", vinha grafado "eu". Logo pegou a moda de mandar tomar no "eu" entre os alunos.
2) A palestra, sobre um ciclo de livros angolanos de Pepetela, abordava entre outras uma obra chamada "A Chana", que parece que é uma região de lá, enfim. Na minha terra, a palavra significa outra cousa.
3) O prof. X é o organizador desse ciclo interminável de palestras a que vamos obrigadas pelas normas da CAPES. Nem elas (as palestras), nem o professor, primam pela busca de assuntos relevantes para nossas pesquisas, nem pelo desenvolvimento agradável e jamais pelo senso de humor.
4) Estávamos em seis. Não revelo os nomes nem sob tortura. Não sei editar essa merda em cor, portanto vou usar negrito e itálico para diferenciar autorias, mas, claro, não significa que todas os trechos em negrito, por exemplo, sejam da mesma pessoa.
Então vai:
O padre se chocou com a porca imagem. A cruz caiu do céu vermelho. Eu estou sentada no banco traseiro do carro comendo amendoim. Vou tomar um porre de utopias. Ponto final escuro e branco. Uma árvore muito balançada fortalece as raízes. Sigo viagem até Tupanciretã, com medo do que posso encontrar. Mas finalmente vou conseguir comprar minha vaquinha verde! Estou com medo que a "Chana" tome forma humana e me engula. Tomou chá preto e se suicidou com bolachinhas rosa pink. Foi ler uma Havana povoada loca da Marcia. Tem que ser ninja! Já vou tarde porque acordei ontem e hoje estou dormindo! E se dormir vou sonhar com Reynaldo e sua poderosa pica de 22 cm. Que prometeu vir pro Brasil e virar "el rey de Santa". Que livro é esse que não li e que voz é essa que faz eco na minha cabeça oca. Uma narrativa bêbada. Só se eu colocar o copo de vinho na frente da TV para ver Édipo Rei. E dormir e esquecer do mundo, ô vontade! Subjetividade é eu assumir o relativo e o subjetivo e resolver dar o meu "eu" para o mundo. Dar o "eu" para o mundo é importante, pois feliz é quem dá com alegria. Jesus disse: "-Quem dá, RECEBE!" Cansada, cansada, meu "eu" usado assim sem dó nem piedade. Eu não quero falar de um "eu" que anda em desuso. Se o uso fosse mais usado o desuso valorizaria a casa de cãmbio. Não estou pensando nesse elo perdido porque a dor maior é não poder chorar quando não se quer ouvir bobagens. O fato é que a palestra sobre os umbundos e quimbundos deixa os pós-graduandos furibundos. E vou-me embora para Tupanciretã... Mas a saudade maior é da fronteira... E Rivera e seus perfumes me esperam. Vamos suprir as carências num impulso consumista, pois o inferno são os outros, e não há saída, muito menos para uma libriana sensível. Ou para uma geminiana confusa, que mantém seu cérebro transitando por todos os paraísos artificiais e infernos reais possíveis - qualquer deslocamento que permita alguma salvação da morte pelo tédio. Mas o maior tédio sde uma mestranda são as quintas-feiraas... loooongas quintas-feiras! Porque nesta vida tudo passa, até a uva passa, mas as tarefas de produtividade da CAPES não passam. Se estamos falando de simbólico simplesmente não saímos da superfície e superfície macia só a minha cama agora. Agora nem cama nem jogo do Inter; é esse o motivo da expressão de desalento do X.: o jogo está para iniciar e os compromissos acadêmicos o prendem numa sala morna e translúcida. Eu conhecia CHANA como apelido do órgão sexual feminino. Só podia ser coisa de uma doutora que foi aluna do Costa Lima e que tem a boca invertida. Se eu fosse um "Kamundongo" eu não entraria nesse buraco embora tivesse um nariz enorme. Porque o Kamundongo sabe que a boca está no campo simbólico da Chana invertida. MAS NÃO ESQUEÇAM... A Chana é árida e Agostinho Neto é o Rei de Angola... Mas o maior problema na academia