terça-feira, agosto 26, 2008

Uma noite mágica



Show de Douglas Felis em Porto Alegre. Noite de 23 de agosto, Souq Bar.


Pessoas, eu vi. E não vou me esquecer jamais. Jamais.

Douglas é um músico árabe de vanguarda, nascido na Venezuela, mas criado no Egito. Entende muito de seu ofício e traz a ele ares de renovação. Exultei quando soube do show.

Logo lembrei de minha amiga Lory. Estava estabelecida a ponte área Porto Alegre-Salvador!

Douglas começa o show com canto e bendir. Ouvir árabe bem cantado nessa terra é para poucos. Já comecei a me sentir privilegiada. Pombas, só tinha umas quarenta pessoas no show! Como assim! Só em Porto Alegre mesmo. Mas tava lindo, vambora.

Mas podia ficar mais bonito. Aí entra Karina Iman (deusa, deusa, deusa!!!!), imagine, para tocar snujs. E Douglas tocando kawala, que eu achei que era naz mas a Karina me corrigiu depois, Ana Fi Intizarak. Fernanda esmerilhando. Lindo, lindo, lindo! Babei 500 litros.

Então um solo de Karina. Douglas tocando dois bendires (se é que é assim o plural desse negócio). Algo bem raiz, folclórico e pé no chão, uma delícia. Karina dançando majestosa, muito dona de sua dança. Delírio, delírio.

Fernanda de novo. E Douglas fazendo um solo de daff de cair o queixo - muito moço que se diz derbakista por aí não faz com o derbake metade do que ele faz com o daff. DO CA - RA - LHO !!!
Ele tirou muito som dali e ela soube interpretar. Tipo, perfeito.

Mas sempre, sempre pode melhorar. Enta Omri em solo de naz. Karina Iman. Minha adjetivação não chega lá. Lindo. Gosto tanto quando meu senso crítico é chapado na parede por algo tão superiormente bom assim.

Depois, solo de tabla com as duas moças se alternando. Ah, vocês sabem o quanto isso é bom quando quem toca sabe tocar e quando quem dança sabe dançar.

Pra finalizar, Fabiano Tuerlinckx (que se um dia eu conseguir organizar minha vida vai ser meu professor) no derbake e Douglas cantando, botando todo mundo para dançar. Essa parte vocês podem ver aqui. (Aparece a testa da que vos escreve na gravação, quem reconhecer ganha um brinde... rsrs)

Enfim, eu sou muito chata e MUITO crítica. É muito raro eu assistir uma apresentação de dança e/ou música árabes e não reclamar de nada. Essa foi uma das pouquíssimas vezes. E eu agradeço muito a Deus por isso

quinta-feira, agosto 14, 2008

Doce demais

Eu já esperava por isso. Na verdade, eu sabia que as chances de acontecer seriam muito altas. Mas não deixa de ser um baque grande a confirmação.
Fui à uma farmácia na hora do almoço e fiz um teste de taxa de glicose. O normal para aquele horário (uma hora após o almoço) 160. Estava em 372. Sim, estou diabética. Ou deveria ser sou diabética? Que seja.
Isso não precisa ser necessariamente ruim. Quando me descobri bipolar e optei pelo tratamento (porque eu sempre opto por enfrentar, por seguir reto, por passar por cima), minha vida melhorou horrores.
Talvez com a diabetes seja igual. Talvez me ajude a tomar uma atitude positiva em relação ao meu sobrepeso.
Ei, você! Deseje-me sorte...

quarta-feira, agosto 13, 2008

Você é da mesma estrela que eu

Porque nem só de música árabe vive meu HD. (Só que o vocalista é filho de egípcios... ><)





video

Dum dum takata dum takata taka dum dum takata...

Pequeno momento mágico na minha aula de dança.
No finalzinho, minha profi fez uma rodinha para as meninas dançarem, ela no derbake (na verdade é um djambê de Bali, mas ela toca como se fosse e fica ótimo). Aí ela perguntou se alguém podia acompanhar nos snujs.
As meninas gemeram, gemeram, mas ninguém se manifestou. Então a caruda aqui se saiu com um: "Faz muito tempo que eu não faço isso, mas acho que ainda consigo."
E, bem, parece que eu consegui mesmo.
Fiquei muito emocionada. Primeiro, porque eu adoro snujs e é sempre muito legal tocar ao vivo, para pessoas ouvirem e se movimentarem - infinitamente mais legal do que ficar só reverberando nas paredes do seu quarto. E depois, porque há alguns anos eu não tocava acompanhando alguém no derbake. A energia é muito diferente. Lembrei de momentos muito fortes para mim e fiquei com os olhos úmidos.

Delicioso. Adorei. Quero mais. =P

terça-feira, agosto 12, 2008

Pó branco

Ocorreu uma pequena revolução na minha vida esta semana. Eu parei de comer açúcar branco. E isso, na minha alimentação, é algo bem significativo.
Sou completamente compulsiva por doces, em especial os de consistência cremosa, como pudins e mousses.
Isso não seria um problema. Ok, eu sou obesa, mas ainda assim não seria um problema se. Minha mãe não fosse diabética. Meu pai não tivesse sido diabético. Meus avós não tivessem sido diabéticos.
Aí, há mais ou menos um mês, eu passei a beber quantidades pantagruélicas de água – minha colega de escritório brincava que eu parecia sempre de ressaca – e a, conseqüentemente, passar muitas temporadas no banheiro. Quem tem a doença na família reconhece logo os sintomas.
Então eu resolvi tomar vergonha na cara. E uma amiga zen – na verdade, ela é budista tibetana – me mostrou como a coisa podia ser simples: era só decidir e fazer. Simples. E realmente foi muito simples.
Aumentei o consumo de frutas, claro. E deixo o Esposo colocar um dedinho de açúcar mascavo no meu café com leite. Mas era isso. Não fiquei fissurada, não tive nenhuma crise de abstinência, nem nada parecido.
Dizem que eu vou emagrecer horrores, tomara. Não era o objetivo, mas seria uma contra-indicação bem simpática. A verdade é que me sinto mais leve. Já não preciso mais de tanta água. E está ficando mais fácil para levantar de manhã – eu sou daquelas que levanta se arrastando.
Enfim, recomendo para todo mundo. É muito mais fácil do que parece. Bastar optar por você mesma.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Na prática, a teoria é outra

Minha sempre me disse isso, a vida inteira. Pior que ela tem razão.
Os livros de auto-ajuda, as terapeutas e mais não sei quem dizem o tempo todo que sua vida é resultado das suas escolhas, que você é exatamente o que você preferiu ser.
Não é que esteja errado... mas, pombas, e quando a gente quer escolher duas coisas? A gente quer a escolha que fez e também a escolha que não fez? Parece tão difícil assim compreender isso?
Desconhecer o limite exato do que é estar livre, do que é idealizar o mundo, de até onde posso ir, de até onde quero ir...
Eu não estou mal, eu não estou triste. Mas eu não sei se estou fazendo a coisa certa. Eu não sei se há coisa certa a fazer. Eu queria que tomassem conta de mim e me dessem uma direção.
E não me venham com: "as respostas estão em você mesma" ou "você é a única que pode fazer isso por você". Eu sei de tudo isso. Todas as respostas estão escritas dentro de mim. Mas eu sou analfabeta de mim mesma.