sábado, julho 25, 2009

A pílula certa, no lugar certo

Evitava falar dessas coisas aqui, mas resolvi perder esse pudor. Isso é tão parte da minha vida quanto tutorial de maquiagem para algumas de vocês.
Essa coisa de bipolaridade, significa, basicamente, que a fabriquinha do seu corpo que produz os reguladores das suas emoções não funciona direito. (Não, não vou usar qualquer termo técnico que fica xarope.) A produção inexiste ou não dá conta.
Então aparece esse moço abençoado na sua vida, que os populares chamam de psiquiatra e te dá bolinhas mágicas que botam seu pobre cérebro nos eixos.
Eu tomo bolinhas de dois tipos, toscamente dizendo: o estabilizador, que regula minhas variações alucinadas de humor e o antipsicótico, que "barra", por assim dizer, as reações exacerbadas do meu cérebro e me impede de chegar naquilo que os médicos chamam de "surto psicótico", que é quando a gente perde a relação com o mundo normal e chega a conclusões desprovidas de razão. Muito bem.

Tudo isso para explicar que, por umas questões práticas, fiquei quase uma semana sem meus antipsicóticos (meu médico pegou gripe A, tadinho, uma confusão).
É louco, porque parece que não está acontecendo nada com você, até que as pílulas chegam. A primeira noite de sono com o bagulho é inesquecível. Porque eu tenho esse problema que as minhas sinapses (ah, googleia!) não param quando eu durmo, a não ser que eu tome esse bicho. Aí eu durmo, mas meu cérebro continua trabalhando. Dá para imaginar o estado que eu acordo pela manhã? Pois.

Depois de dois dias, minha capacidade cerebral é outra. Olê olê olá. Viva a indústria farmacêutica!

3 comentários:

Ket disse...

açucar, farinha e tudo que há de bom =D pra criar essa menina super poderosa

Cibila disse...

Há um bom tempo tomei lítio, agora estou tomando fluoxetina, mas estou partindo para produtos naturais, com os florais, caso perceba alguma melhora e ajuda te dou um toque!
Se cuida muito moça, e se um dia precisar delirar com alguém deixo meu msn: cibilashiva@hotmail.com
Um abraço forte de quem lhe admira muito por toda coragem e pela luta que sei muito bem que vc trava!

Elisabeth disse...

Como diria a Dori...
Continue a nadar, continue a nadar...