é a falta de Panga. Agora a Chana está aberta e inóspita então! E ela é real, não se esqueçam, pois o guerrilheiro se encontrou com ela, e viu estrelas no céu. Mas aqui não há um Rei real, apenas representação.. Os "Eus" são apenas abstração nessa Pós. E como aqui tudo é abstrato, vou-me embora para Pasárgada. Lá tenho o homem que eu quero, na cama que escolherei, uma cama concreta com um ser concreto. Liberar o "eu" de seu desuso absurdo. Também estou louca para sair de dentro da Chana e ir para minha casa, desarticulada e desalojada. Vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Como um mbambi dentro da Chana! Ninguém conhece Marx mas o sólido que se desmancha é sempre citado, parece que ele só disse isso. E depois dessa: "Tchau, I have to go now, I have to go now!" Falar em jogos de futebol, Tupanciretâ (obs: cidade natal do prof. X.) se representa de camisa vermelha! E o Professor pensa: "- O Inter está entrando em campo." "Digo, na Chana!" Ele tenta se concentrar, mas tá foda. Nesse momento cantamos: "não posso ficar nem mais um minuto com você..." E vou exilar-me em Luanda, depois me perguntem como foi. Vai ficar com o Malongo! Vai que o Malongo é bem dotado e se torna "O Rei de Angola"? E joga futebol só que não joga no Inter que vai jogar daqui a pouco. E o X. não vai ver! Isso é pelas torturas de 5a. de manhã! (obs: as aulas) CASTIGO! E o mais impressionante é o efeito Lacto-Purga que essa abstinência futebolística terá sobre ele! Tentando entender porque meu pensamento não processa e mesmo assim estou aqui ouvindo tudo que cai na profundidade e no vago do meu cérebro. Porque todos os valores são relativos à exceção da bolsa CAPES e da pressão do orientador. A academia é o lar dos absurdos. E o pior que nem bolsa tenho, só um orientador mala que inventa BOBAGENS MENSAIS! Palestra mensal é pior que menstruação e "epílago". Bom, acabou.
sábado, maio 22, 2010
Para uma criatura de matéria onírica
Moça do mundo dos sonhos, entenda.
Desse mundo a gente não se desilude porque os humanos não feitos da matéria da ilusão.
Seres humanos são cheios de defeitos e fedem humanidade.
Se conseguires se acostumar ao fedor talvez encontres alguma diversão nisso tudo.
Fada de olhos perdidos, não desista.
Porque mais do que tu possas precisar da matéria da terra, nós precisamos da sua para que esse mundo não nos afunde em tanta lama.
Precisamos do teu sorriso para entender o mundo fora da carne.
Da tua sensibilidade para não esquecermos de que o mundo não precisa ser só isso.
Criança moldada ninfa, se fortaleça.
Nem que para isso tenhas de roubar a essência de meus tantos calos para formar uma capa protetora.
Que te insensibilize contra a falta de sensibilidade, a falta de caráter. O excesso de desejo, a falta de coragem, o excesso de humanidade. Contra a cegueira do mundo, as doenças medonhas e os vícios funestos.
Se fortaleça e siga, porque não queremos tuas lágrimas. Porque nos alimentamos de tua alegria. Porque precisamos de ti.
E eu preciso.
Desse mundo a gente não se desilude porque os humanos não feitos da matéria da ilusão.
Seres humanos são cheios de defeitos e fedem humanidade.
Se conseguires se acostumar ao fedor talvez encontres alguma diversão nisso tudo.
Fada de olhos perdidos, não desista.
Porque mais do que tu possas precisar da matéria da terra, nós precisamos da sua para que esse mundo não nos afunde em tanta lama.
Precisamos do teu sorriso para entender o mundo fora da carne.
Da tua sensibilidade para não esquecermos de que o mundo não precisa ser só isso.
Criança moldada ninfa, se fortaleça.
Nem que para isso tenhas de roubar a essência de meus tantos calos para formar uma capa protetora.
