segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Jogo dos Sete Micos

A fofa da Lory Moreira que me passou.

Como ela, vou me ater aos micos de dança, que os pessoais são mais constrangedores. Os indicados podem fazer como achar melhor.

1) Paguei peitinho

Tenebroso e inesquecível. O bustiê não tinha alças cruzadas (nunca mais!) e eu tenho ombros bem redondos. Pra piorar, estava um frio animal e eu coloquei uma segunda pele por baixo. Batata, uma das alças escorregou e, quando eu levantei os braços para erguer o véu como a coreo exigia, o sutiã subiu e meu parcos peitinhos não seguraram... Claro, não ficou totalmente visível porque havia a segunda pele e ainda se usava franja longuinha naquela época - como meu peito é pequeno, qualquer coisinha cobre. Mas era exasperante porque a coreografia era em grupo e com véu, então não dava pra arrumar nunca e a coisa ia subindo. Agonia, sô!

2)Perdi o lenço de moedas na entrada da coreografia

Bom, essa não foi bem culpa minha, mas me escalaram pra duas coreografias uma em seguida da outra, com figurinos totalmente diferentes. Em função do tempo, as meninas me vestiam meio a jato para a segunda. A encarregada de amarrar o lenço no meu quadril tinha bundinha pequenininha e deu um nozinho que no quadril dela pararia. Mas no meu nào.
Logo na entrada no palco, em fila, ele escorregou até os meus pés... só deu tempo de pular e seguir em frente... e o pior é que tinhas umas 9 meninas atrás de mim e todas tiveram que fazer o mesmo... No vídeo, depois, é que fui ver como ficou bizarro.

3) Paguei calcinha

A mesma coreografia, só que no dia seguinte. Para não perder o lenço de novo, deixei ele preso no alfinete com um enxame de joaninhas. Beleza, ficou firme. Só que o lenço era muito, muito pesado. E foi puxando o vestido para baixo, até as fendas laterais da minha calcinha começarem a aparecer... Detalhe que o vestido era verde musgo e a sem-noção tava com uma calcinha pink! Putz, figurino pra grupo nunca mais! Só galabias folclóricas bem fechadinhas. Porque, né?

4)Zoraide

Na verdade, essa apresentação foi um mico gigante.
Fomos nos apresentar num hotel em Gramado, para uma convenção da AMBEV. Traduzindo: um monte de cueca reprimido com a cara cheia de cerveja, todo assanhadinho porque tá em grupo.
Depois de sermos conduzidas para o local de apresentação através da cozinha do hotel (o chão mais sujo desse mundo de Deus e a gente descalça e as saias transparentes roçando a imundície...), de chegar num lugar sem a menor acústica e com aqueles sonzinhos portáteis absolutamente inaudíveis, ainda tivemos que aguentar essa plateiazinha de cornos loucos pra fazer gracinha.
Além de alguns gestos obscenos e pedidos pra sentar no colo, eu que era um pouco mais velha que a média das meninas e estava bem gordinha, logo ganhei o epíteto de Zoraide (da porra da novela O Clone, sim) e outra colega pouquinho mais velha e magra logo virou Lala Nazira... E olha, eu não tinha nem 30 na época. Homem é tudo palhaço mesmo quando em matilha.

5) Bengalada

Essa foi em sala de aula, mas me traumatizou. Coreografia de said, oito meninas, quase nenhum espaço pra ensaiar. Em uma parte da coreografia, o grupo A ficava em pé fazendo o "oito" com a bengala e o grupo B ajoelhava em frente e arremessava a dita, batendo no chão pra ela quicar e bater de volta.
Lindo. Só que eu tenho 1, 75m e braços longuíssimos. Mesmo pagando de Horácio o ensaio todo, com o cansaço a gente se distrai e lá pela quinta repetição eu dei a bengala com força na orelha da pobre criatura que estava ajoelhada na minha frente. Tadinha! Eu nào sabia onde me enfiar! Acho que maior que a dor dela só minha vergonha mesmo.
Fica a dica: professoras, querem coreos grandiloquentes? Então rebolem e achem um lugar decente pros ensaios, valeu?

6)Solas pra que te quero

Mesmo grupo, mico novo. Fomos nos apresentar num festival de folclore. Organizador pensa em folclore alemão, italiano, todo mundo de botinhas. Nós não, né? Resultado: o palco era uma chapa negra de madeira, onde o sol tinha batido a tarde toda - raqsas com bolhas de queimadura nos pés...
Em outra ocasião, com o mesmo grupo, o tablado era feito de compensado cru. A cada giro, uma dezena de farpas entrava nos pés... Sem falar que o vento levantava nossas saias e jogava o véu na cara.
Também fomos chamadas pra dançar numa festa do bairro. Era um said estávamos descalças. Só quando chegamos lá que fomos informadas que nosso palco era o asfalto nu... Deu pra ralar legal, nesse dia eu sangrei.

7) Ay! Que dolor en mis pies...

Essa eu já contei, mas é digna de registro. Fiz uma hora e meia de flamenco com um sapato DOIS NÚMEROS menor. Inesquecível.

Passo os mico tudo pra Lid Satier, Ket e Rafael Brilhante. Me contem depois!

3 comentários:

lory disse...

Flor, eram qualquer 7 coisas. Eu que escolhi falar 7 micos. Mas achei ótimos vc tb escolher os micos. Os meus pareceram bem pequetitos juntos dos seus. Risos!

Anisah Parvaneh Bellydancer disse...

Tenho uma coleção de micos em dança, que vão desde problemas com o figurino a lugares desastrosos! hehehe Um dia faço a lista... Adorei os teus! Bjão

Samara L. disse...

Participa também, então! Deu um branco na hora de chamar o povo!