quarta-feira, janeiro 07, 2009

Amigos muito especiais

Eu tenho muitos amigos, muito queridos e que amo muito. Mas por uma série de fatores, devo confessar que nenhuma turma é igual a dos rapazes que eu conheci fazendo Jornalismo na USP na década de 90. Não são muitas as pessoas que você leva por 17 anos, através dos altos e baixos da vida, e continua falando a mesma língua.
Ontem, umas dez da noite, eu estava em casa, arrumando a mala da minha mãe que volta depois de passar as Festas comigo, quando toca o celular. Estranhei um pouco e fui atender. Era W.
Aí eu fiquei preocupada. Por uma série de motivos que não cabe contar aqui, ele nunca me liga fora do horário comercial. Quando atendi, tomei um susto. Não era a voz dele. Em segundos pensei em acidente, sequestro, tudo de ruim. Mas em pouco tempo reconheci a voz . Era o R., meu grande amigo da mesma época, numa grande explosão de afetividade.
"Eu tô aqui com o W., estamos bebendo desde as duas da tarde, aí eu resolvi pegar o celular desse grande filho da puta e fazer ele ligar para os amigos, porque ele é um filho da puta que não liga para os amigos e só pensa em trabalho! Como você está? Você está bem?"
"Sim, estou bem. Com muitas saudades!"
"Eu também tô com saudades. Quando você vem para São Paulo?"
Aí eu passei um longo tempo explicando meu plano A, meu plano B e meu plano C para os próximos meses, de acordo com previsões que ainda não se efetivaram. Falamos mais, sobre família (na medida do possível, já que a minha estava bem ao meu ladinho e eu estava sóbria), sobre sermos os mais especiais uns para os outros, sobre amizade que não morre nunca, mais muitos eu te amos e estou com saudade.
Aí ele passou o telefone para o W. Se R. estava bêbado, W. estava na debruçado na borda do coma alcóolico. A língua mole na boca dificultava a dicção. Começou um "Sá, como é que ce tá?" Depois fiquei sabendo que o cretino acabara de ganhar mais uma filha, detalhe que ele simplesmente "esqueceu" de me contar esses meses todos! Homens! E falamos, falamos, falamos. Oitenta e cinco "estou com saudades" e "eu te amo". E um milhão, trezentos e trinta e quatro mil, quinhentos e sessenta e dois "quando você vem para São Paulo?" Eu respondia, respondia, mas ele esquecia e perguntava outra vez, numa ciranda sem fim. Bêbado é foda. ^^
Pedi para ele passar o telefone para o R., que estava um pouco menos pior, para pedir para que ele não deixasse o W. pegar o carro, sob nenhum pretexto. Foi aí que percebi que ele estava mais torto do que eu pensava. Ele ria, ria, ria, falava bobagem e terminou perguntando... adivinhem! "Quando você vem para São Paulo?"
Eu posso ser muito tola, mas receber ligações non sense como essa me deixam loucamente apaixonada pelos meus amigos e muito, muito orgulhosa de ser amiga de gente assim.

5 comentários:

Luana Mello - Dança do Ventre disse...

Uspiana??? Sério???? Eu fui FFLCH!!!!
E tb quero saber algo, como estão seus planos de aparecer nas bandas de cá?

Me mantenha informada deles para tomarmos um chimarrão!

Ket disse...

hahaha
são esses que valem a memoria. Amigos assim a gente lembra a vida toda, não importa o tempo que passe ou as privações. Eles sempre estarão lá.

saudades. Com anda Poa??
bjos
ket

Giovana disse...

USP?? Xuuupa! rsrs (brincadeirinha!!)

Viu... Qdo vc vem pra São Paulo? rsrs

Amigos da facul são ótimos. Mtas pessoas especialíssimas passaram por mim, mas se foram. Um ou outro tenho no msn e orkut, mas a maioria...

E assim é a vida. Uns vêm, outros vão. E o que fica é o baita crescimento e amadurecimento que cada um me deixou. E como...

Beijos!!

Lory disse...

Ah... os amigos! São a parte mais gostosa da vida!

Luana Mello - Dança do Ventre disse...

Por onde vc anda moçoila??? Sua fã está cobrando mais posts, já decorei os antigos! Bjs