Que te insensibilize contra a falta de sensibilidade, a falta de caráter. O excesso de desejo, a falta de coragem, o excesso de humanidade. Contra a cegueira do mundo, as doenças medonhas e os vícios funestos.
Se fortaleça e siga, porque não queremos tuas lágrimas. Porque nos alimentamos de tua alegria. Porque precisamos de ti.
E eu preciso.
domingo, abril 25, 2010
Se tem uma fonte que não se esgota, é a amizade
Tava naquele bode com a facul, né? Cansaço, o caralho.
Mas aí, vejam vocês, depois da aula de quinta-feira, em que tive a sensação em que meu cérebro tinha sido extirpado com um saca-rolhas e atirado bem longe, surgiu a oportunidade de sorver um suquinho de cevada com duas das pessoas mais malucas e que mais admiro naquela turma.
A. é uma psiciana de personalidade raríssima. Está na minha faixa de idade - que nos dá um pouquinho mais de jogo de cintura dentro da selva acadêmica - embora pareça fisicamente muito mais nova. Sem nem uma papinha na língua, parceira, sempre disposta para a diversão. Inteligência brilhante e desempenho acima da média. Sem medo da própria fragilidade e sem necessidade de máscaras. Impossível a gente não orbitar em torno dela.
C. é mais ou menos uma figura de sonho. Virginiana, profunda, reservada. Estuda poesia e fala três idiomas. Alta, atlética, uma notável cabeleira louro avermelhada. Linda. Olhando de fora, parece um poço de placidez e segurança - como se a gente não conhecesse virginianos. Ainda mais quando eles estão com um "projeto secreto". E, claro, é um cadim mais nova que a gente, tem só 26. E ainda não percebeu a própria preciosidade. Se eu não dividisse com ela um passado psíquico semelhante, teria muita dificuldade em entender como isso pode ser assim. Mas eu realmente acredito que com minha influência e a da A., as idéias da moça se revolucionem um pouco e ela consiga olhar de óculos para os espelhos (o de dentro e o de fora).
Enfim, para minha completa surpresa, só não falamos de literatura. Foi a primeira vez, naquele ambiente, que tirei a máscara para respirar. Foi delicioso.
Marcamos umas gandaias para a semana que vem. O curso já começou a ficar bem mais interessante. Acho que até me curei da fobia de rodoviária.
O que eu mais gosto nesse negócio de ser Gêmeos em Gêmeos é que tudo e qualquer coisa pode ser mudado drasticamente, para melhor ou para pior, sem aviso prévio. Amo.
Mas aí, vejam vocês, depois da aula de quinta-feira, em que tive a sensação em que meu cérebro tinha sido extirpado com um saca-rolhas e atirado bem longe, surgiu a oportunidade de sorver um suquinho de cevada com duas das pessoas mais malucas e que mais admiro naquela turma.
A. é uma psiciana de personalidade raríssima. Está na minha faixa de idade - que nos dá um pouquinho mais de jogo de cintura dentro da selva acadêmica - embora pareça fisicamente muito mais nova. Sem nem uma papinha na língua, parceira, sempre disposta para a diversão. Inteligência brilhante e desempenho acima da média. Sem medo da própria fragilidade e sem necessidade de máscaras. Impossível a gente não orbitar em torno dela.
C. é mais ou menos uma figura de sonho. Virginiana, profunda, reservada. Estuda poesia e fala três idiomas. Alta, atlética, uma notável cabeleira louro avermelhada. Linda. Olhando de fora, parece um poço de placidez e segurança - como se a gente não conhecesse virginianos. Ainda mais quando eles estão com um "projeto secreto". E, claro, é um cadim mais nova que a gente, tem só 26. E ainda não percebeu a própria preciosidade. Se eu não dividisse com ela um passado psíquico semelhante, teria muita dificuldade em entender como isso pode ser assim. Mas eu realmente acredito que com minha influência e a da A., as idéias da moça se revolucionem um pouco e ela consiga olhar de óculos para os espelhos (o de dentro e o de fora).
Enfim, para minha completa surpresa, só não falamos de literatura. Foi a primeira vez, naquele ambiente, que tirei a máscara para respirar. Foi delicioso.
