sábado, julho 10, 2010

O inferno são os outros

(Como diria a divina Cláudia, famosa frase de um homem que todo mundo cita, mas ninguém leu. Eu inclusive.)

Só porque nessa madrugada fiquei pensando que nesses tempos tão líquidos de medo, acomodação e egoísmo, a amizade humana caminha na beira do precipício do impossível. O dedo apontado é gatilho mais fácil que o diálogo.
Aí me bateu uma dúvida.

Nesse contexto, o que é mais comum:

- Acusar, julgar e executar no outro tudo que o instabiliza no seu ponto de conforto.

OU

- Cobrar comportamentos (em geral, incondicionais)do outro que você nunca foi capaz de ter/oferecer?

Qual sua opinião? Qual será o segredo de tostines?

7 comentários:

ro salgueiro disse...

Escrevi um e-mail gigante para vc que o gmail insiste em não aceitar a entrega. Salvei no wordpad para ler amanhã e ver se estou dizendo alguma grande besteira para que o universo conspire de tal maneira contra nossa comunicação. Cara, juro que só respondi o e-mail sobre amizade, roupa etc. Fooon pro gmail!!!! Amocê, não esqueci não!

ro salgueiro disse...

Os dois.

Luciana Arruda www.abailarina.com disse...

na amizade não devia ter espaço pra cobranças, se o outro gosta de vc, deveria te aceitar como é... eu adoraria que isso fosse uma constante..mas infelzimente não é! as pessoas cobram muito e nem sempre com razão.
:/

andancasdelory disse...

Sartre disse. Mas acho mesmo que mas feliz foi Mariotti: Se o inferno são os outros, a felicidade também o é.

andancasdelory disse...

A frase inteira: "Se o inferno são os outros, a felicidade também o é. Se não existe inferno sem os outros, também não há felicidade sem eles."

Zahira disse...

Julga quem nunca se olhou no espelho

Cláudia disse...

Fazia tempo que não lia teu blog,legal, as perguntas levam implícitamente a resposta de quem as escreve. Os conflitos são o importante da relação, seja qual for, requerem um pensar sobre, neste mundo que ninguém mais reflete sobre nada. Tento sempre a postura mais cômoda, pensar sem ter que entrar em conflito real. Disconfio de tudo e todos, mas gosto demais de ti (essa é a certeza). O inferno é o tenho dentro de mim, esse grito contido...