segunda-feira, janeiro 19, 2009

Exposição

Tenho uma apresentação para participar em breve. Vou fazer um baladi básico, de 3 minutos. Apesar que o básico nem sempre é o mais fácil. Bom se é fácil ou se não é, não vem ao caso. O caso é que eu quero estar lá mas não quero.
Para mim dançar é expor. Se não expor, fica uma merda. Expõe inconscientemente, de qualquer jeito. Expõe o lado feio.
Só que tem um movimento muito forte dentro de mim querendo um casulo. Querendo reclusão, querendo colo. Por um tempo, não pra sempre. Mas o tempo é agora. Espero que isso passe logo e eu possa deixar aflorar à tona, em tempo hábil, a mocinha baladi que mora dentro de mim.
Mas o mundo me parece tão áspero certas épocas... Áspero demais para ela.

5 comentários:

Luana Mello - Dança do Ventre disse...

OOOO meu deus, que texto mais emotivo. "O mundo me parece áspero"... Pior que ele é.

Mas dança pra vc Sá! A dança essas horas funciona como um ritual de transformação, ela é capaz de transmutar as energias mais densas.

A mocinha baladi vai arrasar, tenho certeza, estarei trocendo!! Não perca essa oportunidade, coisas mágicas podem acontecer quando menos esperamos!

beijos

Nat, ou Katrina de Sarom disse...

Eu acho que nesses dias as danças ficam mais emotivas, por isso mais tocantes... Boa sorte! Vou torcer com a Luana!

Ket disse...

Deixa ela sair... Como eu tenho certeza de que você pode.
Vc me ajudou a libertá-la na minha vez. Dê a sí mesma isto agora.

na torcida \o
Ket

Lory disse...

Vai arrasar, chuchu!

Vivi Amaral disse...

Primeiro post meu aqui, florzuda. Descobri há pouco tempo seu cantinho...
Passei pela fase casulo ano passado e ela durou o ano inteiro. Para mim, esse tempo foi necessário. É como um descanso depois de uma maratona. Vc quer parar, fazer a respiração voltar ao nornal, digerir as "paisagens" que viu ao longo do percurso. Foi bom. Certos descansos que nos damos nos fazem reavaliar o nosso desempenho e confirmar (ou não) o ojetivo daquilo que fazemos.
As vezes é como vc disse, a aspereza do mundo nos faz querer voltar prá casa. Mas estará o mundo tão áspero assim? Ou é a nossa sensibilidade que está fina como um papel, frágil... Qualquer que seja o caso minha flor, respeite o seu corpo, o seu desejo. Ouça-os.

Beijos, minha cara. Querendo proseá, toma nota do msn da tia: vi.amaralssp@hotmail.com

Vivi