Marcamos umas gandaias para a semana que vem. O curso já começou a ficar bem mais interessante. Acho que até me curei da fobia de rodoviária.
O que eu mais gosto nesse negócio de ser Gêmeos em Gêmeos é que tudo e qualquer coisa pode ser mudado drasticamente, para melhor ou para pior, sem aviso prévio. Amo.
terça-feira, março 23, 2010
Viva, sim. Só correndo
São inúmeros os puxões de orelha pela falta de atualização. Mas tô correndo. Muito. E acabo usando meu tempo de postar para... dormir. Gente, eu ando precisando tanto dormir!
Seguindo a rotina de 4h de ônibus + 12 h em sala de aula + 4 h no ônibus de volta = 20 h semanais de ar condicionado, minha rinite resolveu pirar e o que inflamou foi a garganta, estou numa rouquidão medonha e numa tosse cretina.
Como não tenho dormido muito, o organismo não reage, então está meio... foda, com o perdão da expressão.
Não que as coisas estejam ruins. Estou amando cada minuto no mestrado, apesar dos textos teóricos em espanhol (sim, tenho problema de ler em espanhol, me enrolo menos no inglês e sinto profunda saudade dos textos em italiano da USP) e do Kant, os professores são ótimos, os colegas divertidos e estar em ambiente universitário rejuvenesce meu cérebro em uns quinze anos. Até de almoçar em R.U. eu gosto. Isso porque nem recebi bolsa ainda, que teoricamente é a parte mais divertida.
Encontrei amigas muito queridas nesse findi, mas isto está na minha personalidade bailarinística.
Dei uma abandonada nas aulas de derbake, mas pretendo retornar em muito breve. Fiz umas brincadeiras na festa de sábado e meus toques estão simplesmente medonhos. O pobre do Tuerlinckx vai ter que começar tudo de novo.
Também ando precisando de mais assiduidade nas aulas da Dai.
A parte boa é que comecei dança cigana com a Sayonara Linhares e está sendo uma experiência simplesmente fantástica, completamente diferente de tudo que eu já fiz em dança até aqui. Na verdade, a dança parece ser só um efeito colateral positivo no meio daquilo tudo que é a aula.
Enfim, não me abandonem e mandem notícias. Prometo aparecer sempre que possível. Até mais.
Seguindo a rotina de 4h de ônibus + 12 h em sala de aula + 4 h no ônibus de volta = 20 h semanais de ar condicionado, minha rinite resolveu pirar e o que inflamou foi a garganta, estou numa rouquidão medonha e numa tosse cretina.
Como não tenho dormido muito, o organismo não reage, então está meio... foda, com o perdão da expressão.
Não que as coisas estejam ruins. Estou amando cada minuto no mestrado, apesar dos textos teóricos em espanhol (sim, tenho problema de ler em espanhol, me enrolo menos no inglês e sinto profunda saudade dos textos em italiano da USP) e do Kant, os professores são ótimos, os colegas divertidos e estar em ambiente universitário rejuvenesce meu cérebro em uns quinze anos. Até de almoçar em R.U. eu gosto. Isso porque nem recebi bolsa ainda, que teoricamente é a parte mais divertida.
Encontrei amigas muito queridas nesse findi, mas isto está na minha personalidade bailarinística.
Dei uma abandonada nas aulas de derbake, mas pretendo retornar em muito breve. Fiz umas brincadeiras na festa de sábado e meus toques estão simplesmente medonhos. O pobre do Tuerlinckx vai ter que começar tudo de novo.
Também ando precisando de mais assiduidade nas aulas da Dai.
A parte boa é que comecei dança cigana com a Sayonara Linhares e está sendo uma experiência simplesmente fantástica, completamente diferente de tudo que eu já fiz em dança até aqui. Na verdade, a dança parece ser só um efeito colateral positivo no meio daquilo tudo que é a aula.
Enfim, não me abandonem e mandem notícias. Prometo aparecer sempre que possível. Até mais.
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